Supernatural Love

10 Capítulo X - O Jardim


Notas iniciais
Desculpem pela demore, prometo que não pararei de postar, só não tenho tido muito tempo. Mesmo que demore a postar a história, isso não quer dizer que eu estou a desistir da história, isso nunca acontecerá.

— Bem, eu não sei por onde começar a visita, se pelos jardins, ou pelas estufas. Vamos às estufas, antes de lá chegarmos deixem-me falar um pouco nelas, na estufa eu tenho plantas raras, que foi colecionando ao longo dos anos, algumas até estão extintas, e eu e os outros, esforçamo-nos para evitar que elas desapareçam, e um dia talvez passamos coloca-las novamente nas suas terras de origem. Querem vê-las?

— Claro Francesca! – Disse Alecxander.

— Ah! Eu e a Mary agradecemos, mas dispensamos, temos muito que fazer. Anda Mary!

— Mas eu…

— Anda lá.

Alecxander e Francesca ficaram calados observando a forma como o João emporrava Mary escada acima, e ela tentando voltar para o sítio de onde foi arrancada à força, contudo apesar dos esforços dela, João levou a melhor e entrou com ela no palácio.

— Vamos Alecxander!

— Claro! Mas uma pergunta, tu gostas de flores?

— Sim eu adoro-as, a maior parte das pessoas acha que isso significa que gosto delas num ramo, desprovidas de raízes, e portanto a definhar, isso é um erro bastante comum, mas na verdade eu gosto delas é num enorme jardim, ou então num vaso, no caso das mais raras e frágeis. Vê! Não é mais bonito assim? – Diz Francesca rindo e girando pelo meio do caminho que percorria o jardim.

— Sim, tens razão este lugar é lindo, mas tu és mais!

— Hehe! Fico lisonjeada com o elogio, mas eu também acho-te lindo!

— O-obrigada! Olha que fonte maravilhosa! Tem a escultura de um leão, mas isso aqui é uma foca!?

— Não, isto é um cavalo-marinho, mas como está esculpido numa zona coberta por água, acaba por parecer uma foca, além disso o escultor também não era grande coisa.

— Bem mas não faz mal, a fonte está bonita na mesma, e fica maravilhosa no meio do jardim, a forma como a água refrescante combina com o objeto, para lhe dar um toque de leveza e calma.

— Bem que surpresa, não sabia-te tão apreciador da beleza e tão entendido nestas coisas.

— Pois é, só estou assim porque tu fazes-me ficar assim!

— He-he! Estou a gostar do que dizes Alecxander.

Continuando a caminhar de braços dados, enquanto Alecxander contava as suas aventuras pelo mundo e encantava Francesca, que sonhava com a possibilidade de um dia também ela poder viajar pelo mundo, conhece de verdade os lugares que até agora só ouvira falar, pela boca dos outros.

— E foi assim que eu clandestinamente consegui embarcar no barco do Vasco da Gama, quando ele ia para a Índia e ele não desconfiou que o motivo para os biscoitos terem todos desaparecidos, era a existência de um clandestino a bordo, um clandestino que precisava de muito alimento.

— Ah! Essa é que é uma história divertida! Mas diz-me o que levou-te a ir para a Itália?

— Bem a história é um pouco longa, mas eu vou resumir, alguns lobisomens não estão contentes com a forma de governar do rei, por isso meio que revoltaram-se e agora estamos numa guerra civil.

— Um rei nunca deve permitir que o seu povo fique descontente, um governo a mesma coisa, pois com o povo descontente a revolta vai aparecer, mais cedo ou mais tarde se o problema não for resolvido de forma pacífica, e parece-me que foi esse o caso.

— Pois, o meu pai em vez de tomar medidas que pudessem amenizar a fúria da população, não, resolveu reprimir a fúria dos habitantes recorrendo à força das armas.

— Ai! Desculpa, eu não sabia que o rei dos lobisomens era o teu pai!

— Calma Fran, eu partilho da mesma opinião que tu. Aliás o motivo de eu estar aqui é discordar completamente do meu pai, e antes que eu juntasse-me aos revoltosos, mandou-me para o exílio, por isso eu não posso entrar em territórios de lobisomens.

— Então o teu pai não dá ouvidos às tuas opiniões?

— Não, tal como ele diz, “quando fores rei mandas como queres, enquanto eu for rei mando como eu quero”. Diga-mos que por ele eu não serei rei tão cedo e ele recusa-se a partilhar o osso, mas pelo andar da guerra civil está-me a parecer que vou herdar um osso todo ruído!

— Ah-ah-ah! Um osso todo ruído! Ah-ah-ah! Desculpa, mas isso tem piada.

— Eu sei! Estou a associar o meu reino a algo de que gosto muito, um bom e suculento osso para entreter-me, mas claro eu estou disposto a partilha-lo com uma mulher bonita, como tu!

— Eu não…

— Olhem, a cantina já abriu! – João apareceu do nada, interrompendo aquilo que Francesca ia dizer. – Vamos logo que tenho fome.

— Sim claro, temos mesmo que ir, eu também tenho um pouco de fome. E para além disso, presumo que o fornecimento de sangue sintético já tenha sido reposto.

— Sangue sintético!? – Exclamam os rapazes ao mesmo tempo. – O que é isso?

— Como vocês sabem, os vampiros e os mestiços tem que se alimentar de sangue pra sobreviver! Mas agora, ao contrário de outros tempos já não temos que atacar humanos para nos alimentarmos, pois foi criado em laboratório um sangue sintético, que nos alimenta e nos satisfaz, não sabe bem, mas dá-nos a força e a energia de que precisamos, por isso mais vale tomá-lo.

— Mas o que aconteceu para estarem sem fornecimento de sangue?

— Eu ainda não estou muito apar do que aconteceu, mas ouvi dizer que os Humanos invadiram o laboratório, alegando terem que fazer uma inspeção sanitária e por causa disso, eles tiveram que transferir tudo o laboratório à pressa, para os Humanos não descobrirem o que se produzia ali, o que é certo, é que a maior parte do sangue estragou-se e como estavam desorganizados demorou para poderem voltar a produzir.

— Deixa-me adivinhar, isso levou ao esgotamento das tuas despensas.

— Sim, e ainda temos que contar com o facto de ao contrário das outras cidades governadas por vampiros, está é maioritariamente composta por mestiços, e não Humanos, logo o nosso fornecimento semanal acaba depressa.

— Isso quer dizer que vocês estão esfomeados!

— Esfomeados não estamos, mas sedentos é outra história, os mestiços concordaram em não atacar os Humanos, apenas animais, de dois em dois dias fora da cidade. Mas só funciona com os mestiços, pois o meu pai para não descontrolar-se, tem de ficar trancado no quarto, o pobre passa o dia a andar de um lado para o outro, e a queixar-se de não ter nenhum livro interessante para ler, e de que os peluches estão todos a queixar-se da falta de sangue.

— Peluches!? Eu ouvi peluches? – Diz João com um ar confuso. – Eu ouvi que alguém estava trancado no quarto com peluches sedentos de sangue. Quem é?

— É o meu pai que tem sede, e quando pede-me para levar-lhe sangue, ele utiliza os peluches, do género, “ o Sr. Popes tem sede, eu também, matas a nossa sede? Matas? Só uma garrafinha para cada um?” – Francesca provocou o riso em Alecxander e um olhar assustado em João, quando tentou imitar a voz do pai a fingir de criança.

— Ele fala assim!? Com a voz de menina? E infantil?

— João eu tentei imitar, mas é óbvio que o meu pai tem uma voz mais grossa do que a minha, mas à tua última pergunta, a resposta é sim. O meu pai é como uma criança quando está rodeado pelos seus bonecos.

— O teu pai tem mesmo…

— FRANCESCA! – Ângela apareceu a correr pelo corredor com a velocidade vampírica, interrompendo o João. – Livra-me do idiota! Livra-me do idiota! Livra-me do idiota! Já chegou! Já chegou! Já chegou! Já não tenho sede! Já não tenho sede! Já não tenho sede!

— Calma, Ângela não dês tantos pulinhos, já deu para perceber que o fornecimento de sangue foi restabelecido, mas diz-me, alguém já levou, pelo menos uma garrafa ao meu pai?

— Não! Eu acho que não, porque só tu e o teu irmão podem entrar no quarto do vosso pai. Tu mesma proibiste, e claro, ninguém desobedece a uma ordem tua, ninguém com juízo, pois o resto é outra história.

— Então sendo assim, vou buscar umas garrafas e vou levar ao quarto do meu pai.

— Vais ver o senhor Giovanni Francesca? Se fores posso ir contigo?

— Claro Miguel, mas de onde apareceste?

— Vim a perseguir a Ângela até aqui, mas ela consegui trancar-me numa sala com muitas vassouras, acho que era o congresso internacional de sogras, não queria partir a porta, mas acabou por ter que ser, afinal ela ia fugir de mim.

— Estou a ver. Mas já comeste?

— Não, mas não tem mal, eu levo a comida comigo e como convosco. Vocês querem vir?

— Sim, nós vamos! Mas temos que falar que falar primeiro com a Mary. – Disseram Alecx e João ao mesmo tempo.

— Eu não sei do que é que estavam a falar, mas eu topo! – Disse Mary.

Eles pegaram nos tabuleiros com a comida que queriam, e mais três garrafas de sangue, duas para Giovanni e uma para Francesca, que também ia levar para comer duas torradas com manteiga e doce de morango. Quando estava a chegar ao corredor que levava à torre, onde estavam os quartos dos donos do palácio, Mary para e perguntou:

— Mas afinal onde vamos comer?

— Vamos comer no quarto do conde Giovanni Buana Fortuna, o meu pai.

— NAAAAAAÃO!...

Depois de finalmente terem convencido Mary a segui-los, eles entraram no quarto de Giovanni, ficando João imediatamente paralisado por medo.

— Que tipo de criatura doentia é esta?

Notas finais
Espero que tenham gostado. E desculpem qualquer erro. Até à próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.