Superando Expectativas

7 O Príncipe dos Saiyajins, papai?


Notas iniciais
Oi, gente! To até com vergonha de postar, prometi que ia colocar um capítulo novo na segunda-feira, e olha o dia que eu posto :( aiusdhiashduia mil desculpas, prometo que vou tentar postar mais rápido.
Maaaaas, achei uma forma de me redimir, e escrevi um capítulo bem grande *-* espero que vocês gostem tanto quanto eu! E, desculpem qualquer erro ortográfico, eu passei duas horas aqui escrevendo, e na ansiedade de postar logo, dei uma resumida de leve só.
Queria lembrar vocês de que sugestões são sempre bem-vindas, tá? Se quiserem algo de novo, me avisem por favor :3 sem mais delongas, tá aí.
Boa leitura!

Eram 18 hrs quando chegaram à Corporação. Trunks cantarolava e pensava no quão boa sua tarde tinha sido. Era sempre prazeroso poder treinar com Goten, mas mais ainda, com seu pai. Desde bebê ele tinha essa sensação estranha e boa de querer superar seus limites; de querer lutar. Bulma não largava o envelope com o resultado do exame. Suas mãos tremiam, e ela suava frio só de pensar no que viria pela frente. "Ele já sabe que eu queria outro filho... lembro da noite em que eu pedi, e tudo ocorreu de uma maneira tão maravilhosa e calma, que até eu mesma estranhei! O problema agora é saber se ele vai cumprir o que me prometeu ou não. Ai, Veggie..." estava totalmente perdida em seus pensamentos. Vegeta olhava para os dois, e ainda se questionava como aquilo tudo havia acontecido, e a partir de qual momento ele começou a ter apego aos terráqueos. Não foi precisamente em Namekusei, quando conheceu Bulma. Nem mesmo quando eles tiveram
aquela noite juntos. Foi durante o Torneio de Cell, quando o monstro matou Trunks. Ele percebeu como agiu de forma errada em ter sempre afastado o filho, afinal, admitindo ou não, Trunks era sangue de seu sangue, e herdeiro da raça Saiyajin. Se o Planeta Vegeta ainda existisse, com certeza ele já seria Rei, e Trunks seria o príncipe. Isso fazia de Bulma sua rainha, mas ele jamais pensara que teria relações com uma humana. Não foi criado nem treinado para ter outros sentimentos além do orgulho. Sua única e principal missão era se tornar o guerreiro mais forte de todo o universo. Agora, ele sentia essa força. Não vontade de lutar, era uma força diferente. "Seria essa tolice... amor? É essa força que eu sinto quando os dois estão em perigo e cada célula do meu corpo me obriga a protege-los? Não que eu não queira protege-los por conta própria, mas sinto que existe algo a mais. Grr, acho que todo esse tempo neste maldito planeta realmente me afetou e me
deixou fraco. Mas não me sinto fraco, me sinto mais forte do que nunca. O que diabos são esses sentimentos? Que inferno!!!" Bulma transformou o aero-carro em cápsula, colocou-o na bolsa, e eles entraram. Pediu para que Trunks fosse tomar banho e se aprontar para jantar, e saiu correndo subindo as escadas. Não conseguia nem olhar nos olhos de Vegeta, estava aflita, pensando na melhor maneira de não transformar a notícia numa 3ª guerra mundial. Precisava ganhar tempo para bolar um bom plano. Entrou no quarto e foi direto para o banheiro. "Tomar um banho relaxante e demorado vai ser tudo que eu preciso. Saindo daqui, eu reuno os dois e conto! Preciso acabar com isso de uma vez. Kami-sama, me ajude!" Ligou o chuveiro, encheu a banheira, e se afundou dentro d'água. Fez questão de demorar bastante, era o único lugar em que ela poderia pensar sem ser interrompida. Pelo menos, é o que achara. Quando estava lavando seu cabelo, ouviu um estrondo na porta.


- EI, MULHER! Sáia logo daí, estou com fome.
- Ai Vegeta, você não consegue ser menos escandaloso não? Eu tomei um susto!
- Humpf. Não é culpa minha você demorar tanto nessa droga de banho. O que está fazendo? Por que a porta está trancada?
- Eu to só tomando meu banho, e queria um pouquinho de paz, porcaria! É pedir muito?
- Bulma, não se faça de imbecil. Está estranha desde que voltou do shopping com a esposa cafona de Kakarotto. Diga o que está acontecendo de uma vez.
- Urrrgh, Vegeta, espera! Eu já vou sair daqui, tá? Vai lá ver se o Trunks já saiu do banho dele, certifique-se de que ele está com uma roupinha bem confortável para poder jantar e dormir, sim?
- Isso é sua obrigação, mulher! Não tenho que fazer essas coisas. O pirralho é seu filho.
- E seu também, não é mesmo? E você como pai, precisa me ajudar. Eu já to saindo, vai logo fazer o que eu pedi, Vegeta! Não me tira do sério, hein!
- Grrr, me recuso a receber ordens de humana tola.
- Ah, então tá bom. Deixa seu filho lá todo bagunçado, você é um inútil mesmo, não serve pra nada.
- O QUE? DO QUE ME CHAMOU?!
- DE INÚTIL, É ISSO MESMO QUE VOCÊ OUVIU! I-N-Ú-T-I-L! Pra um príncipe, acho que você é meio surdo.
- VOCÊ PERDEU O BOM SENSO, MULHER? QUER MORRER? NÃO OUSE ME DESAFIAR!
- Blablabla, ai, que perda de tempo. Escuta aqui, eu to tentando tomar meu banho, se você tá com fome e não quer esperar que eu sáia, peça algo para comer, ué. Mas não dê nenhuma porcaria a Trunks, eu juro que se eu ver que ele tá comendo pizza, ou algo assim, eu te mato, Vegeta!


Vegeta saiu soltando um de seus grunhidos, enfurecido com o que acabara de ouvir. Bulma sabia que tinha sido um tanto quanto ousada demais dizendo aquilo, mas fazia parte de seu plano. Ela não iria contar a notícia alí, daquele jeito. E se ele continuasse insistindo, ia tudo por água abaixo. A única maneira de afasta-lo, era deixando o homem irritado. Ela conhecia bem o companheiro, ele não ficaria mais um dia inteiro com raiva como costumava fazer. Bastava comer que tudo voltaria ao normal. Finalmente ela saiu do banho, vestiu o pijama, e desceu para ver o que estava acontecendo. Vegeta estava sentado no sofá vendo TV, enquanto Trunks segurava o estômago, reclamando de fome.
"Ai, saiyajin estúpido, não deu nem um pãozinho pro filho comer enquanto esperavam!" Pegou o telefone, e pediu duas porções enormes de comida, com direito a muito sushi, sashimi, temakis, e yakisoba. Ela estava desesperada por um doce, mas tinha medo de comer e acabar
enjoando. Seu estômago ainda não estava 100%, mas tinha de comer algo. Queria que seu bebê crescesse forte. Resolveu então comer comida caseira, tinha menos chance de fazê-la passar mal.
Esquentou um prato enorme de sopa que estava na geladeira, e pegou uma jarra de suco de melancia. Ia esperar a comida que havia pedido chegar, para que os três pudessem jantar juntos. Vegeta ainda estava com os olhos fechados, dando o sinal de que estava com raiva e que não queria papo. Trunks olhava para o pai imaginando se ele e a mãe haviam brigado de novo. "Esses dois vivem se atacando, chega a ser engraçado! Quando eu crescer vou brigar bastante com a minha mulher também, acho que isso significa que gostamos um do outro de uma maneira bem esquisita..."


— Mamãe, papai, vocês brigam porque se gostam, não é?
- O que disse, moleque?
- Vegeta, olha como fala com ele! Filho... eu e seu pai nos amamos muito. Quer dizer, eu pelo menos sei que o amo.
- E você, papai? Ama a mamãe também?
- Não diga asneiras, pirralho. Amor são para seres inferiores, sou um guerreiro, jamais sentiria esses sentimentos tão baixos.
- Trunks, não liga para o que seu pai está dizendo. Ele tá irritado porque tá com fome, não é, Veggie?
- Humpf.
- AHAHAHAHA!!! É mesmo mamãe, quando o papai tá com fome ele fica fuuurioso!
- Ahahaha, sim, chega a ser bonitinho, não acha?
- CALEM-SE!

Bulma e Trunks caíram na gargalhada. Era realmente divertido tirar Vegeta do sério. Não tinham mais o que temer, aquele Vegeta sedento por sangue já não existia mais. "Mas poxa, acho que se
eu fizesse esse tipo de provocação na época de Namekusei, ele com certeza teria me matado! Aaahh, se bem que ele só fala, fala, mas acaba não fazendo nada, hihi". Enquanto ainda estavam rindo, Bulma ouviu o interfone da Corporação tocar. Foi buscar a comida, e colocou tudo em cima da mesa. Foi o tempo exato para correr pro banheiro, e vomitar. De novo, apenas água e alguns restos de comida. Estava se alimentando mal, e começava a temer pela saúde do bebê, mesmo o médico dizendo que estava tudo bem. Limpou a boca, escovou os dentes, e voltou para a mesa sem dizer nada. Trunks estranhou a reação da mãe, geralmente ela reclama ou xinga o pai, mas dessa vez, permaneceu calada. Os dois já estavam devorando as refeições, enquanto Bulma esquentava sua sopa e servia os copos de suco. "Preciso colocar algo no estômago, vamos, microondas idiota, esquenta logo isso! Grrr... ai! Credo! Falei que nem o Vegeta agora! Ui, sái pra lá, sou uma dama, tenho que agir como tal. Bom... vai, acaba logo de esquentar, meu bebê e eu estamos com fome!" Ela esboçava pequenos sorrisos enquanto estava entretida em seus pensamentos, e Vegeta reparava em tudo. Ainda não tinha certeza se a mulher havia ficado louca, ou se algo de muito estranho acontecera naquela tarde com Chichi. A sopa esquentou, e os três terminaram de jantar juntos, em silêncio. Trunks olhava para os dois, ainda se perguntando se os pais se amavam de fato. Bulma comia devagar, pegando pãeszinhos para acompanhar a comida. Vegeta terminou primeiro, se levantou, e foi direto para a sala de gravidade. Trunks foi atrás do pai, mas ele o parou no meio do caminho.


- Volte, Trunks. Vou treinar pelo resto da noite, e não quero que vá comigo. Amanhã você tem aquela maldita escola, precisa estar disposto, como a louca da sua mãe diz o tempo inteiro.
- Mas papai, eu quero treinar com você! Me deixa te ajudar, por favor!
- Me ajudar no que? Ainda é um garoto, não tem nem metade de meus poderes. Tem que alcançar um ki parecido com o meu para que meu treinamento tenha alguma diferença.
- Então, só vou conseguir se eu praticar, não é, pai?
- Agora não é a melhor hora. Vá ficar com a sua mãe.
- Mas pap-
- JÁ DISSE PARA FICAR COM A SUA MÃE, NÃO ME DESOBEDEÇA!
- Ugh, sim sim, tá bom...


Trunks voltou para dentro, enquanto Vegeta ligava a gravidade aumentada em 300 vezes. Queria esquecer do Bulma havia falado mais cedo, e a melhor maneira era treinando até chegar a exaustão. Lá dentro, a mulher lavava os pratos, enquanto o filho jogava video-game. Ele contava como tinha sido sua tarde com Goten, Goku e Vegeta, e Bulma ria muito da maneira como o amante ainda tentava superar os poderes de Goku. Apesar de ter vomitado, o enjôo havia passado, e agora ela se sentia bem. Bem para poder contar a notícia logo de uma vez. A ansiedade já tinha ultrapassado dos limites. Terminou com a louça, secou as mãos, e subiu as escadas para procurar Vegeta. Se deparou apenas com a porta aberta, e o quarto vazio. "Onde será que aquele doido se meteu? Geralmente ele come e vem direto dormir!" pensava, enquanto olhava no banheiro, e depois no restante dos quartos. Era possível de que ele estivesse em algum deles, pois ela tinha-o provocado mais cedo, e com certeza aquilo teria consequências. Procurou por toda a casa, e nada. Resolveu então, que contaria a notícia para Trunks primeiro. O menino estava quase dormindo no sofá, e ela ia deixar para contar amanhã, mas Trunks sentiu a presença da mãe, assim como a leve agitação em seu ki, e perguntou o que estava acontecendo.


- Mamãe... você e o papai brigaram de novo? É por isso que você tá chateada?
- Não, meu anjinho. Seu pai e eu estamos bem! Na verdade... estamos muito bem. Preciso lhe contar algo.
- Aahhh, conta conta! É algum tipo de segredo?
- Na verdade, sim. Preciso que você escute o que eu vou te dizer, e não conte pro seu pai, pelo menos por enquanto, tá? Ah! Falando nisso, cadê ele?
- Tá na sala de gravidade. Por isso achei que vocês tinham brigado, ele treinou pra caramba mais cedo, pensei que nem ia fazer mais nada hoje. Aí sabe mamãe, eu deduzi que vocês tinham se desentendido pra ele ter ficado bravo e ter ido pra lá...
- Own meu pequeno, não foi nada disso! Mas sabe como seu pai é, ele se irrita com qualquer coisinha. Deixa ele lá treinando, amanhã eu conto pra ele. Mas primeiro, pra você. Promete se segurar até amanhã?!
- Prometo! Mas... nem pro Goten eu posso contar, mãe? Ele é meu melhor amigo.
- Ai, que coisinha mais linda! — Disse, enquanto pegava o menino no colo, e abraçava-o com força. — Mas não, Trunks, prometa que não vai dizer nada, nem mesmo para o Goten!
- Tá bom. Prometo! Mas mamãe, você tá me sufocando, não to conseguindo respirar direito.. — Trunks tentava se soltar dos braços da mãe, mas Bulma apertava-o ainda mais.
- Desculpa, filho! — disse soltando-o. — Acho que exagerei. Mas é que foi tão lindinho você falando do Goten e-
- Mamãe, foco!
- Sim! Agora vai, presta bastante atenção, hein! Há uns meses atrás, eu estava conversando com seu pai sobre você ter um irmão, ou uma irmãzinha. Sei que se sente sozinho nessa casa enorme sem ter com quem conversar ou brincar. E eu também queria outro filho, é a uma das poucas coisas que eu e seu pai fazemos bem e em sintonia, ahaha... Credo, que vergonha, desculpa, filho. — Bulma ficou rubra lembrando das noites com o amante.
- Er... tudo bem mamãe, continua.
- Então, eu falei com ele que colocássemos essa idéia em prática, se ele concordasse. E bem, não tem muito mais o que dizer... eu to grávida, filho!
- AAAAAAAHH MAMÃE, SÉRIO???! HAAAA, LEGAAAAL! VOU TER UM IRMÃOZINHO, UHUUUUUUUUUL!!!
- SHHH! Trunks, fala baixo! E ainda não sei se é um irmãozinho ou irmãzinha. Estou grávida de 6 semanas, o bebê ainda tá muiiito pequenininho.
- Mas eu espero que seja um irmão, quero muito ter com quem lutar!
- Ai filho, eu também meio que to esperando isso, sabe? Tipo a família do Goku, dois meninões para cuidar! Seu pai não conta, ele é um macaco sem vergonha, hunf.
- AHAHAHAHA, eu acho muito engraçado quando você chama o papai de macaco!
- É porque ele é um mesmo, não se engane, parece humano, mas pensa e age feito um macaco doido, ahahaha!


Continuaram rindo e imaginando como seria o bebê até a madrugada. Bulma colocou Trunks para dormir, e foi deitar também. Não ia esperar que Vegeta fosse aparecer no quarto, visto que ainda estava com raiva. "Não tenho tempo para aquele grosso agora, vou esperar que ele se acalme, e vou é fechar meus belos olhinhos para sonhar com meu bebê". Pensando nisso, teve alguns devaneios, e acabou adormecendo. Já estava amanhecendo quando Vegeta finalmente saiu da sala de gravidade. Seu corpo mal o aguentava em pé. Foi cambaleando até a cozinha, e fez um lanche. Na mesma hora sentiu-se melhor.
Procurou pelo ki de Bulma e Trunks, e viu que estavam dormindo tranquilos. Quando terminou de comer, subiu as escadas bem devagar, até chegar no quarto, indo direto ao banheiro. Ligou a água quente do chuveiro, e sentiu seu corpo relaxando aos poucos. Pensava no quanto tinha melhorado ao longo dos anos. "Mesmo com o imbecil do Kakarotto sempre se intrometendo nos meus planos, me tornei um guerreiro extremamente forte". Pensava, enquanto olhava seu reflexo no espelho. Os músculos não paravam de crescer. Às vezes ria pensando em como Bulma aguentava-o em cima dela com todo aquele peso. Era tanto desejo e prazer, que na hora H, não parecia se importar. Vegeta começou a se sentir excitado lembrando-se das noites em que a dominava. Ele gostava de ser superior até na cama. Mas ela não deixava barato. Era teimosa que nem ele, por isso se davam bem, de um jeito ou de outro. Enrolou uma toalha na cintura, e foi para o quarto. Parou um segundo para admirar Bulma. "É linda quando está calada, mulher. Poderia ser mais assim, humpf". Deitou-se do lado dela, sentindo o cheiro forte que emanava dela. Bulma tinha um cheiro muito doce, como ele jamais havia sentido. Mesmo quando não usava perfume, o cheiro natural de sua pele era uma das fraquezas de Vegeta. Acariciou seus ombros, e foi dando beijos de leve. Bulma se mexeu, e foi despertando devagar.


- Hummm... Ve-veggie? O que você tá fazendo? Achei que ia dormir lá na sala de gravidade.
- Não seja idiota. Nem me lembro da última vez que dormi lá.
- É... faz bastante tempo, não é? Agora você sempre vem dormir aqui comigo. Fico muito feliz vendo isso, Veggie!
- Humpf. Ainda não esqueci do showzinho que deu mais cedo, Bulma.
- Oh querido, me desculpe? Eu falei aquilo porque realmente queria ficar um pouquinho sozinha. Não quis dizer por mal, você não é inútil.
- Tola...


Vegeta se aproximou e beijou os lábios dela de um jeito diferente. Tinha carinho alí. Geralmente os beijos eram regados de desejo e fervor, mas dessa vez, era um beijo calmo. Bulma entregou-se imediatamente, e aos poucos, os carinhos foram aumentando. Colocou as mãos no pescoço dele, enquanto ele a beijava segurando seu rosto. Ela não podia deixar de pensar que aquela era a primeira vez em que Vegeta dava um beijo tão apaixonado. Também não podia deixar de pensar em tê-lo de novo. Queria senti-lo dentro de si mais uma vez. Quando sentiu que Vegeta começava a tirar seu pijama, parou ofegante. Agora não era o melhor momento, antes de mais nada, teria de contar que estava carregando outro filho. Vegeta olhava para ela confuso, perguntando-se porque
a humana havia parado.


- O que foi, não estava gostando?
- Argh... uff... sim, e-eu estava sim.
- Então por que parou, louca?
- Começou a grosseria, nem vem que não tem, Vegeta. Se controla! Preciso te contar uma coisa.
- Aaahhh finalmente vai me dizer o que diabos aconteceu enquanto estava no shopping com a mulher de Kakarotto, não é?
- Bom... na verdade... eu não fui ao shopping. Fui ao médico.
- O que? O que aconteceu?
- Não foi nada, eu to bem! To muito bem... fica calmo. Sério Veggie, preciso que fique calmo antes de eu começar a contar. Pode fazer isso?
- Diga de uma vez, mulher, que inferno.
- Eu acabei de falar pra ficar calmo, olha como você me responde, urgghhh! Que saco, não vou contar mais nada também. — Disse, mostrando a língua.
- Deixe de ser infantil. Vamos, conte logo.
- Você vai ficar calmo? Respira fundo, vai. Calminho, amigo, amigo.
- NÃO ME TRATE QUE NEM CACHORRO, INSOLENTE!
- Aiiii! Não grita, vai acordar o Trunks. Shhh, só to pedindo pra que fique calmo.
- Grrr, MALDIÇÃO! Diga de uma vez!
- Tá, tá. Você não tem jeito mesmo... ai, amor, isso é complicado, mas tá. Bom, eu fui ao médico, e pedi para que Chichi fosse comigo porque eu não queria receber a notícia sozinha. Lembra de ontem, quando eu vomitei?
- Sim. Percebi que vomitou novamente hoje, mas não disse nada por você ser teimosa. Sabia que ia fazer um de seus rodeios e não ia me dizer o que aconteceu.
- Iiih, é? Awwwwwn me dá um beijinho, você reparou em mim!
- Grrr, Bulma, está começando a me tirar do sério.
- Tá bom, tá bom, parei. Então... hoje eu vomitei novamente, e você lembra quando eu estava grávida de Trunks, não lembra?
- Lembro. Um verdadeiro caos. Achei que o moleque não ia sair de você.
- Vegeta, cala a boca e presta atenção no que eu to falando! Olha... a gente conversou, você me lembrou do que eu disse há uns meses atrás sobre ficar grávida de novo, e desconfiamos de que eu estava esperando outro filho, não foi? A verdade é que... ai espera, vou pegar uma coisa!


Bulma levantou-se e foi correndo buscar o envelope. Sentou-se na cama, e ficou encarando o homem com cara de pidona. Esperava que ele não desse um de seus surtos e começasse a explodir a casa toda com raiva. Afinal, fora a sua reação há oito anos atrás quando descobriram que iam ter Trunks. Vegeta abriu o envelope com calma, viu, mas não entendeu nada.


- O que diabos é isso?
- É a foto de uma ultra-sonografia, e o resultado do exame que eu fiz no médico. Veggie, estou grávida! Não é maravilhoso? OLHA AQUI, SE VOCÊ DISSER QUE NÃO QUER OUTRO FILHO EU JURO QUE VOU TE BA-
- CALADA! Eu já sabia. Humpf, acha que sou idiota?
- O QUE? Como assim, já sabia? Virou vidente agora? Tá dando uma de Vovó Uranai?
- Grrr, como ousa me comparar com aquela bruxa? Eu já sentia o ki da criança.
- E por que não disse nada? Me fez passar por essa ansiedade toda a toa!
- Tenho que admitir que foi muito divertido vê-la desse jeito. É bom que tenha medo de mim.
- AAAAAAAAHAHA, eu? Medo de você? Me poupa, Vegeta! Mas isso não importa... o que importa é que eu to grávida. Ai, to tão feliz, acho que vou dar uma festa pra comemorar! Ainda tenho que contar a novidade a todos e-
- Nem pense em fazer isso. É um bebê, não seu aniversário. Conte para aqueles insetos o que quiser, mas não vou aturar outra de suas festinhas ridículas.
- Pode falar o que você quiser, não to nem aí. Vou dar uma festa sim senhor! Mas, Veggie, me diga: o que acha disso tudo? Lembra da promessa que fez?
- Disse que ia protegê-lo. Não ama-lo. São coisas diferentes.
- Tá, mas... me diz o que você acha! Está feliz?
- Humpf. Bulma, durma. Estou cansado, treinei mais do que deveria. Um guerreiro precisa saber seus limites, e eu conheço bem os meus. Não vou dizer nada, apenas para que cuide dessa criança. Se alimente direito, tola, vejo que quase não come. Quero que saia um saiyajin forte daí.
- Bom, não é bem um saiyajin inteiro né, é meio a meio.
- Que seja. Só peço para que se cuide. Se eu ver que não está se alimentando ou fazendo algo perigoso, não vou lhe perdoar. Está avisada.
- Uhhh, olha o príncipe todo machão! Você pode não admitir, mas sei que está feliz, e isso me deixa mais feliz ainda! Vou me cuidar sim, pode deixar. Ai, que bom que deu tudo certo. Sabe, eu tava pensando... o Trunks quer um irmãozinho, você também quer que nasça outro homem?
- Mulher, pare de falar rápido, sabe que odeio quando fala assim. Não me importo com isso. Maldição, Bulma, VÁ DORMIR DE UMA VEZ, JÁ ESTÁ TARDE!
- Tá bommm, mas amanhã você vai me responder! Boa noite, Veggie! Disse, dando um selinho no homem.


Bulma dormiu com um sorriso enorme no rosto. Vegeta estava pensativo. Não sabia ainda se portar como o pai que ela queria que fosse, e achava que nunca iria aprender. "É melhor que eu continue fazendo o que sempre fiz: dar o melhor de mim. Que essa mulher contente-se com isso, é o que eu posso dar, humpf." Adormeceu com o coração em paz. Um novo ser estava pra chegar, e sabia que aquilo ia mexer com os hormônios de Bulma. Eles já tinham passado por isso uma vez, mas Vegeta mal acompanhou a gravidez dela naquela época. Queria estar por perto agora. Deu um forte abraço nela, e dormiu profundamente. No dia seguinte, acordou, e Bulma já havia levantado. Vestiu sua roupa, e desceu para tomar café. Ela e Trunks estavam comendo e conversando sobre quando ela estava grávida dele. Trunks ria imaginando a mãe louca sentindo uma coisa diferente a cada minuto. Vegeta não pode deixar de esboçar o famoso sorriso de canto. Sentou-se, e preparou seu café. Bulma acariciou a mão dele, enquanto terminava de contar para Trunks uma das lembranças mais engraçadas que ela tinha guardada na memória.


- Sabe, filho... seu pai não sabe lidar muito bem com essa coisa de gravidez. Foi um custo faze-lo entender como o bebês são gerados, nascem, etc.
- Ah mamãe, mas eu também não sei!
- E nem precisa saber disso agora. Bulma, ele ainda é um pirralho. Deixe que a vida ensine a ele. O herdeiro da raça saiyajin precisa aprender sozinho.
- Papai... você sempre diz que eu sou o herdeiro da raça saiyajin. Isso quer dizer que você foi o primeiro saiyajin que já existiu?!
- Não. Quer dizer que meu pai era o Rei de nosso planeta, o que me fazia príncipe. Nosso planeta foi destruído, só sobrando eu e Kakarotto. Se eu sou o príncipe, você é o herdeiro. Achei que sua mãe já havia lhe contado isso.
- Uaaaaaaaaaaaaaau! Que legaaaal! A mamãe nunca me contou nada sobre isso!
- Grrrr. BULMA! Por que nunca falou nada para o garoto? Ele precisa saber de onde veio, droga! Nossa raça é a mais forte de todo o universo, e Trunks faz parte dessa história. Você fica aí perdendo
tempo com coisas idiotas e sem sentido enquanto meu filho não sabia nem do lugar de onde veio.
- Calma, Vegeta, credo! Mal-humor logo pela manhã, que coisa horrível. Eu nunca contei porque isso é SUA obrigação. Você sempre fica todo se orgulhando aí de espalhar pra todo mundo que é príncipe e blablabla, achei que gostaria você mesmo de contar a história pra ele.
- Trunks, deixe a lunática da sua mãe gritando e falando sozinha. Venha, vou lhe contar toda a história.
- LUNÁTICA?!
- Bulma, dê o exemplo para seu filho. Não se rebaixe a um nível desses, pare de gritar.
- ARGGHHH, EU TE MATO VIU, VEGETA!


Vegeta ignorou os gritos da mulher, enquanto Trunks olhava para os dois sem entender nada, como de costume. Sentou-se no sofá, e seu pai começou a contar tudo. Desde da época em que era
servo de Frieza, até sua morte. Vegeta falou uma coisa ou outra sobre seu pai, mas com uma expressão de raiva e desgosto. Trunks agora entendia porque o pai nunca havia comentado sobre o avô. Não era alguém a quem ele se orgulhava de chamar de pai, como era com ele. Sentiu uma sensação nova passando por todo o seu corpo. "Uau, isso é demais! Eu sou herdeiro do príncipe de toda a minha raça!"


- Papai, isso quer dizer que eu mando no Goten?
- Heh. Se o Planeta Vegeta ainda existisse, com certeza Goten seria um de seus servos. Mas isso não existe mais Trunks, portanto, não vá querer começar a dar ordens a ninguém. Lembre-se de que é o herdeiro, e precisa sempre manter seu orgulho e dignidade intactos.
- Que nem você, né papai? O senhor é demais mesmo! Quero muito ser que nem você quando crescer. — Levantou-se para abraçar o pai, mas Vegeta recuou.
- Argh, acabo de lhe contar uma história importante sobre orgulho e você vem com esse sentimentalismo. Isso é coisa de terráqueos, assim como sua mãe faz comigo. Sabe que não suporto essas imbecilidades.
- Desculpa! Mas é que, caramba, eu to me sentindo muito bem. Meu pai, o príncipe dos saiyajins, e meu avô era rei! Caramba! Mamãe, então você era a rainha?!
- Não, filho. Eu sou humana! Se eu morasse lá no planeta do seu pai e me casasse com ele, aí sim, seria rainha. De qualquer forma, eu teria que casar com ele, aqui ou lá, e errr... bem...
- Chega dessa conversinha. Trunks, vá se arrumar para ir à escola. E lembre-se de quem é. Quando eu morrer, você será o príncipe.
- Tá bom, papai!


O menino saiu feliz da sala, voando para seu quarto. Se arrumou bem rápido, e desceu as escadas esperando que o motorista fosse levá-lo. "Meu pai é realmente o cara mais forte que eu conheço. E eu tenho o sangue dele, hááá, eu sou Trunks, sou demaaaaaais!"

Notas finais
Ah, qualquer coisa, vou deixar meu facebook aqui caso vocês queiram perguntar algo, ou sei lá, conversar só mesmo :)
Tomara que vcs estejam gostando da história, porque pra mim, tá sendo uma delícia escrever!
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