Summertime Sadness

23 Fifty Shades.


Notas iniciais
Olá, eu sei que vocês querem me dar 100 tiros na cabeça nesse exato momento, mas meu pc estragou e meu pai é egoísta demais para me doar o notebook. Enfim, aqui estou eu com mais um capitulo para vocês - tive que roubar o notebook - e não posso me demorar muito dksrjlfkhas ENFIM, ESSE CAPÍTULO VAI PRA GIW QUE FEZ UMA RECOMENDAÇÃO LINDA SÉRIO MUITO OBRIGADA MUITO MUITO MUITO MESMO FIQUEI TÃO FELIZ VCS NÃO TEM NOÇÃO e depois me senti culpada por não poder postar um capitulo para vocês :( Enfim, de qualquer jeito, espero que gostem!

Depois de três dias evitando contato com todos, aqui estava eu de jeans, chinelos com meia, um casaco de moletom do Percy, e uma touca azul na cabeça, indo para a fogueira — tudo ideia de Percy, é claro.

Eu me sentia enjoada. Não queria ter que encarar a todos de uma só vez. Sabia que Quíron iria pedir uma explicação pelo meu sumisso, assim como sabia que Frederick iria arranjar um jeito de falar comigo e me convencer de que ele era um bom moço agora. Não que eu fosse acreditar, é claro, mas mesmo assim isso me deixava apreensiva. Eu não queria falar com ele, e se possível também não queria vê-lo. Mas era inevitável e eu sabia disso.

Arrumei meu cabelo nervosamente na nuca, para me proteger do frio. Tudo o que eu pensava era em como queria estar em casa, debaixo de um edredom grosso, vendo filme e comendo pipoca com minha mãe ou até mesmo com Thalia.

Thalia...

Meu coração se apertou. Eu sentia falta da minha melhor amiga.

Sentei em um dos bancos ao lado da fogueira e peguei uma caneca de chocolate quente — meu mais recente vício. Percy ainda não estava ali, e eu queria muito que estivesse já que ele era a única pessoa dali que ainda conseguia fazer com que eu me sentisse confortável.

– Ei, onde você se enfiou? — Nico perguntou se sentando ao meu lado.

– Tenho apenas andado por ai... explorando. — eu disse sorrindo amigavelmente.

A presença de Nico me deixava um pouco desconfortável. Ou era apenas culpa por ter ficado com Percy mais cedo. Balancei minha cabeça tentando arrumar meus pensamentos.

– Eu queria pedir desculpas por... você sabe, ter posto tanta pressão em você. Eu sei que só nos envolvemos para separar o Percy da Bianca, mas meus sentimentos por você foram além disso. — eu arfei. Uma declaração ou um pedido de desculpas do Nico iria dificultar mais ainda as coisas para mim, e eu não estava psicologicamente preparada para mais desafios emocionais — Não foi intencional, Annie, simplesmente aconteceu. Eu não estou me desculpando por sentir o que eu sinto por você, mas sim por ter sido tão rude.

Tomei um gole do meu chocolate quente, sentindo o líquido queimar levemente meus lábios. Aquele sabor era tranquilizador.

Olhei para Nico. Continuava o mesmo: as roupas pretas insubstituíveis, a pele pálida, os cabelos negros que caíam pelos seus olhos que estavam me olhando, ansiosos por uma resposta que eu não sabia dar. Eu queria Percy? Com certeza, ele conseguia me fazer sentir coisas que ninguém nunca havia conseguido antes. Eu queria Nico? A verdade era que sim. Ele era brincalhão, e eu sabia que não era o tipo de menino que sai ficando com todas (era impossível não comparar ele e Percy), ele me fazia sentir especial e tivemos momentos maravilhosos juntos.

Mas ele ficou ao lado do Frederick. Não havia me procurado nesses três dias, não mostrou se que importava. Já Percy...

– Preciso responder isso agora? — eu murmurei.

Um sorriso brincalhão surgiu nos seus lábios.

– Não, claro que não, loirinha.

Ele me abraçou de lado e depositou um beijo na minha cabeça.

– Posso atrapalhar? — uma voz fria perguntou e eu senti aquele arrepio na minha espinha.

Percy estava parado atrás da gente, seus olhos verdes pareciam ser feitos de gelo e eu encolhi os ombros. Nico me soltou e levantou, dando uns tapinhas amigáveis nas costas de Percy, e então foi embora.

– Não estávamos fazendo nada de mais. — eu me expliquei sem saber porquê eu estava me explicando. Percy não era nada meu.

Ele ergueu uma sobrancelha e se sentou ao meu lado, pegando uma caneca de chocolate quente na mesinha ao lado da fogueira.

– Isso não é da minha conta. — ele respondeu tomando um gole do chocolate.

Respirei fundo para manter a calma, como ele conseguia mudar de repente?

– Pensei que pudesse ser do seu interesse. — sussurrei.

– Talvez seja. — ele respondeu e vi seus lábios se curvarem num sorriso.

Ele estava se divertindo às minhas custas.

Bati nossos ombros e ele soltou uma risada gostosa. Tentei permanecer séria, mas era praticamente impossível.

– Vocês voltaram? — ele perguntou, e de repente seu corpo ficou rígido.

Neguei com a cabeça.

– Você não vai se livrar de mim tão facilmente, Cabeça de Alga. — baguncei seus cabelos, rindo.

– E nem quero. — ele disse piscando, sem nem se importar no ninho que seu cabelo parecia.

Mas aquele cabelo só o deixava mais bonito ainda. Ter uma beleza daquela deveria ser crime.

Enquanto mais pessoas iam chegando e se sentando à fogueira, eu tomava meu chocolate quente nervosamente e olhava para os lados, procurando qualquer sinal de Frederick, mas ele não estava ali. Pensei na possibilidade dele ter ido comprar doces como estava fazendo nos últimos dias, mas a presença de Thalia e Luke ali, sem ele, fez esse pensamento sair da minha mente. Será que ele havia finalmente ido embora? Eu estava esperançosa. Thalia se sentou ao lado de Luke e olhou de relance para mim. Seus lábios ficaram numa linha fina e seus olhos azuis me fitavam escancaradamente. Ela estava com raiva? Senti vontade de gritar com ela, falar tudo o que eu estava sentindo e jogar nacara dela que no momento em que eu precisava do seu apoio, ela não me ofereceu sequer uma mão.

Revirei meus olhos e desviei meus olhos dos seus. Tomei o ultimo gole do meu chocolate quente e deixei a caneca na mesinha novamente. Vi Quíron saindo da Casa Grande e caminhando em direção a fogueira. Se Frederick ainda estivesse no acampamento, já teria aparecido.

Subitamente uma onda de alívio percorreu meu corpo. Me senti relaxada pela primeira vez em dias. Ele, finalmente, havia desistido conversar comigo. Soltei um longo suspiro, sem conseguir segurar um sorriso. Nunca fiquei tão feliz com a ideia dele estar longe de mim.

– Onde está Frederick? — Percy perguntou com a testa franzida.

– Acho que ele foi embora. — respondi sem conter meu tom alegre.

– A maioria das pessoas ficaria feliz em ter o pai por perto. — ele me repreende, mas consigo ver um pequeno sorriso nos seus lábios.

– Você sabe que eu não me encaixo nessa sociedade medíocre e hipócrita. — digo dando de ombros.

Ele ergue uma sobrancelha.

– Daqui a pouco você vira uma socialista.

Um sorriso escapa dos meus lábios.

– Isso não acontecerá, desde que você esteja por perto para me impedir.

– Eu vou sempre estar por perto. — ele garante, apertando minha coxa.

– Dorme comigo hoje? — as palavras saem antes que eu consiga me segurar. Sua expressão foi tomada pela surpresa e mais alguma coisa que eu nao sabia decifrar. A luz da fogueira fazia uma parte do seu rosto estar totalmente sombrio, e seus olhos pareciam duas fendas verdes indecifráveis. — Apenas dormir.

– Você quer apenas dormir, Chase?

Ele estava me provocando. Um sorriso tomou conta de seus lábios.

– Quero o que você quiser, Jackson.

– Eu quero você. — ele rebate sem hesitar.

– E eu, você.

Ele passa a língua pelos lábios. Percy Jackson sabia exatamente como provocar uma garota.

– Meu chalé ou o seu?

– Em qual não vão julgar tanto a gente?

Ele solta uma risada.

– É melhor no seu, ou na floresta.

Assenti com a cabeça, me lembrando de que Nico era do chalé de Percy. Uma pontada de culpa me invadiu por dentro. Olhei para Nico, que estava ao lado de Luke, eles dois conversavam animadamente sobre algo, ele parecia estar bem. E de repente senti um desejo de estar com eles, conversando e rindo, todos juntos. Fechei os olhos com força. Que porra tava acontecendo comigo? Era bom estar com Percy, só nós dois, e eu já tinha me convencido disso, por que essas malditas dúvidas e essa saudade tinham que voltar?

Se Thalia e Lule sentissem minha falta como eu sinto a deles, com certeza já teriam vindo falsr comigo, mas nem na minha direção eles olhavam. De repente senti falta da Bianca. Queria que ela estivesse aqui, porque se havia alguém no acampamento que se sentia mais excluída do que eu, esse alguém era ela.

– Podemos ir agora? — pergunto para Percy, que ainda estava bebendo seu chocolate quente.

Ele assente com a cabeça, deixando sua caneca na mesinha, ao lado da minha e se levanta. Pego sua mão e passo seu braço pelos meus ombros enquanto andamos na direção do meu chalé, que aparentava estar vazio. Assim que fechei a porta atrás de mim, senti as mãos de Percy na minha cintura e em segundos, seus lábios estavam nos meus. Aquele arrepio familiar atravessou a minha espinha e imediatamente eu parei de pensar nas coisas, só era movida pelo momento. E naquele momento, eu o queria mais que tudo.

Minhas mãos foram para a barra de sua blusa e um segundo depois ela estava em algum lugar do quarto. Percy começou a andar, me levando para trás sem tirar seus lábios dos meus, e que se foda o oxigênio. Senti a porta atrás de mim ser aberta e depois fechada e trancada. Estávamos no banheiro.

– Isso é sério? — perguntei ofegante.

– Você não acha mesmo que iríamos ficar no quarto, onde qualquer um pode entrar a qualquer momento, não é?

– Claro. — respondi apressadamente sem dar muita importância para o que ele havia dito.

Percy tirou o moletom que eu vestia e apertou minha cintura, passando suas mãos geladas pela minha barriga quente. Me arrepiei no mesmo instante. Passei minha mãos nos seua cabelos e ataquei seus lábios fervorosamente. Suas mãos desceram para as minhas coxas e em seguida meus pés não tocavam mais o chão. Percy me apoiou na pia e num movimento rápido meu sutian foi parar no chão.

Pia. Banheiro. Sexo. Percy.

Meu sonho.

Eu sorri. Meu sonho estava virando realidade.

Suas mãos subiram pela minha cintura. Ofeguei, sem poder conter o sorriso que insistia em ficar no meu rosto. Percy me encarou e franziu o cenho, sorrindo comigo enquanto abria a calça.

– Por que está rindo?

– Não posso rir?

Ele inclinou-se e me beijou.

– Você deveria rir o tempo todo. — declarou.

Ouvi a calça dele caindo no piso. Percy agarrou minha nuca, seu beijo ganhando um tom mais forte. Segurei seus braços, puxando-o contra mim, sentindo a necessidade de sentir seu corpo contra o meu cada vez mais. Era impressionante a falta que sua pele causava na minha e as explosões seguidas que sentia meu corpo.

Arfei ao sentir seus dedos contra minha intimidade.

Percy dedilhou minha panturrilha, empurrando minhas pernas para lados opostos enquanto se agachava diante de mim. Lambi os lábios ao perceber o que ele faria.

Sua língua se perdeu em minha coxa interna, subindo até estar na minha coxa direira. Sua língua se chocou contra a umidade de minha intimidade, roçando-se lentamente. Gemi alto, mordi o lábio tentando controlar os gemidos fortes que exigiam por uma saída. Apertei seus cabelos negros quando sua língua me penetrou. Percy era ágil e eu podia entender claramente porque existia um grupo de garotas que o queriam ver sofrer.

Ele era bom demais, perfeito demais para ser tão canalha.

Mas nesse momento, eu não me importava. Apenas senti os movimentos que me invadiam com uma agilidade incomum e uma rapidez impressionante.

Ele apertou minhas coxas com força enquanto eu sentia uma adrenalina percorrer cada centímetro do meu corpo. Apoiei minhas mãos atrás de mim, inclinando meu corpo para frente, para mais.

Por fim, levantou-se. Lambendo os lábios com uma expressão traiçoeira.

– Não foi justo. — ouvir minha voz murmurar falha e rouca

– O sexo não é um tribunal.

Antes que eu pudesse planejar uma fala bem arquitetada, seus lábios me devoraram com a típica voracidade e força que eu amava. Arranhei seus ombros, descendo minha mão para seu membro que latejava entre meus dedos.

Apertei-o, ouvindo o grunhido baixo seguido por um morder de lábios sexy. Desci da pia e me ajoelhei em frente ao Percy, sem quebrar nosso contato visual, botei seu membro na boca, tirando rapidamente e passando a língua na glande. Seus olhos estavam cor de musgo e me olhavam intensamente, senti meu estômago se contraindo quando um gemido alto saiu dos seus lábios. Eu realmente precisava dele. Dentro de mim.

Me pus de pé e selei nossos lábios. Suas mãos me empurraram levemente e senti o mármore frio da pia encostando nas minhas costas. Ele se virou, indo até onde estava sua calça e tirou uma camisinha de lá. Ergui uma sobrancelha.

– Sabia que isso iria acontecer?

– Apenas tomei uma precaução. — respondeu enquanto cobria seu membro.

Ele se pôs na minha frente e levantou minha perna, a dobrando para o lado e me penetrou lenta e profundamente. Um gemido longo e de puro prazer escapou da minha garganta.

Não pude deixar de pensar que a última vez que estivemos tão íntimos assim, Nico também estava junto, e aquela foi, sem dúvida, a melhor noite da minha vida.

Percy começou a se mover devagar, e por impulso remexi meu quadril a procura de mais. Ele soltou um grunhido e apertou minha cintura.

– Não se mexa. — advertiu.

Pendi minha cabeça para trás, deixando todo prazer tomar conta do meu corpo. Aquela lentidão era uma tortura.

– Porra, Perseu, virou uma lesma?

Ele riu com meu comentário e deu uma estoca forte. Forte demais.

Soube na mesma hora que amanhã iria acordar dolorida, mas aquilo, ali, com ele, era bom demais.

– É assim que você gosta, Chase?

Outra estocada.

Eu não conseguia responder. Já estava fazendo um grande esforço para não gritar numa altura que todos no acampamento poderiam ouvir.

Mais uma, duas, três...

Revirei meus olhos e puxei os fios negros de Percy enquanto sentia meu corpo inteiro ficar rígido. Minha intimidade se apertou em volta do membro dele, e nos libertamos juntos.

Seu corpo suado e sexy caiu pesado em cima de mim. Sua cabeça se escondeu em meu pescoço e ele depositou beijos lá. Minhas penas pareciam gelatina, eu só estava em pé por causa da pia atrás de mim.

– Que tal um banho?

Assenti levemente com a cabeça e sorri enquanto ele me levava pra debaixo do chuveiro. Seus lábios tomaram os meus antes mesmo de que conseguir raciocinar.

Percy jackson, O Insaciável.

***

Acordei sem conseguir respirar.

Um pano tapava minha boca e nariz e tinha um cheiro estranho. Tentei me mexer, mas quem quer que fosse que estava me segurando, já tinha me tirado da cama. Percy dormia como um anjo na cama, sem se dar conta de que eu não estava ao seu lado. Tentei me debater, mas o cheiro impregnou meu cérebro e eu senti todas as minhas forças se esvaindo, meus sentidos não existiam mais. Eu estava sendo arrastada pelo quarto, em direção a porta. Eu tinha que acordar alguém. Com um último recurso, em soltei um grito agudo e abafado.

Percy se remexeu na cama, mas não acordou.

E então tudo ficou preto.

Notas finais
PUM BUM TAZZZZZZZZZZZZZZZZZ GOSTARAM????????????? Ah, quero agradecer a Mylena que me ajudou com esse capitulo de novo novamente mais uma vez, amo vc querida esposa s2s2ss2s2s2 Eu não sei quando vou conseguir postar de novo, mas tentarei não demorar. Me desculpem :(