SuperHero

20 Capítulo 19 - Opostos


Notas iniciais
oiee~~ pessoinha lindas que lêem a fanfic! primeiramente eu gostaria de agradecer à Penélope e à LuCampos per terem comentado no capítulo anterior, isso realmente me inspirou a escrever! segundamente - essa palavra existe? - eu gostaria de consertar um leve erro que cometi nas notas do ultimo capítulo - não é só uma personagem, são duas que comporão o papel de anna nessa fic. terceiramente, gostaria de dizer que estou introduzindo um novo vilão~~ amo vilões! e vou logo avisando, meu queridinho vai ficar tão fodinha quanto o Loki S2 sem mais spoilers e boa leitura!

Cinco assaltantes apontavam armas para a cabeça de uma funcionária de um banco. A pobrezinha suava frio enquanto procurava desesperada pela chave que abria um dos cofres. Ela chorava, implorando por sua vida, e os assaltantes – três homens e duas mulheres – pareciam se divertir bastante. Todos menos um dos homens, que estava nervoso.

—rapidinho, bonitinha. – disse um deles, levantando com a ponta da arma a saia da mulher.

A moça só se desesperou mais.

—dá pra parar com isso, porra?! Quanto mais rápido essa vadia achar a merda da chave, mais rápido saímos daqui!

—iih, ó o cara, aí! – uma das moças disse, rindo. – tá com medinho de quê, rapaz?!

—tá me zuando, né? Cês num leem os jornais não? Entraram em coma nos últimos seis meses?! Não tem só um grupo de super-heróis patrulhando a cidade, tem uns três! E um deles? Tem um anti-herói. O bom dos heróis é que eles não matam. Esse aí? Mata e mata bem devagarzinho!

—e você acha que a gente liga?! Fala sério, cara! – outro homem diz. – eles só atuam separados, e nenhum deles é o Superman! Ninguém pode contra uma belezinha dessas! – ele disse, mostrando a metralhadora russa em suas mãos. – essa aqui vai se chamar a “destrói-heróis”!

Todos começaram a rir, e a moça finalmente achou a chave. Ansioso, o mais racional deles começou a encher os sacos com o dinheiro. Eles dispensaram a moça, que foi se deitar no chão com os outros reféns.

Eles começaram a se preparar para ir embora, mas quando foram sair pela porta da frente, aproveitando que a polícia ainda não tinha chegado, e uma das mulheres tentou abrir a porta...

—que diabos? Que porra é essa?!

—o que foi? – o mais racional já pergunta.

—a merda da maçaneta... – ela disse, tentando força-la. – tá congelada!

De repente, o ar em volta deles começou a esfriar. Todos no banco notam. Suas respirações começam a aparecer em nuvem na frente de seus rostos. O chão começa a ser coberto por uma neblina gélida, e as colunas de ferro e concreto começam a congelar, pequenas ramificações brancas e azuis surgindo nas superfícies. As armas também falham, as balas congeladas nos tambores e todas as luzes começaram a falhar, piscando e fazendo barulho.

—que merda...

Então, todos os olhares se voltaram para uma trilha específica de gelo, onde todas as outras convergiam, e no fim dela, agachado na grade do segundo andar...

—puta que pariu. – um dos homens disse.

Frostbite estava lá, observando a todos com seus olhos gélidos, dessa vez não escondidos, mas a fita-los abertamente, apenas seu rosto encoberto por um lenço azul. O capuz da capa preta que ele usava fazia um contraste poderoso contra seus cabelos completamente bancos, e sua jaqueta de couro azul rente ao corpo não deixava muito à imaginação, mostrando os músculos tensos e definidos que escondia. Seu cajado estava em sua mão, a origem de toda a trilha de gelo.

—fudeu. – uma das moças disse, largando a arma e ajoelhando no chão.

Os outros eram um pouco mais corajosos – e mais loucos – e tentaram atirar nele, mas suas armas obviamente falharam. Frostbite nem sequer precisou se mover. Ele esperou calmamente até que eles o alcançassem no segundo andar, galgando as escadarias com tacos de basebol em suas mãos. Eles não podiam ver, mas ele sorria. O primeiro tentou ataca-lo, mas ele conseguiu desviar, e seu taco acertou em cheio a cabeça do parceiro que vinha na direção contrária, nocauteando-o na hora. A moça que sobrou até conseguiu acertá-lo, mas ele segurou o bastão com a facilidade de quem segura o ataque de um doente terminal. Seus olhos azuis gélidos se voltaram para a moça, que sentiu sua própria alma congelando sob aquele olhar. Não era ódio o que ela via nos olhos de Frostbite – era contentamento. Alegria. Diversão.

“ele vai me matar.” Foi só no que ela conseguiu pensar.

Ele não a matou, no entanto. Ele a jogou escadaria abaixo, com a delicadeza de impedi-la de quebrar o pescoço. O outro assaltante, o mais racional, foi o que aguentou mais tempo sob a pressão de Frostbite. Ele conseguiu ser rápido o bastante para que o anti-herói não segurasse seu taco, e forte o bastante para dar algum trabalho para ele, mas no fim, Frost conseguiu segurar o bastão. Porém, ao invés de se desesperar, como vinha fazendo, o assaltante sorriu. Ele olhou para o taco, que subitamente começou a esquentar. Amadeira começou a se avermelhar, e depois, pegou fogo, queimando sua luva e a de Frostbite, que conseguiu tirar a tempo de não derreter sua mão. O assaltante, ao invés de urrar de dor pela mão queimada, ria audivelmente, confundindo seus colegas que ainda tinham consciência e os reféns.

—ah, meu caro Frostbite, eu sabia que você viria! Recebeu meu convite? – o assaltante perguntou.

—quem é você? – Frostbite ignorou a pergunta, substituindo-a por sua própria.

O assaltante tirou da cabeça a máscara, mostrando os olhos azuis e a pele clara, mas principalmente o cabelo ruivo, tão brilhante que mimetizava as chamas que agora tomavam conta de suas mãos e do capuz nelas.

—nós nunca tivemos a chance de nos conhecer formalmente, meu caro. Permita-me apresentar. – ele disse, fazendo uma profunda mesura. – meu nome é Hans Southland. Apesar de nunca me ter visto, você me conhece.

—o ex-namorado de Anna...

—pois é. Agora, um amiguinho, sou um membro da Gangue dos Pesadelos. Você poderia me chamar de “tocha-humana”, mas isso seria muito clichê, não acha? Diga-me você. É bom com nomes. Como eu deveria me chamar?

Frostbite respondeu com um ataque, batendo com seu cajado no chão e enviando uma onda de gelo e neve na direção de Hans, que derreteu quase tudo com suas chamas, mas ainda teve que se desviar dos pedaços maiores de gelo em estacas. Ele ria o tempo todo.

—ora, que rude! Não estávamos tendo uma conversa amigável?

—este cenário era uma armadilha?

—obviamente. Eu tenho certeza de que isso não vai soar tão hétero quanto na minha cabeça, mas eu queria muito te ver. Sabe, queimar casas e hospitais é divertido, mas não há muita competição. Eu queria lutar com um rival de verdade, alguém com um dom à altura do meu. Confesso que no início eu estava esperando alguém como Sandman, mas logo percebi que você era ainda melhor.

—você tem razão, isso soou bem mais hétero na sua cabeça.

Frost enviou mais uma onda de gelo e neve, mas Hans conseguiu e desviar novamente e contra-atacou, queimando de leve o braço de seu adversário com suas chamas. Frostbite soltou um gemido de dor, soltando seu cajado no chão.

—vamos dançar, meu caro Frostbite. uma dança à moda antiga, sem brinquedinhos para ajudar. – Hans disse, queimando o cajado de Frost, machucando-o. – ah, eu tenho uma boa ideia para meu nome... Que tal “Infernal”?

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Notas finais
oiee~~ pessoinha linde que leu a fanfic até o final! gostou? me deixa saber, sua opinião é importante na construção de uma boa história! não gostou?! me deixa saber o porquê! mas com carinho, sim? sou frágil~~ beijinho, beijinho, até o próximo capítulo!