Superstições

2 Descobertas nem sempre são bem vindas!


No elevador de número três:

— Vamos Nicole, quero quebrar alguns ossos hoje! Dizia Maicon, uma pessoa de fisionomia brusca de um lutador, negro com dreads e olhos castanhos claros, com uma camisa e um colete por cima e um shorts três quartos e um tênis de corrida.

— Pode me chamar de Tatsu, meu nome é Nicole Tatsumoto, e o Thiago é meu irmão, ele é bem antipático. Mais eu também quero afiar a minha katana em alguns pescoços. Dizia Nicole com um tom simpatizante, Nicole é uma oriental asiática, branca, e cabelos longos e negros.

— Pronto... Chegamos! Diz Nicole empunhando aos poucos sua katana.

A porta do elevador abre.

— Vamos por aqui, pelo que as coordenadas indicam as portas são por aqui! Sussurrava Maicon caminhando em direção a porta. É essa mesmo! Prepare-se, eu vou abrir!

Aparentemente tudo estava perfeitamente correto no andar em que estavam.

Maicon toca na maçaneta da porta e gira, o mesmo impulsiona para frente e sem sucesso não consegue abrir.

— Essa já era! Dizia Maicon decepcionado.

Nicole com certa ignorância quebra a janela de vidro do local.

— Eai... Vamos entrar?! Dizia Nicole sorrindo.

— Caraca, você é japonesa irmã do Bruce Lee mesmo eim!

— Não, não, na verdade o Bruce Lee é chinês, e minha mãe e meu irmão são japoneses! Eu nasci aqui... Eu e meu pai.

— Uhul! Estava lhe procurando por toda a minha vida... Onde estava todo esse tempo? Hahahaha... Dizia Maicon como um modo de demonstrar a atração por Nicole.

— ... Nicole fica corada e olha para os lados. Vamos logo bobinho!

Nicole empunha a espada novamente e pula a janela quebrada, logo em seguida Maicon também.

— Aqui...! Maicon acende a luz, olha para os lados e percebe que não nada além de armários encostados na parede com pequenas gavetas demarcadas e classificadas com nomes. Maicon abre uma delas e repara que há remédios dentro das gavetas.

— Uhul! Pelo menos conseguimos algo!

— Ainda bem! Maicon pegue o que puder! Aliás... Por que não utiliza armas para se defender?

— Hahaha... Eu não preciso! Eu não gosto de armas, desprezo-as.

— Entendi!

E a caminho do quinto andar...

SFX: Assovios...

— Cale-se! Diz Thiago, um japonês com duas katanas nas costas, como já dito Thiago é irmão de Nicole, ele tem cabelos longos e uma expressão totalmente neutra.

— ... Fred curva sua cabeça para trás com uma expressão psicodélica, o mesmo coloca seu taco no ombro, vira-se para frente e solta um grande suspiro. Fred é loiro de olhos cor de mel, cabelo curto social arrepiado e uma cicatriz em seu olho esquerdo, uma cicatriz reta de cima para baixo, acidente em uma de suas aventuras inspiradas em Clockwork Orange mais a cicatriz foi uma pequena rasura a sua face sem ter afetado seus olhos.

— ... Thiago Tatsumoto contentou-se com aquilo.

O elevador chega até o quinto andar. Thiago e Fred separam-se e caminham até as portas.

Thiago fica com a porta de número vinte e um e Fred com a de número vinte e três. O estado em que o quinto andar encontrava-se era crítico, com luzes piscando, mesas e cadeiras jogadas pelo corredor, janelas quebradas, pessoas estripadas, decapitadas, estiradas ao chão, encostadas nas paredes e até mesmo penduradas pelo pé nas janelas. Thiago caminha rapidamente empunhando suas katanas parando em frente à porta cujo número é vinte e um, arrombando-a com o pé depara-se com nada mais nada menos do que mais mortos e devoradores do mesmo, num canto obscuro a devorar calmamente a carne, com grande avulso e violência abundante. O tom dos olhos desses monstros era de um sentido maquiavélico, obscuro, dava para sentir a morte se aproximando ao ver um pequeno tom vermelho dentre os olhos brancos e rostos cobertos pela escuridão, com seu pescoço mexendo para o lado e para o outro como se estivesse perguntando esta pronto para me matar?! Ou... ser morto por mim?!, onde a nenhuma razão cabia em acreditar que um desses poderia poupar sua vida, só de vê-lo de longe se pode sentir um leve frio na barriga, e quando se aproxima é como se estivesse sendo cercado pela escuridão, sendo hipnotizado por uma cobra avulsa para atacar, uma pessoa sem sentimentos e louca para descobrir o seu sabor.

Muitas pessoas sairiam correndo neste momento, assustadas, o que não adiantaria muito, pois seu sangue só bombearia mais e mais fazendo com que o morto vivo larga-se do outro corpo atrás de um outro extremamente fresco e saboroso, já que não podiam ao menos ver a sua vítima. Mais uma coisa cujo Thiago não teria era remorso em acabar com a vida de um deles, mais não só o remorso... Teriam todos que ter a decência de ao menos enfrentá-los, não de um modo psicótico com sede de sangue abrangente; mais um modo de estar certo do que esta fazendo, ter certeza de que esta matando um morto, que esta lhe fazendo um favor.

Interrompendo essa breve explicação, vamos retornar ao ocorrido, outra distração de Thiago, conduz o olhar sombrio do zumbi em sua direção, onde fixamente estende sua face em direção ao mesmo erguendo-se aos poucos, com movimentos robóticos de um lado para o outro como se estivesse hipnotizando-o. Thiago empunha calmamente sua espada em frente ao seu corpo olhando para o zumbi que estava fitando-o, mais por mais inacreditável que se aparentava o zumbi não se interessou por aquele corpo vazio e parado e voltou a devorar o outro corpo, como se soubesse que era melhor contentar-se com o corpo que havia adquirido.

Thiago relaxa seus ombros e olha para seu lado direito, vendo uma sombra se aproximar de suas costas. A sombra viria rapidamente sem dar o mínimo de tempo de Thiago recuperar completamente seu movimento de ataque.

Thiago virando-se para trás depara-se com um rosto desfigurado, que viria lhe atacar com unhas e dentes até que viria um golpe inesperado e um quanto tanto salvador, o golpe arremessara o zumbi para o lado com grande impulso. Com o corpo curvado e um sorriso de canto estava lá Fred com seu taco de basebol coberto de sangue em sua mão direita olhando freneticamente para o chão. Com um olhar sanguinário Fred levanta fortemente o seu pescoço e olhando para o fundo de algo que não estava lá dizia.

— AAAAAAAAAAH, QUE ÓTIMO ESSA SENSAÇÃO! HAHAHAHAHAHAHA! Dizia insanamente.

— ... Reduzido ao silêncio ficou Thiago.

Thiago ainda inclinado estava obviamente inconformado com aquilo. Fred afasta Thiago para fora da sala com sua mão esquerda arrastando o taco com a outra, sem olhar para Thiago fecha a porta.

— AGORA... Ele é meu! Afirmou intensamente Fred.

Thiago enruga a face, entrelaça suas sobrancelhas e caminha até a sala onde era o destino de Fred.

SFX: TOOOOF, CROFT, CRASH, CRASH, PLOFT, CRASH, CRASH.

— AAAAAAAHAHAHAHAHAHAAAAAAAAAAAAHAHAHAHA. AHAHAHAHA!

Ouvia-se um massacre vindo da sala vinte, risadas, estrondo, batidas e coisas quebrando.

Thiago começar aos poucos dilatar seus olhos até que não aparenta ter olhos puxados e envolve-se no clima e para em frente à porta de número vinte e três.

Em meio a uma desordem, Rachel e Cristina já se encontravam no corredor do primeiro andar. Estavam uma de costas para a outra apontando a arma para frente em direção aos zumbis. Havia três zumbis em frente à Rachel e quatro na de Cristina.

— Eai, esta pronta?! Dizia Rachel com seus olhos castanhos escuros, olhos profundos e fulminantes; virando seu pescoço para o lado com seus cabelos e franja negras, longos e ondulados; e sua pele clara que lhe dava um tom mais estupefato com as pontas de seu cabelo um pouco avermelhado.

— Pronta é para fracos, estou mais do que pronta! Correspondia Cristina curvando seu pescoço para o outro lado com olhos cinzentos, cabelos loiro tingido e encaracolado, sua pele bronzeada com um corpo escultural, um grande busto com enormes seios, e uma tremenda cintura onde caberia sua linda forma.

Rachel e Cristina atiram perfeitamente, gastando o necessário de munição para cada corpo andante, atirando apenas na cabeça, apenas Cristina que acertou um de raspão mas nada que lhe faça muita falta daqui para frente, para eles nem vale a pena contar a quantidade de balas, apenas saber se tem ou não o bastante para matar ao menos vinte zumbis, e após os tiros elas abaixam as armas.

— Vamos?! Puxando Cristina pelo braço disse Rachel.

— É pra já!

Passando por cima dos corpos saltaram em direção a porta de número dois, onde fica à direita do elevador, e ao lado a sala de número três. Todas as salas são iguais, assim como apartamentos igualados. Diferenciavam-se apenas pelos acessórios que eram introduzidos nas salas. Salas grandes, como se fossem um quarto de uma suíte de cinco estrelas. Banheiros próximos e as portas com janelas de vidro e algumas de acrílico, nos andares com elevadores e nas escadas com portas corta fogo, etc.

Antes de chegarem à porta cujo foram indicadas elas ouvem um barulho vindo de uma sala ao lado e recuam calmamente.

— Shii...! Não podemos fazer barulho. Sussurrava Cristina.

— Ok, ok! Dizia Rachel impaciente.

Cristina toca os dedos na maçaneta quando a maçaneta começa a rodar sem parar.

— Oh, Droga! Com um pulo para trás as duas disse ao mesmo tempo.

— HEY... AJUDEM-ME! Dizia uma voz que vinha de dentro da sala.

— Silêncio, fale mais baixo! ...Não, não Rachel, não abra, pode ser que ele esteja infectado! Cristina interrompe Rachel que estava prestes a arrombar a porta.

— Mas...

— Hey, eu não estou infectado! Eu sou o Doutor Robin, em meio à catástrofe houve uma desgraça que me prendeu aqui, lhe explico melhor se me deixar sair. Pode olhar meu corpo, juro que não estou ferido por nada!

— Deixe-o Cristina?! Por favor...?

— Ta bom... Mais eu avisei!

— Ok. Afaste-se da porta Doutor!

SFX: TUUUM...

Rachel arromba a porta e encontra o Doutor cercado por corpos, certamente ele os matou, ou se mataram.

— Oh... Obrigado. Foi mais o menos assim que aconteceu.

No dia anterior:

Havia um grupo de médicos que não conseguiram descer a tempo para escapar, e eu era um deles. Esse grupo tinha pessoas desesperadas, e estávamos em andares acima. A maioria resolveu descer e então tive que ir junto. Chegando nesse andar havia alguns zumbis e capturaram alguns de nossos colegas, mais mesmo assim tinha pessoas querendo descer.

— Não quero deixar minha família, VOU DESCER!

— Se você descer eu também desço!

Eu fui um dos poucos que se opuseram a decisão de descer, pois sabia que não iria adiantar muito e iríamos morrer no andar abaixo, obviamente eles estariam reunidos em grande quantidade abaixo, ainda mais por ser maior. Então eles nos prenderam nessa sala e havia um infectado junto a nós... Matamo-os... Mais meus colegas achavam que poderíamos ser infectados pelo ar, e mesmo acreditando na ciência eu ainda pensava que isso poderia ser o fim do mundo, a fúria de Deus e que só poderíamos ser infectados por contato direto com o sangue ou saliva (DNA) ou seriamos um deles após a morte. Assim como vi nos telejornais. Eu estava certo! Vi cada um deles... Matarem-se... Mais eu estava certo!

E... Foi assim!

— Hum... Bom, feridas em você não há mesmo! Pode nos ajudar a procurar algumas coisas para nosso uso? Acho que como passou uma noite apenas pode comer!? A propósito, meu nome é Cristina, e essa é minha irmã mais nova Rachel.

— Somos adotadas! Dizia Rachel sorrindo.

— Ok... Eu conheço alguns lugares, apesar de descer pouco nesse andar. Sigam-me...!

— Será que poderíamos ter esse lugar como moradia? Do lado de fora esta um caos total.

— Acho que não Senhorita Rachel, imagino como esta lá fora mais essa lugar é de muito fácil acesso e há diversas entradas além das principais. Mais poucas saídas. Seria bom e ruim ao mesmo tempo. Além disso, todas as histórias fictícias de zumbis que ouvimos durante todos esses anos, os filmes. Fica claramente evidente que isso não é uma fortaleza contra um monte de zumbis que possam causar uma aglomeração em frente as nossas janelas quebradas. E barricadas não iriam ajudar muito quando fossemos buscar alimentos, teríamos que retirar e empurrar as centenas de zumbis para fora e na hora de voltar, mais riscos! Aliás, acho que não é boa idéia se prender dentro de um local sendo quase uma isca. Compreende não?!

— Entendo sim... Hum... Então vamos descendo que eles estão nos esperando. Doutor venha conosco averiguar se não há algo para aproveitarmos. E, onde fica o estoque de comida?

— Lá embaixo!

— Cristina, eu acho que os alimentos ficam por conta de Colin e Apolo!

— Esta bem... VAMOS!

SFX: PLIM!

— Terceiro andar! O comando de voz automático indicava.

— Chegamos Alice, preste atenção e não saia do meu lado!

— S-Sim, Apolo...

Notas finais
- Caso haja algum erro ortográfico ou frases repetitivas, é importante que informem para que eu possa modificar de imediato o mesmo. ;D