Superando Expectativas
4 Colocando o plano em ação.
Notas iniciais
Prometo não demorar pra escrever o 5º!
E preciso reforçar: to muito feliz com os comentários. Nada me dá mais gás em escrever do que saber que vocês tão curtindo. Mais uma vez, obrigada =)
Boa leitura!
As cordas amarram os braços, pernas e pescoço de Vegeta, deixando-o imobilizado. Tentava fazer algum tipo de
esforço para se soltar, mas parecia ser em vão. Babidi olhava para suas novas iscas e sentia o gosto da vingança. "Uuuuuuuuh, finalmente estou me vingando desses idiooootas, uhuhuhu!"
- Grrrr, me solte de uma vez, seu maldito do inferno!
- Não adiaaaanta Vegeeeta, qualquer movimento que você faça só vai dar mais energia ainda para minhas cordas malígnas. Acho melhor que fique parado caso não queira adiantar sua morte, AHAHA!
Enquanto isso, no Planeta Supremo, Gohan continuava com seu treinamento para ficar mais forte, e Goku acompanhava todo o aprendizado do filho. Não era um treinamento tradicional, já que tudo que Gohan tinha que fazer, era ficar sentado esperando que o Supremo Senhor Kaioh desse seus poderes a ele.
- Aaahhh mas que coisa chata, não aguento mais ficar aqui sentado, Supremo Senhor Kaioh! A Terra corre grande perigo, e eu não posso nem saber o que tá acontecendo lá, isso é muito injusto.
- Ora vá, acalme-se de uma vez, Gohan. Não se importe com isso agora, você tem que ficar paradinho aí, quanto mais se mexer e pensar em outras coisas, mais tempo vai demorar. Fique calmo, já estamos acabAHAHAHAAH COMO ESSAS REVISTINHAS SÃO ENGRAÇADAS MEU DEUS, AHAHAHAHA MUITO BOM, MUITO BOM!
"Que velho sem vergonha, eu aqui com a bunda doendo de tanto ficar sentado, e ele rindo de uma revista. Ele tinha que se concentrar também, isso é injusto demais."
- Papaaaaaaaaii, me dá uma mãozinha aqui, conta o que tá acontecendo na Terra!
- Ai filho, desculpa, hehehe! Concentre-se apenas em seu treinamento, tá tudo sob controle!
- Eu mereço uma coisa dessas...
- Senhor Goku, rápido! Algo terrível está acontecendo no Inferno!!
Goku foi em direção da bola de Cristal ver o que estava acontecendo, quando se deparou com todos os seus amigos amarrados por culpa de Babidi. "Maldito! Ele está com Chichi, Kuririn, Videl, Yamcha, Bulma.. e, O QUE? ATÉ O VEGETA?! O QUE ELE TÁ FAZEDO AÍ?"
- Senhor Goku, o que faremos?
- Bom, depende... não sabia que Babidi tinha algum tipo de poder mesmo no inferno. Eu não posso sair daqui, Gohan está treinando, Piccolo e Gotenks estão na Terra nos dando tempo até terminamos aqui. Hummm... é, acho que agora estamos perdidos, ehehe! — Disse, colocando a mão atrás da cabeça e coçando a nuca.
- Ó senhor, não diga uma coisa dessas, por favor.
- Vocês dois aí, o que que tá acontecendo, hein? Tão me tirando a concentração!
- Supremo Senhor Kaioh, Babidi levou os amigos de Goku para o inferno e está os mantendo presos com uma de suas magias! O que vamos fazer?
- Ora... hummmmm... isso é muito fácil, manda o Goku pra lá, ué!
- O QUE? EU?! Mas Supremo Senhor Kaioh, como eu vou fazer isso?
- Usa a porcaria do teletransporte, seu jumento. Você tá morto, ir pro inferno não deve ser difícil.
- Mas... er, eu não sei se o Sr Enma Daioh ficaria muito feliz com isso. Nem o Senhor Kaioh! Ele ficaria muito bravo.
- VAI LOGO CRIATURA, VOCÊ QUER QUE O BABIDI MANTENHA ELES LÁ NO INFERNO PRA SEMPRE?!
- Urrrgh, tá bom, tá bom, não precisa gritar! Vou tentar o teletransporte então.
- Ei, papai! Espera aí, como assim, o que tá acontecendo?
- Gohan, você continue concentrado aqui, deixa que o Goku sabe o que tá fazendo. E ô Kaioshin, vai lá dar uma mãozinha pra ele, pode ser que ele precise.
- Sim, senhor!
Assim, os dois usaram o teletransporte, e em segundos estavam no Inferno. Vegeta estava quase inconsciente, quando sentiu o ki de Goku. "Ugh... Ka-karotto? KAKAROTTO?"
- KAKAROTTO, O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI?
- Ih, oi, Vegeta! Se meteu em uma enrascada, hein?
- Cale-se verme, vá embora, não preciso da sua ajuda!
- Vegeta, cala essa boca! Goku veio aqui para nos ajudar e você fica aí dando uma de ingrato, hunf.
- Mulher, olha o jeito que fala comigo, vou matar vocês dois!
- Uh, que meeeedooo! Você tá tão preso quanto eu, bobão. Deixa de ser orgulhoso, e vê que o Goku tá tentando ajudar a gente.
"Sempre esse maldito vindo me salvar. Não aguento mais essa humilhação. O Príncipe dos Sayajins não pode permitir
isso!" Vegeta se enfureceu e expulsou todo o seu ki. Aos poucos as cordas iam cedendo, até que ele se encontrou totalmente livre. Deu aquele velho sorrisinho de canto de boca, apontou para Babidi, e fez um sinal com o dedo demonstrando que ele ia morrer por ter feito aquilo.
- O-o-o que?! Como isso foi acontecer? Usei a minha melhor técnica e você se soltou assim tão facilmente, como fez isso?
- Há! É muito simples. Essas cordas são muito fraquinhas. Sou Vegeta, O Príncipe da raça guerreira Sayajin, não ia deixar que algumas cordinhas me prendessem.
"Há 5 minutos atrás ele tava quase desmaiando, e agora que viu o Goku, se soltou. Mas é um exibido mesmo! Ai Vegeta, tanta gente pra escolher, porque eu fui logo me envolver com você?" Bulma e os outros conseguiram se soltar, e ela foi ao socorro de Chichi, que tinha desmaiado após ver o marido.
- Chichi! Chi, acorda! Tá tudo bem, o Goku tá aqui, vamos, acorde, mulher!
- Ugh... Bulma... eu... GOKU! — Deu um pulo e se pôs de pé. — QUE QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI? COMO DEIXARAM VOCÊ VIR PRA CÁ? GOKU, NOSSO GOHAN MORREU, COMO PODE DEIXAR UMA COISA DESSAS ACONTECER? E AGORA O GOTEN TÁ LÁ LUTANDO COM AQUELE MONSTRO ASQUEIROSO E VOCÊ AQUI COM ESSA CARA DE PALERMA COMO SE NADA TIVESSE ACONTECENDO, GRRR!
- Calma, Chi, por favor...
- NÃO VOU FICAR CALMA! NOSSOS FILHOS, GOKU... VOCÊ NÃO NOS AMA MAIS? — Chichi estava com os olhos cheios d'água.
- Não Chichi, não diga isso! É claro que eu amo, amo todos vocês, poxa! Fique tranquila, Goten está com Trunks e Piccolo, e Gohan está bem. Está treinando no Planeta Supremo pra ficar mais forte e ajudar os meninos na luta! Eu juro, Chi.
- Gohan está vivo?! GOKU, NÃO MINTA PRA MIM!
- Aiiii fica calma, juro que está!
Bulma ria da cena. Chichi sempre nervosa e Goku sempre tão calmo. Nem tinha se dado conta de que Vegeta já tinha dado um boa surra em Babidi, e que os guardiões do inferno estavam o levando para um lugar onde ele não pudesse voltar a fazer o que fez. "Por que será que ele tá aqui? Será que veio mesmo nos salvar?"
Goku se despedia dos outros, precisava voltar ao Planeta Supremo com Kaioshin. Yamcha, Kuririn, Videl e Chichi saíram andando em direção aos portões do inferno para falarem com Enma Daioh e voltarem ao paraíso. Vegeta permanecia parado em seu canto, e Dabura veio falar com a mulher.
- Senhorita Bulmaaaa, está tudo beeeeem?
- Oh, Dabura... sim, está tudo bem. As cordas machucaram meus braços, mas foi só um pouco.
- Se me permite, senhorita, posso dar uma olhada nos ferimentooooss?
- Não ouse fazer isso, Dabura. — Vegeta finalmente falou alguma coisa.
- O queeee? Mas eu só estou preocupaaado com a senhoriiitaaa!
- Não vai colocar essas mãos sujas nela.
- Ai Vegeta, pare de ser assim! Ele só tentando ajudar. Olha Dabura, viu? Não é nada demais. Sou uma mulher forte, vai ficar tudo bem logo logo.
- Uuhh, fico mais aliviadoooo! A senhorita precisa estar em perfeitas condiçõoooes nos próximos diaaass.
- O que? Por que preciso estar em perfeitas condições? O que vai acontecer?
- CALE A BOCA, SEU INSETO VERMELHO QUE SÓ TEM TAMANHO! ANDA, VAMOS LOGO ATRÁS DAQUELES IMBECIS, SE NÃO VAMOS FICAR NESTE LUGAR PRA SEMPRE!
- Simmmm, senhor Vegeta, ooooraaa, me desculpe. Não quis estragar a su-
- JÁ DISSE PRA FICAR CALAAAADOOO!
Bulma não pode deixar de achar aquilo estranho, mas resolveu permanecer em silêncio. Ia tirar suas conclusões depois que saíssem de lá. Não demorou muito e chegaram aos portões, falaram com Enma Daioh, e conseguiram voltar a salvo para o paraíso. Toda a aura obscura que pairava tinha sumido, e de alguma forma, parecia que tudo estava ainda mais bonito. Vegeta checou o bolso para ver se a flor que havia colhido tinha sofrido algum tipo de dano, mas ela parecia estar intacta. Era como se algo tivesse a protegido esse tempo todo.
Era hora do almoço, e pela primeira vez desde que tinham chegado, Vegeta sentou-se com eles.
- Ei, mulher, o que tem pra comer?
- Veja você mesmo, ó Vossa Majestade. Não me peça para que coloque seu prato, não sou sua escrava.
- Grrr, mas eu nem disse nada! Como quiser. Não preciso de você.
Vegeta pegou a maior quantidade de comida que pode, e fez sua própria ceia. Comeu em silêncio o tempo todo, enquanto olhava os pequenos movimentos que Bulma fazia durante a refeição. "Ela é tão delicada... olha as mãos, tão pequeninas e frágeis. ARGH! Mas o que é você tá falando Vegeta, essa mulher é só uma louca escandalosa!"
Bulma olhava pra ele de vez enquando, e sentia o coração doer. Ainda não tinham conversado sobre a última discussão, e o tempo parecia passar cada vez mais rápido. Mas havia decidido que não correria atrás. "Dessa vez, vamos ver se ele vem atrás de mim um pouco. Uma mulher linda, jovem, e inteligente como eu não pode
se sujeitar à essas coisas bestas."
Acabando o almoço, Bulma e os outros levantaram para dar uma caminhada. Vegeta estava deitado esperando a refeição fazer digestão, o que era rápido, visto que tudo que diz respeito a Sayajins é diferente. Quando todos já tinham sumido de vista, foi chamar Dabura. Precisava continuar a surpresa de onde tinham parado.
- Ei, Dabura. Vamos. Você precisa fazer o buquê para Bulma, e começar a preparação das outras idiotices que planejou.
- Ooooh, simmmm! É verdade, senhooor! Aaaindaa bem que antes desse susto todo com Babidi, eu já havia deixado as florees num local segurooo! Venhaaa comigo, vou lhe mostrar como o buquê ficará absolutamente fabulooosooo!
- Grrr, porque você tem que falar com esse jeitinho afeminado? Deixe de sem-vergonhisse, você era um guerreiro sério, e agora se transformou nessa coisa insuportável, parece uma mulher.
- Ohh, eu só deixei o amooor entrar em meu coraçãoooo!
"Então é assim que eu vou ficar caso deixe que esse maldito sentimento tome conta de mim? Argh, mas que coisa ridícula. Não vou me sujeitar a isso. Só quero que aquela mulher pare de me ignorar de uma vez."
- Vamos logo, não tenho tempo para suas tolices.
Andaram na direção oposta ao que os outros tinham ido. O caminho era longo, e Vegeta já começava a perder a paciência. Dabura fez questão de que eles andassem um pouco mais rápido caso quisessem terminar de fazer tudo ainda aquele dia. Não podiam voar, pois não queriam levantar suspeitas. Dabura saltitava e cantava, mandava beijos e agradecimentos aos passarinhos. A irritação de Vegeta ia aumentando, e aumentando. Além de estar recebendo
ajuda de um ser qualquer, estava se sujeitando a agradar Bulma. "Quando foi que eu me tornei esse fraco? Meu pai sentiria nojo de mim caso visse o que eu estou fazendo... não. Eu sou muito melhor que ele. Faço isso por Trunks. Não quero que meu filho sofra o que eu sofri."
Finalmente chegaram aonde queriam, e Dabura retirou o buquê debaixo de uma pilha de folhas.
- Precisaaava escondê-lo num lugar seguuuro, onde ninguém pudesse achá-looo!
Era lindo. Parecia que todas as cores se completavam, e quando batia reflexo, elas formavam as cores do arco-íris. Vegeta sorriu, sabia que Bulma amaria aquilo. Com certeza faria o coração dela amolecer, e eles finalmente poderiam conversar e se acertar. Só queria que tudo acabasse, e que pudessem ser ressucitados. Na Terra, começariam uma vida nova, e ele sabia que dessa vez, muitas coisas iam mudar.
- Olha, eu tenho que admitir que você é um tolo, mas fez isso certo. É perfeito.
- Fiiico tãooooooo feliz de ouvir suas palaras, senhor Vegeeetaaa! Mas não podeeemos perder mais teeempo, enquanto comíamos naquela hooora, tratei de fazer uma cesta de lancheees bem levinhoos para o seu piquenique com a senhorita Bulmaaa!
- O que? E você acha que ela não percebeu, verme?
- Não nãooo! De maneira algumaaa. Eu fui extremamente cuidaaadosooo. Agora vamooos, rápidooo!!!
E voltaram para o lugar de sempre. Bulma e os outros ainda não haviam voltado. "Ótimo. Eu não sei o que aqueles
imbecis estão fazendo, mas estão me ajudando a ganhar tempo. Só preciso que Dabura termine de me explicar o que eu tenho que fazer, e vou buscar Bulma".
- Dabura, diga-me. O que eu tenho que fazer?
- Bommmm... imaginooo que o senhooor saiba exatamente do que a senhorita gooosta.
- Como assim? Grr, não me confunda, seja claro!
- Ooooooooh... ohohoho, o senhor saaaabe do que estou falandooo!
- O QUE? NÃO SEJA ABUSADO, SEU INSOLENTE! ESTOU PERGUNTANDO SOBRE O MALDITO PIQUENIQUE, NÃO SOBRE
ESSAS COISAS! ESSAS COISAS EU SEI FAZER, ESPECIALMENTE COM ELA E... GRRRR, VERME!
- Miiiil perdões, senhoor! Não quis ofendê-looo. Bom, na verdade, é muiiitinho simples. O senhor forra essa pequena toalhaaa no chão, arruma as comidas e doces numa ordem que lhe agraada, e vocês sentam, e comeeem!
- É só isso? Mas que coisa imbecil. Bulma não vai gostar disso.
- Confieee em mim, senhor Vegetaaa. Ela irá amaaar, uuh! Ficará muuuuito lisonjeadaaa e se sentirá amaaada e feliiz.
- Hunf. Tudo bem. Agora sáia daqui. Vou arrumar essa coisa, e chamarei ela.
- Como quiseeeer, boa sorte senhooor!
- EI! Er... bom... AARGH, QUE INFERNO!
- Eu jáaaa entendi! De naaada, senhooor Vegetaaa. Fico muito feliiz de poder ter ajudaaado.
Dabura saiu dalí saltitando e cantando, como sempre. Se sentia feliz de verdade em ter ajudado Vegeta. Jamais pensara em fazer um ato bom enquanto estava vivo, mas o paraíso realmente o fez mudar para melhor. Bulma conversava e jogava cartas com Kuririn e o resto do pessoal. O tempo lá passava mais devagar, então demorava bastante para anoitecer. Não era bem uma noite, o tempo só ficava um pouco mais ameno. Não sabiam porque, mas sentiam sono, mesmo mortos. E fome também. Talvez porque tivessem conseguido manter seu corpo, ou
até mesmo porque sabiam que viver alí não era definitivo. Em breve Majin Boo seria derrotado, e eles poderiam retomar suas vidas.
Vegeta finalmente terminou de arrumar tudo, e foi ao encontro da mulher. Yamcha sentiu sua presença, e saiu andando na frente, antes que ele pudesse falar com Bulma.
- O que você quer, Vegeta?
- Verme, não me amole. Vim falar com Bulma. Sáia da minha frente, não tenho tempo para suas tolices.
Vegeta o empurrou, e Yamcha não voltou a incomodá-lo. Só estava preocupado com o bem-estar da amiga, que parecia sempre muito triste depois daquele dia em que brigaram. Bulma foi a mulher mais importante de sua vida, mas sabia que ela amava Vegeta agora. E que eles já tinham um filho, e que ele precisava confiar em Trunks. Era um bom menino, apesar de ter o pai que tem. Bulma estava rindo muito da cara de Kuririn. Ele sempre perdia em todas as vezes que eles jogavam poker. Sentiu uma mão tocar o seu ombro, e virou-se. Era Vegeta. "Mas o que?! Ele tocando meu ombro? Geralmente ele vem todo grosso dizendo 'Mulher, quero isso! Mulher, faça aquilo', o que será que deu nele agora? Ai, o Vegeta tá muito estranho."
- Ve-vegeta?
- Bulma. Quero falar com você.
- Sobre o que?
- Só venha comigo. Eu te explico no caminho.
- Ai, mas você não tá vendo que eu to aqui jogando com os meus amigos? Você não pode simplesmente chegar e interromper nosso jogo, estava muito divertido, eu tava ganhando do Kuririn, e-
- PARE DE FALAR TÃO ALTO E RÁPIDO, NÃO ENTENDO NADA QUE VOCÊ DIZ, SUA LOUCAAA! VENHA COMIGO DE UMA VEZ, E CALE ESSA BOCA!
Vegeta a pegou no colo, e saíram dalí voando. Os outros olhavam assustados o que havia acabado de acontecer, sem
entender nada.
- Er... o que foi que aconteceu? O que será que o grosseirão do Vegeta quer com ela? Urgh, esses sayajins sem vergonha!
- Calma, senhora Chichi. Vai ver ele só quer conversar mesmo.
- Ai Videl, você ainda é muito novinha pra entender essas coisas. Mas espera que quando você casar com o meu Gohan, vai entender tudinho!
- O-o-oque? E-e-u casar com o Gohan?!
- Isso mesmo, é lógico que você vai casar e vai me dar muitos netinhos lindos.
- S-s-enhora, pare com isso, por favor... ai...
Enquanto isso, Bulma se debatia no colo de Vegeta tentando se soltar. "Ele prometeu que ia me explicar no caminho o que queria, e até agora nada. Pior que eu não consigo fazer muita coisa, ele é muito forte, e tá tão confortável aqui... ai que saudades desses brações! Ops, não, FOCO, BULMA!"
- E aí, você não vai me explicar o motivo dessa palhaçada toda?
- Não. Você vai esperar até que a gente chegue no lugar certo.
- Escuta aqui, Vegeta, você primeiro diz que não queria o Trunks, depois me ignora, depois vai pro inferno me salvar, e agora tá aqui me carregando pra não sei aonde, isso magoa, viu? Eu não sou sua escrava não!
- Grrr. Já falei pra manter a boca fechada, se não eu te solto, entendeu bem?
- Você acha que eu tenho medo? AAAAAAAAAHAHA! Faz-me-rir! Pff. Você me deve uma explicação! Conte looooogo, vamooos.
- Chegamos.
Vegeta colocou a mulher no chão, e olhou pra ver sua reação. Bulma estava de olhos arregalados e boquiaberta. "Um piquenique? O que? Ele fez isso? Não, espera aí... tá bom demais pra ser verdade, eu devo estar sonhando! NÃO É POSSÍVEL!"
- Ve-veggie... você fez isso?
- Hunf. Fiz. Vamos, sente-se.
- Mas Vegeta, espera... como... porque? Porque você fez tudo isso?
- Eu tinha de dar um jeito pra você parar de me encher o saco. Eu não quis dizer que não queria Trunks. Deveria saber disso, Bulma.
- Mas... ai, eu não entendendo nada! Ainda não acredito que você fez tudo isso sozinho!
- O imbecil do Dabura me ajudou. Pra alguma coisa ele serve.
- Aaaawwwn, mas que bonitinho. Você e Dabura tramaram isso tudo?
- Grrr, Bulma, quer ficar calada e se sentar de uma vez? Não tenho tempo pra essas insinuações.
- Ai querido, é que eu to tão feliz. Você nunca fez nada assim pra mim. Vegeta, você tá doente?
- PARE DE FALAR ASNEIRAS!
- Tá, tá bom, desculpa. Venha, quero sentar do seu ladinho. Tá tudo tão lindo, to com dó de comer essas coisinhas!
- Se você não comer, eu como. E não deixo uma mísera migalha.
- Sayajins, sempre tão gentis... tá, tudo bem, vamos comer! Mas olha aqui, a gente ainda tem que conversar, viu?
- As surpresas ainda não acabaram. Não tente me dar ordens se quiser ver o resto.
- TEM MAIS? Ora ora, você caprichou mesmo então... Ai Veggie, sabia que você me amava!
- Ugh... Mulher, você só fala coisas idiotas. Comece a comer logo pra ver se mantém essa matraca fechada de uma vez por todas.
Se sentaram, e começaram a comer. Estava tudo delicioso e surpreendentemente arrumado. Bulma não sentia mais o peito doendo. Sentia-se feliz. Nunca imaginara que Vegeta pudesse fazer aquilo. Mas sabia que ainda tinham de conversar. Não podia se deixar levar por seus sentimentos e desejo novamente. Quando acabaram de comer, Vegeta deitou e ficou olhando para ela. Ela ficou rubra, e virou o rosto. Não era costume ele fazer aquilo. "O que será que aconteceu pra ele do nada fazer essas coisas por mim? Ai Vegeta, sempre me deixando confusa..."
- Já acabou?
- Hum? Ah, já. Estava tudo delicioso! Foi o Dabura que arranjou a comida?
- Foi.
- Entendi. Vegeta... EU QUERO A OUTRA SURPRESA! Aaaii, vai, por favor, to tão curiosa.
- Espere aqui. Vou buscar.
Notas finais
No próximo capítulo tem o restante da surpresa, e, tchamtchamtcham: lemon!
Não deixem de comentar o que vocês acharam, viu?
Beijinhos
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