Notas iniciais
Oii Turma! Como vocês estão? è um prazer em postar para vocês :) Aqui é a Gabie, e eu espero que vocês gostem desse capitulo. Vejo vocês nas notas finais. até lá.

–Gente eu estou fome. –Cleo escolheu uma frase comum para ela, mas, depois aparecer toda suja de sangue, não é o que normalmente é falado.

Normalmente Cleo não aparenta alguém que foi morto de modo violento, ela tem longos cabelos castanhos. Olhos castanhos claros, ela é magra e tem pele pálida. No momento, estava com o cabelo sujo de sangue e com os lábios inchados.

–Querem um x-burguer de café da manhã? – Pergunta Luke como se o que tivesse acontecendo fosse normal.

–Claro. –Cleo disse calmamente, e eu comecei a achar que eu que era a louca.

Mandei Cleo subir para tomar banho, eu e Luke fomos fazer x-burguers. Ele foi para perto da geladeira, e eu fui pegar a frigideira, olhei para ele, o garoto alto e magro de cabelos castanhos parecia preocupado.

–Só eu que estou curiosa e quero saber o que aconteceu? –Perguntei tentando entender se eu que era a louca mesmo.

–Não, quando ela descer e tiver melhor a gente pergunta, espero que ela lembre. — Luke disse pouco tempo antes de Cleo descer com um dos meus moletons gigantes e uma das minhas calças jeans.

–Cleo o x-burguer está pronto. –eu disse.

Ela se senta num dos banquinhos, da uma mordida no sanduíche e mastiga lentamente. Cleodora come todo o x-burguer em silêncio. Quando termina, ela nos surpreende.

–Ainda estou com fome. – Diz ela.

–Como? Você acabou de comer um sanduíche inteiro! Qual foi a ultima vez que você comeu? – Falo.

–Não sei é como se isso não tivesse me sustentado. É como se eu estivesse com a mesma fome de antes. – Ela suspira. – Eu acho que eu quero comer algo diferente...

–Bem... Alguma coisa doce? –Perguntei mais confusa que antes.

–Acho que algo mais parecido como... Como... – Ela olha para Luke. – Como meu irmão. Ou como você, Cassie. Vocês parecem apetitosos.

–Luke... Eu estou com medo... –Falo olhado para ele que parece tão perplexo com o comentário do que eu.

–Desculpa gente. – Ela sacode a cabeça. – Mas é que por algum momento eu senti vontade de comer carne humana... Ou quase humana, como é o caso de vocês. Talvez isso tenha algo a ver com o que aconteceu ontem, que por sinal, nem sei se foi real.

–Okay, acho que já passou da hora de perguntar – Andrew falou olhando para mim com a mesma expressão de medo que eu imagino que eu estava.

–Concordo. Cleo do que você se lembra? Porque você apareceu daquele jeito aqui em casa? –Eu temia praticamente qualquer resposta que ela pudesse dar, mesmo não conseguindo imaginar uma única que fizesse sentido com a fome de carne humana ou quase humana.

–Ontem? Bom, é uma história relativamente longa... – Ela falou. – Eu me lembro de que a Alexa me chamou para um canto reservado para a gente...

–Okay! Pode pular a parte que não envolve nada ligado ao o que você acha que pode ter causado a fome e você ter chegado desse jeito aqui em casa. – Disse tentando ir direto ao ponto.

–Ah, está bem. – Ela fala. – Então eu entrei no seu carro, esperando que fossemos... Fazer algo lá. Mas ela trancou minha porta por fora e começou a dirigir. Eu estava calma, pois uma vez a gente fez uma brincadeirinha parecida. Mas quando eu tentei a beijar, ela me afastou e falou que tínhamos que conversar...

–Ela te machucou?! Fez alguma coisa com você? –Andrew perguntou quase saltando da cadeira na qual ele estava sentado.

–Vamos todos nos acalmar, por favor, Cleo termina de contar a história. –Falei me esforçando pra não surtar.

–Calma, Anw, me deixa terminar de falar. – Ela ri. – Então ela começou a dirigir para dentro da floresta... Digo, mais dentro da floresta. E estacionou em um lugar. Ela não saiu e não consegui sair... Então ela disse que me levou até lá para terminar comigo, porque na realidade ela nunca me amou e sim me usou para fazer um experimento, que de acordo com ela, íamos fazer naquele momento...

–Sem pausa dramática Cleo! Você esta bem? O que aconteceu depois? –Disse começando a ficar nervosa de novo.

–Calma Cassie. – Ela sorri. – E você sabe que eu AMO pausas dramáticas. Então eu fiquei desesperada, primeiro que sempre achei que eu que iria terminar... Afinal vocês me conhecem, sou mulherenga... Mas enfim. Eu fiquei pasma, há uns dez minutos estávamos falando sobre o nosso casamento. Ela desceu do carro e começou a conversar com alguém que misteriosamente apareceu lá.

–Você escutou alguma coisa? Isso é sério maninha! Conta até o final pode ter acontecido alguma coisa com você, essa mulher é no mínimo lunática – Ele falou já desesperado.

–Eu não tenho certeza do que ouvi. Só sei que tem algo a ver com uma cerimônia proibida ou coisa do tipo... — Falou. – Ah, eu também entendi de que ele é um lobisomem. Enfim, ela e o cara, me tiraram do carro e me arrastaram até um ponto e me fizeram ajoelhar. Então sem mais nem menos, a minha, naquela hora, ex-namorada me mordeu e começou a sugar um pouco do meu sangue. Eu tentei bater nela, mas obviamente eu, como humana não tive muita chance. Então ele também sugou um pouco do meu sangue. Já estava fraca, quando vi que ela entrou no carro e pegou algo que parecia com um copo de madeira. Ela mordeu seu próprio pulso e despejou seu sangue dentro de lá, me deu para beber. Não tinha mais forças para lutar, então obedeci. O cara fez o mesmo que ela, então eu acabei bebendo os dois copos cheios de sangue de uma vampira e de um lobisomem. Comecei a tremer e sentir muita, muita dor. Os dois falavam algo estranho, acho que meio que uma magia. Eu comecei a me contorcer e deitar no chão. Eu acho que nunca me mexi tão rápido. Tremia muito. Então eu só lembro que eu comi algo, acho que uma carne. Mas era um pedaço pequeno e a melhor coisa que já comi. Então Alexa torceu meu pescoço e tudo ficou preto. Acordei de manha me sentindo muito mais... Viva. Fiquei andando por ai até achar uma estrada, peguei uma carona com um caminhoneiro muito cheiroso e cheguei até aqui. Fim. Satisfeitos? Sem pausas dramáticas desta vez.

Um longo silêncio se estendeu até que algum de nós conseguisse realmente formar uma frase completa.

–Eu acho que já ouvi falar disso, mas... Não pode ser, é uma magia proibida há realmente muito tempo... E se for o que eu estou pensando você tem muita sorte de estar viva. –Dessa vez foi Luke que fez a pausa dramática.

– Não me é estranho também, mas quem faria uma coisa dessas? –Falei quase que comigo mesma.

–Alexa. – Ela riu. – Quando não estávamos nos beijando ou fazendo qualquer outra coisa, costumávamos falar sobre algumas maldições. Ela mencionou uma vez um ritual proibido que transforma a pessoa em uma coisa... Esqueci o nome... Acho que... Transforma a pessoa em um demônio.

–Isso alcançou outro nível, a gente precisa falar com meus pais, algum deles vai saber o que fazer... –Falei tentando esconder o medo que estava sentido daquela historia.

–Você esta de sacanagem não é? – Fala a garota de cabelos castanhos. – Eu não quero fazer nada em quanto estiver com essa fome. Lu, olha na internet o que demônios comem, se eu posso ser um, eu só sei que quero comida. Ou algo do tipo.

–Não é um tipo de coisa que a gente procura na internet. Cassie você tem algum livro que possa ajudar?

–Tenho, vou pegar lá em cima. –Me levantei e fui até a nossa mini biblioteca, procurar um livro realmente antigo que nuca tinha chegado a ler por ser mais um tipo de enciclopédia de seres que existem ou já existiram. Fui até a cozinha e coloquei o livro em cima da mesa.

–Aqui fala que os demônios não existem mais, mas para transformar alguém em um... – Ela leu um pedaço. – Tem que fazer basicamente o que fizeram comigo. Isso quer dizer que eu sou um demônio? Eu sou um demônio. EU SOU UM DEMÔNIO!

–E você é um demônio com muita sorte de estar no meio de uma floresta particular gritando isso. Agora, o que a gente faz com a fome? –Não queria nem pensar na minha melhor amiga tendo que matar alguém pra se alimentar, mas não se deixa amigos sozinhos... Nem nesses casos...

–Aqui fala que eu me alimento de seres-humanos. – Ela suspira. – Pelo visto vou ter que trocar de roupa e colocar algo para atrair as pessoas. Sempre soube que iria matar alguém, mas não pensei que fosse me alimentar desta mesma pessoa. Okay está ficando cada vez mais estranho... Se é que isso é possível.

–ESPERA! –E de novo eu e Luke falamos em uníssono.

–Como você sempre soube que ia matar alguém? Você pensa nisso com frequência? –Eu falei já quase desistindo de tentar entender o que estava acontecendo.

–Ah gente, não tratem isso como uma grande coisa. – Ela ri. – Garanto que vocês já quiseram matar alguém... E não, Cassie, eu não penso nisso com frequência. Mas pelo visto, agora vou ter que pensar... Ah meu deus. EU VOU MATAR ALGUÉM! EU SOU UM DEMÔNIO E VOU MATAR ALGUÉM! ISSO QUER DIZER QUE EU VOU PARA O INFERNO, CERTO? MA ESPERA. O INFERNO NÃO EXISTE, JÁ QUE EU SOU O DEMÔNIO... DIABO... SATÃNAS... AH CARALHO, OS RELIGIOSOS ME ODEIAM. EXISTE ALGUM OUTRO DEMÔNIO?

–PARA DE GRITAR, E ACALMA PORRA! A gente realmente vai procurar alguém pra matar antes de qualquer outra coisa? –Disse ainda não acreditando por completo no que estava acontecendo.

–Vamos fazer igual o Jack Estripador, vamos por partes! – Disse Luke.

–Eu realmente não acredito que vou falar isso... Mas ótima piada, maninho. – Fala Cleodora, rindo assim como eu. – Mas respondendo sua pergunta, loira, acho que sim. Ou fazemos isso, ou eu mato vocês dois... Ou pior: eu morro de fome.

–Vou ignorar o fato que você preferiria matar eu e sua melhor amiga do que ficar com fome, mas então o que a gente faz? Tentamos prisões? Bares com gente perigosa? Escutamos o noticiário até eles falarem de um crime violento e você mata quem fez o crime? Eu não sou bom em pensar nesse tipo de coisa!

–Você é um vampiro. Você e alimenta de sangue humano, por mais que você se controle pra não matar e costumar preferir bolsas de sangue, não é tipo seu instinto? –Disse já desistindo da racionalidade.

–Okay, gente, eu acho que devíamos ir para um bar com gente perigosa. Eu tenho que me trocar e ficar mais provocante... Tem um bar bem legal que fica aqui perto, eu já fui lá algumas vezes e digo que sim, tem gente perigosa. – Ela fala se levantando do banquinho. – Mas antes de qualquer coisa, uma pergunta: eu ainda menstruo? Ia ser tão legal não menstruar mais. Falando nisso... Os lobisomens menstruam? E os vampiros? Droga, por que não perguntei isso para Alexa antes...

–Eu vou ignorar isso, e antes que eu mude de ideia vamos. – Digo.

–Okay, você tem alguma roupa sexy e provocante, Cass? – Cleodora pergunta. – Eu preciso convencer os criminosos a sair comigo.

–Você tem “Cass”? –Luke fala arqueando as sobrancelhas e segurando um riso.

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E o vampiro, a lobisomem e a demônio mal imaginavam que do outro lado da estrada um senhor os observava, satisfeito que seu plano deu certo. Pobres adolescentes... Será que eles sabem que suas vidas e a de todos os sobrenaturais estavam prestes a mudar?

Notas finais
Então se vocês gastaram comentem :) (por favor) e casa vocês não tenham gostado críticas são sempre bem-vindas desde que construtivas. Abraços. Até o capítulo 3.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.