Depois daquela briga idiota, Frank ficou sozinho no quarto. Resolveu dar uma volta pelos corredores pra tentar esquecer de tudo e de todos. Não agüentava mais a pressão dos dois lados. Não que Gerard lhe pressionasse de alguma forma, mas sua própria cabeça lhe cobrava soluções. E agora Brian, querendo dar uma de mocinha. Mas ele tinha razão. Já estavam juntos há bastante tempo, e já era hora de Frank se decidir. A vontade de se bater crescia a cada segundo em Frank. Essa indecisão involuntária o matava.

Saiu do quarto batendo a porta com força atrás de si. Não se importava se alguém viesse reclamar ou algo do tipo. Estava pouco se fudendo pra opinião alheia naquele momento. Andando pelo corredor, com as mãos no bolso e a cabeça ligeiramente abaixada, Frank notou algumas garrafas de cerveja jogadas à beira de um dos quartos. Olhou para cima, reconhecendo imediatamente o numero na porta meio entreaberta. Aquele quarto pertencia a Gerard. Uma raiva repentina tomou conta de si quando pensou em Gerard bebendo. Ele havia prometido que pararia. Chegou mais pra perto da porta, com a raiva borbulhando em seu sangue, e já iria escancará-la e dizer algumas boas verdades ao vocalista, mas parou com a mão na maçaneta ao ouvir alguns suspiros vindos de dentro do quarto. Frank enfiou a cabeça de leve pelo pequeno vão que a porta lhe permitia, e viu o que já estava esperando. Gerard estava nu, sua forma frágil, que lembrava a Frank uma porcelana fina que poderia se quebrar a qualquer momento, se movia violentamente em cima de um outro corpo igualmente nu. O guitarrista sabia a quem pertencia aquele outro corpo. Mas mesmo assim, algo lhe prendeu no chão por alguns instantes. Não conseguia se mover, seus olhos estavam presos àquela cena que mais lhe parecia um pesadelo. Bert estava deitado na cama, de costas para Gerard, este estava ajoelhado nele, cada perna sua de cada lado da bunda de Bert. Cada mão apoiada de um lado do corpo do mais novo. Os gritos de Bert já estavam ensurdecendo Frank, aquela visão estava lhe deixando doente. Queria sair dali o mais rápido possível, mas seu corpo não o obedecia. A mão de Frank apertava com toda a sua força a maçaneta da porta, desde que começara a ver a cena, e isso lhe impedia de gritar. Engoliu em seco ao ver a cabeça de Gerard virar ligeiramente em direção a porta aonde ele estava. Mas ele não o viu. O rosto do vocalista estava suado, seus cabelos pretos grudados do lado de sua face, lhe cobrindo levemente os olhos, e aquilo foi a coisa mais erótica que Frank havia visto em sua vida. Entretanto, aquilo não melhorou muito a situação em si. Gerard ainda estava comendo Bert, e nem se ele fosse o cara mais orgástico do mundo (e ele é!), Frank se sentiria melhor em ver aquilo. Sua imaginação não parava de brincar com a sua cabeça, enquanto se imaginava no lugar de Bert. Nesse momento, Frank passou a invejá-lo, e isso o irritou ainda mais. Lembrou-se então de Brian, e aquilo o fez acordar. Gerard já estava em outra, e ele deveria fazer o mesmo. Retirou sua cabeça do quarto sorrateiramente, fechando a porta com um clique baixo. Respirou fundo, expirando um pouco aliviado. Mas agora podia notar que seus olhos estavam ligeiramente marejados. Gerard não valia mais o esforço de sua relação com Brian, e o empresário merecia mais do que ser um substituto. Estava na hora de Frank tomar a sua decisão.

Andou em direção ao elevador, iria atrás de Brian, eles precisavam conversar. Não seria mais um monólogo da parte do empresário, Frank agora falaria o que realmente sentia. Mal chegou ao elevador e as portas se abriram. Lá dentro estava brian, encostado na parede de vidraça as suas costas, uma das pernas dobradas apoiando seu pé na parede, tão concentrado em seu sidekick que não notou as portas se abrirem a sua frente, nem uma sombra entrar, só acordou quando sentiu uma mão gelada envolver seu pulso e o puxar para fora do elevador. O empresário olhou para frente um pouco assustado, e viu a pequena forma de Frank lhe puxando para o quarto dos dois. Sorriu por dentro pelo que imaginou que vinha pela frente.

O guitarrista abriu a porta do quarto com tanta força, que a mesma bateu com um estrondo na parede. Sem se importar muito, jogou Brian contra a cama, voltando a fechar a porta atrás de si, com a mesma intensidade com a qual a abrira. O empresário estava sentado na cama, com os olhos bem abertos em surpresa. Frank riu de lado, exalando malicia, enquanto caminhava lentamente em direção ao mais velho. Involuntariamente, Brian se estremeceu, e isso deu ainda mais confiança ao guitarrista. Ao estar enfim em frente a Brian, Frank sentou no colo do mais velho, suas costas encarando Brian. Esfregou sua bunda no membro do outro, de uma forma bem provocativa. O empresário segurou a cintura de Frank, fazendo-o se movimentar mais rápido. Jogou a cabeça pra trás, respirando pesadamente. O mais novo riu baixo, ao sentir o pênis de brian se enriquecendo embaixo de si. Levantou-se então, fazendo com que Brian gemesse descontente. Sorriu para o mais velho, se ajoelhando entre as suas pernas abertas. Abriu de vagar a calça do empresário, tendo o cuidado de não encostar em seu membro antes da hora. Essa prevenção enviava arrepios à espinha de Brian. Já devidamente aberta, Frank retirou a calça do empresário, com este se levantando rapidamente da cama para o ajudar. Novamente ele estava sem roupa de baixo. O guitarrista olhou para cima rindo, e sacudindo a cabeça negativamente, fazendo o mais velho rir também. Frank respirou fundo, voltando a sua atenção à dura ereção de Brian, lambendo vagarosamente a cabeça. A respiração do empresário ficou presa em sua garganta ao sentir a língua de Frank percorrer toda a extensão de seu membro. A respiração do mais novo contra a sua virilha já lhe mandava além do seu limite. O mais novo então o tomou por inteiro em sua boca, fazendo com que o topo do pênis de Brian atingisse a sua garganta levemente. O mais velho gemeu alto, descendo suas mãos de encontro ao cabelo de Frank, bagunçando-o ligeiramente. Devagar, Frank reiniciou seus movimentos, seus lábios envolvendo com força a ereção do outro, criando o atrito perfeito ao subir e descer sua cabeça no membro de Brian. Frank buscava provocar o mais velho, ao ponto de ele lhe implorar por mais, por mais prazer. Não demorou muito para que isso acontecesse.

- Frank... – respirou antes de falar, o que parecia muito difícil enquanto o outro ainda o chupava.

- Hum...? – Frank respondeu com um gemido, sua boca em contato com o pênis de Brian, fazendo-o tremer com a vibração de seu gemido.

- Fr-Frank.... me... merda... oh porra... me... come... agora... ah!...

Frank sorriu, mas não parou de sugá-lo. A respiração de Brian se tornou mais entrecortada, e o mais novo sabia que ele estava perto. Brian deitou seu corpo na cama, agora bagunçando seu próprio cabelo, enquanto Frank se acomodava no chão, sem nunca perder o contato de sua boca com o pênis do outro. Brian dobrou as suas pernas, alargando-as, e apoiando seus pés sobre a beira da cama. Frank envolveu a base do membro do empresário com a sua mão direita, passando a masturbá-lo, enquanto movia sua boca até o seu saco. O chupou de leve, e o simples toque fez o mais velho gemer alto. Desceu sua boca ainda mais, lambendo ligeiramente o espaço entre o saco e o orifício de Brian. O empresário inclinou seus quadris para cima, não agüentando mais as provocações de Frank. Este, sem pensar duas vezes, lambeu a entrada de Brian.

O guitarrista riu ao ouvir seu nome sendo expelido como um gemido estrangulado. Continuou a lamber o mesmo ponto, até que o penetrou com a sua língua.

- OH! Merda!

O empresário gemeu alto, abaixando seu tom de voz em seguida, mal conseguindo respirar agora que sentia o outro dentro de si. Frank continuou a o lamber e o penetrar com voracidade, sua mão nunca parando de masturbá-lo. Era isso. Fora o suficiente para Brian. Com mais algumas penetrações da língua de Frank em si, Brian gozou na mão do mais novo, que mesmo depois de terminá-lo, não parou de movimentar a sua mão. Frank levantou o rosto, lambendo toda a extensão de seus lábios, seus olhos famintos comendo os olhos extasiados e cansados do empresário. O mais novo de ajoelhou na cama, deitando seu corpo ainda vestido por cima do corpo suado do outro. Sua boca encostando levemente no ouvido do mais velho.

- Abre as pernas... – o mais novo sussurrou, lambendo o lóbulo de Brian, levantando-se em seguida.

Sem hesitar, o mais velho abriu as pernas para que Frank se acomodasse ali. Enquanto o empresário se ajeitava em sua posição, Frank se livrou se suas roupas o mais rápido que pode, gemendo baixo ao encostar sua mão em sua ereção que estava a ponto de explodir. Voltou sua atenção ao corpo nu em sua frente, e sorriu, sabendo que ele era seu, que não o dividia com mais ninguém. Se ajoelhou entre as pernas abertas de Brian, segurando seu membro em sua mão. Falou baixo, mas o outro ouviu.

- Se inclina pra mim...

Frank queria tanto estar dentro do empresário que suas palavras estavam fracas. O mais velho acatou seu pedido, impulsionando seu quadril para cima, envolvendo a cintura de Frank com as suas pernas, dando assim melhor acesso ao guitarrista. O mais novo posicionou seu pênis na entrada de Brian, esfregando-o ali de leve, atiçando os sentidos do empresário. Este gemeu frustrado, não agüentando mais as provocações de Frank.

- Frank... merda! Anda! – suas palavras não foram mais que um sussuro.

- O quanto você me quer? – Frank nunca foi de falar em suas trepadas, mas ele estava se sentindo inspirado. Continuou atiçando o mais velho com seu membro, até ouvir uma resposta.

- Muito! – Brian respondeu frustrado, impulsionando seu quadril na ereção de Frank.

- Muito? – o guitarrista repetiu, empurrando seu membro com força no orifício do empresário, mas não o suficiente para penetrá-lo.

- Absurdamente! Muito!! Pra caralho! Porra, Frank, para de me provocar, merda!

O mais novo riu, e de supetão, penetrou a cabeça do seu membro na entrada de Brian. Este deu um grito estrangulado, se segurando para não gemer mais alto. Devagar, Frank voltou a entrar no mais velho, até sentir-se por completo dentro dele. Brian apertava os lençóis em seus punhos, sentindo seu corpo queimar em euforia e dor. Frank parou por um momento, dando tempo para o outro se habituar, enquanto tentava fazer sua respiração voltar ao normal. O empresário acenou com a cabeça, sua testa e seus olhos ainda comprimidos em dor. O guitarrista movimentou-se para fora, entrando novamente, dessa vez um pouco mais rápido. Brian não reclamou como na primeira penetração, e aos poucos os dois passaram a se mover juntos, Frank entrando com mais força a cada investida. Seus corpos nus e suados colados um no outro pareciam uma só pele, já que os dois possuíam muitas tatuagens por todo o corpo. Frank se apoiava em seus cotovelos de cada lado do corpo do mais velho, e este passeava suas mãos pelas costas de Frank, arranhando-a, deixando sua marca ali. Com os movimentos de ida e vinda de seus corpos, seus peitos se esfregavam, misturando seus suores. O guitarrista posicionou sua boca por cima da de Brian, que meramente encostavam-se a cada impulso de Frank. Suas bocas ligeiramente abertas, exalando desejo e prazer. Os olhos de Brian estavam fechados, seu corpo completamente extasiado se movimentando junto ao de Frank. Já este mantinha os seus um pouco abertos, somente suficiente para ver a face do mais velho expressando prazer. Lambeu os próprios lábios, aumentando sua velocidade em Brian, que gemeu alto ao sentiu o mais novo tocar sua próstata. Nenhuma palavra sendo necessária, Frank deixou suas penetrações ainda mais fortes, agora sempre acertando o mesmo ponto que fazia Brian gemer mais alto e comprimir suas paredes que envolviam o membro de Frank. Estavam tão próximos de atingirem seus orgasmos. Tão próximos... Frank abaixou sua cabeça e selou seus lábios. Beijaram-se apaixonadamente, suas línguas brincando umas com as outras, seus lábios friccionando, seus piercings se encostando... O mais novo afastou-se, desconectando o beijo, e mergulhando dentro dos olhos azul-piscina que lhe encaravam. Suas bocas completamente umedecidas pela saliva um do outro. Sem precisar encostar na ereção de Brian, que se situava entre seus corpos, e que era tocada somente pela fricção de seus corpos, Frank o fez gozar pela segunda vez na noite. O empresário fechou os olhos, deixando o prazer tomar conta de seu corpo mais uma vez, comprimindo sem notar seu orifício que cercava o pênis de Frank. Agora ainda mais apertado de se movimentar, o guitarrista estava acima do nível que agüentaria. Após mais algumas investidas, ainda acertando o mesmo ponto que fazia Brian comprimir-se ainda mais ao redor de Frank, ele terminou, deixando seu corpo relaxar sobre o do mais velho. Sua boca seguiu solenemente à orelha de Brian, e sussurrou quase sem força, suas palavras e seu hálito quente enviando arrepios aos nervos do mais velho.

- Eu não tenho mais dúvidas.

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