Superman e Batman: Super-heróis unidos
7 Capítulo sete (Final)
Notas iniciais
Os vilões foram separados e levados pelas autoridades, alguns como Bane e Coringa estavam a caminho de Gotham enquanto outros, como Parasita e Metallo, voltavam para suas celas na Stryker, em Metrópolis. A ‘recompensa’ do leilão foi confiscada pela Liga da Justiça. Superman e Batman escoltaram as armas e a kryptonita enquanto o envelope estava nas mãos do Homem-Morcego.
— Quer fazer as honras? — perguntou o Batman.
Superman pegou o envelope e o queimou com sua visão de calor, uma versão mais fraca de seu poder total, mas o suficiente para que o segredo de suas identidades secretas permanecesse intacto.
— Você garante que a kryptonita será destruída?
— Garanto.
— Não vai pegar um pedaço para deixar na sua caverna e usar contra uma versão maligna minha?
— Eu já tenho meu próprio pedaço guardado.
— É, faz sentido. Vai retornar a Gotham agora?
— Vou. Obrigado pela ajuda. — Batman esticou a mão para o Superman.
— Olha, eu diria que você me ajudou mais do que o contrário. — Superman apertou a mão do Batman.
— Tem razão. Queria fingir modéstia. — Superman teve a impressão que Batman sorriu amigavelmente.
Na manhã seguinte, o assunto do momento no Planeta Diário era o leilão. Como tantos vilões se reuniram no mesmo lugar ao mesmo tempo sem que um repórter do Planeta Diário estivesse sabendo disso? Perry White estava furioso, mas Lois não tinha certeza se era por isso ou pelo atraso de Clark Kent.
— Kent tem 10 segundos para aparecer na minha sala, senão ele estará na rua!
A duas quadras do Planeta Diário, um caminhão sem controle dirigia na contramão e estava prestes a atropelar uma criança jogando bola, mas um vulto vermelho e azul a salvou.
— 3. 2. 1.
O som do elevador apitou e Perry olhou para ele. Clark ajeitava a gravata, os sapatos estavam desamarrados e o cabelo todo despenteado. Lois achou a cena engraçada enquanto o rosto de Perry estava da cor de uma pimenta.
— Kent! Está atrasado! E espero que tenha uma boa justificativa para isso!
— Senhor White, peço desculpas. Eu… Hã… Tenho uma matéria bem quente para o senhor. Acabei virando a noite redigindo ela. É sobre um leilão na cidade.
Lois e Perry se entreolharam, a cor do editor-chefe do Planeta Diário voltando ao normal aos poucos enquanto Lois tinha muitas perguntas a fazer.
— Está falando do leilão no Edifício Solaris? — perguntou Lois.
— Sim.
— Como você…?
— Eu tinha um convite. Anotei tudo, fiz o máximo para ser o mais fiel possível aos eventos, que foi uma loucura, e virei a noite escrevendo, estou com muita cafeína e muito energético no corpo. — Clark falava tão depressa que as palavras se atropelavam.
— E cadê essa matéria?
— Na caixa de entrada do seu e-mail.
Perry voltou para sua sala e foi ler o e-mail. Clark ajeitou os óculos e se sentou à sua mesa, ligando o computador. Lois continuava de olho nele de maneira perplexa.
— Como você descobriu sobre esse leilão? Como conseguiu o convite?
— Lois, se eu contar, deixa de ser um segredo — respondeu Clark, sorridente. Na mesma hora, seu telefone tocou. — Alô?
— Bom dia, Clark. — Era a voz de Bruce Wayne.
— Ah, Bruce. Senhor Wayne. Bom dia. — Clark viu Lois cruzar os braços.
— Só queria dizer que adorei a matéria sobre a vinda da Wayne Tech para Metrópolis, deixou compreensível as partes chatas. E os acionistas também adoraram. Parabéns pela matéria.
— Muito obrigado pelos elogios, senhor Wayne. Ah, a senhorita Lane mandou um oi.
— Mande um oi e um beijo para ela.
— Claro, pode deixar. — E desligou.
— Sério, qual é o seu segredo? — perguntou Lois.
Clark, num raro momento de autoconfiança exagerada, sorriu e revelou:
— Bom, Lois, secretamente eu sou o Superman e uso o disfarce como Clark Kent para me aproximar de pessoas perigosas e escrever matérias como essa do leilão.
— Ah, claro. Se você é o Superman, eu sou a Mulher-Maravilha — ironizou Lois, a raiva sentida em suas palavras. Ela deixou Clark e seguiu para sua mesa.
“Não diga que não avisei”, pensou Clark, o sorriso pousando sobre seu rosto.
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