Notas iniciais
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Ao chegar no quarto o príncipe dragão pousou a pequena jaula sobre a mesa bagunçada e a abriu, encarando a fadinha que se debatia de medo.

– Relaxa baixinha, eu não vou... — Ele não terminou quando ambos,Jose e Ivan, entraram pela porta e olharam pra ele. — Eu não vou poupar sua merda de vida. — Disse antes de começar a lambe-la pelo corpo quase todo, assim que o fez os dois aplaudiram empolgados.

– Isso Gajeel-kun !!! — Jose estava empolgado, então puxava Ivan. — Vamos deixa-los a sós.

– Sim... Bom divertimento Gajeel-kun. — Disse Ivan antes de se retirar com Jose, alguns instantes depois Levy percebeu estar sem o anel de ferro, assim ela tocou numa pedra da lua em formato esférico que estava exposta na mesa e adquiriu poder rápidamente, então começou a jogar magia contra ele que tentava se defender..

– Para com isso ! Qual foi ? — Ele.punha a mão na frente dos olhos por causa da poeira das fadas. — Eu não ia te comer sua boba !

– VOCÊ ME LAMBEU ! E ME COLOCOU NA BOCA ! ACHEI QUE ERAMOS AMIG... — Antes de terminar o dragão transformou sua mão em ferro e a segurou.

– Shiu. — Ele colocou o grande dedo sobre a boca dela, tapando-lhe, a fada tentou safar-se mas era inútil tentar gritar ou fugir, estava com medo, provavelmente seria devorada. — Fica quieta sua besta, não vou te comer não. Pelo menos... — Pensou ele sorrindo, malicioso. — Não hoje... E nem desse jeito... Gihiii — Ele afrouxou as mãos e com a manga da camisa secou a saliva que restara. — Eu não vou te machucar, ok ?

– Não acredito em você ! Está brincando comigo pra depois me devorar !

– Era mentira ! Eu precisava te trazer pro castelo dragão pra estudarmos o lugar !

– E por que fez aquilo ?

– Acha que deixariam uma fada entrar sem mais nem menos ? — Ele deu um peteleco na testa dela. — Eles farejam o medo. Se estivesse tranquila iam desconfiar.

– Por isso... Não me falou nada ? — Ela abaixou o olhar, corando.

– Fora o fato de que estavamos sendo vigiados. — Ele suspirou envergonhado. — Desculpa... Mas ... Eu juro que... Nunca te machucaria de novo. — De repente o braço voltou a ser como antes, e ela voou baixo, sentando-se nas mãos dele. — Se eu não fizesse isso... Eles iam invadir o reino das fadas e mesmo sem terem se casado ainda eles iam... Matar você... — Ele a colocou contra o peito. — Não quero que se machuque baixinha...

– Gajeel... Eu... — Ela corou mas logo começou a desferir-lhe varios tapas. — EU PODIA TER MORRIDO DO CORAÇÃO SEU COCOZENTO !

– Aiaia que dor ! — Ele riu, irônico. — Sabe que eu nem sinto isso né ?

– Finge que sente. — Ela bufou, voltando a bater. Ele obedeceu.

– Aii ! Para ! Dói ! — Depois de alguns tapinhas ele a puxou pelo vestido e a encarou. — Tá feliz ?

– Bastante.

– Hnm... Levy... Pode ficar na sua forma grande... — Ele pensou um pouco. — Ou melhor... Menos pequena...

– Ok... — Ela pegou a pedra que estava em cima da mesa e usou o poder para crescer, ficando com cerca de um metro e quarenta e nove. — Por que ?

– Eu... Me desculpe... — Gajeel a pegou pelo pescoço, apertando.

– O que você... — Ele continuou apertando, um pouco mais forte.

– Fica quieta... — Ele a puxou pra mais perto pelo pescoço e a beijou, o príncipe sabia fazer aquilo muito bem, já a princesa era inexperiente e era guiada por ele que moveu a mão até o cabelo da mesma, acariciou ali e a guiou, depois de um tempo eles se soltaram em busca de ar. — Gihiii

– I-Idiota ! P-Por que fez isso ?! — A fada, já grande, estapeava ele, estava extremamente vermelha.

– Por que eu quis ! — Ele dirigiu-se até a porta e depois de tranca-la abraçou a fada, despindo-a, ela fez o mesmo com ele e naquela noite os dois descobriram o amor em sua forma mais gostosa, em seguida a fada deitou-se sobre o dragão que arfava e os dois adormeceram, juntos.

No dia seguinte Jose e Ivan entraram sem pedir permissão ou licença e viram o grande homem nú segurando a jovem possessivamente, assim que viram a cena e notaram as roupas dela rasgadas no chão e o sangue nos lençóis dele, os dois adultos se entreolharam até verem a movimentação, Gajeel se ergueu e sentou-se na cama, olhou os dois friamente.

– O que fazem aqui ? — Ivan sorriu e olhou para o rapaz.

– Viemos ver como estavam e... — De repente José o interrompeu, empolgado.

– Como foi ? A fadinha sofreu bastante ? — Gajeel riu, irônico.

– Mais do que possam imaginar... — Depois de cuspir uma centelha de ferro que caiu no chão, brilhando, o jovem príncipe bufou. — Saiam daqui, eu não quero que vejam a minha fada nua.

– Sua Gajeel-kun ? — Perguntou José empolgadíssimo.

– Minha. A partir de hoje o homem que ousar tocar nela será sentenciado a morte.

– M-Morte ?! — Ivan olhou para a face do jovem e viu que ele falava sério. — Você não estaria... Por acaso..?

– Apaixonado ? — Ivan assentiu. — Por uma coisinha ? Me poupe. — Ele a agarrou, ela ainda dormia. — Sou só um jovem príncipe com ciúmes do brinquedo favorito.

– Oh ! — Eles levaram as mãos até a boca. — Sim senhor ! — Os dois abriram a porta. — Vamos embora. — Os dois se retiraram e ficaram horas conversando sobre a perversidade do príncipe, na mesma hora, no quarto, Levy abriu os olhos e encarou ele.

– Gajeel..? — Os olhos castanho-esverdeados fitavam as orbes vermelhas do homem que a segurava.

– Oh... Bom dia. — Ele sorriu, maroto. — Dormiu bem ? — Ela abraçou ele, sorrindo, o moreno sorriu de canto, retribuindo a alegria dela de estar junto com ele.

– Aham... — Ela se ajeitou na cama. — O que eles estavam fazendo aqui ?

– Vieram encher meu saco. — Ele bufou, cuspindo no chão, transformou a mão em ferro e socou um criado-mudo, ainda sonolenta Levy o encarou.

– O que disse pra eles era verdade ? — Levy olhou pra ele e o mesmo riu, tímido enquanto apertou o nariz dela sem muita força, a impedindo de respirar por alguns instantes.

– Claro que não boba. — Ele riu e sentou-se, pondo ela no colo, sem perceber ela se transformou novamente na sua "versão miniatura." e ele a encarou com vergonha. — Desculpa... — Dito isso ele se sentou e ajeitou-se, mão dele voltou ao normal rapidamente, e ali a mesma se instalou, acomodando-se naquele lugar. — Eu nunca... Te usaria... — Ele beijou a testinha dela. — Eu só preciso... Nós precisamos fingir na frente deles. — Ele corou e olhou-a nos olhos. — Tá comigo nessa ?

– Sim... Pra sempre... — Ele abaixou e beijou a pequena boca, e em seguida a lambeu.

Notas finais
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