Sunshine & Moonlight
1 Uma Amizade..Despedaçada
Notas iniciais
Andrew Lights olhava pela janela do seu quarto a casa de seu vizinho e seu melhor amigo Stheven Sunshine e sentia tristeza: suas coisas já estavam no carro e ele teria que deixá-lo sem nem dizer um simples adeus.
– Andrew, vamos! – Andrea, sua mãe, o chamou ao abrir a porta – O carro está nos esperando, não há tempo para se perder!
– Eu não quero ir! Eu quero ficar – o pequeno garoto ruivo de dez anos estava com seus olhos marejados – Eu quero ficar com o Stheven, eu o amo!
Andrea não ficou assustada, ela já sabia daquilo. Sabia dos olhares, de como os desenhos do filho(ou pelo menos a maioria) era sempre dele e do melhor amigo sendo um casal ou se casando e tendo uma família feliz. Ela queria deixar ele dar um adeus, ela queria ficar naquela cidade, só que o filho tinha feito um erro que ninguém sabia, um erro que custou a vida daquela família naquela cidade.
– Andrew, vamos AGORA! – O pai de Andrew, Antony gritou lá de baixo, ele estava muito irritado por causa do filho, mais precisamente de seus gostos – Andrea, pegue o seu filho e desça agora
– Já Estou indo! Babaca – sua mãe sussurrou e deu um aviso ao filho – Filho se você um dia se casar com uma menina ou com um menino, ou até mesmo com o Stheven – ela deu um sorriso ao ver os olhos do filho brilharem ao citar o melhor amigo dele – Sempre trate essa pessoa com carinho e não como o seu pai me trata. Lembre-se disso!
– Ok, mamãe, eu vou lembrar! – o garoto disse abraçando a sua mãe
[…]
– Olha o que eu tenho para vocês! – Antony tinha 2 catões de identidade, que ele deu para a esposa – Voilá!
– Identidades falsas? – Andrea disse sem entender nada – Austin e Marie Moonlight?
– Não são identidades falsas, são suas novas identidades, seremos, de hoje em diante, a família Moonlight! – Antony disse com um tom de felicidade extrema – Eu pintarei meu cabelo de ruivo, você de castanho e você, Austin, pintará seus cabelos de preto e colocará lentes de cor verde
– Antony, isso pode ser muito confuso para o garoto – Andrea sussurrou no ouvido do marido – mesmo para o que ele fez, isso pode confundir ele!
– Não se preocupa mãe – ele olhou para o chão e colocou as lentes lentamente para não machucar os olhos – Eu consigo fazer isso
– Esse é meu homenzinho! – ela se abaixou para ficar na altura do filho e deu um pequeno sorriso para ele – Como você conseguiu colocar lentes de aumento?
– Aprendi na apresentação da escola – Andrew disse – naquela dos vampiros, sabe?
– Sei, sei sim. – Andrea se levantou e pegou a mão do filho – Vamos filho, tá na hora de entrar no carro
– Mas eu nem dei tchau pro Stheven, eu quero dar tchau pro Stheven! – ele começou a tentar se debater para se soltar da mão da mãe
– Não vai ter tchau pro Stheven – ela disse segurando o choro e levando ele para o carro – Não vai ter nunca
– Mas eu quero! – ele gritou enquanto chorava dentro do carro – Eu quero dar tchau pro Stheven
– Você vai dar, filhote – Antony falou rindo – Você vai dar... no dia que os porcos voarem!
[…]
– Como assim, o Andrew foi embora? – Stheven, ainda vestido com o terno do funeral de seu pai, parecia não entender o que seu tio tinha dito – Porque ele foi embora?
– Não sei, Sthe, Andrea apenas disse que eles iam embora. – Anderson, tio de Stheven disse – Mas ele deve te ligar, Stheven não se preocupa!
– Agora vai dormir, você já sofreu muito hoje! – Sabrina, a mãe de Stheven deu um beijo no menino que dormiu com o terno do funeral e já estava babando
Ela e o irmão saíram de fininho para não acordar o pequeno e foram direto para a cozinha onde sentaram e ficaram em silêncio até Anderson começar a conversar.
– Sabrina, eu queria te contar isso semana que vem mas, vou me mudar com Karen e Sanders para Sunset River – Anderson disse ao dar um copo de café para a irmã – O caminhão de mudança chega amanhã
– Para quê se mudar para cá? – Sabrina estava surpresa – Não precisa se mudar só por causa do Jeremy
– Na verdade, o trabalho me mandou para cá – Jeremy começou a rir ao ver a cara de vergonha da irmã – eu falei que tinha acabado de perder o cunhado e meu chefe me disse que tinha uma filial da galeria de arte em LA e me direcionou para aqui
– Que bom, pelo menos você poderão me ajudar – Sabrina ficou cabisbaixa – Sabe, mesmo o amigo do Stheven sendo culpado por isso, o babaca do Antony cismou que eu ia querer levar o Andrew para o internato ou fazer ele ser preso. Mas tem algo não me cheirando muito bem
– Sabe o que não me cheira? Você descobriu que o melhor amigo do seu filho ser o culpado pela morte do seu marido e não fez nada! Absolutamente nada – Anderson deu um gole em seu café
– Anderson, você sabe que eu não o amava, eu sentia nojo. Eu pensava que ele poderia ser uma imagem paterna para ele, mas ele era muito bruto, quantas vezes eu tinha que contar uma desculpa esfarrapada para as professoras da escola dizendo que o Stheven caiu, brincou de espadinha e se machucou ao invés de dizer que ele tinha levado um soco, um tapa ou as vezes, até um chute do pai? – Sabrina deu mais um gole do café – Quando ele morreu, fiquei com pena, senti uma parte minha morrendo mas ao mesmo tempo senti um alívio, o Stheven não ia mais sofrer, não ia mais levar surra, a infância dele ainda teria uma salvação, a adolescência dele teria uma salvação! – ela deu um tapa na mesa, assustando o irmão – ele não se tornaria um adolescente violento – ela sem querer derrubou a xícara de café, a quebrando no chão – Mas agora o babaca do Antony levou o coitado para longe e eu não sei mais o que eu vou fazer! – ela gritou e em seguida começou a chorar – como aquele garoto pode matar o meu marido? Tem algo de errado Anderson! Tem algo de errado e eu vou descobrir
Muito menos Anderson e muito menos o pequeno Stheven de trás da porta da cozinha soube, mas um dia, ela estava certa e a verdade seria descoberta, mas não por ela...
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