Superfreddie
23 Difíceis Decisões... (mesmo para um Super-Homem) I
Notas iniciais
Cara, adoro triângulos amorosos... hora da parte romântica.
Informações importantes:
- Carly e Sam não estão mais namorando com aqueles rapazes citados anteriormente;
- Freddie já terminou a faculdade;
- Freddie já alugou um apartamento e vai morar sozinho em outro prédio.
Dezembro de 2015
Dentro do frigorífico onde jaz o corpo congelado do Homem-Hídrico, Superman está com um tubo de ensaio em sua mão, logo à frente do supervilão; ele tem quase certeza que a solução que desenvolvera faria Morris Bench voltar à sua forma original, extinguindo o acesso aos seus poderes.
Seus olhos se acendem e ele começa a descongelar Morris.
Em poucos minutos, o líquido descongelado, que na verdade era o corpo do vilão, começa a se mexer, saindo do estado letárgico em que estava há semanas.
“V-v-v-você... m-m-m-m-me congelou...”
O herói o ignora, simplesmente jogando o conteúdo do tubo de ensaio em cima de Morris.
A forma líquida do homem guincha, se retorce e se debate nas paredes do frigorífico; Superman espera apreensivo pelo resultado, pois, nos testes feitos na fortaleza, havia simulações em que Morris simplesmente deixava de existir. O herói havia feito o possível para que isso não ocorresse.
Angustiantes minutos se passam, até que finalmente o homem de aço presencia a figura disforme à sua frente começar a tomar uma forma humana. Aos poucos, o Homem-Hídrico deixa de existir, para alívio do herói.
“E aí, Morris, bem vindo de volta à vida normal.”
Superman diz isso e segura o ombro do criminoso, guiando-o em direção à saída do frigorífico, onde aguarda Maggie Sawyer e sua equipe da SWAT. Antes de entregá-lo às autoridades, porém, ele aproveita para interrogá-lo.
“Me diga, Morrie. Como você ganhou esses poderes? Eu sei que você trabalhava como faxineiro terceirizado na NevelCorp. O que aconteceu?”
“Se eu falar, vai me ajudar em alguma coisa?”
“Eu posso falar com alguém e talvez te poupar da pena de morte. Não se esqueça que você assassinou um segurança.”
“Não sei o que eles faziam lá, mas eu fiquei desse jeito depois que eu mexi em uma coisa azul que brilhava no escuro. O chefão dali era um tal Banner.”
Pensativo, o herói entrega o criminoso aos policiais, entre os quais estava sua amiga Sam, a qual ele encara.
“Ei, subindo de vida, hein? SWAT? Meus parabéns.” diz o herói sorridente.
“Pois é, obrigada. E você, quando entra pra polícia e deixa de ser um justiceiro ilegal?”
Superman sorri amarelo. Podia ter passado sem essa.
“Bom... tenham uma boa tarde, preciso ir.”
Ele alça voo e continua refletindo sobre as informações recém-colhidas. Ele já conhecia o trabalho de Bruce Banner, espantoso até mesmo para o kryptoniano. E o fato de Nevel tê-lo empregado sempre o preocupou, preocupação essa agora muito maior sabendo que Banner estava chefiando uma equipe inteira de cientistas. O que Nevel planejava? O que quer que fosse, Freddie imaginava que coisa boa não seria.
Perdido em meio a seus pensamentos, o herói de repente se vê próximo de seu apartamento de fachada em Boston; tomando cuidado para que ninguém o visse, entra sutilmente por uma janela que ficava de frente para um beco escuro, adentrando diretamente em seu 'quarto'.
Suas roupas e pertences estão cuidadosamente embalados em caixas e dispostos pelo chão do imóvel, prontos para o transporte. Freddie desativa seu disfarce, ficando apenas de uniforme, e faz uma cara de entediado. Essa seria a parte mais chata da mudança, seria muito mais fácil ele levar tudo até Seattle; mas não podia se dar ao luxo de levantar alguma suspeita sobre sua identidade.
A campainha é tocada. Freddie desativa também seu uniforme e vai atender à porta.
“Boa tarde! Sr. Freddward Benson?”
“Sim, boa tarde.”
“Somos da transportadora, os objetos já estão prontos?”
“Oh, sim, sim. Por favor, queiram entrar.”
Os funcionários começam seu trabalho e Freddie os acompanha. Suas deduções sobre Papperman têm de ficar para outra oportunidade.
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O reencontro de Freddie com seus amigos é celebrado com uma festa no novo apartamento do rapaz, na qual comparecem todos seus amigos mais próximos. Muita barulheira, gente dançando, conversas, gargalhadas e algumas pessoas que beberam além da conta fazem a diversão da turma por quase três horas.
No fim, Freddie se despede de seu amigo Gibby – sempre ele o último a ficar nas festas – e se deita no sofá, mentalmente enumerando o que deve ser feito nos próximos dias. Ele sempre gostou de ler um dos principais jornais de Seattle – o Planeta Diário, e se pergunta como seria trabalhar lá. No meio jornalístico, dizem que o Editor-Chefe do jornal, Perry White, é duro na queda e difícil de ser impressionado.
“Vamos ver se ele não se impressiona com uma matéria e fotos exclusivas do Superman...” pensa alto Freddie, sorrindo ironicamente.
Interrompendo seus pensamentos, surge o som do transmissor que ele dera a Carly meses atrás, para que ele fosse chamado assim que a morena necessitasse. Freddie se levanta e ativa seus disfarces, saindo pela janela em alta velocidade.
Em poucos segundos ele se depara com a sempre agradável visão de sua amiga, vestida como estava na festa dada por ele há pouco, com uma blusa de lã vermelha, calças jeans claras e botas. Ela estava com o pequeno dispositivo de alerta em sua mão direita.
“Tudo bem? Aconteceu alguma coisa?”
Carly olha para o herói e parece ficar vermelha.
“Não tem nada errado, Super. É que... eu queria te perguntar uma coisa...”
“Sim?” pergunta o homem de azul, pousando delicadamente na cobertura da morena, logo à frente dela.
“Eu queria... convidá-lo para um jantar amanhã à noite, lá pelas 8... isso se você não tiver nenhum compromisso, é claro. Porque você sabe, eu nunca agradeci da forma correta o fato de você ter salvado a minha vida.” ela fala sem jeito.
Freddie se espanta com o pedido dela. Por um momento, ele imagina há quanto tempo queria ouvir algo assim vindo dela, mas sem o disfarce e o uniforme.
Ele pensa bem.
“Tudo bem, Carly. Eu estarei aqui, obrigado pelo convite.”
“Legal! Você come carne, né?”
“Como. Bem, nunca senti fome, mas... eu como.”
“Sinceramente, não sei se isso é vantagem... mas, então... até amanhã!”
“Até amanhã. Boa noite.”
Ele alça voo e ruma lentamente a seu apartamento, questionando-se se o que acaba de fazer é correto. Mas a lembrança de Carly faz sumir os questionamentos de sua cabeça. Além do mais, trata-se apenas de um jantar, não é propriamente um encontro romântico. De toda forma, ele não consegue tirar da boca um sorriso bobo, remetendo a um Freddie baixinho de quase dez anos atrás.
o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o
Aproximadamente às oito horas, Superman pousa na cobertura de Carly Lane Shay, para o jantar marcado na noite anterior. O jovem havia optado por um elegante smoking preto em vez de seu uniforme tradicional. Obviamente seu disfarce facial estava ativado. Como de costume, ele bate na porta da varanda.
Ela sai e Freddie a olha boquiaberto, pois ela estava deslumbrante: a morena usava um vestido de apenas uma manga longo preto e brilhante, que deixava à mostra parte de suas belas pernas. Ela ostentava um colar muito bonito, bem como brincos que realçavam ainda mais seu belo rosto. Para completar, usava sandálias pretas.
“Boa noite, Kal! Entra, por favor.”
“B-Boa noite, Carly...”
“Belo smoking...” ela atesta, olhando para ele, “mas eu preferia seu uniforme normal.”
“Mesmo?”
“Sim.”
Ela sente um vento forte, e, em menos de dez segundos, Superman entra por sua casa ostentando seu uniforme azul e vermelho.
“Bem, eu fiz um assado de cordeiro... não sou muito boa em cozinhar, mas deve ficar bom. Pelo menos no site em que eu vi estava com uma cara excelente.”
“Olha... é melhor você ir lá agora ou vai passar do ponto.” ele diz, enquanto olha em direção ao forno com sua visão de raios-x.
“Ah, meu Deus!”
Carly sai correndo em direção ao forno, atrapalhando-se um pouco em colocar as luvas térmicas e levantar o assado; ela se desequilibra e o assado ameaça cair ao chão, mas, antes que o desastre acontecesse, Superman apanha a assadeira com a palma da mão direita, segurando-a. Ouve-se um chiado.
“Ah!!! Sua mão!”
Calmamente, o herói coloca a assadeira sobre a mesa da sala de jantar, ao lado de outros acompanhamentos.
“Calma, Carly... invulnerabilidade, lembra?” diz o rapaz, mostrando a palma de sua mão, que obviamente está intacta.
Superman afasta a cadeira para Carly se sentar, acomodando-se logo em seguida à frente da moça.
As horas seguintes são bem agradáveis para ambos. Apesar de Freddie nunca sentir fome, agradava-lhe comer bem, e o assado realmente estava delicioso, melhor do que qualquer coisa que Carly fizera antes, em especial suas horripilantes limonadas.
Depois da sobremesa — um bolo gelado daqueles vendidos em supermercados — os dois estão na sacada, observando as luzes da cidade.
O rapaz observa Carly e seus olhos negros que reluzem a luz do luar. Percebe também que ela cobre seus braços, e só então se toca que está frio. Então, o herói desacopla sua capa vermelha e a usa para cobrir as costas e braços nus da morena.
Ela pega seu braço.
“Linda a cidade, não?”
“Sim. Nunca canso de ver, especialmente lá de cima.”
Carly olha para o céu estrelado.
O herói pega na cintura dela.
“Quer ver?”
Ele flutua, segurando suavemente a moça, indo mais alto do que o maior arranha-céu de Seattle. Carly sorri como uma criança ao vislumbrar a cidade do alto, sem qualquer estrutura ao seu lado.
Ela posiciona seus delicados braços ao redor do pescoço musculoso do kryptoniano, e os dois se fitam fixamente. A garota fecha seus olhos e se aproxima da boca do herói, e os dois se beijam a 800 metros de altura do solo. Para Freddie, é a realização de um sonho de infância, um interesse romântico jamais correspondido pela amiga; ele tenta ignorar o fato de que ela o está beijando estando ele sob o disfarce do Superman.
Alguns minutos se passam antes de os dois se separarem.
“Uau” suspira a morena.
O herói a fita e sorri. Logo depois, começa a descer, pousando em pouco tempo na sacada do imóvel da repórter, que devolve a capa vermelha ao herói.
“Eu preciso ir.”
“Espera, Super. Eu vou viajar amanhã pra Londres – entrevista exclusiva com o Rei Charles, muito obrigada – mas volto daqui a três dias de manhã. Você não gostaria de... jantar comigo de novo nesse dia? Mesmo horário?”
“Hmm... OK, mesmo horário, daqui a três dias.”
O herói se despede e alça voo. Quando está a uma distância segura, ele acelera e começa a fazer piruetas no ar.
“UUUU-HUUUUUU!!!”
Ainda voando em piruetas, ele ganha ainda mais altura, passando entre nuvens, subindo até a estratosfera, perdido em pensamentos felizes; de repente, seus devaneios são interrompidos por sua audição, que capta o som de uma aeronave vindo, muito próxima dele.
Por puro reflexo, ele desvia de um avião comercial, evitando um acidente de proporções catastróficas.
Freddie, de olhos arregalados, respira fundo e põe a mão sobre seu rosto.
“Meu Deus, quase causei um acidente... preciso ser mais responsável...”
O herói se recompõe e ruma ao seu apartamento.
o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o
Na manhã seguinte, ele está pacientemente esperando sentado em uma sala anexa à do Editor-Chefe do Planeta Diário; está vestindo uma camisa preta, com uma camiseta por baixo branca, calças escuras e sapatênis; em suas mãos, um envelope.
“Sr. Benson? Queira entrar, por favor.” chama a secretária do Sr. White.
Freddie adentra o escritório do homem, que, desrespeitando o aviso de 'Proibido Fumar', está dando baforadas em um grande e fedorento charuto. Ele é gordo, meio careca, sendo grisalho o pouco cabelo que ainda lhe resta, e tem uma feição de poucos amigos. Perry está sentado em sua confortável cadeira de costas para Freddie, olhando pela janela; o rapaz puxa uma cadeira e se senta.
O homem de meia idade se vira e encara o rapaz friamente.
“Então... você é o gurizinho que veio de Boston.”
“Sim, Freddie Benson, senhor.” ele lhe responde, estendendo logo em seguida sua mão, que recebe um cumprimento forte do homem. Se não fosse invulnerável, certamente doeria.
“Bem, Sr. Benson... surpreenda-me.”
Freddie lhe entrega o envelope, que contém fotos do Superman em ação contra criminosos de ângulos jamais vistos antes, que o homem detalhadamente vê com seus olhos arregalados. Além das fotos, o envelope também abriga uma folha digitada com uma extensa entrevista com o Homem de Aço, e um pendrive com o áudio da gravação e outros arquivos.
“Isso... isso é material de primeira, garoto!”
“Obrigado.”
“Como você conseguiu? É amigo do Superman?”
“Digamos... que ele me respeita e eu batalhei muito pra conseguir essa entrevista e essas fotos. Mas eu não sou limitado ao Superman, senhor. Junto com o pendrive há também algumas matérias independentes – com fotos, claro — que eu fiz quando visitei a África e o Irã.”
Perry White olha para a cara daquele rapaz, que parecia tímido e simples, perguntando-se como fizera tudo aquilo.
“Eu vou fazer o seguinte: você pode trabalhar conosco em princípio como freelancer. Se continuar me surpreendendo positivamente como fez agora, eu te contrato em definitivo. E seu primeiro trabalho será este aqui, com o Superman. Pode ir entregar seus dados no RH e pegar seu pagamento no Financeiro.”
Freddie educadamente agradece ao Editor a oportunidade e faz conforme Perry havia lhe dito. Estava feliz, queria mostrar que também tinha talento para o jornalismo; óbvio, talvez não tanto quanto Carly, mas certamente o rapaz tinha talento.
Ele sai pela rua e resolve ir de metrô até seu apartamento, ele gostava de vivenciar experiências de seres humanos normais.
Quando ele chega a seu apartamento, vai ao seu quarto, tira seus sapatos, meias, camisa e camiseta, calças, até ficar somente de roupa íntima, deitando-se em sua cama. Uma rápida escutadela pela cidade revela que nada desastroso estava acontecendo. Finalmente, tudo estava dando certo em sua vida.
De repente, o som da campainha o retira do devaneio. Ele veste uma calça moletom e vai atender a porta, nem se importando de conferir com seus poderes quem era.
Ela abre a porta e dá de frente com sua outra melhor amiga, Sam. Ela vislumbra seu torso nu e cora, olhando em outra direção em seguida.
“Ei, será que dava pra você atender à porta sem estar pelado?”
“Ops, desculpe... mas eu tô em casa, né?”
Ele corre até seu quarto e veste uma camiseta azul claro, enquanto ela entra no apartamento. Freddie reparou como a loira estava bonita, com uma jaqueta de couro aberta com uma blusa branca com um belo decote e jeans apertados, além de botas de couro que a deixavam mais alta.
“Então, a que devo a honra dessa visita?”
“Bem... hoje é meu dia de folga, e quero gastá-lo com meu querido nerd que acaba de voltar do outro lado do país... algum problema? Vai fazer outra coisa hoje?”
Freddie pensa um pouco e considera ótimo, pois realmente há muito ele não passava um tempo a sós com sua loira preferida, a bem da verdade, desde aquela noite na Virada, onde ele estava dando conselhos para ela, quando foi interrompido por um assalto que teve de evitar.
“Não, seria ótimo gastar o dia com uma loirinha!”
“Assim que se fala! Se arruma aí!”
Ele veste uma camiseta vermelha e calças jeans com tênis.
“Ei, você não vai ficar com frio?”
“Nada, sou quente...”
“Tá bom então...”
Os dois saem pelas ruas de Seattle, a pé mesmo. Sam sugere passearem pelo Museu do Crime, mantido pela Polícia de Seattle. Freddie olha para Sam e se maravilha com sua empolgação, quem imaginaria que sua amiga se tornaria excelente policial?
Depois de visitar o museu, eles passeiam por um parque e, próximo do meio-dia, param em uma barraca que vende cachorros-quentes para o almoço. Bem típico de Samantha Lang Puckett. Freddie vislumbra a visão de sua amiga comendo um hot-dog, e, quando ela percebe que ele está olhando, lhe dá um simpático sorriso, ainda com a boca cheia. Tal visão o encanta.
Depois, eles vão ao shopping mais próximo, pois Sam queria comprar um vestido. De alguma forma, Freddie não conseguia tirar mais os olhos do rosto da amiga, tão belo, com seus lindos olhos azuis combinando perfeitamente com suas madeixas douradas. Na verdade, ele nunca tinha reparado nessa faceta mulher dela.
Eles vão a uma loja, onde Sam escolhe um vestido de alça vermelho. A vendedora consente, e a loira vai a um provador experimentá-lo; logo em seguida, sai da cabine e dá uma volta para que o amigo avaliasse:
“Ficou bom?”
“... ficou ótimo. Você tá uma del...” fala Freddie, espantado com a beleza da amiga, a forma como o tecido ressalta suas belas curvas... mas ele consegue se deter antes de completar a frase.
“Uma o quê, nerd?”
“Esquece.”
Satisfeita com o vestido, ela o paga no caixa e os dois voltam a passear. Freddie oferece-se para carregar o pacote e estende sua mão a ela, que a pega. Sua mão era tão macia...
E assim, de mãos dadas, eles vão conversando pelo caminho até a casa da loira.
“Sabe, nerd... agora que somos adultos, dá pra te confessar uma coisa.”
“É? Você... assassinou alguém quando era adolescente?”
“Não, seu boboca! Lembra aquela noite da Virada, do sapo de duas cabeças...?” Freddie assente, “Então... aquele seu aplicativo bobo estava correto.”
Freddie continua observando-a. Eles estavam bastante próximos da casa dela.
“Você só errou de quem eu gostava... não era do Brad que eu estava a fim, era de você.” ela diz, um pouco vermelha no rosto de vergonha, mas de forma confiante.
O rapaz fica perplexo, nenhuma palavra lhe vem à boca. Por isso ela ficou esquisita por um tempo com ele depois da Virada!
“Claro que não foi nada legal você me deixar falando sozinha lá no pátio, mas eu superei isso. Namorei bastante, curti bastante... enfim, botei na minha cabeça que era uma paixonite adolescente.”
Os dois jovens chegam à casa dela, e param ante a porta, um olhando para o outro por momentos que parecem intermináveis.
Ele repara nos olhos azuis, nos lábios... e uma vontade irresistível de beijá-los lhe vem à mente.
Lentamente Freddie se aproxima dela, fecha os olhos e aguarda a aproximação de Sam. Ela se aproxima e os lábios dos dois jovens novamente se encontram, anos depois daqueles selinhos inocentes dados na escada de incêndio e debaixo do visco. Porém, desta vez, o beijo é mais profundo, adulto, apaixonado. Freddie sente como que se corpo recebesse uma descarga equivalente à que ele recebe quando é atingido por um raio durante uma tempestade elétrica.
Eles se separam e Sam olha docemente para ele.
“Sabe... pode não ter sido só paixonite adolescente, não...”
“É... bem...” Freddie diz confuso.
Ela põe seu indicador direito sobre os lábios dele.
“Depois de amanhã, eu tenho outra folga. Posso preparar um lombinho pra você, e exibir meus dotes culinários. E a gente... pode... continuar nosso ‘assunto’ depois de comer. E, pra te convencer de vez, eu prometo usar este vestido vermelho que te fez babar lá no shopping. Oito em ponto?”
“Oito... tá bom...”
“Marcado. Tchau, Freddie!”
A loira se despede com um selinho e fecha a porta, deixando para fora um alienígena muito confuso.
Quando ele cai em si, bate com a palma da mão na testa (com força suficiente para nocautear o mais forte dos lutadores profissionais) e se dá conta que marcara encontros com as duas garotas no mesmo dia e mesma hora.
Seus sentimentos são confusos, e a única coisa que lhe vem à cabeça é acionar seu disfarce e voar para o lugar mais longe possível.
“Fez merda, Freddie... fez merda.”
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