Supernatural
4 Um (m)hotel na estrada
Notas iniciais
(...)Ella bateu no vidro do carro tentando chamar a atenção da irmã, mas ela não ouviu.
─ Sam será que pode falar com ela?
Sam saiu do carro e observou Lilly.
─ Ei, você vai ter que se acostumar com esse tipo de gente! ─ não obteve resposta ─ Não devia dar importância pra esse tipo de bobagem ─ pausa silenciosa ─ Você ta bem? ─ Lilly estava pálida ─ Acho melhor entrar no carro e... ─ na hora em que ele ia abrir a porta o nariz dela começou a sangrar e ela caiu inconsciente.
Ella abriu a porta do carro já imaginando o que teria acontecido
─ Deita ela aqui no banco, por favor.
─ Devo ir pra um hospital? ─ perguntou Dean ofegante...
─ Não é necessário. Mas o quanto antes sairmos daqui, melhor.
Dean olhou um papelzinho onde Ash tinha escrito o nome do hotel e o endereço. Sam esticou o pescoço pra ver também, logo depois de preencher seu lugar de costume no carro.
─ Nunca vi esse hotel...
Eles ouviram Lilly pegar fôlego como se acabasse de submergir depois de um longo tempo embaixo d'água.
─ O que aconteceu? ─ perguntou ofegante.
─ Ei, calma não foi nada ─ Ella respondeu visivelmente aliviada segurando um potinho de cânfora que tinha pertencido a Rachel, a tia delas. ─ Em quanto tempo chegamos no hotel? ─ se dirigiu a Dean
─ Menos de uma hora, eu espero. ─ Eles foram se afastando do Road House e em alguns minutos chegaram num hotel tão estranho quanto o bar em que estavam. ─ Primeira classe!
Desceram do carro observando o lugar como se ele pudesse atacá-los a qualquer momento. Lá Lilly estava completamente recuperada não mostrava qualquer sinal de que há pouco estava com sangue escorrendo pelo nariz.
─ Boa noite! ─ disse uma garota com no máximo dezessete anos e um sotaque europeu ─ Sejam bem vindos. Vão querer dois quartos de casal?
─ Na verdade ─ Sam se aproximou ─ Queremos dois com duas camas de solteiro.
─ Desculpe, não temos camas de solteiro... ─ Ela pensou por alguns segundos ─ Temos um quarto com duas camas de solteiro e posso arranjar dois colchões.
─ Só um momento. ─ ele se afastou da mesa da recepção e foi até Dean, Lilly e Ella que estavam perto de uma janela enorme com uma cortina de linho vermelho ─ Bom, aqui não tem dois quartos, mas tem um só, com camas de solteiro que ela pode colocar dois colchões.Tudo bem pra vocês?
Lilly e Ella se entreolharam e assentiram.
Sam estava girando sobre os calcanhares quando Dean passou por ele andando na direção do balcão com um sorriso meio malicioso ─ Minha vez.
─ Vocês realmente não se importam? ─ disse Sam depois de resmungar algo como ❝Dean não perde uma oportunidade.❞
─ Não... Nós crescemos com garotos, e acho pouco provável que vocês nos ataquem no meio da noite ─ Ella deu um soco de brincadeira no braço de Sam. Lilly deu um risinho abafado e continuou calada. Dean estava flertando enquanto resolvia a estadia.
─ Hänsel ─ gritou a garota depois de alguns minutos. E em seguida um rapaz igualzinho a ela apareceu correndo.
─ Das war, Gretel?
Eles começaram a falar em uma língua estranha. Dean, e Sam desviaram a atenção da conversa que não conseguiam entender, mas Lilly parecia muito entretida como se pudesse entender tudo. Depois Hänsel saiu de novo e Gretel chamou Dean se debruçando no balcão espremendo os peitos.
─ Podem subir, é logo no primeiro andar o quarto cento e dois, daqui a pouco Hänsel vai subir pra levar os colchões. ─ Ela entregou a chave pra Dean e fez um sinal pra que ele à ligasse. Na hora que estavam subindo as escadas Dean abriu a mão e tinha um pequeno papelzinho com um numero telefônico ele sorriu e disse pra Sam.
─ Ser bonitão compensa!
Os quatro entraram em um quarto que não parecia mais limpo que o resto do lugar e logo atrás veio Hänsel trazendo os dois colchões.
─ Die Herren werden auf dem Boden schlafen, damit die Damen bleiben können bequem? ─ ele disse colocando os dois colchões entre as camas e começando a forrá-las.
─ Wenn Herren ... Ich hoffe, dass. ─ Dean e Sam olharam pasmos pra Lilly que respondia o garoto, em sua língua.
─ Wenn ich an ihrer Stelle wurden wäre. ─ Disse Hänsel olhando pra Lilly e Ella
─ Dank. ─ Lilly ofereceu à ele seu melhor sorriso. Hänsel saiu do quarto e ela se virou.
─ Que lingua era aquela? ─ perguntou Dean
─ Alemão. ─ Ela respondeu ainda sorrindo
─ Sabe falar alemão? ─ Perguntou Sam, ela olhou pra ele como quem diz: Parece óbvia a resposta, não?
─ O que ele disse? ─ Perguntou Ella interessada ─ só entendi o final, e ele me pareceu educadíssimo.
─ Educado? ─ Dean riu ─ Parecia que os dois estavam latindo!
Mas as irmãs já estavam absortas demais em sua própria conversa pra se importarem com o que quer que Dean tivesse dito.
─ É ele foi educadíssimo ─ disse Lilly empolgada ─ perguntou se os cavalheiros iriam ceder as camas para que as damas pudessem dormir confortáveis.
─ E ai?
Dean e Sam estavam de braços cruzados olhando pra elas enquanto conversavam sentadas em um das camas
─ Eu disse que esperava que fossem cavalheiros e ele disse que se estivesse no lugar deles seria. Depois só agradeci.
─ Bem se as damas não se importam os cavalheiros aqui vão dormir ─ e ao dizer isso Dean se jogou no colchão do lado delas. Sam se sentou no outro e tirou os sapatos e o casaco,
─ Boa noite!
─ Boa noite! ─ disseram em uníssono.
Alguns minutos depois Lilly saia do banheiro junto com a neblina que o banho quente provocava. Se dirigiu pra uma das camas pegou seu celular pra ouvir a musica que Leo cantava pra ela e Ella, para que dormissem quando eram crianças. Brothers In Arms.
Logo depois foi a vez de Ella. As duas pegaram no sono rápido e como sempre começaram sonhar logo que adormeceram. Primeiro cada uma estava tendo um sonho, mas logo as coisas ficaram estranhas, como tudo na vida das irmãs Brown.
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