Supernatural Love
8 Alone
Notas iniciais
Após a aula de vôlei que quase acabou com a minha vida e a ficar 3 dias no hospital, finalmente voltei para casa. Levy me ajudou a me acomodar novamente e Sting fez questão de ir para a faculdade todo dia para ver se eu estava bem, apesar de Juvia morar lá comigo. Eu gostava dele e tal, mas ficar me seguindo já é demais. Levy insiste em dizer que ele gosta de mim e quer o meu bem, mas ele está passando dos limites.
Parece que ele sempre sabe o que eu estou fazendo e onde estou, já até perguntei o que ele queria de mim e porque me segue, mas ele diz que é tudo intuição; que é como se ele me conhecesse. Não brinque comigo.
Estava na rua, indo até o mercado andando. Não tenho carro, não tenho carteira, não sei dirigir; me julgue. Juvia pediu que eu comprasse algumas coisas para ela. Ela disse que queria fazer um strogonoff para nós, disse que isso lhe trazia boas lembranças, não sei o que quer dizer, mas o que eu não faço por ela?
Já eram 20:00 e fazia frio, sem falar que eu estava desagasalhada. A rua estava quase deserta, a não ser por mim, é claro, e por uma boate, lá tinha alguns garotos da minha idade do lado de fora. Passei por lá e olhei para o interior do bar, os garotos fitavam-me. Ouvi alguns murmurando coisas como “uau..” ou “que delícia”, e alguns assoviaram em tom de... admiração, acho. Que nojo, agi como se não os tivesse ouvido e continuei a andar. Finalmente cheguei ao mercado e comprei o que Juvia me pedira, com um mal pressentimento sobre os garotos, começei a andar em outra direção desviando o caminho. Mas antes que eu pudesse notar um dos garotos aparece na minha frente, ele tinha os cabelos pretos e meio compridos, olhos castanhos claros, estava apenas com uma jaqueta jeans e uma calça. Admito que era até bonito. Ele tinha cheiro de cigarro e bebida.
–Ei, loirinha –ele fala, chegando mais perto de mim, dou um passo para trás, afim de me afastar dele, mas outro aparece, usava camiseta preta e bermuda; ruivo e tinha olhos também castanhos, e me impede de sair.
–Ta afim de dar uma volta com a gente?
Áquela hora eu já estava quase gritando, mas me contive.
–Ah... não, obrigada. –seguro a sacola com força, me dando maior sensação de seguança. –Eu já estou indo pra casa, tenho coisas para fazer.
Como se ele fosse desistir facilmente.
–Sério? Deixa a gente ajudar você então, o que precisa fazer que é mais legal do que ficar conosco?
Tudo. Dei uma olhada no meu relógio e soltei uma risada forçada.
–Nossa, eu tenho mesmo que ir. Falou, até outro dia aí. –comecei a andar, mas outro apareceu e começou a me forçar para o outro lado, ele era forte. Abri a boca para falar -ou gritar- , mas o primeiro me amordaçou.
–Se não vem como uma putinha boazinha, vai à força. – a expressão dele havia mudado de “jovem bêbado” para “estuprador louco”. Comecei a me debater, mas foi inútil; eles eram muito fortes. Então deixei-me levar e passei a chorar.
Uma vida, um risco.
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