Super-Heróis?

23 Majo vs Paulo


Notas iniciais
Olá leitores. Saudades? Eu demorei mais que o comum dessa vez né. Bom, esse capítulo não tem nada muito impactante, mas os próximos estarão melhores (ou eu espero que estejam). Enfim, boa leitura!!!

Chegamos em um shopping e fomos primeiro na praça de alimentação, comi um sanduíche e fui em uma das minhas lojas preferidas de roupas. Depois que fiz minhas compras voltamos pra estrada até "Patrulha". Eu ia conversando com minha mãe e ouvindo música ao mesmo tempo, às vezes eu me perdia em meio a muitos pensamentos.

– Filha eu tava pensando naquela faculdade bem pertinho da cidade, você sabe qual é né?

– Sim, eu lembro, não deve demorar nem dez minutos pra chegar lá.

– E é a mais perto e tem boas recomendações, a filha da Mariana se formou lá, lembra dela?

– Lembro, a filha dela era a Irene né? Ela era bem alta, como esquecer.

– Sim, ela mesma. Ela se formou em direito.

– Mas eu não quero falar sobre estudos agora, nós estamos quase chegando e eu não quero ficar respondendo mil e uma perguntas sobre onde meus amigos estão para a delegada.

– O seu pai falou com o advogado da família, você não precisará falar nada se não quiser.

– Melhor assim, porque eu prefiro ir presa a dedurar os meus amigos.

– Você gosta muito deles não é?

– Sim, bastante.

Voltei para o meu mundo onde só existem três coisas: meus pensamentos, minhas ilusões e as músicas que acompanham esses meus momentos. No momento estou ouvindo: Never Gonna be Alone.

Af por que eu tô imaginando ele cantando essa música pra mim, essas ilusões são fodas. Continue no meu mundo e já não prestava atenção mais em nada. Quando acordei desse meu transe pude ver a minha casa. Tão linda como sempre, com aquele jardim digno dos Medsen's.

Saí do carro quase que correndo e toquei a campainha, minha mãe estava atrás de mim com uma cara tipo "Maria Joaquina você está bem?". Joana abriu a porta e logo que me viu abriu um sorriso de orelha a orelha. Ela me abraçou, um pouco forte, mas tá. Enfim entrei na casa e fiquei respirando aquele cheirinho delicioso de perfume da Natura.

Já era de noite e meu pai estava sentando no sofá lendo alguma coisa, ele se levantou para me receber e logo corri para te abraçar, como eu senti falta do abraço do melhor médico do mundo. Eu estava de volta a minha casa e poderia voltar a ter uma vida normal.

Uma semana depois...

Entrei no facebook pra ver as novidades e quem estava online. Não encontrei ninguém de interessante pra falar então resolvi mandar uma mensagem pra Valéria.

"Valéria, que saudades de você e de todos aí. Sei que só passou uma semana, mas eu amo muito vocês. As coisas aqui estão uma loucura, eu tive que falar com a delegada e menti dizendo que não tinha ideia de onde vocês estariam e que estávamos sem se falar. Meu pai me matriculou naquela faculdade que fica aqui perto e eu já começarei a estudar depois de amanhã. Eu vou cursar Moda e estou ansiosa porque é o meu sonho, mas é tão ruim realizá-lo sem vocês por aqui. Eu espero que as coisas aí estejam tudo bem e os casais bem felizes. Mande um grande beijo pra todos e é isso, sem muito sentimentalismo por favor. Te amo amiga."

Não eu não vou perguntar pelo Daniel, ia dar muito na cara que eu tô morrendo de saudades dele. Se bem que eu já fiz a burrada de confessar que ainda amo ele no aeroporto. Ele disse que era pra eu esperá-lo, mas será mesmo que ele vai vir pra cá por minha causa? Talvez ele só queira brincar comigo. Mas não, ele não é assim. — eu pensava.

Resolvi sair um pouco, passear pelas ruas. Tomei um banho, vesti uma roupa mais simples e saí. Eram 14:15, mas não estava fazendo muito sol. Andei até uma pracinha e passei pela sorveteria. Peguei um sorvete de morango e continue andando sem rumo, coisa que eu sempre quis fazer.

Parei em um banco pra terminar o sorvete e senti uma mãe em meu ombro.

– Olha só quem resolveu aparecer. A princesinha da Patrulha Salvadora.

– Paulo? Mas o que você tá fazendo aqui?

– Eu estou morando aqui, eu decidi ficar.

– O que você quer por aqui?

– Apenas viver uma vida normal.

– Sem mentiras, você sabe que não precisa fingir. Eu sei muito bem que você não ficaria aqui para ter uma vida normal, tem algo por trás disso.

– Muito bom seu raciocínio Maria Joaquina, mas logo logo você me ver subindo nessa cidade e ocupando os mais altos cargos que você possa imaginar.

– Você nem concluiu seus estudos, é só mais um marginalzinho no mundo.

– Isso é o que nós vamos ver. Eu conheço pessoas muito influentes por aqui e não vai ser muito difícil dominar tudo.

– Por que você não pega o dinheiro que roubou e dá um fora daqui?

– Porque eu quero mais que isso. Eu já consegui acabar com vocês e essa farsa de Patrulha Salvadora, agora eu vou mostrar que posso mandar nessa cidade.

– Você é um doente.

– Acho que você deveria se aliar a mim, seria bom pra você já pensou. Você nunca foi boa, sempre demonstrou seu lado má. Não adianta Maria Joaquina, essa é a sua essência.

– Eu posso ter errado muito sim, mas eu também tenho o meu lado bom e eu já demonstrei isso muitas vezes. Se você acha que eu irei me juntar a você, é melhor acabar com essa ilusão porque você já foi sucedido uma vez nos seus planos, mas na segunda pode não ter a mesma sorte.

– Você tem noção do quanto é ridículo você querer dar uma de boazinha? Mas o que eu quero saber mesmo é onde estão os seus amigos? Se acovardaram e não vão voltar é?

– Você acha mesmo que eu vou te dizer alguma coisa Paulo. Eu só espero não ter que olhar muito pra sua cara, porque eu não quero arranhar rostos alheios.

– Isso, mostra as suas garras, adoro ver você nervosa.

Apenas me levantei do banco e deixei ele falando sozinho. Como uma pessoa que conviveu tantos momentos com a gente se transforma em nosso inimigo assim? O pior é que eu ainda devo bater de frente com ele muitas vezes.

Notas finais
E se a Maria Joaquina se aliasse ao Paulo? Estão gostando? Deixem seus comentários, porque é muito motivador, obrigado por lerem e também aos que comentarão. Até o próximo!!!