O amanhecer em Tóquio é uma das coisas mais belas já vistas por eles daquela janela. Eles se reúnem todos no quarto de Dean e Cass. A próxima profecia precisa ser lida.

– Bem, vamos fazer isso da maneira mais rápida. Leia esse diário de uma vez. – diz Dean nada empolgado.

– Nossa, que animação é essa Dean... parece exausto! – diz Sam.

– Cínico... – responde ele apertando os lábios.

– Será que... dá pra deixarem ela ler? – diz Cass causando surpresa.

– Eu vou ler logo de uma vez. Ai meu Deus...

– Pelo visto não é coisa boa... – diz Dean com os olhos arregalados.

– Isso mais parece um poema. “Eles estão em qualquer lugar, mesmo que não possam ver, eles vão vir atrás de vocês.”

– Não podemos ver? – diz Sam pensativo.

– Estão em qualquer lugar? – diz Dean.

– Cães do inferno. – diz Castiel olhando pra janela.

– Ele tem razão... só pode ser isso. – diz Sam preocupado.

– Quer dizer, eles sabem que estamos aqui?

– Eles farejam você onde quer que esteja. – diz Cass.

– Não diz mais nada? Por qual razão eles estão vindo?

– Desde quando eles precisam de uma razão diferente pra isso? – diz Dean.

– Temos que saber se estão em busca de algo específico. – diz Cass andando pelo quarto.

– E desde quando batemos papo com cães do inferno? – diz Dean encarando Sam.

– Eu... acho que precisamos sair daqui. – diz Cass.

– Agora? – diz Cristy confusa.

– Sim. O mais rápido... possível. – diz Cass olhando pela janela.

– Droga, não me diz que os cães estão aqui! – diz Dean apavorado.

– Não estão ainda. Temos 5 minutos pra sairmos daqui. – diz Castiel com as mãos no vidro da janela.

– Cinco minutos não da pra ir a quase lugar nenhum! Mas... da pra chegarmos na cozinha. Tem uma cozinha aqui, não tem?

– Eu espero que tenha, Dean.

– Todo mundo pra cozinha, agora! Não se percam, por favor!

Dean abre a porta e todos descem, chegando na cozinha eles despejam sal grosso ao redor de todo o local. Isso claro, depois de expulsarem as coitadas das cozinheiras.

– Temos que colocar o armário na porta. Só por precaução sabe? – diz Dean arrastando o móvel.

– Eu te ajudo... – diz Sam empurrando o móvel.

– Caramba... eles já estão aqui! Fica no meio do circulo! – diz Dean.

As pancadas nas portas ficam cada vez mais forte, eles realmente apareceram pra arrebentar. Parecem ser muitos, Dean se apressa em fazer munição de sal grosso pra atirar nos danados.

– Droga, Sam, tenta segurar esse armário enquanto eu carrego a arma!

– Desse jeito eu vou acabar saindo do circulo! – grita Sam se esforçando.

– Aguenta mais um pouco ai!

– Ah!!! – diz Sam sendo empurrado pra dentro do circulo.

Os cães do inferno entram na cozinha e destroem completamente o armário de madeira.

– Desgraçados! – diz Dean atirando pra todos os lados.

– O sal Dean!!! – diz Sam mostrando a falha no circulo de sal.

Dean percebe que ainda resta um cão do inferno, mas não tem mais munição em seu revolver. Ele se desespera quando percebe que o rosnado do cão esta cada vez mais perto. Parece mesmo ter chegado a hora dele.

Mas como um verdadeiro milagre, Cristy se joga na frente de Dean, com uma carta na mão, pronunciando algumas palavras. Isso faz raiar uma forte luz, que destrói por completo o cão.

Dean que já estava apenas esperando pela morte, abre os olhos e vê Cristy com uma carta na mão.

Ela se sente fraca e cai de joelhos no chão, muito ofegante.

– Como você fez aquilo? – diz Dean de olhos arregalados.

– Que carta é essa? – diz Sam limpando a roupa cheia de sal.

– Vocês não sabem tudo sobre mim. – diz Cristy que emocionada começa a chorar.

– Porque esta assim? – pergunta Dean.

– Eu não sou uma pessoa tão normal como vocês imaginavam.

– Que tal explicar melhor sobre isso?

– Eu... salvei a sua vida, seu idiota! E tudo o que você quer são explicações? – diz Cristy rudemente.

– Ahn... não é nada pessoal, eu só preciso saber o que foi aquilo!

– Foi uma idiota se arriscando pra salvar a sua vida! – diz ela em voz alta.

– Acho que alguém aqui tem algo a esconder... – diz Dean desconfiado.

– Cristy... poderia nos dizer, como conseguir matar um cão do inferno?

– Tarot. Eu usei a carta pra evocar uma força maior, pra destruir aquele ser.

– Que força? – diz Sam preocupado.

– Eu não sei! Nunca soube. Só sei que, a magia das cartas funcionam!

– Você é uma bruxa? – diz Dean indignado.

– Não! Eu não faço feitiços. Eu só manipulo as cartas em situações parecidas com essas.

– Isso é muito poderoso. Provavelmente esse baralho usado por você, deve ter sido algum tipo de ferramenta das bruxas antigas contra os demônios.

– Não tem nada haver... não é o baralho que importa. Você precisa de ter o dom.

– Mas se você evoca alguma coisa, quer dizer que tem um demônio por trás.

– Eu juro que não sei. Eu nunca vi as cartas assim.

– Levanta, vamos voltar pro quarto. – diz Dean.

– Acha mesmo que vão deixar a gente continuar nesse hotel? Olha o que fizemos nessa cozinha!

– Não se preocupem, eu coloquei todos do hotel pra dormir. – diz Cass.

– Então ninguém viu nada?

– Não, enquanto vocês matavam os cães, eu me encarreguei das outras pessoas. – diz Castiel.

– Bom trabalho. Então vamos pro quarto. Vamos subir.

Dean começa pega a arma, o saco de sal e acompanha os outros ate o quarto. Antes que Cristy entrasse no quarto, ele a chama.

– Cristy... espera.

– O que foi Dean?

– Obrigada por me salvar. Se não fosse você aquele cão teria feito picadinho de mim.

– Eu só fiz o certo.

– Mas... além disso, tenho que te pedir uma coisa.

– Pede... mas já aviso que não tenho grana.

– Para com isso, não preciso de grana. Quero te pedir pra tomar cuidado. Porque eu tenho a impressão que aqueles cães do inferno veio aqui atrás de alguém. E esse alguém...

– … esse alguém?

– Talvez seja você.

Eles se olham durante um tempo, ate que Dean decide entrar para o seu quarto.

– Eu vou entrar. Ate mais.

– Não, espera! Porque você é assim?

– Assim como?

– Quer saber... deixa pra lá.

– Ahn? – diz Dean confuso.

Cristy entra para o quarto.