Notas iniciais
Bom dia, boa tarde, boa noite! Aqui estou eu participando desse desafio maravilhoso pelo 7º ano seguido! Adorei que dois números que eu amo se misturaram, 7 e o 24 do ano. Sim, eu tenho essas peculiaridades. θλίψη (thlípsi): tristeza, luto Palavra do dia 1: diorama - réplica tridimensional de uma cena ou uma paisagem; paisagem, panorama. [Essa palavra inclusive vem do grego, olha que coisa.] Boa leitura! Vamos acompanhar um dos melhores casais da mitologia grega ♥

Nunca alguém havia sentido tanto ódio quanto Apolo sentia de si mesmo naquele momento.

Ele era o deus das profecias. Como pôde não ter previsto aquilo?

Por que lançara o disco tão longe? Por que não acompanhara Jacinto enquanto ele corria atrás do objeto?

Estranhando a demora, ele foi até lá… mas chegou tarde demais. Agora, Apolo segurava o corpo de seu amado, desesperado, lágrimas escorrendo sem parar pelo rosto.

Sua tristeza era tanta que, embora faltassem algumas horas para anoitecer, o sol parou de brilhar imediatamente, escurecendo todo o diorama da região; como se alguém simplesmente apagasse uma lâmpada.

Notas finais
Já começa com uma metáfora básica pra que a palavra se encaixe na cena que eu tinha planejado. Até porque nem existiam dioramas na Grécia antiga, o negócio foi criado no século XIX kkkkk Pra quem não conhece ou não lembra do mito de Apolo e Jacinto, aqui vai um resumo da versão que eu mais conheço: Apolo se apaixonou por Jacinto, que correspondeu, e os dois se envolveram. Um dia, eles estavam jogando um jogo de lançamento de discos, e Apolo lançou o disco com tanta força que foi parar lá longe, e Jacinto foi atrás. Mas aí Zéfiro, deus do vento oeste, que também queria Jacinto e sentia ciúmes, fez o disco desviar da rota e acertar a cabeça do moço, que morreu. Então Apolo criou a flor jacinto do sangue dele. E aí vão acontecer muitas outras coisinhas aqui na história.