Superdigital
1 Capítulo 1 - Piloto
Notas iniciais
Nova York – 09:34 PM 5th Avenida, Brooklyn
A noite estava Fechada, muitas nuvens no céu mas mesmo assim, a Lua Brilhava em sua forma minguante... nas ruas, Luzes vermelhas exploravam as paredes das casas e prédios, e os barulhos das sirenes ao fundo... bem familiar...
Perto de um Beco escuro, mas do outro lado da rua estava parada uma ambulância com a porta de trás aberta, onde estava sentado uma mulher sendo atendida por um médico, enquanto dava seu relatório ao Policial.
O Perimetro estava todo cercado, mas um homem com sobretudo preto passa por baixo da faixa amarela e se aproxima...
- Agente Nollan, FBI. – Ele diz mostrando o distintivo ao policial.
- Você não é muito Jovem pra ser do FBI, garoto? – O Policial que o recebe parece ficar meio desconfiado.
- E o Senhor não é muito curioso para apenas um guarda de rua? Saia da minha frente. – O agente passa pelo policial que abaixa a cabeça...
Mais próximo da área do crime, outro guarda faz anotações de frente para o beco, onde alguns peritos coletavam provas.
- O Que Houve aqui? – O homem se aproxima.
- Ataque de animal. É o que dizem.
- Com unhas desse tamanho? –ele diz olhando paras marcas na parede
- Humph... – o Policial torce a boca dando de ombros, e sai andando...
O Homem de Sobretudo Continua Observando a marca de garras na parede por alguns instantes, com uma expressão não satisfeita, algo parecia errado até demais... e anda para um canto, tirando um celular do bolso.
- Henry, é um dos nossos. É um Digimon com certeza.
- Math? Então está confirmado?
- Não me chame assim! Por que eu uso um nome falso , se você não segue?
- Oh! Desculpe senhor Nollan... – A Voz segue irônica.
-Vai se Ferrar. Já o Localizou? – Diz Math, ele se aproxima da mulher e vai colocando um liquido de um frasco em seu braço... –“Voce vai melhorar” ele diz tampando o telefone. "Aqui, é meu cartão, pode me ligar se algo acontecer em relação a ferida."
A mulher estranhou, por que um agente faria algo do tipo? mas deu de ombros e pegou o cartão, estava feliz por estar doendo menos.
Rodovia 156, Não muito longe dali...
O Barulho do Motor era ensurdecedor e Incrível, o carro devia estar a uns 100 Km/h , e de dentro do Mustang Eleanor, Preto metálico falava um garoto de uns 16 anos no celular:
- Já sim, Não se preocupa.. – Henry responde olhando para um radar no painel, apitando.
- ótimo, Me envie as coordenadas pelo celular e eu chego em cinco minutos. – Click –o Celular foi desligado.
-Encontramos? – uma voz feminina vem do banco de traz...
-Sim, já já entraremos em ação...
E então, o carro seguiu rodovia rapidamente... poucos minutos depois, ele estaciona em frente um enorme galpão.
- É um tipo de Galpão abandonado... – Henry sussurra sozinho fechando a porta do carro ao descer com os olhos no galpão... – Ótimo, Estamos entrando...
Dentro do galpão, completamente escuro, entrou um feixe de luz que passou pela porta ao ser aberta por Henry.
- Alo? Alguém em casa?
E então, olhos vermelhos se ascenderam no fundo do Galpão.
- Ah, então você está ai...
Então, Após um rosnado, o dono dos olhos vermelhos avança em direção a Henry com muita voracidade. Mas... Algo está errado... Henry Da um sorriso...
E Então, Por janelas opostas pela lateral do galpão, entram duas sombras! Elas atingem a criatura na cabeça, ao mesmo tempo! O monstro cai na parte iluminada, se revelando!
-Ah, Gazimon então? Outro? Vocês são como praga sabia? – Diz Henry.
Então, as sombras aterrissam em frente a Henry se mostrando também:
— Atingimos em cheio né Terriermon? – Diz o monstro marrom...
- Yes My Dear... ohhhh Yeah Lopmon... –Diz ele com voz de locutor de rádio...
- Ai Meu Deus... o óculos de novo não... – Lopmon põe a mão no rosto...
- Parem de brincar, acabem logo com ele! Grita Math da porta.
-Math! – Henry da um sorriso.
- Odeio ônibus sabia? Da próxima eu fico com meu carro... – Math faz uma careta...
Então, Lopmon e Terriermon Saltam e atacam Gazimon, que defende os dois com os braços e os lança para o ar, seguido de um ataque!
- PARALYZE BREATH!! – Grita ele sobrando um poder azulado pela boca!
- cuidado ! — Terriermon então pega impulso em Lopmon, tirando-a da linha de fogo — BLAZING FIRE! – O ataque atinge Gazimon, que perde o equilíbrio!
- Argh!
Então, Lopmon se apoia na parede e pega um tremendo impulso acertando Gazimon, cabeça com cabeça, ele cai enfraquecido.
-Há! Pegamos! –Grita Henry.
-Terriermon, termine o serviço! – Grita Math apontando para o Monstro.
- ótimo! TYNE TWISTER! – O pequeno furacão finca nas costas de Gazimon, que Grita muito alto enquanto seus dados somem no ar...
- AHHH!!! ... Vocês... Caçadores de Digimon...
- Quando um idiota como você se deixa ser pego por um rastreador, fica fácil...
- Vamos embora — Diz Math,se virando e sendo seguido por Terriermon.
Gazimon foi deletado completamente...
- Eu quero um banho. –Terriermon tira os óculos e sai andando como um lorde inglês.
- Eu mereço... – Lopmon fala em voz baixa...
No carro a correr, estava Math Dirigindo, Henry no carona e os digimons dormindo no banco de trás.
- Até que hoje não foi muito difícil né? – Henry tenta quebrar o silêncio.
- É, é... claro... – Math tenta não ser antipático.
- Gazimon... eles tão saindo muito, não acha?
- Sim, o que é uma droga... O Poder da garra deles é venenoso, e eu gastei nosso ultimo antídoto na vitima de hoje...
- Já?! Nossa... já foram 5 ataques só nesse mês... tem algo errado com o Digimundo...
- Houveram casos de eventos duplos na semana passada, não é comum passar mais de um digimon pelo portal... por que agora? — Math cerra os olhos fixados na estrada...
O Mustang então some no horizonte sob as estrelas...
Henry e Math Blackwood, 16 e 19 anos respectivamente, São dois Irmãos que levam uma vida diferente. unicamente por sua intervenção contra os ataques digitais vindo do Digimundo, que entrou em crise e está enviando monstros ao mundo real, a humanidade continua protegida. Mas eles não são os únicos, ao redor do mundo, outros Digimon Hunters mantêm a paz...
A alguns Quilômetros da Luta, Encontram um hotel, não muito aconchegante, algo realmente de beira de estrada... mas eles deveriam ser discretos sempre, nesse trabalho...
eles estacionam...
Com uma mochila nas costas, Henry acorda os digimons, Lopmon sobe em sua cabeça e Terriermon corre e entra na mochila.
Na recepção, Math Aluga o quarto...
- Senhor... Kelford? — Diz o velho com a barba mal feita e boca semi aberta forçando para enxergar o que estava escrito no cartão de crédito...
- Exatamente. — Math com um sorriso Irônico, satisfeito e falso...
Henry então entra, mas o velho estranha a presença de Lopmon na cabeça dele.... após olhar por alguns segundos e perceber que ela não se movia, presumiu ser de pelúcia e deu de ombros:
-Ah... Aqui está, Boa Noite aos senhores. o quarto fica logo perto do estacionamento.
- Obrigado. — Math Pega o cartão levantando a chave do quarto.
...Dentro do quarto...
- AH! FINALMENTE UM BANHO! — Terriermon abre a mochila enfiando o bracinho no buraco que o zíper deixou presente e saiu correndo pro banheiro, curiosamente, carregando seus óculos.
Henry caiu de cara em uma das duas camas, onde Lopmon dormia no travesseiro.
Na cama ao lado, Math limpava uma Colt King Cobra .357 com uma flanela, sua expressão não era boa... aquela arma não lhe trazia boas lembranças...
Henry viu a expressão do irmão ao se virar um pouco...
- Math... limpando isso denovo? Você sabe que desde que... — "Ring
Ring" , Henry é interrompido pelo celular de Math...
- Alô? — Diz ele com uma voz seria, colocando a arma na cama. A Expressão de Math Muda... — O Que?! , Estamos chegando! — Math Levanta Fecha o tambor da arma e prende atras na calça. — Vamos nessa Henry!
Ele pega sua mochila, onde Lopmon sobe, a essa altura ja havia acordado...
Terriermon saia de touca de banho enrolado numa toalha do banheiro, com uma expressão de alegria... que logo foi interrompida com Math saindo correndo pela porta da frente... Terriermon pula fora do traje de banho e vai atrás...
Dentro do carro, Henry Pede explicações...
- O que Houve Math?!
- A Vítima de hoje morreu, mesmo com o remédio...
- O QUE?! — Henry se espanta.
- Como é que é?! — Terriermon e Lopmon também se assustam.
-Isso mesmo. O vizinho de apartamento da vítima achou estranho os barulhos de murro nas paredes e de repente silêncio, ele bateu e ninguém atendeu, então olhou pelo buraco da fechadura e ela estava no chão. ele então arrombou a porta, mas já era tarde... a sorte é que ela estava segurando o cartão que eu havia dado a ela mais cedo...
- Então foi isso... — Henry Olha pra frente encaixando os acontecimentos...
- Hoje, quando eu analisava as marcas de garra na parede do beco onde ela foi atacada, vi que eram marcas de garras de Gazimon mas... parecia haver alguma coisa com tom "esverdiado" nas marcas... mas estava muito escuro, não consegui ver direito...
- Um veneno, talvez? — Indaga Terriermon.
- Ainda não sei, mas nós vamos descobrir...
Após alguns minutos, o Carro para em frente ao edifício onde morava a vitima...
Henry e Math subiram as escadas correndo, Armados, cada um com uma pistola, Com Lopmon e Terriermon em suas cabeças, respectivamente.
O Silencio no corredor era preocupante...então, a atitude:
BAM! um chute na porta,já arrombada, onde continha o número informado na ligação, Os Dois Apontando as pistolas para dentro do apartamento... mas não havia nada além do corpo no tapete, e o vizinho paralisado no sofá.
- Foi o senhor quem ligou? — Henry abaixou a arma e se aproximou do homem, mas percebeu uma coisa... ele também estava morto... e com uma estaca de madeira pregando o celular em sua mão, cacos ali pelo sofá e bastante sangue...
- Math... vem cá... — ele chama o Irmão que junto dos dois pequenos digimons, procurava algo perto do corpo...
- Ele está morto...
-Sim, mas o que fez isso?
- Não faço id... ei, o que é aquilo? — Math aponta para a barriga do homem morto, havia sangue e a camisa parecia rasgada... mas não estava tão a vista pois o cadáver estava meio curvado e com a mão sobre o local...
Henry empurrou a camisa com a pistola, o homem era um pouco barrigudo e havia uns pelos, mas estava nítido... Quatro grandes furos em sua Barriga, eram fundos mas nem tanto...
Math e Henry se olharam...
Checando o corpo da mulher no chão, não encontraram nada de anormal, a não ser pelo fato de ela estar babando e de boca aberta...
- Cindy Gilger, 34 anos. Departamento de pesquisas especiais da policia... Math Lia um documento em cima da mesa...
- Não são esses caras que sempre se metem nos casos com digimons? — Pergunta Henry...
Quando da cozinha, um grito:
- Math! — Terriermon parecia surpreso.
Math e Henry correram pra cozinha, Terriermon e Lopmon estavam perto da janela, cujo vidro estava quebrado...
- Será que foi por aqui que ele entrou? — Diz Henry varrendo os cantos da janela com os olhos enquanto se aproximava...
- Definitivamente,Mas quem seria esse "ele" de quem falamos? — Math coloca a mão no queixo...
- Um Digimon? — Henry faz um sinal com a mão de "talvez"
- É, isso meio que com certeza. Mas que digimon seria capaz disso? Ja matamos algo tão brutal assim? E Definitivamente não são furos de um Gazimon na barriga dele... mas com certeza estava no time do Gazimon que matamos hoje...
- Henry, Olha! — Lopmon aponta para um canto da janela.
- Ham? um pixel de dados? — diz Henry pegando um pequenino quadrado brilhante do canto da janela...
- Ele provavelmente se cortou quando entrou mas, é Perfeito! isso já quase soluciona... vamos voltar pra casa, e pesquisar. Daqui nós ligamos pra policia como anônimos e vamos embora. — Math e Henry fazem o que Math sugeriu e partem...
Um Pixel de Dados é basicamente uma gota de sangue de um Digimon, quando um ferimento é aberto em seu corpo, obviamente não há liquido nenhum mas... dados são destruídos... e podem se soltar do corpo. cada dado contém o material "genético" de cada Digimon, porém é muito raro que não se desfaça ao se soltar do corpo... tiveram sorte...
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