Supernatural Revenge
5 Capítulo 5 - O Sonho
Mais algum tempo se passou, até que a escuridão foi rompida por uma pequena luz ao longe e o silencio foi rasgado pelo barulho de galopes de um cavalo. O som era distante, mas ia se aproximando. A pequena luz ia ficando maior a cada segundo, até que Mellanie pôde ver onde estava.
Era uma floresta muito sombria. Ela estava em uma espécie de gaiola. Não tinha idéia de porque estava ali. De repente o galope parou e a luz chegou até ela. Viu um homem aproximando-se, até encostar na gaiola onde ela estava presa.
— Finalmente você caiu em um armadilha minha. Estava cansado de tentar. – disse o homem com certa ironia.
Mellanie não conseguia falar, sua voz não saía, como se fosse um feitiço. Apenas observava o homem abrindo a gaiola e entrando. Ela não conseguiu ver o rosto dele, até que ele sentou-se de frente a ela e aproximou a luz de si. A garota olhou-o atentamente e quase caiu de susto.
Sim, aqueles olhos. Ela os reconheceria de qualquer maneira e em qualquer lugar.
Não notou o rosto do homem, apenas aqueles olhos absurdamente prateados. Mellanie, por um instante, tremeu de medo. Aquilo a deixara paralisada. Porque ele estava ali no sonho dela? O que ele queria? Iria ele, fazer algo a ela? Eram perguntas demais sem respostas.
O homem a olhava com um sorriso irônico e feliz ao mesmo tempo, como uma criança que capturou o passarinho mais cobiçado entre todos. O silencio, novamente, tornou-se incomodo, mas logo foi cortado.
— Minha jovem e bela Mellanie, quanto tempo esperei para encontrá-la. Contei os segundos até que esse dia chegasse. – Ele falava olhando-a nos olhos e sorrindo. Prosseguiu. – Quero dizer porque trouxe você até aqui. – Fez-se silencio por mais alguns segundos, até que o homem levantou, andou e sentou-se novamente. Continuou falando. – Você, Mellanie... Você é minha maior inimiga. Quero você como aliada, para formar o meu exercito. – Ele aproximou-se dela e tocou-lhe o rosto.
Quase gritando, ela disse:
— Nunca! Eu nunca vou te ajudar! – Enquanto falava, deu um forte tapa na mão dele.
— Ah, minha querida. Claro que vai. Matei seus pais porque eles queriam impedir seu destino de acontecer. Eles interferiram em meus planos. Viu o que aconteceu com ele? Espero que não siga os mesmos passos, seja inteligente. Não quero ser obrigado a te matar.
Mellanie tentava sair daquela prisão, enquanto o homem falava. Batia nas grades, golpeava os cadeados, mas nada acontecia, tudo continuava como no início, imóvel.
— Eu nunca vou me juntar a você, demônio maldito! – Falava ela ao olhar para o homem.
— Não adianta. Você já está na minha armadilha e não poderá mais escapar. – Ele sorria enquanto falava com ela.
Repentinamente, Mellanie acordou. A última frase que ouviu do homem foi “Você já está presa na minha armadilha...”
Olhou para o relógio. 3:30h a.m. Estava atordoada, e aquela frase ecoava em sua cabeça. O que ele quis dizer com aquilo? Que armadilha seria essa onde ela já teria caído? Preferiu não acordar o irmão, ele ficaria preocupado e não largaria dela em momento algum. Foi até a cozinha e tomou um copo d’água. Voltou para o quarto depois disso, ficando deitada até amanhecer.
As seis da manhã, como de rotina, o despertador tocou, e começou, mais uma vez, o ritual de ida à escola. Caleb não percebeu que a irmã estava inquieta, e a tratou normalmente. As sete horas, foram pegar o ônibus, como faziam sempre, em época de aula.
Nada estranho aconteceu depois disso, e um mês se passou.
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