Notas iniciais
- Se puderem dar uns reviews eu agradeço! Aliás eu retirei o Itálico e substitui pelo tração lá que me solicitaram!

Apolo e Alice já estavam no terceiro andar, pois começar de cima era o melhor para Apolo, assim poderiam encontrar Colin no térreo e receber noticias de como esta o lugar e Colin poderia já ter feito a varredura do local. Apolo então estava encontrado num pilar próximo, encostado no mesmo, olhando para o fundo do corredor.


– Alice, nós temos que chegar naquela porta, indicava uma porta cuja tinha um número rasurado a canetinha como sala “14”, então teremos que procurar utensílios, acho que Colin decidiu muito bem, eu iria sugerir cada grupo por andar mais acho que iríamos demorar muito, e depois poderíamos fazer uma varredura em todos os andares. Mais isso é melhor discutirmos lá embaixo.


– Acho que... Foi melhor assim, salas sortidas não ajuda muito.


– Isso não muda muito as coisas Alice!


– Por quê?


– Porque essas janelas são de vidros e podemos quebrá-las facilmente para entrar, mais pelo que observei há algumas de acrílico, tomara que os outros não tenham dificuldade em quebrar uma destas ou deparar-se com uma de acrílico.


– O-o-olha aquilo Apolo!


– Droga, deve ter um grande acumulo deles aqui, DROGA, eles estão esbarrando-se e quase fechando o próprio caminho, deve ter uns trinta deles num local só. Como é possível?! Eles devem ter seguido alguém de andar em andar onde acabaram pegando-o nesse.


Eles se depararam com uma junção enorme de zumbis que infestaram o corredor do lado direito, o oposto da porta onde estavam designados.


– Alice... O que tem dentro dessa bolsa?


– Hmm... Tem algumas cordas, enlatados, água, um pequeno botijão de gás e...


– JÁ SEI! Alice siga-me!


Apolo agarrou o braço de Alice e seguiu em direção a escada de emergência, no caminho ele retirou da bolsa de Alice um pequeno botijão de gás.


– VÁ PARA A ESCADA!


Alice foi para a escada enquanto Apolo pegou uma barra pequena de ferro que estava estirada ao chão.

A escada fica ao lado da sala quatorze, então Alice já estava lá enquanto Apolo se apressava.


Enquanto Apolo tentava achar uma resolução ao seu problema os zumbis estavam caminhando, e caminhando, chegando próximo a Apolo, um rastejante zumbi se inclinava na parede enquanto contorcia o pescoço. Era um zumbi “solitário” nesse caso seria um zumbi único, e o mais próximo de Apolo naquele momento. Com certa impulsão para frente o zumbi tomba em direção a Apolo.


– Oh...


Apolo desvia seu corpo ao do zumbi e com um grotesco choque a cabeça do morto vivo colide com a válvula de registro do botijão fazendo-a quebrar e o mesmo vazar gás. O zumbi ainda permanecera vivo e então Apolo sacou sua arma e mirou em direção ao crânio que estava à mostra, encarando o zumbi que com aqueles olhos brancos e pele gasta encarava-o também apenas com metade de sua face inteira. Mais em um piscar de olhos Apolo percebeu o risco da explosão em que ele estava segurando em mãos.
Apolo apenas com uma pisada violenta na cabeça do morto e saiu correndo para as escadas cambaleando para todos os lados junto ao botijão. Chegando lá encontrou Alice apreensiva.


– O que vai fazer?


– Confie em mim!


– Isso vai explodir! NÃO FAÇA ISSO!


– Já disse para confiar em mim Alice. Sei o que estou fazendo! Confie em mim, sei que você confia!


Ele subiu a primeira escada e parou na segunda. Olhou para o corrimão e parou.


– Alice, me ajude aqui! Segure um pouco isso para mim. – Disse Apolo sacando sua arma.


– Ok...


– Agora se afaste!


– Ok...


Apolo atirou no corrimão de ferro e rompeu-o, então ele pegou o botijão que permanecer longe dele à pelo menos cinco metros para que não respingasse faísca no gás que estava sendo expelido. Logo após ele colocou o aro superior (alça) do botijão no corrimão e entortou o mesmo para que o aro não saísse e derrubasse o botijão.

Então Apolo correu com Alice para cima enquanto os zumbis o seguiam, então quando o primeiro zumbi passou ao lado do botijão, Apolo desferiu um tiro próximo e tudo pegou fogo, com uma pequena explosão que pode derrubar aquela escada enfraquecida onde estavam os zumbis. Apolo ficou com o corpo sobre o de Alice deitado nas escadas para protegê-la dos destroços. Os zumbis que restaram foram caindo aos poucos no andar de baixo, pois eles não eram inteligentes o suficiente para pular e mesmo assim aquele cheiro forte os deixou atordoados.

Então Apolo subiu até o andar de cima e foi em direção ao elevador para poder descer.


– Ufa... Ainda bem tínhamos aquele botijão, e por sorte... Cheio! Acho que o pessoal vai nos matar se precisarem de um botijão. E, aliás... Que sorte!


– Concordo! Obrigado Apolo!


O elevador abre a porta, e duas pessoas se encontram nele, então com agilidade Apolo saca sua Magnum e mira para Maicon e Nicole.

– Calmo ai irmãozinho!


– Hahahaha, ainda bem que são vocês... Vamos Alice.


E então Apolo entrou no elevador acompanhado de mais dois possivelmente amigos.

Caminhando no térreo estava Colin, com apenas sua bolsa, de onde retirou com cautela sua pistola antiga, demarcada por duas iniciais próximas ao gatilho. Então ele olha para frente e transmite um grande suspiro onde ecoou por todo o corredor.


– Espero acordar logo desse pesadelo. – Pensou consigo mesmo.


Colin continuou sua caminhada até a porta cujo se auto-designou. Colin encosta as mãos na fechadura da porta e abre-a, e então uma luz vindo de dentro toma conta de todo o corredor, uma luz resplandecente, muito forte, fazendo com que Colin leve às mãos aos olhos e então com um pisca de olhos tudo se ascende rapidamente e apaga mais breve ainda e onde Colin estava não restou mais nada além de o vazio, nem se quer uma simples poeira subiu com o desaparecimento físico de Colin, o que deixa essa história ainda mais embaraçada e ainda mais inexplicável.


– ENTENDI! Apolo gritou no elevador após um tempo pensando ao lado de Maicon, Nicole e Alice.


– Como assim?


– Eu sei o porquê isso esta acontecendo... Ou... Imagino pelo menos Maicon!


– Ainda não estou lhe entendendo cara!


– Foi assim, quando eu era criança eu ouvia bastante uma história e acho que isso deve estar interligado.


– Entendo... Então, pode me contar essa história?


– Agora não dá, temos que encontrar todos! Vamos ao térreo, precisamos de todos vivos o máximo possível. Ainda não sei como iremos sair daqui, mais imagino como podemos dar um jeito.


– Então ta né! – Insistiu num tom irônico Maicon.


– Eu confio em você Apolo! – Disse Alice.


E então chegaram ao térreo, compartilharam o que aconteceu e eles ficaram à espera dos outros grupos e também a espera de Colin.

Com uma breve agilidade todos os grupos desceram rapidamente para o térreo e o único que não compareceu foi o Colin. Todos conversando durante pelo menos dez minutos à espera de Colin foram chamados atenção pelo tom alto de Apolo.


– Pessoal... Acho que devemos procurar por Colin.


– Esse velho já deve estar morto...


– Isso também me passou pela cabeça Fred, mas não podemos desistir de nossos companheiros, ainda mais nesse novo mundo de coisas horríveis perambulando por aí!


– Olha Apolo, to com certa impressão ruim sobre isso, acho que podemos conversar aqui um pouco e aguardar um pouco mais por ele, além do mais ele é bastante forte e corajoso! E ele não gosta de ser ajudado!


– Ok, pode deixar Maicon, vou começar sem ele. É o seguinte, isso pode parecer besteira... Mais acredito que finalmente esta acontecendo!


– O que quer dizer? Sabe do que se trata toda essa “babaquice”?! – Interrompeu Cristina.


– Creio que sim. É assim, essa história eu li pouco antes de passarmos por aqui e ouvia quando criança. Muitos vestígios me deixaram a postos de que é verdade, espero que tudo isso seja um sonho, mas meu palpite vai ficar!


– Hmmm... – Alice agarrou-se novamente aos braços de Apolo.


– É assim. Nós primórdios do Mundo a igreja católica agrega que Deus criou o mundo, e assim por diante os homens, e havia anjos ao seu redor. Então ao proclamar que os poderes dele seriam concedidos a um humano, que um Homem seria seu filho fez com que um de seus melhores anjos “Lúcifer” se revoltasse e discordasse dele. A briga iniciou-se por conta dessa discussão fazendo com que Lúcifer fosse expulso por Miguel do céu direto ao inferno. Então assim permanecera. Mais o que realmente ninguém sabe é que nos séculos medievais realmente existiam dragões e os caçadores e domadores dos mesmos obtinham poderes e linhagens importantes, certo dia um guerreiro chamado “Dave” adentrou numa caverna chamada de Chamas Mutuas a procura do dragão denominado como “Plígoft” e então foi adentrando mansamente na caverna obscura e cheia de estalactites pontiagudas. Com sua espada e sua armadura pesada caminhava ao som de correntes debatendo-se, e ao chegar ao centro da caverna úmida encontrou uma figura atormentadora a quaisquer pessoas que o visse. Dave então encarou a aparição de forma humana e escrota, curvada para o lado esquerdo e pescoço curvo com ranger de dente ensurdecedor. Aquela aparição foi se aproximando, mais era impossível denominar cores, ou tamanhos, pois o escuro era abrangente. Então ela disse mansamente.


– Esta com medo caro mortal?


– Como ousa me chamar de mortal, sou Dave aquele que ira matar Plígoft e restaurar a paz em Kirk a cidade atormentada por esta criatura horrenda. – Respondeu confiante o guerreiro com seus olhos rudes e azuis escuros.


– Ira fazer um favor a mim mortal, pois dragões são criaturas divinas e eu tento aproximar-me desta a um bom tempo.


Então a assombração desapareceu no escuro como poeira.

Dave continuou sua caminhada até se deparar com a fera enorme.


– Então esta é Plígoft... OLHE PARA MIM SUA ABERRAÇÃO!


Plígoft com um único gesto de olhar ergueu seu pescoço e ateou fogo para cima. E então correu em direção a Dave, que se desviou e fincou sua espada na cauda da fera sobrevoando até a entrada da caverna.


– Você não vai fugir!


Em uma briga no céu e na água o vencedor foi Dave com um corte vertical no pescoço do dragão arremessando-o no peito a fim de fincar sua espada no coração do dragão. E agora, enfim chega o ponto dessa história. Dave teve filhos, família, uma vida, e esqueceu muitos momentos, mais não aquele dragão.

Anos depois, Dave subiu ao monte onde matou o dragão, próximo a caverna. Dave se deparou com uma enorme árvore onde estava o corpo do dragão. E então a criatura de antes aparecera agora, do mesmo modo, com a mesma feição, mais ela era totalmente escura, negra, não tinha cor.


– Dave, Dave... Sabe do que se trata esta árvore?!


– Não! Que tipo de criatura é você?


– Tenho muitos nomes, mais isso não interessa. O que esta por vir é preciso ser notificada ao responsável!


– Não lhe compreendo!


– Sim, sim. Eu saio do meu recanto depois de um longo tempo de descanso à procura de dragões para um pacto com o sangue deles e então destes longos anos e tempos, dês de a criação do mundo eu procuro este sangue. E deste sangue nasceu esta árvore. Esta vendo essa árvore?! Ela se chama “Inductus” a árvore da superstição, assim como uma que criei antes dessa ela trás o mal. Essa árvore é indiretamente contra o poder do Criador, ela é alimentada pelas superstições, e a especialidade dela como você vê é a madeira! Quando uma pessoa diz algo e bate três vezes na madeira a fim de negar aquilo esse pequenino desejo vem para essa imensa árvore de pelo menos três de sua casa na vila. E então o dia em que ela não agüentar mais nenhuma dessas batidas e estiver cheia de coisas ruins negadas ela irá equivocar-se e explodirá em pedacinhos a fim de fazer com que tudo renegado volte a sua origem. E então todos os Homens deste mundo irão sofrer com suas próprias palavras.


– Não acredito em ti seu anticristo.


Então Dave empunha sua espada nas mãos e aponta para a criatura e corre em direção a mesma com a espada em direção ao peito dela.


– AAAAAAAAA!


– Ó mortais, o porquê veio a me incomodar?!


Antes de o golpe ser desferido a criatura novamente desaparece agora como chamas, queimando o braço de Dave, deixando apenas uma rasura de queimadura.


– DEMÔNIO!


E então anos e anos passaram-se e é assim que essa nossa história pode estar envolvida com isso. Pois vejo que muitos de vocês estão confiantes ou com muito medo neste mundo, e esse era uma coisa que eu queria e acho que vocês também. Então ela se materializou.


Após a ultima palavra de Apolo todos se calaram e esperaram a segunda ordem.


– E agora iremos atrás de Colin!

Notas finais
- Não se preocupe com o título!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.