Supernatural Love

1 Capítulo I - Francesca


Notas iniciais
Este é o primeiro capitulo, da primeira historia que eu publico, espero que gostem. E é provável que eu demore um pouco a voltar a postar, pois eu não tenho lá muita coragem, mas e só ao fim de alguns meses, à frente do computador, é que eu consegui publicar.Espero que gostem, e cometem.

Numa linda cidade medieval italiana, chamada Boana Fortuna, rodeada de antigas muralhas, em pleno século XXI, uma jovem muito bela de cabelos e olhos dourados, e envergando um vestido branco esvoaçante, passava pela cidade com um alegre sorriso.

A jovem chamava-se Francesca, a condessa de Boana Fortuna, para além disso, guarda também um segredo dos turistas que todos os dias visitam a cidade, um segredo que a maior parte dos habitantes conhece, mas que o mundo desconhece, ela e a maior parte dos habitantes da cidade tem uma mãe humana e um pai vampiro, sendo raros os que tem uma mãe vampira e um pai humano.

Com Francesca seguia também o seu irmão Fillipo, acompanhado da sua esposa Natacha, bem como Ângela, a chefe dos guardas do palácio e da cidade. Ela ia passeando e vendo o que melhor lhe convinha comprar, fazendo isso, pára à frente duma loja, observando a fruta que estava à venda, e entrou.

— Olá menina Francesca! Veio comprar o quê desta vez? Não me diga, que desta vez algumas das peças de fruta que lhe vendi vinham estragadas? Foi, não foi? E agora teve que vir comprar mais? Aí meu Deus! Como sou um incompetente!

— Não te preocupas Vincent! As peças de fruta que me vendeste, como sempre estavam óptimas, mas elas eram para a minha casa, e agora preciso para fazer as compotas e doces que vendo. – Disse Francesca com uma voz melodiosa.

— Há! Ainda bem que estava tudo bom, os outros também gostaram? É que eu nunca sei do que os mestiços gostam!

O palácio e a cidade de Boana Fortuna, servia de abrigo a mestiços, — os meio vampiros, meio humanos – que vinham de todo o mundo para lá poderem ter uma vida mais confortável, por isso é possível encontrar a passear pelas ruas da cidade, uma quantidade enorme de pessoas que se vestem das mais diferentes maneiras, desde pessoas vestidas de formas mais modernas, ou pessoas trajando roupas da época renascentista, como Francesca, ou ainda mais antigas, e envergando roupas de diversas partes do mundo. Os turistas apenas pensam que as pessoas que aqui vivem vestem roupas assim tão antigas para preservar a memória da cidade, e dar-lhes uma ideia de como era antigamente, sem desconfiarem que na realidade são os próprios habitantes que desejam preservar a memória e as lembranças da época em que viveram, ou do país donde nasceram.

Vincent é um homem amável, e sempre disposto a ajudar, tal como os poucos habitantes humanos da cidade Vincent sabe do segredo, inclusive ajuda os mestiços a guardá-lo dos turistas.

— Eles adoraram! As frutas que nos arranjou eram tão docinhas!

— Eu posso confirmar, visto que me apetecia ter as comido todas… mas os outros… não deixaram! – Disse Fillipo num tom jovial com a sua voz grave.

— Pois, quase que te tive que tirar da cozinha, meu querido! – Disse Natacha pondo as mãos amavelmente nos ombros do marido.

— Pois meu amor, eram tão deliciosas! – Disse Fillipo com um ar sonhador.

— Pois, eu acho… que elas teriam ficado ainda melhores numa tarte, de preferência sem muito açúcar. – Disse Ângela que normalmente não costuma falar de doces.

Ângela estava vestida como sempre, com umas calças de couro, uma camisola comprida azul escura e uma botas pretas de salto alto, normalmente traz consigo um casaco de couro, mas desta vez não o tinha trazido devido ao calor, o seu olho esquerdo, cor de mel, e o seu olho direito, castanho-escuro, estavam emoldurados pelo seu cabelo preto ondulado pelos ombros.

Fillipo estava vestido com um terno preto elegante, o seu cabelo preto e os olhos castanhos davam-lhe um ar atraente. Natacha estava vestida com um vestido azul aos folhos, com uma facha central roxa, que corria por todo o comprimento do vestido. O cabelo ruivo, estava preso num penteado muito elaborado, que emoldurava os olhos verdes.

— Bem eu já sei do que preciso, tem aqui uma lista, podia mandar entregar no palácio ainda hoje, eu peço perdão, mas se isso for um incómodo, não precisa de se preocupar, eu mesma levo. – Disse Francesca muito timidamente.

— Oh! Menina Francesca, não é incómodo nenhum! Eu ainda hoje mando o inútil do meu assistente Pierre entrega-las.

— Bolas pai! Até na frente da menina Francesca tu me chamas de assistente inútil! – Disse Pierre muito ofendido, que entretanto tinha acabado de chegar.

— Oh rapazes! Por favor, não comessem uma discussão novamente! – Pediu Francesca.

— Não se preocupe, nós não vamos discutir mais! – Disse Pierre.

— Bem! Francesca, está na hora de ir-mos embora, afinal ainda queres ir à loja de tecidos, e ainda temos muito que fazer hoje. – Disse Ângela.

— Mas o que pensas que estás a fazer? Quem te de deu autorização para tratares a minha irmã por tu? – Disse Fillipo completamente enraivecido.

— Eu trato por tu, quem EU quiser! E TU não tens nada a ver com isso.

— E AINDA POR CIMA TRATAS-ME POR TU! ESTÁS A IR LONGE DE MAIS FEDELHA!

— A QUEM É QUE TU ESTÁS A CHAMAR FEDELHA? EU TRABALHO! NÃO SOU PREGUIÇOSA COMO TU! – Diz Ângela enervada por causa do insulto.

— LAVA ESSA BOCA ANTES DE FALARES DO MEU MARIDO! – Diz Natacha, sempre muito metediça – SE TRABALHASSES PARA MIM JÁ ESTARIAS DESPEDIDA!

— PAREM COM A DISCUSSÃO! Primeiro que tudo, foi eu que autorizei a Ângela a tratar-me por tu! – Diz Francesca muito calmamente.

— Mas minha irmã por…

— Cala-te Fillipo, eu não quero ouvir mais insultos nesta sala, entendido?

— Mas minha querida cunhada, a Ângela, chamou ao meu lindo marido, e que me lembro seu irmão, de, qual era a palavra?... Ah, sim! Chamou de preguiçoso.

— Pois, mas eu não menti! – Disse Ângela.

— Bem, ninguém teve culpa, isto foi tudo causado por um mal-entendido. Mas agora, meu querido irmão, já sabe que eu autorizei a Ângela a tratar-me por tu, por isso não será mais motivo de discussão. Mas entretanto, vamos andando que como Ângela disse ainda tenho muito que fazer. Até à próxima Vincent e Pierre! – Despediu-se Francesca com um sorriso.

— Até à próxima menina Francesca! – Disse Vincent.

— Para mim é até daqui a bocado! – Disse Pierre.

— Sim tens razão, até daqui a bocado Pierre. – Disse Francesca.

E com isto, o grupo mal-humorado, com a alegre Francesca à frente, saiu da loja do senhor Vincente.

Notas finais
E o que acharam?