Surpresa!
1 Capítulo 1- ÚNICO!
Notas iniciais
Espero que gostem.
Beijos.
- Já te falei o quanto você está gostosa nessa fantasia de empregada, maloqueira? — Fabinho sussurrara no ouvido de sua mulher.
Tinham casado a algumas semanas atrás. Depois que ele e Érico haviam comprado o prédio da Class Mídia, resolveu tirar férias de uma semana com Giane em nada mais, nada menos que Las Vegas e acabaram se casando por lá. Irene, Margot e Malu ficaram loucas quando descobriram, porque ninguém achou que eles iriam casar tão rápido e principalmente longe de todos. Fabinho dissera que achava que essa era a única forma de ter se casado com ela, pois ela não iria querer nenhum outro tipo de casamento.
- Sim, deve ser a centésima vez que você me fala isso, Fabinho. — ela respondeu rindo. Sua fantasia consistia em uma mini-saia preta, com um mini-avental branco por cima, um corpete de alças finas de cor preto com branco no meio. Ainda tinha meia calça, cinta liga e coleira preta de renda. Sem falar na peruca cor-de-rosa com a tiarinha.
- Você escolheu essa fantasia pra me provocar, né? — ele passou o braço pela cintura dela, a puxando para trás, para encostar o seu corpo ao dele.
- Não! Já falei que quando vi na loja senti vontade de comprar.
- Não importa, estou me sentindo provocado. — com a mão, que estava livre, foi subindo pela perna dela, como se estivesse arranhando. — Você me deixa louco, maloqueira. Era pra eu estar ajudando o Érico e a Sílvia na festa, mas não consigo ficar longe de você. — ele continuara a sussurrar no ouvido dela a deixando arrepiada. Depois passou o nariz pelo pescoço dela, alternando beijos e mordidas de leve também.
Ela estava ‘rendida’. Inclinou o pescoço deixando o espaço completamente livre pra ele. A sorte dele é que estavam na pista de dança e estava tudo escuro, se não os amigos iriam zoar, mandando eles irem para um quarto. Que era o que Fabinho sonhava nesse momento.
- E se a gente fugisse por algum tempo, hein? Eles nem iriam sentir a nossa falta. — falou enquanto a apertava em seus braços.
- Cê tá louco, fraldinha? A festa é da sua empresa, claro que vão sentir a sua falta.
- Quer saber? — a virou para ficar de frente pra ele e saiu a puxando pela mão, rindo.
- Onde você tá me levando, seu maluco? — ela ria também. Nunca pensou que uma fantasia iria deixar o marido tão louco como ele estava. Parou de andar ao ser puxada para uma sala e sentir sua costas ser colada a porta.
Saíram da sala arrumando a roupa e com sorrisos satisfeitos no rosto. Tinha sido algo rápido, mas o suficiente no momento. Se separaram na porta do banheiro, com Giane indo retocar a maquiagem borrada e também para não darem muita bandeira.
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- Fabinho, onde cê tava, mano? — Jonas perguntou ao “chefe”.
- Tava tomando um ar lá fora, porque? Aconteceu algum problema? — perguntou preocupado.
- Não, não… é só que você desapareceu e ficamos te procurando…
- Não só ele como a Giane também, né? — falou Érico rindo, chegando perto dos amigos.
- E o que é que tem? Não posso mais tomar um ar com a minha mulher?
- Tomar um ar? Sei, Fabinho, que ar você tava tomando… — Érico respondeu e deu uns tapinhas nas costas do amigo.
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- Oi, gente.
- Oi, Giane! — Malu, Luz, Renata, Camilinha, Charlene, responderam todas juntas.
- Estávamos falando de você. — Malu disse.
- Espero que bem… — respondeu rindo.
- Se bem é dizer que você estava “desaparecida” com o Fabinho por aí… — Luz falou. Giane que estava bebendo sua vodka no momento, engasgou e começou a tossir. Todas correram pra ajudá-la, batendo em suas costas e levantando seus braços enquanto riam.
- Vocês são muito sem graça, aff. — falou quando ficou mais calma.
A noite passou divertida para todos, tanto os mais jovens quanto os mais velhos. Claro que não pararam de soltar piadinhas para o casal, mas eles deixaram de brigar, preferiram ignorar tudo.
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Dois meses após a festa, Giane resolveu ir até uma ginecologista, porque sua menstruação estava bastante atrasada.
- Bem, Giane, você tem sentido enjoos, fome excessiva, desejo?
- Não. Minha fome tá enorme como sempre, não mudou nada.
- E seus seios? Estão mais sensíveis?
- Hum, um pouco… é como se fosse uma dorzinha quando toco. Não sei explicar direito.
- Giane, possa ser que você esteja grávida. Apesar de não estar com todos os sintomas da gravidez.
- Grávida? — perguntou assustada. — Mas eu e o fraldinha sempre nos cuidamos, apesar da gente ser casados.
- Você toma os anticoncepcionais tudo certinho? Usam camisinha?
- Tem dias que eu esqueço de tomar, sabe? Não sou muito ligada nessas coisas. — riu um pouco sem graça. — E camisinha usamos sempre…- ficou um pouco pensativa. — Ai, acho que no dia da festa a gente esqueceu.
- Vamos fazer um exame de sangue para confirmar? Ele fica pronto em uma hora.
- É melhor.
Depois de coletar o sangue, foi para a lanchonete do hospital enquanto aguardava o resultado. Cara, nunca se imaginou grávida. Ela não tinha nenhuma experiência com bebês e Fabinho menos ainda. Como poderiam cuidar de um bebê se mal cuidavam de si próprios? E viviam nessas briguinhas idiotas, mas que sempre acabavam na cama.
Uma hora depois a médica lhe passava o resultado, que ela não teve coragem de abrir e devolveu, fazendo a médica rir.
- A gravidez seria muito ruim pra você, Giane? — a doutora perguntou antes de abrir o envelope.
- Não seria ruim, só seria um pouco… estranho? Nunca pensei nessas coisas, sabe? Sempre fui um moleque que vive pelo Corinthians.
- Então se por um acaso você estiver grávida, não pensa em abortar, certo?
- Abortar? Não, claro que não. Eu irei amá-lo, sei disso. Afinal ele seria uma parte de mim. E também nunca faria isso com um filho meu, se fui mulher pra fazer, serei mulher para cuidar. — a médica sorriu satisfeita com a resposta e abriu o envelope. Leu rapidamente só procurando o nome “POSITIVO”. Sorriu e dobrou novamente o papel.
- Parabéns, Giane. Você será mamãe.
Saiu um pouco em transe da sala. Mãe. Mãe. A palavra ecoava em sua mente. Ela seria mãe. Daqui a alguns meses ela teria um bebê para cuidar e chamar de seu. Quando entrou no carro, respirou fundo e continuou sentada no banco. Levou suas mãos até sua barriga e alisou a mesma, que ainda estava sequinha. A médica havia explicado que ela começaria a crescer mais a partir do quarto mês de gestação. Não sabia quando tinha começado, mas sentiu as lágrimas escorrerem pelo seu rosto. Não era de tristeza, mas de alegria. Ela e o Fraldinha estavam começando a formar uma família.
Pegou seu celular na bolsa e enviou uma mensagem ao marido.
“Parabéns, Papai.”
Alguns minutos depois sorriu ao sentir o celular tocar.
- Oi, amor.
- Giane, você tá grávida? Onde você tá? Porque só me contou agora?
- Calma, Fraldinha. Assim você me deixa tonta com tantas perguntas.
- Ok, desculpa. Mas onde cê tá?
- Tô indo pra casa agora.
- Então nos encontraremos lá.
Chegaram praticamente ao mesmo tempo e ela mal teve tempo de sair do carro, porque ele já puxou para seus braços, a abraçando.
- Obrigada, Giane. Obrigada por isso. — escutou ele fungar e sentiu seus olhos encherem de lágrimas.
- Deixa de ser Fraldinha, Fabinho, você vai me fazer chorar. — Ele se afastou um pouco dela rindo.
- Como sempre grossa. — encostou seu rosto ao dela e a beijou. — Você tá bem?
- Tô ótima. — ela abriu um sorriso que Fabinho achou maravilhoso.
- Já falei que te amo e que você é a pessoa mais maravilhosa que já conheci?
- Hoje ainda não.
- Pois você é. E tenho certeza que quando o nosso filho nascer vai achar o mesmo.
~ 4 Anos depois ~
- Tia Malu? — disse enquanto deixava seus desenhos de lado.
- Oi, minha princesinha… — respondeu Malu, deixando o notebook em cima do centro para olhá-la.
- Meus pais vão demorar muito?
- Hum… Ainda são 20h. Eles vão demorar mais algumas horinhas. — falou olhando o relógio. — Porque? Não tá gostando de ficar com a tia Malu?
- Tô, tia. Mas é que… eu tô com saudades do meu papai e da minha mamãe. — disse fazendo biquinho.
- Ai meu Deus, que coisa mais linda essa menina. — Malu riu a puxando para seus braços e fazendo cosquinha na menina, a fazendo rir.
- Para, tia, para… — ela pedia com lágrimas nos olhos enquanto gargalhava. Quando Malu parou e a menina se acalmou, perguntou: — Quanto é algumas horinhas? — Malu balançou a cabeça rindo, não tinha jeito.
- Que tal se a gente fosse passear, hein? Ir brincar no shopping? Assim o tempo passa mais rápido.
- Brincar no shopping? Ebaaaaaa! — a menina começou a pular, muito feliz, no meio da sala. — O tio Mau vai?
- Vamos ligar pra ele. — pegou o celular e ligou, não esperou muito para que o outro atendesse.
- Oi amor.
- Oi amor. — disse Malu com um sorriso no rosto e aquela cara de apaixonada. — Olha, tem alguém que quer falar com voc… — não pode terminar porque alguém tinha tomado seu celular.
- Oi, tio Mau…
- Oi, minha gatinha. — riu, a menina não deixara a tia acabar de falar. E estava ouvindo Malu reclamar com ela.
- Tio, vamos brincar no shopping? Meus papais tão demorando e eu tô com saudades.
- Tudo que você quiser, meu amor.
- Êeeeeeeeeeeeeeeh! — a menina devolveu o celular a tia e voltou a pular na sala.
- Pela festa que ela está fazendo você vai, né?
- Sim. Tava terminando umas coisas aqui pra ir pra casa já, então daqui a pouco chego aí.
- Certo. Vou ver se os meus irmãos irão querer ir. Beijos.
- Beijos.
Quando desligou o telefone, resolveu tirar uma foto da maluquinha. Ela era linda. Então a enviou para os pais dela. “Vamos ao shopping, bjs”.
- Porque você não vai chamar o Kevin e a Dorothy também, enquanto eu me arrumo? — a menina nem respondeu, saiu correndo gritando os nomes dos ‘tios’.
Sentiu o celular vibrar na sua bolsa, abriu rapidamente para ver que era uma mensagem. Mãe quando deixa filhos em casa se preocupa o tempo inteiro, principalmente quando conhece a filha que tem. Suspirou aliviada quando viu que era apenas uma foto do seu bebê, que não era mais tão bebê assim, rindo e parecia estar pulando. Só em ver aquele sorriso, sorria também.
- Aconteceu alguma coisa? — perguntou o marido.
- Não. Foi só uma foto que a Malu enviou. — mostrou o celular a ele e o viu sorrir. Sim, eram os pais mais babões do mundo.
- Pelas caras de vocês, aposto que é algo da Valentina. — Renata falou chegando perto dos amigos.
- Você sabe como é, Rê. Até parece que você não é assim com o Gustavo. — Giane respondeu dando um sorrisinho.
- É… não posso negar. Mas o Érico é bem pior, e com isso invés de cuidar de 1, cuido de 2.
- Juro que a culpa não é minha, seja lá o que a Rê esteja falando de mim. — Érico disse assim que chegou perto da esposa e dos amigos.
Continuaram a conversar sobre os filhos até começar o jantar. Estavam em uma festa da mulher de Cauã Reymond, Rafaelle, que é cliente da Crash Mídia.
- Olha, amor, ainda bem que compramos esse carro maior, porque se não, não daria pra trazer todos. A nossa família é muito grande. — disse Maurício para Malu enquanto andavam pelo shopping com o Kevin, Dorothy e Valentina.
- Ai, é verdade. — Malu riu e deitou sua cabeça no ombro do marido, que a abraçou pelos ombros. — E ela só tende a aumentar.
- Sim. Não vejo a hora da gente ter os nossos.
- Calma, a gente mal casou.
- Como a gente mal casou? Já faz um ano, sua maluca. — ele riu e a trouxe ainda mais perto dele.
- É que eu queria curtir mais um pouco meu marido, pra depois me dedicar aos filhos. — ela o olhou e piscou o olho pra ele.
- Hum, falando assim, acho que a gente pode esperar mais um pouco. — sorriu e abaixou sua cabeça para beijá-la rapidamente.
- Ecaaa! — a menininha colocou as mãozinhas na boca rindo. — Eles tão se beijando, que nem meus papais. — todos riram com a menina.
Depois ela saiu correndo quando viu a sessão de brinquedos e os tios mais novos foram atrás dela para que ela não se perdesse.
Passaram uma hora brincando com a garota que não conseguia parar nem por um segundo. Até nos brinquedos de dirigir a menininha quis ir, e bem… ela era realmente boa. “Meu papai me ensinou”, dissera. Mas para pisar no freio, pediu que o ‘Tio Mau’ sentasse para que ela pudesse sentar em seu colo, que nem seu pai fazia. Ela só não tinha conseguido ganhar da Dorothy, o que a deixou triste.
- Oi pai. — Malu falou quando atendeu o telefone.
- Oi querida. Onde você está?
- Estou no shopping com o Mau e as crianças. — apesar dos irmãos terem crescido, Kevin com 19 e Dorothy com 16, ela ainda os considerava como ‘suas’ crianças. E ainda tinha Luz, que já tinha 22 e continuava a morar com ela, mas hoje tinha saído com o Jonas, seu namorado há 4 anos.
- Já jantaram?
- Não. A gente tinha até pensado em jantar por aqui mesmo. Porque?
- Porque iria convidar vocês para vir jantar conosco.
- Ah, que maravilha.
- Tia Malu, com quem você tá falando? — Valentina perguntou com voz chorosa.
- Com o vovô, meu amor. — tapou o celular para falar com a sobrinha. — Quer falar com ele? — perguntou limpando as lágrimas do rosto da menina, que tinha chorado um pouco porque tinha perdido no jogo. Ela balançou a cabeça dizendo que sim.
- Vovô.
- Oi, minha princesa. — o avô ficou todo derretido no outro lado da linha.
- A tia Dolothy não deixou eu ganhar no jogo… — ela falou fungando, o avô sorriu.
- Valentina, querida, a gente não pode ganhar sempre. E um dia você vai ser melhor que ela no jogo, ok?
- Um dia vou ser melhor? — o avô respondeu que sim. — TIA DOLOTHY, O VOVÔ DISSE QUE UM DIA EU VÔ SER MELHOR! — gritou pra sua tia.
- Tá bem, tampinha. — Dorothy respondeu e deu um beijo em sua testa.
- Deixa eu falar com o vovô, Valentina. — Malu pede o celular a sobrinha, que lhe entrega. — Pai?
- Oi, Malu.
- Então daqui a pouco chegamos por aí, tá bem?
- Ok, estamos aguardando vocês.
- Bem, meu pai está nos convidando pra irmos jantar lá. — Malu informou ao desligar o telefone.
Giane estava realmente cansada, tinha dançado demais. A Rafaelle tinha colocado todos para dançar quando subiu na cabine do DJ, colocando músicas, que para ela, eram para perder toda a dignidade. Ela era muito divertida, gostara dela desde a primeira vez que a conhecera em um jantar de negócios da Crash Mídia.
Fabinho não precisou olhar duas vezes para a mulher para saber que ela estava cansada, então resolveu falar com sócio.
- Érico, será que tem problema de eu ir agora? Tô cansado e a Giane também.
- Não, não… eu e a Rê também já vamos. O Gustavo agora aprendeu a ligar pra gente, então nos liga o tempo inteiro. — todos riram. — Vamos lá falar com os donos da festa.
Se despediram do Cauã e da Rafaelle e agradeceram pela festa. Os dois casais foram juntos até o estacionamento, depois cada um seguiu seu caminho.
- Maloqueira, melhor ligar pra Malu pra saber onde eles estão, né? — Fabinho perguntou a Giane. Ainda estavam no estacionamento dentro do carro.
- Hum, até que você pensa. — Provocou ela, sorrindo.
- Sei fazer outras coisas também além de pensar. — ele disse rindo e se aproximando da sua mulher.
- Ah é? — ela o puxou pela nuca.
- É. — colocou a mão por entre os cabelos dela e a beijou. Foi um beijo ardente, que continha muito amor também. Quando se beijavam esqueciam onde estavam, se tinha pessoas por perto, só pensavam no momento. As mãos não paravam quietas, passava pelas pernas dela, que estavam descobertas pela saia minúscula que ela usava, pela barriga… Ela também não ficava atrás, passou suas unhas pelo abdômen dele o deixando arrepiado. Só pararam quando ela sentiu um aperto na bunda. Estavam ofegantes, mas não tiravam o sorriso do rosto.
- Você é um safado. Estamos em um estacionamento. Qualquer um poderia ter visto.
- O vidro do carro é fumê. — ele lhe piscou o olho. — E o que é que tem? Você é minha mulher. — ela se derreteu. Na verdade sempre acabava se derretendo com o que ele falava.
- É melhor eu ligar pra doida da sua irmã. — disse enquanto pegava o celular e discava pra cunhada.
- Oi cunhadinha. — Malu atendera ao primeiro toque.
- Oi, Malu. Onde vocês estão?
- Estamos aqui na casa do meu pai. Ele nos ligou nos chamando pra jantar.
- Ah, ok. Então daqui a alguns minutos chegaremos aí.
- Tá. Mas ô, se eu fosse vocês, correria, porque a sobremesa de hoje é torta de limão. — Giane tapou o celular e avisou ao marido onde deveriam ir buscar a filha e também deu o recado sobre a sobremesa.
- MAMÃE! PAPAI! VEM LOGO! TIA MALU NÃO QUER DEIXAR TORTA PRA VOCÊS. — ela ouviu a filha gritar do outro lado do telefone riu. Ela não tinha jeito, era uma moleca.
- Malu, não ouse comer tudo, ok? Já chegaremos. Beijos.
Em menos de 20 minutos estavam estacionando o carro na garagem da casa de Plínio e Irene. Sim, depois que a família cresceu, acharam melhor uma casa, porque o apartamento estava pequeno demais para tanta gente.
- Oi, queridos. Só faltava vocês pra família ficar completa. — dissera Irene ao abrir a porta pra eles. Abraçaram-se e foram pra sala.
- Nossa, mas vocês estão com caras de acabados. — Malu falou ao ver o casal entrando na sala.
- Descabelados também. — Maurício completou, rindo.
- Obrigada pela parte que me toca. — sorriu, Giane. — Boa noite, família!
- Queria todo acabado ter uma cara linda que nem a minha, maninha. — Fabinho se soltou da sua mãe e foi abraçar a irmã. — Boa noite pra você, também.
- Sai daqui, tá suado. — reclamou Malu, fazendo cara de nojo. Fabinho sabia que ela estava brincando. Todos riram com a brincadeira dos dois.
- Ih, gente. Que silêncio é esse? Cadê minha filha? — Giane perguntou aos que estavam presentes na sala.
- Plínio levou ela e o Samuel para escovarem os dentes. — Dorothy respondeu. Samuel era o filho mais novo de Plínio e Irene, era meses mais velho que a sobrinha.
- Você não me pega, Samuka.
- Pego sim, molenga.
- Crianças, não corram!
- Bom, Giane… não está mais silêncio agora. — Kevin falou.
- Melhor assim. — ela respondeu.
- MAAAAAAAAMI! — a menina gritara quando viu a mãe sentada ao lado das tias, correu e se jogou sobre ela.
- Pronto, agora ela não vai querer saber mais de ninguém. — Plínio comentou.
- Até ela ver o pai dela. — Dorothy disse.
- Que abraço mais gostoso! Sentiu falta da mamãe? Sua tia cuidou direitinho de você? — perguntou apertando a filha em seus braços.
- Claro que eu cuidei bem da minha sobrinha. — Malu respondera. Fabinho olhava as duas com orgulho e amor.
- Ai mamãe, você tá me apertando. — disse com voz abafada, fazendo todos rirem.
- Desculpa.. isso tudo é saudade. — beijou o rosto da sua molequinha.
- E eu senti muita, muita saudades também.
- Se comportou direitinho? — perguntara olhando pra filha e pra cunhada.
- Sim. — as duas responderam juntas.
- E do papai lindo aqui? Ninguém sentiu saudades, não? — a menina se virou no colo da mãe e desceu rapidamente para abraçar o pai. Que a pegara e jogara pra cima, a fazendo rir. Depois a abraçou. — É só passar algumas horinhas distante dessa menina, que fico como se fizesse anos que não a visse. — disse para todos.
Após toda a melação dos pais babões, continuaram a conversar sobre tudo e todos.
- Já podemos comer a sobremesa? O Fabinho e a Giane já chegaram. — Samuka perguntara a mãe.
- Obrigada, meu anjo. Tinha esquecido completamente da torta. — Irene respondeu, beijando o filho.
- Pensei que tinham comido tudo e não tinham deixado nem os farelos pra mim. — dramatizou, Fabinho.
- A Valentina implorou para que a gente só comesse quando vocês chegassem. — Plínio falara para o filho.
Estavam todos sentados na sala, uns no chão, outros no sofá. Plínio e Irene se olharam e sorriram um para o outro. A alegria de ver os ‘filhos’, neta, genro e nora juntos, todos se dando bem, sentindo amor um pelo outro, era maravilhoso. Certo que ainda faltava Luz e o namorado, Jonas, pra completar a família. Sentiam orgulho dessa família que tinha se construído ao londo desses quatro anos. E esperavam que ela crescesse mais. Gostavam demais de ter a casa cheia!
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