Super Freak
1 She's All Right
Notas iniciais
— O... o que? – Rose Weasley apertou as pálpebras com força e franziu sua testa. Abriu os olhos devagar se acostumando com a claridade. – Que porra...?
—Você estava dormindo.
Rose olhou o garoto a sua frente franzindo a testa ainda mais. Não sabia se era pelo garoto ser muito branco ou se era pela cor loira quase platinada de seus cabelos, mas naquele momento Scorpius Malfoy parecia que estava brilhando na sua frente.
—Você 'ta brilhando? – a garota perguntou impressionada. Ela tirou seus cabelos ruivos e bagunçados do rosto e piscou os olhos para então olhá-lo mais atentamente.
—Você estava dormindo. – ele repetiu, sem responder a sua perguntar.
Rose o mirou confusa e limpou um pouco de baba que escorria pelo seu queixo.
—É, acho que sim.
—Você estava dormindo. Em uma biblioteca. – ele falou devagar, como se não soubesse se a garota iria conseguir entendê-lo se ele falasse normalmente.
A ruiva olhou ao redor vendo a montanha de livros ao seu lado e todos os outros nas prateleiras. Estava fora do alcance de vista da Madame Pince porque que tinha algo na biblioteca que sempre a fazia cair no sono e a bibliotecária não tolerava ninguém cochilando em sua biblioteca.
—E você me acordou? – ela perguntou, se ajeitando na cadeira e fechando o livro: “O Guia de 5 passos para se tornar uma sereia” e colocando ele na pilha ao seu lado.
Scorpius corou e desviou o olhar para seu colo.
—Você acordou sozinha. – ele murmurou.
Rose deu de ombros e pegou um chiclete Baba de Bruxa no bolso.
—Quer? A gente pode dividir. – ela disse.
—Ah... claro. – ele disse. Rose abriu a embalagem e mordeu metade do chiclete. Ela esticou o braço e deu o resto do chiclete para Scorpius. – Obrigado. – ele sorriu e a olhou com cuidado. – Nós nunca falamos... nem sei se sabe meu nome.
—É claro que sei seu nome, Scorpius. – Rose sorriu achando graça. Ela fez uma bolha com seu chiclete antes de responder. – Você é melhor amigo do meu primo e nós temos aulas juntos desde o primeiro ano.
—Sim! Claro, sim! – Scorpius disse rapidamente com o rosto ainda mais corado. Rose sorriu novamente, o rosto dele normalmente era sempre tão pálido, mas agora ele parecia até que havia se queimado no sol. – Albus já falou de mim para você? – ele quis saber curioso.
—Bem... algumas vezes. – ela respondeu. — Onde ele está agora? Vocês sempre andam juntos. – disse. – Tio Harry diz que deve ser karma o modo como vocês são grudados pelo quadril. – brincou.
—Ele me disse que ia achar Lorcan para dar uns amassos. – Scorpius contou a fazendo rir.
—Bem, eu já vou. – ela disse acenando a varinha para ir levitando os livros para suas prateleira. – Nos vemos por ai, Scorpius. – ela o deu um beijo na bochecha e saiu da biblioteca com a mochila arrastando no chão.
Scorpius respirou fundo e olhou a foto e a câmera escondida em seu colo. Na foto recém tirada Rose Weasley dormia profundamente. Ele suspirou aliviado que a garota não tinha percebido que o que a acordara tinha sido o flash da sua câmera.
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—Rose Weasley e Scorpius Malfoy. – disse Professor Longbottom lendo da sua lista de alunos.
Scorpius engoliu em seco e desviou o olhar para Albus em pânico. Seu melhor amigo gargalhou, mas logo parou quando o professor anunciou que ele ficaria em dupla com Thomas-Alexander Zabini o colega de dormitório deles que Albus simplesmente odiava e tinha uma rixa desde o primeiro ano.
—Não acredito. – ele bufou quando Zabini lhe deu uma risadinha do outro lado da estufa. – Longbottom só pode estar fazendo isso de propósito! Semana passada eu disse na frete da sala toda que Zabini é um filhote de trasgo horroroso e...
—Você acha que Rose gosta de mim? Digo, não gostar gostar, mas só... gostar? – Scorpius murmurou também olhando para o outro lado da sala onde Rose Weasley conversava com Adelaide Burke.
—... e que se eu pudesse eu iria o transfigurar em uma batata para sempre. – continuou Albus.
—O que? – Scorpius franziu a testa se virando para o amigo.
—O que? – Albus jogou de volta. – Merda! Ele está vindo pra cá. – resmungou vendo Zabini vir e atrás dele vinha Rose Weasley.
—O que acha de irmos pesquisar sobre essas plantas hoje depois do almoço? Na biblioteca? – Rose perguntou parada em sua frente. Scorpius assentiu, sem conseguir falar nada, só conseguia notar como alguns fios de cabelos haviam escapado do seu rabo de cavalo alto. – Ótimo, mas tenho que te falar eu tendo a dormir na biblioteca. – ela riu. – Mas você já sabe disso, né? Enfim, eu particularmente adoro Herbologia e você? Bem, talvez seja porque eu amo o Professor Longbottom! Ele é amigo dos meus pais, sabia? – ela começou a falar sem freio enquanto gesticulava com as mãos
Scorpius só tinha tempo de concordar com a cabeça e tentar entender o que a grifinória estava falando que pelo o que ele conseguiu entender era sobre suas aventuras épicas com plantas. E sobre como estava tentando virar uma sereia ou pelo menos parte peixe. Ela contou que até tinha conseguido fazer algumas escamas. Scorpius ficou muito impressionado.
Quando a aula acabou Rose o deu um beijo na bochecha e disse que o via por ai. Assim como havia feito na biblioteca algumas semanas antes.
—Argh. – Albus apareceu ao seu lado enfiando seu livro de herbologia com força em sua bolsa. – Odeio aquele Zabini. – resmungou. — Ele é realmente um filhote de trasgo.
—Você não disse ontem você disse que ele era uma gracinha depois que ele fez uma piada sobre corvinos na aula de Transfiguração? — Scorpius perguntou arrumando seu livro e seus pergaminhos com anotações com cuidado para sair da sala.
—Isso foi ontem, Scorpius. – Albus revirou os olhos amassando seu pergaminho dentro da bolsa. — Agora ele é um filhote de trasgo novamente e eu obviamente o odeio. – deu de ombros. – Mesmo que às vezes eu tenho um lapso de julgamento... sempre passa.
—Certo. Porque isso faz total sentindo. — Scorpius murmurou para si mesmo. Ele observou pela janela rose correndo de mãos dadas com a Burke bagunçando ainda mais seu rabo de cavalo.
—O que você está olhando? – Albus se esticou para ver também. – Ahhhh, claro que é a Rose. – Albus riu. – Você estava muito vermelho enquanto ela falava com você – ele contou saindo da estufa atrás de Scorpius. – Você tem esse complexo perto dela, sabia disso? – deu uma risadinha. – E o que ela tanto falava? Ela tem essa mania de que quando começa a falar de alguma coisa... não para nunca.
—Eu gosto de a ouvir falar. – Scorpius disse baixinho.
—Você está apaixonado por ela ou coisa do tipo? – Albus questionou, arqueando uma sobrancelha. – Porque se você estiver eu só tenho a lhe dizer, meu amigo, é que você ‘ta cheirando muito pó de fada. E isso não faz bem pra cabeça não. – ele disse. Scorpius riu porque Albus era igual a prima quando começava a falar não parava nunca. – Olha só! Zabini está me encarando. – reclamou. – Ele gosta de me irritar, Scorpius... eu totalmente não vou com a cara dele.
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—Eu estou totalmente dando uns amassos em Thomas-Alexander Zabini. – Albus contou casualmente, comendo mais um pedaço da sua torrada. Scorpius o olhou desacreditado. – O que? Ele disse que é afim de mim, acredita? E ele é muito lindo, preciso admitir, acho que vou sair com ele... ou pelo menos dar mais uns amassos.
—Você disse que não ia com a cara dele semana passada.
—Isso foi semana passada, Scorpius. Agora eu quero beijar ele até meus lábios caírem. – Albus murmurou de boca cheia. Scorpius revirou os olhos confuso e voltar a olhar para frente onde estava a mesa da Grifinória. – Ele está totalmente me olhando agora... será que se eu sair ele vem atrás de mim? – Albus perguntou. – O que acha, Scorpie? Você... você 'ta encarando a Rose de novo? – Albus perguntou.
Scorpius desviou o olhar de Rose Weasley que comia um bolinho na mesa da Grifinória e sentiu o rosto corar.
—Não, não.
—Você 'ta começando a me assustar. – disse Albus apontando a torrada para a cara do amigo. — ‘Cê ta obcecado com a minha prima.
—Eu não to obcecado pela sua prima. – Scorpius se defendeu. Albus arqueou a sobrancelha. – Bem... só um pouquinho obcecado.
—Esquisito, isso é esquisito, Scorpius. – Albus riu. – Eu sei que você tem uma foto dela dormindo na biblioteca e não quero nem saber como conseguiu isso porque isso é esquisito, ouviu? E... merda, Zabini está vindo aqui...
Enquanto Albus flertava descaradamente com Zabini ao seu lado, Scorpius ficou fingindo que não estava observando Rose Weasley
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Scorpius e Rose se encontraram todos os dias da semana depois do almoço na biblioteca estudando para o trabalho. Bom, pelo menos Rose estudava enquanto Scorpius ficava a encarando lendo. E quando ela o contava uma das muitas histórias delas, principalmente sobre os primos, ele adorava a ouvir falar.
Durante o tempo em que ela estudava e ele a encarava Albus aparecia de vez em quando com Thomas-Alexander Zabini em seu alcanço para irem para a área deserta da biblioteca o que Scorpius gostava muito porque isso fazia Rose rir, o fato de Albus estar achando que engana alguém quando diz para eles que não está se apaixonando por Zabini.
E Scorpius simplesmente a achava linda demais. Quando sorria. Quando franzia a testa para pensar. Ela tinha os cabelos mais lindos do mundo. A risada mais linda do mundo. E o cheiro... Merlin, ela cheirava tão bem. Scorpius sorria pensando o quanto ela cheirava extremamente bem. E ela tinha aquilo no rosto. Para Scorpius Malfoy, Rose Weasley tinha estrelas em seu rosto, os leigos chamam de sardas, mas para Scorpius era uma linda constelação em suas maças do rosto e nariz.
Uma tarde ela trouxe um objeto trouxa que ele ouvir falar em sua aula de Estudos dos Trouxa walkman dos anos 90. Ela tocou para ele algumas das suas músicas preferidas, mas a que mais o marcou era Super Freak. Ele não entendeu quase nada da música ou o que ela significava, mas sabia que Rose Weasley era uma Super Freak.
E Scorpius estava apaixonado. E isso era um fato.
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— O que você está fazendo?
Rose sorriu confusa quando Scorpius se jogou com tudo do outro lado da mesa. Ela colocou seu garfo do lado de prato.
—Eu não consigo me concentrar em nada! – Scorpius exasperado. Ela o olhou ainda mais confusa. Scorpius havia invadido a mesa da Grifinória e se sentado na frente de Rose. Seu rosto estava extremamente vermelho e ele gesticulava fortemente.
—Você é... droga, Rose, você é tão incrível. – ele falou as mãos bagunçando o próprio cabelo. – Tudo o que você faz e o que você diz... e o modo como você diz... você é apaixonante...
Rose corou até a raiz do cabelo algo que nunca tinha acontecido entre eles, já que era sempre o sonserino quem corava.
—Eu...
—O que eu estou tentando dizer é que... Eu gosto de você. Eu gosto muito de você. – ele respirou fundo, tentando ignorar os olhares curiosos em suas costas. – Eu tenho essa foto sua...da primeira vez que a gente se falou de verdade. – contou. – De quando você acordou e eu estava lá... você acordou porque eu tirei uma foto sua enquanto dormia e eu sei que isso é meio esquisito, mas eu não sabia como falar com você e... você é apaixonante. – ele respirou fundo e tirou da sua capa do uniforme a foto amassada e colocou em cima da mesa. – Então, eu perguntei Albus o que eu deveria fazer, o que eu admito é algo idiota de se fazer porque o que ele me disse é que eu deveria fazer o gesto romântico mais estúpido que eu conseguisse pensar e... eu vou fazer. – ele disse. – Aqui vai, Rosie.
—Scorpius... – ela tentou segurar o sorriso.
— She's all right, she's all right. That girl's all right with me, yeah. – ele começou a cantar baixinho olhando para as velas no teto do Salão Principal. — She's a super freak, super freak. She's super-freaky, yow. Super freak, super freak.
—Você está cantando Super Freak para mim? – Rose perguntou com um sorriso feliz estampado no rosto. Ela segurou a mão de Scorpius enquanto ele continuava a cantar.
—Sim, estou.
Rose deu uma risada alta e se debruçou na mesa o dando um beijado estalado nos lábios. Scorpius piscou surpreso e então retribuiu o beijo que a menina lhe dava. Foi calmo e delicado, mas ele sentiu os famosos diabretes no estômago e abriu um olho vendo as estrelas na maçã do rosto da grifinória.
Quando se separaram Scorpius tocou o rosto dela, encontrando a palma quente no rosto dela e sorriu podendo ver mais de perto as sardas espalhadas pelo rosto dela. Ela aproveitou para lhe dar mais um beijo estalado com um sorriso no rosto.
Rose pegou a foto em cima da mesa com um olhar travesso.
—Bem... eu durmo bastante, então, você não vai precisar mais dessa foto. — ela disse. Scorpius sorriu bobamente e fingiu não escutar a algazarra que Albus estava fazendo da mesa da sonserina. – Agora, Scorpius Malfoy, cante mais para mim. – ela pediu.
Scorpius corou um pouco quando viu toda população estudantil de Hogwarts o olhando, mas virou o rosto para Rose e sorriu feliz sentindo a quentura do seu rosto ir se dissipando.
— She's a very special girl…
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