Super-Heróis?
38 Super-Heróis? - Season Finale
Notas iniciais
Consegui me equilibrar em uma pedra e segurar na mão do Daniel que me puxou com tanta força que caímos, já do lado de fora da caverna, ela por cima de mim. Mesmo naquela situação ele não hesitou em me abraçar, tentando ao máximo controlar o seu peso.
– Daniel acho que você já pode me soltar.
Ele me calou com um beijo, um beijo calmo que foi se intensificando e se tornando em um urgente. Escutei palmas e Daniel se levantou e eu em seguida. Ele sorriu pra mim meio envergonhado enquanto os outros soltavam gritos e assovios.
– Acho que já tá mais que na hora de nós voltarmos pro nosso mundo. — falei encarando aqueles olhares safados deles — Elijah.
Elijah apareceu e em segundos fez com que voltássemos para o ap.
– Aqui está sua espada. — estendi a mão entregando a espada para ele.
– Eu sabia que você, bom vocês iriam conseguir. — ele forçou um sorriso. — Daqui a trinta segundos seu celular vai tocar e ah eu não deveria falar isso porque vai soar meio gay, mas não perca a sua oportunidade de ser feliz. Adeus. — ele sumiu e meu celular começou a tocar.
[...]
Meses depois...
Estava nervosa e o barulho que estava na sala do apartamento das meninas era insuportável. Todas estavam muito eufóricas e eu já estava ficando tonta. Meu cabelo já estava pronto e a maquiagem também.
– Meninas eu tô muito diva podem confessar. — Margarida apareceu se juntando a nós.
– Seria uma pena se eu brilhasse mais. — Valéria entrou em sua frente jogando os cabelos, ri alto.
– Gente vocês viram o meu celular? — Carmen perguntou entrando na sala.
– Carmen o que você está fazendo aqui? Você vai cantar, já deveria estar com o Jaime.
– Eu sei Alícia, mas eu me atrasei.
– Aqui seu celular. — Irene entregou pra ela.
– Gente isso tá um total atraso, olha a hora. — argumentei.
– Querida isso é muito normal, então aquieta o facho que a limousine já tá chegando.
– Irene você nem deveria estar aqui e sim com o Cirilo, vocês são os padrinhos. Ai meu Deus. — eu já estava entrando em pânico.
– Tá tá tá eu já vou. Margarida você vem comigo afinal você e o Jorge também são padrinhos.
– Meninas quem vai comigo no meu carro? — Jorge chegou perguntando. — Nossa Maria Joaquina, você tá muito linda.
– Obrigada Jorginho e o Daniel, tá muito nervoso?
– Olha segurar a fera só com o Jaime mesmo, ele não tá se aguentando.
– Vamos amor se não a noiva engole a gente. — Margarida disse e foram ela, Irene e Carmen com Jorge.
– Eu tô muito nervosa socorro.
– Maria Joaquina eu preciso saber. — Valéria puxou uma cadeira e se sentou ao meu lado, lá vem — Você e o Daniel casarem assim do nada, você tá prenha?
– Valéria. — a repreendi.
– Quantos meses?
– A limousine chegou. — Lucas apareceu, a cada pessoa que aparecia eu ficava cada vez mais nervosa.
– Que porra é essa? Eu vou entrar e pronto. — alguém estava gritando e pela voz era Daniel.
– Eu estou alucinando ou o noivo quer ver a noiva antes do casamento? — Valéria sussurrou.
– Ele só vai vê-la se passar por cima de mim. — Alícia se encaminhou até a porta.
Daniel invadiu o apartamento totalmente vermelho e eu levei minha mão a boca impressionada.
– Ai não, ele viu ele viu. — Valéria gritava impaciente.
– Será que eu posso falar com a noiva? — ele murmurou.
– Bom, ele já viu mesmo né. Vamos gente. — Alícia retrucou e todos saíram ficando só eu e ele.
Comecei a rir sem parar e ele estava com uma expressão de confusão no rosto. Já estava com o traje a rigor.
– Não dava pra esperar não é?
– Você tá muito linda.
– Obrigada, você também está muito gato.
– Se não tivesse que casar em alguns minutos nós estaríamos transando.
– Daniel.
– Hoje é o dia mais feliz da minha vida.
– O meu também, acho que finalmente estou cumprindo a minha missão de cuidar de um bobo, idiota e inconsequente.
– Eeeei, eu não sou uma criança, criança eu vou fazer em você.
– Você é um safado. — dei um tapa no ombro dele.
– Só vim aqui mesmo pra te dar isso. — ele chocou nossos lábios.
– Ei ei ei, vai ficar com a boca suja de batom.
– Really don't care.
– Idiota, vai logo vai, não vai ser nada legal eu chegar antes que você.
– Tô indo. — ele saiu, mas voltou. — Esqueci de dizer, eu te amo.
– Eu também te amo. — sussurrei para que ele lesse meus lábios o que fez soltar o seu melhor sorriso.
Dessa vez ele saiu mesmo e Valéria, Alícia e Lucas surgiram.
– Pelo sorriso dele acho que teve uma prévia da lua de mel.
– Alícia você diz tanta safadeza que o Mário deve ser muito bom pra baixar nem que seja um pouco desse seu fogo piranha.
– Cala a boca Val. Ô Maria Joaquina, para de viajar porque você tem um casamento pra comparecer.
– Podem ir na frente, eu preciso falar com o Lucas.
– Não demora. — Alícia disse e puxou Valéria para fora.
– Estou te ouvindo.
– Você sabe que é um dia muito espacial pra mim não é? — ele assentiu — Então, eu queria te pedir uma coisa porque você é uma pessoa muito muito muito especial pra mim.
– Lá vem.
– Eu queria que você me levasse até o altar.
– Ué, mas isso quem faz não é o pai da noiva?
– Sim, mas eu já falei com o doutor Miguel e ele concordou. Ah vai, por favor.
– Claro que sim, vai ser prazer guiar a princesa mais linda.
– Valeu, valeu, valeu. — o abracei — Agora vamos né?
– Sim, os convidados devem tá achando que você desistiu, porque né.
Entrei na limousine que seguiria até a igreja. Parece que passou um flashback dos meus momentos com o Daniel em minutos.
Flashback on...
"– Acho bom. Não é legal você ficar trancado naquele quarto, tem que sair, encontrar uma namorada, ser feliz.
– Namorada? — ri baixo — Não quero isso pra mim.
– Ué porque não? — perguntou-me.
– Olha só o Davi e a Valéria. Vivem brigando e isso é chato.
– Mas eles se amam e é isso o que importa.
– É mas... E você? Faz um tempo que não arranja um namorado.
– Não encontrei a pessoa certa.
– Você já se apaixonou?
– Algumas vezes, a primeira vez foi por você, lembra? — ela riu.
– Sim eu lembro. — ri também — E eu era fanático pelos estudos.
– Pois é Daniel, eu imagino nós namorando naquele época como seria... O casal de nerds.
– O bullying ia ser muito."
[...]
"– Eu posso te perguntar uma coisa.
– Claro Daniel.
– Você vai achar ruim se eu te der um selinho?
– Vou achar estranho, ruim não."
[...]
"– Quando eu era pequena eu tinha medo de roda gigante.
– Porque?
– Sei lá, eu achava que se entrasse eu iria cair lá de cima.
– Você beija bem.
– Você está fugindo do assunto.
– Aceitaria namorar comigo?"
Flashback of...
–Não acredito, não acredito. — Valéria estava dando a louca — Segura essas lágrimas, segura esse filho Majo.
– Não tem filho nenhum pra eu segurar Val e é normal a noiva chorar no dia do casamento.
– Mas se você não quiser ficar com a maquiagem do Bozo é melhor controlar essas lágrimas.
– Eu estava lembrando de umas coisas e — olhei pela janela — esse não é o caminho pra igreja.
– É porque, ah antes a gente vai dar uma passadinha no lugar.
– Mas só vai atrasar, ai meu Deus.
– Maria Joaquina relaxa, hoje você casa até morta. — Alícia disse.
– Credo.
O limousine parou, olhei o local e era um, um parque de diversões. A entrada estava toda decorada e SOCORRO. Uma foto minha e do Daniel estava num banner dentro do parque.
– Surpresa. — Lucas sussurrou.
– Eu não tô acreditando nisso.
– Apenas aproveita, a gente vai primeiro dar sinal que a noiva chegou e depois você vai com o Lucas, vamos Alícia. — Alícia e Valéria saíram da limousine.
– Preparada pra subir um degrau na escada da vida? — Lucas perguntou.
– Sim, na verdade eu pensei em um certo momento que nunca iria me casar e olha só.
– O amor faz a gente mudar vários conceitos né?
– Isso mesmo, acho que tô um pouco talvez muito nervosa.
– Vai dar tudo certo, bom eu espero que não caía uma bomba de presente de casamento aqui já que vocês tem alguns inimigos. — ele riu.
– Você é muito vadio, acho que já podemos ir.
– Então vamos.
Lucas me acompanhou até o altar improvisado. Sorria para os convidados enquanto Jaime e Carmen cantavam uma música calma.
Quisiera poder explicar
Como me pude enamorar
De alguien que tan sólo es
La voz, la letra y nada más
Tal vez me has hecho comprender
Que sin tocarte puede ser
La historia de un amor que se
Nos alimenta el corazón
Y tú me das
Las ganas de volver a empezar
De volver a entregarme
Y tú me das las palabras que
Gritarán muy fuerte un yo te amo
Soy, quien vino a hacerte sonreír
Quien vino a ser parte de ti, un loco extraño
Soy, tú idea y tú imaginación
Tú vaga idea del amor y abre tus brazos
Y podré darte un poco más de todo
Cuidaré cada instante que sea de los dos
Tú
A decoração estava perfeita, as flores eram as mesma que eu havia escolhido e as luzes davam um brilho a mais. Daniel estava com um sorriso de orelha e orelha e os padrinhos já estavam no lugar.
– Cuida dela em. — Lucas sussurrou pra Daniel quando chegamos.
– Pode deixar.
Lucas me deu um beijo na testa e foi se sentar. O padre começou a cerimônia. Aquele discurso formal de todos os casamentos, estava encantada com aquele lugar, com aquela noite, com tudo.
– Daniel Zapata você aceita Maria Joaquina Medsen como sua esposa para amar e respeitá-la, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe?
– Aceito.
– Maria Joaquina Medsen você aceita Daniel Zapata como seu marido para amar e respeitá-lo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe?
– Aceito.
– Se tiver alguém contra essa união que se fale agora ou cale-se para sempre.
– Parem a cerimônia.
– Delegada Olívia. — todos falaram ao mesmo tempo.
– Daniel seu safado o que você fez?
– Eu não fiz nada ô.
– Desculpa interromper o casamento de vocês, eu até queria ter presenciado e na verdade eu tô até precisando de uma festa pra relaxar...
– Delegada pode adiantar o que você tem pra dizer?
– É que apareceu uma missão urgente e vocês vão ter que deixar o casamento pra outra hora.
– Mas o padre só falta falar uma frase, não dá pra esperar?
– Vocês precisam ir agora, anda, vamos.
Bufei alto. — Quem mandou olhar a noiva vestida antes do casamento.
– Se eu soubesse que essas crenças eram reais.
– Vamos logo com isso porque eu quero casar ainda hoje.
– Casados ou não eu vou continuar te amando da mesma maneira.
– Eu não acredito nisso, eu tinha que pegar o buquê. — Carmen murmurou.
– Sem falar que se esse casamento não rolar hoje vai ser uma grande pena desperdiçar os doces, salgados e o bolo. — Jaime completou.
– E você meu amor tem um desejo? — perguntei a Daniel.
– Voltar ao tempo e começar tudo de novo. — ele falou rápido e embolado.
– Meu bebê. — apertei as bochechas dele.
[...]
Nossas decisões podem mudar o rumo da nossa vida, mas pode ter certeza sempre sempre sempre escolha o amor. Porque o amor nós faz sentir vivos e poderosos assim como super-heróis.
O amor te faz forte e nunca pense que você é fraco porque dentro de nós sempre há aquele espírito rebelde que tá dá a sensação de poder voar, voar livre. Cada um tem um poder, só falta você descobrir o seu.
Afinal, nós somos o que? Mais uma pessoa no mundo? Acredito que não. Seríamos o que então? Super-Heróis?
FIM?
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