Notas iniciais
estou postando essa história em uma pseudo primeira pessoa, dê a sua opinião, se vocês preferem assim, ou em 3a ou em 1a pessoa :D

O ataque veio firme, o barulho do impacto parecia ser o de uma bomba e fez Kuhn recuar alguns passos, mas tenho de admitir, o cabeça de pedra aguenta os golpes com firmeza, mesmo aquele Maned Boar sendo do elemento vento o meu monstro pareceu mal sentir o ataque.

O preocupante era a quantidade deles, cinco no total.

Assim que cheguei à ilha voadora (sim eu tenho uma agora :D) a Ellie me passou algumas informações sobre as runas, que podemos anexar a energia delas à energia do próprio monstro e assim melhorarmos as capacidades e habilidades deles, me falou sobre os usos dos cristais, não só para invocarmos criaturas, mas podemos trazer elas de volta a vida sem precisarmos entrar no ambiente novamente, assim como os pergaminhos, como os sábios conseguiram copiar as energias dos cristais em pergaminhos raros, e em outros casos acumular centenas de cristais em um pergaminho só, podendo assim invocar criaturas extremamente poderosas com mais facilidade.

Uma coisa sobre os ambientes, eles parecem ser ilhas conectadas por um tipo de energia, que formam uma cúpula em cada lugar, cada vez que você entra em um, pelo que parece você é enviado a uma cópia daquele lugar, então se outro invocador atravessar a cúpula indo para o mesmo ambiente que você, vocês não vão se encontrar por que cada um estará na sua própria cópia, legal né? Isso para todos os ambientes inclusive para as masmorras de Cairos. A única diferença é na Torre de Ascensão, onde cada entrada do andar tem uma dessas cúpulas na porta, então caso você fique parado na entrada pode ser que encontre outro invocador subindo. E é claro na arena isso também não ocorre.

Outro ataque me faz voltar a atenção onde realmente importa, os cinco javalis atacando meu monstro, mas se eles acham que eu vou deixar isso barato estão enganados. Mesmo não usando meu corpo físico para poder interferir na luta os monstros que tem contrato comigo acompanham meus pensamentos e desejos, lógico que eu não controlo cada movimento deles, mas a ideia geral eles sacam assim que eu penso. Nesse caso eu queria que meu Sieq ficasse escondido até a melhor oportunidade.

Um salto rápido pega pelas costas um dos Boar, um de vento; meu cão é esperto e nem precisa dar um segundo golpe. Os quatro outros tentam atacar o meu Hellhound por ser mais frágil, porém, todo o dano que foi causado por eles desaparece assim que o meu último mob que estava na retaguarda aparece. A Elucia cura o Sieq sem problemas, agora com os três juntos não haverá problemas. O Sieq uiva aumentando o ataque e o dano causado por ele e por seus amigos, após isso o Kuhn desaparece de vista, eu olho pro alto e ele está quase que voando, é engraçado ver uma criatura de pedra pular tão alto, porém não deve ser nada engraçado pros javalis quando um golem de umas duas toneladas cai em cima deles, matando quase todos e paralisando o ultimo vivo. Presa fácil pra mordida do Hellhound.

Ellie havia me dito que quanto mais fundo eu entrasse na floresta Garen mais forte e em maiores quantidades os monstros selvagens iriam aparecer, mas na verdade eu quero testar até onde consigo chegar. Eu estou empolgado por ser um invocador, e adoro a companhia deles aqui comigo. Assim que a luta acaba eu sinto minha essência voltar ao normal, sempre é assim; um invocador não pode ser ferido antes de qualquer criatura derrotar os monstros que ele tenha levado para entrar na cúpula, e somando o fato que os invocadores podem teleportar de volta pra sua ilha quando quiser isso torna a morte de um de nós muito rara. Pelo menos foi o que a Ellie disse, mas mesmo assim eu devo ficar atento.

– Iruniiiiiiiiii – a voz estridente da elfa ecoava na floresta. Era sempre assim, sempre que a luta acabava a Elucia corria pra conferir se eu estou bem, ela é super zelosa, mas é bom ter alguém pra conversar, o Sieq e o Kuhn são meio caladões.

– Estou bem Elu não precisa se preocupar, e você? Ocorreu tudo bem? Está machucada?

– Estou bem, sua estratégia deu certo, (ela fala pegando na ponta das orelhas) não vou nem precisar curar o Kuhn ele nem ta arranhado, os porquinhos nem tiveram chance. — ela fala enquanto chega perto pra me examinar, perto até demais, e eu me afasto um pouquinho.

– Aiaiai, eu não mordo bobinho, quero só ver se você está bem, posso te curar se quiser.

– Já disse estou bem – ainda meio encabulado.

– Mas diga Iruni, nós vamos continuar avançando? Parece que os monstros selvagens estão ficando mais fortes. — consigo notar um pouco de preocupação na sua voz, mas não sei dizer se ela está preocupada comigo, com ela ou com os outros, mas não pretendo voltar agora, soube que há um Inugami no centro da floresta chamado Anúbis e quero vê-lo com meus próprios olhos

– Não Elu, nós vamos continuar por mais um pouco estamos indo bem. — Decidi.

Após recomeçarmos a caminhada encontramos mais alguns monstros, plantas carnívoras, árvores malditas até mesmo cogumelos nos atacaram, mas foi relativamente fácil, fácil demais, parecia que a floresta Garen não seria um desafio tão grande assim, logo encontraríamos a saída da cúpula e terminaríamos esse ambiente. Enquanto pensava na vitória do local vimos uma clareira, com uma grande pedra ao lado. Dava-se para sentir a energia que emanava de lá, havia algo diferente de todos os monstros que encontramos até aquele momento.

Fui avançando devagar, o Kuhn estava logo atrás de mim, Sieq ao meu lado, e Elucia bem mais atrás, o engraçado é que eu nem cheguei a ver o ataque, se não fosse o golem eu teria testado a informação que realmente sou invulnerável enquanto eles estão comigo ou perderia minha cabeça. Um grande barulho de impacto veio por trás de mim; consegui me virar a tempo de ver o braço do Kuhn protegendo meu pescoço, pedaços de pedras espalhavam-se pelo chão. Olhava espantado para aquela cena enquanto um vulto gigantesco pulava sobre nos.

Já tinha visto figuras de Inugamis, mas aquele era absurdamente maior, a baba que caia de sua boca dava pra afogar um daqueles javalis, as garras eram do tamanho do Kuhn. Era enorme.

O ataque da Elu saiu antes mesmo que eu pudesse pensar, raios de gelo brotavam do chão e tentavam congelar as patas do Anúbis, mas o animal era resistente e o gelo partiu. O Sieq havia uivado e estava circundando o seu alvo para atacá-lo por trás, porém, com uma única patada certeira o Hellhound caiu e desapareceu.

Kuhn já estava no ar e o impacto com a terra fez o local tremer, o grande lobo parecia ter sentido o impacto, não estava paralisado, mas definitivamente mais lento, outros raios de gelo saíram do chão, a Elucia não parava de atacar, meu golem se defendia como podia, uma patada atrás da outra, até que uma delas conseguiu arrancar um grande pedaço de pedra que protegia seu peito. Gritei para Elu que curasse ele, mas mesmo com a cura dela o ataque seguinte partiu Kuhn em pedaços. Eu olhava conforme as pedras caiam em câmera lenta, aquilo não deveria estar acontecendo. Estávamos indo sem esforço, passando por todos os monstros, aquele ali não deveria ser tão forte assim.

Recuperei-me ao ver Elucia gritar e olhar com cara de pavor enquanto o animal olhava de volta e avançava em sua direção. Não pensei duas vezes, me teleportei com todos de volta para casa.

Estava de volta na minha ilha, derrotado, meus mobs feridos, meu orgulho pisoteado. Elu ainda estava assustada, mas aos poucos estava se recuperando, Sieq e Kuhn estavam sendo reconstituídos através de suas essências. Eu havia perdido, e feio.

Tinha que ficar mais forte, jamais queria passar por aquilo de novo. Estava na hora de Evoluir...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.