Super-Heróis?

25 Beije-me forte antes de ir


Notas iniciais
OOI leitores, sem muitos avisos até porque eu não tenho muito o que falar. Queria dizer que agora a coisa começa a pegar fogo, pelo menos eu espero que aconteça isso. Espero realmente estar agradando a todos vocês e bla bla bla, boa leitura!!!

Não consegui dizer nada, apenas corri para abraçá-lo por impulso. Depois abracei os outros e fique de frente a eles.

– O que vocês estão fazendo aqui? — perguntei.

– Estávamos cansados de uma vidinha normal, não é para isso que nascemos. Nós somos a Liga da Justiça brasileira não é. — respondeu Valéria fazendo todos rirem.

– E eu não te deixaria sozinha por tanto tempo. — disse Daniel.

– Mas você demorou dois meses mocinho. — falei com expressão de irritada.

– É que não foi tão fácil assim, mas eu estou aqui não é?

– Quer dizer que o casal voltou? — perguntou Alícia.

– Super apoio vocês. — opinou Carmen.

– Nós só estamos na amizade né Daniel?

– É? Na verdade nós ainda temos que conversar sobre isso.

– Vocês merecem ser felizes. — falou Mário.

– Isso aí, que nem eu com minha princesa. — Jaime falou e logo após deu um selinho em Carmen.

– Gente precisamos cantar os parabéns. — disse Cirilo e todos concordaram.

Eles cantaram e Jorge pegou um belo decorado e colocou em uma mesa velha junto com uns refrigerantes.

– Pra quem vai o primeiro pedaço do bolo? — Valéria perguntou curiosa.

– Sério mesmo que precisa disso? — perguntei.

– Mas é claro que sim amiga. — respondeu Carmen.

– Tá bom. — respirei fundo e falei. — Esse primeiro bolo vai pra uma pessoa muito amiga, que sempre esteve comigo, em que eu sempre pude confiar e eu espero que nossa amizade de anos só acabe com a morte, nossa quanta besteira eu falei, enfim, esse pedaço é pra você Valéria.

– Own amiga, adorei.

Tá, eu sei que não era exatamente para ela que eu queria oferecer aquela primeiro pedaço, mas sei lá. Eu ainda não tinha digerido tudo aquilo na mente e estava sonolenta.

– Vocês estão sendo procurados, vão se esconder aqui?

– Por enquanto sim, nós queremos encontrar provas pra comprovar que somos inocentes, mas precisamos da sua ajuda. — disse Daniel.

– Podem contar com minha ajuda, mas afinal que casa é essa?

– É uma casa abandonada há anos, o Mário lembrou daqui, ele vinha aqui quando era criança e queria ficar sozinho.

– Mas está em um estado horrível e olha só esses móveis, sem falar que os quartos parecem ser pequenos e... — fui interrompida.

– Nós vamos conseguir nos virar e vai ser por pouco tempo.

– Então tá, eu preciso voltar pra casa.

– Mas essa hora? E aliás sua casa é muito longe Majo. — opinou Jorge.

– Fica aqui essa "noite". — Daniel falou fazendo aspas no noite.

– É que amanhã eu tenho faculdade.

– Faculdade dia de domingo? Conta outra Majo. — disse Alícia.

– Eu tinha me esquecido que amanhã era domingo.

Por fim acabei ficando por lá mesmo, ninguém dormiu, apenas ficamos conversando sobre tudo e mais um pouco e é claro, em como arranjar provas pra provarem a inocência dos meus amigos.

O primeiro passo era procurar testemunhas, vizinhos ao banco, o segurança que estava no dia, na hora, enfim os mínimos detalhes poderiam significar muito. Eu sabia que não seria fácil, mas eu faria isso pelos meus amigos e eu não me importo se o Paulo descobrir e tentar algo contra mim.

Na verdade o Paulo era o maior perigo nessa "missão", porque ele faria de tudo e mais um pouco para que a Patrulha Salvadora fosse presa e ainda acabarei com qualquer prova existente. E agora com ele rondando pela cidade e sabe-se lá se os seus capangas também, será difícil fazer com que ele não descubra.

Daniel sugeriu para todos treinar seus poderes, já que não usamos há um tempo e assim fizemos, menos eu, já que eu não estava com minha bolsa de utilidades. Mário me ensinou alguns golpes que ele sabia e algumas maneiras esquisitas de puxar uma arma sem que percebam.

Quando terminamos de treinar já estava de dia. Marcavam 06:20 no relógio e eu disse que iria pra casa. Daniel insistiu em me acompanhar mesmo sendo muito perigoso, acho que ele não se importava.

– Você é um inconsequente mesmo em, já pensou se o Paulo te ver? Ia dar merda.

– Relaxa, nós precisamos conversar né?

– Eu acho que sim.

– Você tá confusa sobre o que sente por mim? Você conheceu alguém?

– Eu tenho certeza do que sinto por você.

– Você me ama?

– Muito.

– Nós podemos tentar novamente, eu farei tudo que estiver no meu alcance pra dar certo dessa vez.

– Sempre algo dará errado, nada é perfeito Daniel. Finais felizes não existem.

– Quem disse isso? É claro que existem, é só você estar com a pessoa que você ama.

– Talvez.

– Você quer voltar comigo?

– Isso é um pedido de namoro?

– Eu tô tentando fazer com que seja.

– Daniel, eu sei dos riscos que eu tô correndo se eu aceitar, mas eu não consigo olha pra você e recusar alguma coisa. Se longe eu já não me aguento de agonia imagina perto. Sim, eu quero ficar com você.

Ele foi se aproximando e colocou suas mãos em minha cintura e assim começamos um beijo calmo que se transformou num beijo quente e com sabor. Nos separamos ofegantes pela maldita falta de ar.

Já estava perto da minha casa e já tinham pessoas andando pela rua o que me preocupou.

– Você precisa ir, se alguém te ver, você tá ferrado.

– Tá mais só depois de um beijo.

– Você é um bobo, idiota, mas

– Mas...

– Eu te amo. — falei e selei nossos lábios em mais um beijo. — Agora vai.

– Só se você prometer que vai lá hoje a noite.

– Tá eu prometo, mas agora vai.

– Eu não posso entrar escondido e ficar no seu quarto, eu tô muito carente.

– Daniel Zapata seu safado.

– Eu só ia ficar no seu quarto mesmo, eu não ia te estuprar.

– Sabe que eu não confio em você.

– Pois deveria afinal agora eu sou seu namorado.

– Eu confio em você até, só não confio em você bêbado.

– Vai passar na cara agora é Maria Joaquina Medsen?

– Daniel para de enrolar e vai logo.

– Te amo. — ele gritou já um pouco distante.

– Também te amo.

Notas finais
Maria Joaquina e Daniel de volta depois de tanta "viadagem" da parte dos dois. Gostaram? Deixem seus comentários e muito obrigado pelos comentários do capítulo anterior. Até o próximo!!!