Notas iniciais
Um pouco de ação pra esse capítulo. Boa leitura!

Parei por uns segundos para pegar fôlego.

– Continue lendo Daniel. — disse Valéria curiosa.

Continuei a ler: "... Só pra refrescar a memória de vocês, eu tenho mandando vários capangas para roubarem os bancos dessa merda de cidade, mas vocês sempre atrapalharam dando uma de super-heróis. Pois bem, se quiserem a princesinha de volta vão ter que roubar uma grande quantia de dinheiro do único banco que não houve uma tentativa de roubo da minha parte. Mas vai ter que ser muito dinheiro mesmo, pra compensar as outras tentativas frustradas. Quando estiverem com o dinheiro, eu saberei e entrarei em contato. Boa sorte."

– Mas como ele irá saber quando nós estivermos com o dinheiro? — perguntou Davi.

– Parece que temos um espião entre nós e eu já sei até quem é. — respondeu Jaime.

– E quem é Jaime?

– Não está óbvio? — disse ele se aproximando de Jorge e dando uma gravata. — Nunca confiei em você, mas agora você vai ver com quem se meteu.

– Solta ele Jaime. Não podemos acusar sem provas. — falei a ele. – E eles vão saber porque no dia seguinte vai sair em todos os jornais da cidade que houve mais um roubo, é o óbvio.

– Jaime, você acha mesmo que eu jogaria a minha vida pro alto para ajudar vocês e agora me aliar ao inimigo?

– Nós temos algo mais importante pra fazer do que ficar com essas briguinhas. – eu disse.

Eu moveria céu e terra para ter a Maria Joaquina de volta. Se roubar um banco era o preço, eu não me importava. Farei o que tiver que ser feito.

– Como vamos roubar esse banco sem que ninguém perceba?

– Eu tive uma ideia Carmen. – expliquei a todos o que eu havia pensado. – Vamos fazer tudo hoje mesmo, a noite, quando as ruas estiverem quase vazias. Não podemos perder tempo, a cada minuto eles podem estar maltratando a nossa colega.

As horas demoravam como se fossem dias e a angústia me invadia junto com a vontade de esmurrar o desgraçado que estava por trás disso. Chegou a hora e fomos para o banco.

– Nada pode dar errado entenderam? O bem da Maria Joaquina está em jogo. – falei ao chegarmos e relembrei o que cada um faria.

– Jorge e Valéria fiquem no volante. Jorge, invada o sistema do banco e desligue todas as câmeras. Jaime, Davi e Cirilo fiquem aqui na porta e não deixem ninguém entrar e o resto vem comigo.

Jorge fez um sinal avisando que as câmeras já estavam desligadas.

– Daniel, fica um segurança aí dentro. O que vamos fazer com ele? — perguntou Mário.

– Alícia, você trouxe o que eu pedi?

– Claro Daniel.

– Ótimo, entre primeiro e faça o que tem que fazer. Mário acompanhe ela.

Alícia entrou e fingiu que estava passando mal. Quando o segurança foi prestar socorro, ela colocou um pano com uma substância forte no nariz dele.

– O que você fez? – Mário perguntou.

– Relaxa, ele não tá morto. Só vai dormir um pouquinho.

Então ela fez sinal para Carmen e para mim e nós entramos.

– É agora. – falei.

Jorge nos informou a senha do cofre por um ponto que ficava nos nossos ouvidos e nos permitia ouvi-lo. Jaime entrou e abriu a porta do cofre em poucos segundos. Mário e eu entramos lá dentro e começamos a jogar o dinheiro para fora. Alícia e Carmen pegavam e colocavam em sacolas.

Concluímos e deixamos o banco. Fomos para o apê esperar o próximo passo. Todos estavam cansados e foram dormir, menos Carmen que me fez companhia.

– Tá sendo uma barra né? Sua melhor amiga sequestrada, eu sinto muito.

– Pois é, mas tudo vai certo e a teremos de volta.

– Conte comigo pra tudo tá?

– Obrigado Carmen.

– Você quer fazer alguma coisa?

– Não, prefiro ficar aqui na janela. A qualquer momento podem mandar uma carta.

– Imagino que esteja com fome.

– Um pouco.

– Vou pegar alguma coisa pra você.

Olhei para o céu nublado, quase não dava para ver as estrelas nessa noite. Carmen voltou com um pacote de salgadinhos e um copo de suco.

– Aqui está, coma tudo.

– Salgadinhos?

– Foi o que eu achei, eu vou dormir porque estou muito cansada, você se importa?

– Claro que não boa noite.

– Boa noite. — ela falou e me deu um selinho.

Eu fiquei imóvel e não falei nada. Porque motivos ela me daria um selinho? Comi os salgadinhos e tomei o suco e voltei a ficar na janela observando o movimento. Quando fiquei com sono, fui para o sofá e me deitei.

Acordei com a luz do sol invadindo a casa, já que eu tinha deixado a janela aberta. Me levantei, abri a geladeira e bebi água. A janela já estava se tornando um canto meu.

No mesmo instante passou um carto e jogou uma carta. Os seguranças pareciam que estavam dormindo e nem fizeram nada. Fui pegar a carta e os ignorei. O carro não era o mesmo das outras vezes. Acordei todos e fomos pra sala do apartamento dos meninos.

– Posso começar a ler?

– Sim. — responderam todos.

Estava escrito: "Agora que vocês já estão com o dinheiro, me encontrem nesse endereço... às 14:00 e sem palhaçadas."

– Vocês não acham muito perigoso irmos nesse lugar? — perguntou Valéria.

– É a única chance que temos de ter a Maria Joaquina de volta, precisamos arriscar. — respondi.

Ainda eram 09:00, então todos foram tomar café e eu puxei a Carmen.

– Carmen. Eu não entendi muito bem qual foi a do selinho de ontem. Acho que você pode estar confundindo um pouco as coisas.

– É que eu pensei: você é solteiro e eu também estou solteira, porque não damos uma chance de conhecer melhor um ao outro.

– Vou ser sincero, eu acho que estou gostando de uma garota aí. Pra valer.

– E ela gosta de você?

– Não sei, mas eu não quero conhecer melhor ninguém, sabe? Foi mal.

– Tudo bem, eu só tentei. Mas já que não deu certo, esquece o que houve. Vou tomar café com as meninas.

– Vai lá.

O tempo passou devagar. Deu 13:15 e nós partirmos porque o endereço era meio longe. Chegamos e tinham dois carros na frente da cabana que ficava perto de uma rua quase deserta.

Saímos dos carros e eu bati na porta e um cara que segurava uma arma atendeu. Entramos todos e a Maria Joaquina estava amarrada e com um esparadrapo na boca. Um homem com uma máscara tapeando o rosto estava apontando uma arma pra cabeça dela. Ele deveria ser o tal criminoso ou só mais um capanga.

– Solta ela, aqui está o dinheiro.

– Abram essas malas e vejam se tem dinheiro o suficiente. — o cara da máscara falou.

Então o homem que atendeu a porta abriu as malas, que eram três, e mostrou para o mascarado. Tinham mais ou menos vintes pessoas com armas apontadas para nós.

– Muito bem. Podem desamarrá-la. — disse ele.

Então ele tirou lentamente a máscara de costas e virou-se.

– Você? – falei ao mesmo tempo que Jaime e Mário.

Notas finais
Mas o que deu na Carmen? Tá na hora do Daniel assumir que é apaixonado pela Maria Joaquina antes que venham um monte de meninas pra atrapalhar um relacionamento que mal começou. E o quem será o tal criminoso? Próximo capítulo tá demais. Obrigado por lerem e comentarem aqui. Até o próximo!