Summoners War - um novo começo
1 A convocação
O portal fechava-se atrás dele, assim que o atravessou sentiu um arrepio na espinha, era a primeira vez que havia sido chamado ao conselho dos magos. Havia estudado por 5 anos mas nunca havia conseguido se tornar um invocador, sempre falhava nas provas mesmo seus professores dizendo que possuía talento.
Havia 2 dias que tinha recebido uma mensagem do conselho, lhe avisando da reunião, a ansiosidade o fazia pensar várias coisas ao mesmo tempo ? Seria expulso ? Seria banido ? Ganharia sua própria ilha de invocador sem precisar fazer os testes ? As idéias fluíam com rapidez em sua mente, e somente após atravessar o portal que seu cérebro parou.
O portal o havia deixado de frente a uma escadaria de mármore branco, o suficiente larga para que 5 pessoas pudessem andar lado a lado. Acompanhando as escadas, a cada dez degraus, haviam estátuas guardiãs que disparam raios em inimigos. Conforme ele ia subindo, conseguia ver várias ilhas flutuando ao redor do palácio onde fica o Conselho dos Invocadores e a Arena. Até onde a vista alcançava conseguia ver pequenos pontos voadores, as casas e bases de milhares de invocadores, lutando entre si para conseguir os cristais de energia. Esses cristais contém energia bruta que pode ser moldada de acordo com a vontade e habilidade do invocador e um pouco pela sorte, fazendo que ele, ou ela, seja capaz de recriar essa energia em forma de uma criatura. Mais de 400 criaturas foram catalogadas até hoje, porém, conforme invocadores habilidosos vão surgindo, mais e mais monstros diferentes vão aparecendo e sendo criados.
Como esses cristais são valiosos logo as lutas entre eles se tornou inevitável, e a luta cresceu e virou uma guerra, que quase destruiu todo o continente. Para evitar isso, os maiores invocadores se reuniram e criaram o conselho. Que agora só permite lutas entre invocadores na arena, um local determinado, e onde somente um contra um podem se enfrentar.
Enquanto pensa nisso, os degraus acabam. O jovem encontra-se de frente a uma grande porta, o símbolo do Conselho em formato de maçaneta. Porém antes mesmo que pense em batê-la a porta se abre.
Logo na entrada Lycana, uma dos membros do conselho está esperando
- Finalmente, estávamos achando que você não viria, Durand disse que assim que chegasse você deveria entrar em contato com ele. Não gosto de ser usada como garota de recados, então já estou indo. Ahh ele está no segundo andar, segunda porta.
Após trocar algumas palavras com o rapaz a invocadora desce as escadas e um portal se abre para ela, e ao atravessar ele se fecha, deixando ele novamente sozinho.
“Então foi Durand que me chamou” pensou ele. Um dos maiores invocadores de todo o continente. Todos dizem que ele poderia ser líder do conselho se não fosse tão desleixado e relaxado. Mas era poderoso e todos sabiam, então não seria sábio deixá-lo esperando.
Subiu as escadas internas, grandes degraus cobertos com um tapete vermelho e grosso. Por dentro o palácio era tão imponente como por fora, cristais emitindo luz estavam presos em cada pilastra do local. O primeiro andar era espaçoso, para não falar gigante, e de frente com a porta de entrada estava a escadaria, enquanto ao lado esquerdo e direito portas fechadas decoravam o local.
Conforme subia, o rapaz reparou que o corredor do segundo andar possuía pinturas de vários invocadores, alguns famosos, outros membros do conselho, havia dezenas, ou centenas, não sabia dizer. Enquanto olhava as pinturas e andava, se deparou com a porta indicada por Lycana. Respirou fundo e bateu três vezes.
- Entre – Foi só o que ouviu pelo lado de fora.
Ao empurrar a porta o jovem se espantou, um autêntico laboratório de pesquisa estava a sua frente. A esquerda vários cristais que nunca tinha visto estavam suspenso em pleno ar e emitindo uma aura mágica de cima de uma mesa. A sua direita pilhas e pilhas de livros e pergaminhos, alguns lidos e abertos, outros ainda lacrados. A sua frente uma grande mesa de carvalho com ainda mais livros empilhados sobre ela, chegando quase a dois metros de altura. O local possuía uma luz azulada e um cheiro forte de almíscar, como uma fumaça adocicada, olhava procurando alguém mas a sala parecia vazia.
Alguns segundos após entrar ouviu uma voz – Olá – e de trás da pilha de livros sobre a mesa estava Durand e seus inconfundíveis cabelos vermelhos e seu sorriso largo. Diziam que ele nunca perdia o bom humor, mesmo tendo o fim do mundo a sua frente. Mas mesmo com essa fama de bonachão e despreocupado o jovem invocador conseguia sentir uma poderosa aura mágica vindo dele, sem dúvida era uma pessoa de alto nível.
- Então você é o jovem que os professores martelam a minha cabeça? Aquele “bom demais” para nossos testes ?
- Desculpe senhor, não sei dizer – respondeu encabulado e confuso
- Pare com isso de senhor, conhece meu nome não é ? Pode me chamar de Durand. E você? Tem nome ?
- Iruni, senhor .
- Já falei para parar de me chamar de senhor- replicou – Bem Iruni, sabe o por que está aqui ?
- Não, simplesmente me pediram para que viesse hoje.
-Entendo, pois bem, alguns professores me contaram sobre você, que você é bom, é talentoso, porém não consegue tirar boas notas. Eu entendo bom como é , eu era assim também. Odiava as avaliações, ficava nervoso, errava o básico ou simplesmente fugia e nem aparecia.
Aquilo era confuso para Iruni, já estava a ponto de desistir da escola de Invocação, seria por isso que seus professores haviam pedido para que Durand falasse com ele, para incentivá-lo a não desistir?
- Então estava pensando que se você for tão bom quanto eles dizem é uma pena perdermos você só pelo fato de você ter notas baixas. Por isso te proponho um teste. Diferente daqueles que você faz, um teste prático.
- Senhor não... quero dizer, Durand, não entendo o que quer dizer.
- Eu vou lhe explicar, ou melhor vou lhe mostrar, me siga.
Após a curta conversa, ambos saíram da sala e andaram por alguns corredores, entraram em uma porta que levava a uma escada em espiral e começaram a descer.
Ao descerem por alguns minutos chegaram em outra porta, desta vez trancada. Durand retirou a chave de dentro da manga de suas roupas e a abriu.
Iruni ficou deslumbrado, a sala era grande, uns seis metros de altura e uns dez metros por quinze, e no centro um gigantesco hexagrama. Algo que só havia lido e estudado sobre.
O invocador estava boquiaberto, e logo que percebeu que Durand o olhava com interesse percebeu o quanto patético deveria parecer. – Você sabe o que é isso? – Indagou o mago do conselho.
- Sei, um hexagrama, serve para invocarmos monstros.
-Então também deve saber o que é isso – enquanto ia falando abriu uma caixa e la dentro um cristal rosa emanava uma poderosa energia.
- Sim- respondeu – é um cristal de mana, é dele que tiramos a energia para moldarmos os monstros.
-Exatamente, não entendo como consegue ter dificuldades nas suas notas – disse sorrindo. – Pois bem está pronto para o seu teste ?
Durand não precisou explicar, o jovem sabia o ue devia fazer. Segurou o cristal e o tirou dentro da caixa. Sentia a energia percorrer pelos seus dedos, levou ele até o centro do hexagrama e se concentrou, sentia a energia fluir, o ar ficar pesado, imagens de centenas de monstros passavam aleatoriamente em sua cabeça, era difícil se concentrar em um, mas precisava,era o único meio de moldar a energia em um ser vivo, mesmo que fosse por um instante.
Uma imagem rápida apareceu em sua mente, mais rápida que um piscar de olhos, mais suave que um sussurro, e naquele momento ele focou todas suas forças nela. A energia ao redor estalava o ar com eletricidade, relâmpagos caiam em volta do hexagrama, raios batiam nas paredes dentro da sala e enquanto isso tudo ocorria Durand olhava com atenção e naquele momento o sorriso saiu de seu rosto.
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