Supernatural - Novo Começo
8 Parte 8 - Uma amostra de sangue!
Notas iniciais
Era em torno das três horas da madrugada e eu me acordei assustado, era o calafrio de novo, e agora estava mais forte, fechei meus olhos e me concentrei. Havia uma presença estranha perto do nosso quarto, fui até a sala e espiei pela fechadura. Havia alguém parado aí na frente, aquilo me deixou em pânico. Fui em direção ao quarto novamente pra acordar Dean e Sam, mas nesse instante a porta se abriu e eu pude ver uma linda moça parada diante de mim. Ela começou se aproximar.
– Quem é você? – Perguntei.
Ela não respondeu. Seus olhos ficaram completamente pretos, e com um simples gesto, ela me jogou contra a parede. Eu estava novamente nessa situação, e dessa vez minha mãe não viria.
– O que você quer comigo? – Perguntei novamente.
– Matt, Matt. – Disse ela – Precisamos da sua colaboração.
– Minha colaboração? Pra quê?
– Preciso de uma pequena amostra de seu sangue.
– Por que você quer meu sangue?
– Você sabe do ritual né? E para que possamos concluir ele, precisamos do sangue de um anjo.
– Mas eu não sou um Anjo propriamente dito, sou humano também.
– Sabemos disso, e por isso queremos seu sangue, pois essa combinação de Anjo ou Demônio com Humano é raro acontecer, mas quando acontece gera um ser com um poder surpreendente.
Ela se aproximou de mim, sacou uma adaga e um frasco. Ela estava pronta para pegar meu sangue, mas nesse momento Dean salta do quarto com sua faca na mão e vai pra cima do-+6 demônio, mas antes que pudesse fazer algo, foi arremessado contra a parede também, Sam tentou atacar, também em vão. Ela então, fez um corte em meu braço e coletou o sangue, colocando-o dentro do frasco.
– Muito obrigado pela colaboração, Matt. Nos veremos brevemente.
– Se vocês acham que vão conseguir, estão muito enganados – gritei.
– Isso é o que veremos! – Respondeu ela um segundo antes de sumir da nossa frente.
Me levantei um pouco atordoado e fui dar um jeito no ferimento. Voltei à sala e logo estava no meio da discussão dos dois.
– Matt! Por que não nos chamou? – Perguntou Dean.
– Eu tentei, mas quando fui tentar acordá-los ela me jogou contra a parede.
Sam veio até mim para ver como estava o corte.
– Não foi nada, foi só um cortezinho... – afirmei – já vai melh...CARAMBA!
Dei um salto para trás assustado, como sempre, com as aparições inesperadas de Cass.
– O que aconteceu com vocês? – Perguntou ele.
Contei-lhe desde o primeiro calafrio que tive, narrei a conversa com o demônio, até o último momento com ele.
– Isso não é nada bom. Temos que fazer alguma coisa a respeito disso. – Disse Cass
– Ah! E Cass, tem mais uma coisa. – Interrompeu Sam – Ontem aconteceu um assassinato de três jovens, que por sinal tinham seus corações arrancados.
– Lobisomem?! – arriscou Cass.
– No início também pensamos que fosse. – Disse Dean – A não ser pelo fato de que o... O Matt encontrou isso.
Então Dean mostrou a Cass a foto que tiramos do símbolo que eu havia descoberto. Cass olhou a foto, e pela sua expressão percebi que não era nada bom.
– Eu já vi esse símbolo em algum lugar. – Comentou Cass. – Vocês tem mais algum detalhe do assassinato?
– Bem, ontem o policial me informou um pouco sobre as três jovens. – Começou Sam – Andei pesquisando em meu laptop e li uma matéria de um jornal da cidade onde diz que elas fazem parte de um grupo de jovens mulheres apoiadoras da igreja, e pesquisei um pouco mais afundo, e descobri que essas jovens são puras.
– Puras? – Perguntei.
– Virgens. – Explicou Dean.
– Aquele símbolo era somente uma parte do ritual de invocação dos Imps. – Esclareceu Cass.
– Como assim? – Perguntou Sam.
– Esse símbolo, — Disse Cass apontando para a foto – é usado para extrair a pureza da alma.
– Mas pra que isso? – Perguntou Sam.
– A alma quando é pura possui uma energia diferente – disse Cass – e quando essa energia é extraída das pessoas, precisa de um recipiente especial, o próprio coração.
– Então eles precisam desse tipo de energia para o ritual!? – Deduzi.
– Sim. – Confirmou Cass.
– Mas e meu sangue? – Quis saber.
– Olha Matt! O seu sangue, como o meu e de todos os outros anjos, é um sangue diferente. Nós possuímos sangue celestial, que é um sangue poderoso, contém uma estrutura diferente de qualquer outro ser.
– Então não está nada bom para o nosso lado! – Disse Dean.
– Não mesmo! – Confirmei.
– Precisamos agir. – Disse Sam.
– O mais rápido possível! – completou Cass – Acredito que esse ritual esteja quase completo.
– Mas pra onde vamos? – Perguntou Dean.
– Não sabemos onde irá acontecer o ritual, eles estão sendo muito cuidadosos. – Respondeu Cass – Vou investigar e tentar achar alguma pista que possa nos indicar uma localização, até lá vejam o que conseguem.
Então, Cass desapareceu na nossa frente. Eu já havia perdido o sono, pelo que percebi Sam e Dean também, então o que nos restava era pesquisar. Sam ficou pesquisando em seu laptop enquanto Dean pesquisava em jornais de notícias e eu lia alguns livros sobre demônios.
Eram 5:00 horas da madrugada quando acabamos de arrumar nossas coisas para partir pra estrada, novamente em busca de pistas que nos levariam ao local do ritual. Viajamos por 4 horas até pararmos em um bar para comprar algo para comer.
Deduzi que estávamos perto de Portland, Oregon, pois o comentário local era sobre os acontecimentos climáticos e mortes estranhas de animais que ocorreram na cidade vizinha noite passada.
– Precisamos ir para Portland. Imediatamente! –Exclamou Dean enquanto levantava e dirigia-se para o Impala.
Sam e eu nos levantamos e seguimos Dean. Entramos no Impala e partimos para Portland.
– O que significa isso? E por que temos que ir para lá? – perguntei enquanto estávamos no carro.
– Porque – Começou Sam – essas mortes de animais, tempestades, e acontecimentos estranhos que aparecem de uma hora para outra, são presságios demoníacos.
Dirigimos por uma hora e meia até chegarmos em Portland. A cidade estava estranha, havia poucas pessoas na rua e casas destruídas. Eu senti uma energia ruim vindo de um lado da cidade, então, contei a Sam e Dean e fomos para lá.
Chegando perto do local, a sensação ruim crescia. E quando chegamos definitivamente no lugar...
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