Summertime Sadness
18 Dirty Babe.
Notas iniciais
Foi difícil dormir aquela noite. As palavras de Bianca ecoavam na minha cabeça: ele gosta mesmo de você. Eu não sabia se deveria acreditar ou apenas ignorar e continuar com minha estranha relação com Nico. Eu decidi ignorar, só que não sabia que seria tão difícil. Eu me virei na cama, suspirando, sabendo que no dia seguinte eu e Bianca teríamos que conversar com Percy e o convencer a não ser um galinha.
Eu só não entendia como Calipso realmente acreditava que isso iria dar certo.
Então meu pensamento foi levado a minha mãe. Eu sentia falta dela, sentia falta de casa. Imaginei o que ela me diria se me visse nessa situação. Provavelmente iria fazer uma careta e balançar a cabeça em desaprovação, em seguida me daria um sermão de como não devemos confiar em garotos. Ela aprendeu isso do pior jeito. Soltei um suspiro e adormeci escutando a respiração calma de Thalia que dormia na cama ao lado da minha.
Na manhã seguinte todos estavam animados por causa da tarefa. Mas eu simplesmente fingi que não havia nada de diferente no dia – e realmente não havia. Caça ao Tesouro já estava enjoando, eu não conseguia entender como alguém conseguia aguentar o mesmo desafio por semanas. Mas Quíron tinha algo planejado para aquela manhã.
– Hoje não teremos nossa habitual Caça ao Tesouro. – ele disse enquanto estávamos todos sentados em circulo onde havia sido a fogueira na noite passada. – Tenho um desafio diferente para vocês hoje, e junto com o Sr. D, preparei uma coisa divertida e perigosa ao mesmo tempo. Paintball! – ele gritou animado.
Gritos, palmas e resmungos inundaram o pátio do acampamento.
Eu ainda tinha duvidas sobre a situação mental do Quíron, mas agora eu não tinha mais duvidas: o cara era louco. Como ele quer dar uma arma com munição dura e colorida para adolescentes de dezesseis e dezessete anos esperando que eles se comportem e sejam amigáveis? Louco.
– O jogo será na floresta, vocês poderão ir até o rio, apenas. Tomem cuidado! Voltem aos seus chalés e lá terá tudo o que cada equipe precisará para vencer. Lembrando que o jogo acaba assim que o líder for pego. Quando eu tocar o sino, o desafio irá começar, boa sorte a todos!
Enquanto voltávamos para o chalé, eu só conseguia ouvir a minha equipe definindo planos de fronteiras e lugares onde cada um iria ficar para me proteger. Eu bufei. Eles não entendiam nada.
Alguém passou os braços pelo meu ombro, me dando um beijo na bochecha.
– Prometo que vou tentar não te matar, Annie. – Nico disse com um sorriso brincalhão.
– Prometo que farei o possível para não deixar Clarisse te achar. – eu disse sorrindo. Nico fez uma careta e me deu língua.
– Eu vou agradecer de coração!
Eu ri enquanto o via andando na direção de seu chalé.
Quando eu entrei no chalé, metade da minha equipe estava vestida com coletes e outros protetores para pernas, cabeça e braços. Parecia que o acampamento tinha sido invadido por milhares cópias de Darth Vader.
Vesti minha roupa de proteção, pegando dois sacos de munição e uma arma.
– Você não vai precisar de tanta munição, nós iremos te proteger. – Clarisse disse enquanto pegava incontáveis pacotes de bolinhas escuras.
Eu revirei os olhos.
– Sou boa em estratégias, sei me proteger muito bem.
– Annabeth – ela disse se virando para mim, séria – Eu quero muito vencer esse desafio, então não faça nada que te possa por em linha de combate.
– Não estamos na guerra, Clarisse, e não se preocupe, já disse que sei muito bem me defender.
Não esperei sua resposta e sai do chalé, sentindo o calor me dominar imediatamente. Aquela roupa pesava e era muito quente. A equipe de Percy já estava toda ali e eles conversam numa roda. A única coisa que diferenciava uma equipe de outra era uma listra que tinha no colete. A deles era azul e a nossa era vermelha.
O sino tocou e senti a arma pesar um pouco mais na minha mão.
Fui andando para a floresta junto com os outros campistas. Todos pareciam determinados a vencer e a máscara estilo Darth Vader fez um arrepio percorrer meu corpo. Pensei em Luke. Não sabia onde ele estava, mas eu ri sozinha imaginando alguém falando para ele com essa roupa “Luke, eu sou seu pai”. Não consegui segurar uma gargalhada.
– Annabeth! – reconheci a voz de Thalia e me virei – Não se afaste tanto da gente, queremos te proteger, então você precisa ficar num lugar que saibamos.
Tentei lançar meu olhar mais malévolo para ela, mas sabia que a máscara me impedia de fazer isso.
– Você precisa usar isto – ela disse me entregando uma braçadeira vermelho vivo – senão ninguém conseguirá te diferenciar dos outros. Percy também está usando uma.
Assenti levemente com a cabeça. O sino tocou de novo e todos saíram em disparada para a floresta. Clarisse surgiu do meu lado e me defendeu de todos que atiraram e mim naquele inicio de tarefa – e não foram poucas pessoas. A maioria dos tiros, porém, passava raspando pela minha cabeça e acertava a árvore mais próxima, manchando-a de laranja, rosa ou azul. Aquela floresta iria acabar parecendo um circo. Chegamos na clareira e Clarisse me botou atrás de uma árvore grossa. Ela ficou na minha frente, de costas para mim, movimentando a cabeça de um lado para o outro e atirando em algumas pessoas da equipe inimiga.
E então eu o vi. Percy.
Correndo sozinho que nem uma barata tonta desgovernada. Eu segurei um riso e tentei me movimentar sem que Clarisse notasse. Olhei para os lados me certificando de que Thalia, Leo ou os irmãos Stoll não estavam de olho em mim. E então corri atrás de Percy tomando todo o cuidado para ele não me ver. Sabia que se eu fosse atingida, minha equipe nunca me perdoaria, mas eu tinha que aproveitar a oportunidade. Então Percy se escondeu atrás de uma árvore enquanto alguém da minha equipe passava. Qual era o problema dele? Por que não atirava? Não esperei minha resposta e mirei em seu ombro, que estava levemente exposto.
Atirei.
Na mosca.
Ele soltou um grunhido e eu sorri.
– Clarisse! – gritei, sabendo que ela me ouviria já que não estávamos longe.
E então de repente todos estavam ali.
O time de Percy recamava algo com ele, mas ele apenas assentia com a cabeça e respirava pesadamente. Nico tirou o capacete e me olhou do lado oposto ao meu. Ele sorriu com o polegar para cima, eu não pude evitar de acompanha-lo.
– Annabeth, você tá maluca? – Clarisse vociferou e eu ergui uma sobrancelha para ela. – Poderíamos ter perdido isso!
– Mas ganhamos, não foi? – eu disse no mesmo tom.
Ela me olhou com raiva e respirou fundo.
– Que seja.
E então foi embora. Senti mãos na minha perna enquanto minha equipe me erguia nos ombros e me carregavam até o acampamento. Quíron nos esperava lá, de braços abertos e um sorriso enorme no rosto.
– Isso foi muito rápido, mas estou feliz que ninguém tenha se machucado muito! Espero que tenham gostado. Vão tomar um banho e nos encontraremos no almoço. Tenho uma surpresa sobre a festa de hoje!
Os meninos me botaram no chão e eu andei até Nico e Bianca.
– Vocês deveriam tentar ganhar às vezes, de verdade. – eu disse sorrindo.
Bianca revirou os olhou, mas pude perceber um mínimo sorriso em seus lábios. Nico apenas riu.
– Perder não me incomoda quando eu tenho o prazer de ver Percy puto da vida. – ele disse enquanto me abraçava de lado.
– Eu não entendo, Percy e eu não estamos mais juntos, porque vocês ainda estão ficando?
Eu olhei para Nico, ele batucou meu ombro com seus dedos. Ele me olhou. Ergui as sobrancelhas.
– Porque é legal. – ele disse dando de ombros.
Bianca revirou os olhos novamente.
– Legal. – ela repetiu com voz de deboche – Quem fica com alguém porque é legal, Nico?
– Nós ficamos, ué. – eu disse.
Ela me olhou com cara de de-que-planeta-você-veio e abanou o ar com a mão.
– Vamos falar com o Percy hoje na festa. Não esquece.
Assenti com a cabeça e ela foi para o chalé.
– Então você acha que ficar comigo é legal? – eu perguntei depositando um beijo no queixo de Nico.
Suas bochechas coraram.
– Mas é legal, e o que você queria que eu falasse? Que você é boa de cama?
Eu sorri.
– Não, definitivamente isso a deixaria com bastante raiva.
– Exatamente. – ele disse rindo e beijou minha cabeça.
– Preciso de um banho, essa roupa me deixa fedida. Nos encontramos no almoço?
Ele assentiu levemente com a cabeça, parecia ter ficado pensativo. Dei um selinho nele e sua mão foi para meu queixo, puxando minha cabeça para que ele pudesse aprofundar o beijo. Foi diferente dos outros beijos. Esse tinha certo carinho, tinha sentimentos ali e por um momento eu me senti tentada a parar o ato. Mas eu não queria, porque eu estava gostando dos dias que passamos juntos, ele me divertia e me fazia esquecer Percy com apenas um abraço. Mas tinha Percy. E o que eu sentia por ele... Eu tinha certeza de que nunca iria poder sentir algo igual por Nico em tão pouco tempo em que estávamos juntos.
Parei o beijo com selinhos. Balancei minha cabeça, confusa. O que estava acontecendo comigo?
Afastei-me de Nico, sorrindo e andei em direção ao chalé.
– Annabeth? – ele gritou e eu me virei – Namora comigo?
***
Sobre a festa: era realmente a festa.
Não existia palavras que pudessem descrever.
Havia uma tenda branca enorme no centro do acampamento. Ia da fogueira até o lago – que brilhava com um azul neon cheio de glitter. Quíron havia caprichado numa festa sem motivo nenhum aparente. Não havia uma única luz branca na tenda. O acampamento todo estava um breu. Apenas as luzes fluorescentes em volta dos objetos nos guiavam. Uma batida eletrônica fazia meu corpo pulsar. Não havia nenhuma bebida alcoólica ali, mas isso não pareceu incomodar ninguém, todos estavam dançando. Eu me encostei na mesa de salgados e peguei alguns para comer. Forcei minha vista para tentar reconhecer alguém ali, mas não tive sucesso, então senti alguém pegando na minha mão.
– Podemos conversar agora?
Assenti levemente a cabeça e o acompanhei para fora da tenda.
Vamos enumerar os fatos loucos que costumam acontecer depois da festa.
Primeiro, Percy havia me chamado para uma conversa.
Segundo, eu estava namorando com Nico, que não era o cara que mais gostava de Percy no momento.
E terceiro, eu não queria conversar com ele, embora minhas pernas estivessem caminhando lentamente seguindo seus passos pela trilha que nos levaria para a Casa Grande.
– Por que na Casa Grande? — me ouço perguntar, controlei minha voz o suficiente para que não ficasse trêmula ou caída de desejos, como costumava ficar quando estava perto dele
Percy deu de ombros; o típico sorriso que atraía todas as garotas esboçado em seu rosto.
– Qual o problema? Aliás, quero conversar discretamente com você. — seus olhos verdes caíram sobre mim quando alcançamos a varanda — Seu novo guarda costas não suporta o fato de eu ser melhor que ele.
Revirei os olhos. Ele abriu a porta de madeira, lentamente.
Vazia. Como era de se esperar.
– Até porque — comecei quando adentramos a tão conhecida casa, Percy estava na minha frente, seus passos me guiando até eu estar no topo da escada — ele é melhor do que você, queridinho. Não tenhamos dúvida, certo?
– Dúvidas? — ele riu, nasalmente, atravessando o corredor e abrindo uma das últimas portas, deixando o braço estendido, como em um pedido silencioso para que eu passasse — Bem, eu não tenho nenhuma que eu seja o melhor.
Bufei, passando pelo seu corpo quente e parando entre a cama bem arrumada com cheiro de limão recém-colhido. O cheiro parecia variar entre lavanda ao passar do tempo que eu continuava ali, de braços cruzados, esperando pacientemente que ele fechasse a porta e entrasse.
Em seguida, ele aproximou-se de mim. Três passos de distância contados e analisados caso eu precisasse sair correndo, buscando por ajuda.
– E então? — resmunguei, abrindo os braços — Já me trouxe aqui, o que te faz pensar que eu viria se não fosse algo de extrema importância?
– Você não foi tão irritante assim.
– Porque todos estavam olhando! — retruquei, irritada — Aposto que não me trouxe aqui apenas para falar que você é melhor que meu namorado, porque, olha aqui, se for por isso…
– Talvez tenha sido. — ele se aproximou, seus olhos grudados nos meus — Por que tantas perguntas? — ele riu baixinho — Não me lembro de você ser tão exigente assim.
– Deixe de brincadeiras. — ralhei, jogando sua mão que se aproximava de minha bochecha — Não sou uma dessas vadias que você pega a hora que quer. Tenho namorado, quantas vezes vou ter que repetir isso?
– Sabe, deveríamos fazer uma aposta. Eu posso te fazer ficar aos meus pés em segundos.
– Ah, é? — revirei os olhos, dessa vez, me aproximando
Quero dizer, qual é? Era uma aposta! Talvez ele tenha feito isso de propósito, mas aqui estava eu, meu lado competitivo se sobressaindo da minha personalidade, e talvez, fosse tudo isso que ele queria.
– E eu aposto que eu poderia deixar você excitado… — inclinei-me sobre seu corpo, apoiando minhas mãos levemente suadas sobre seus ombros — Em segundos.
Sua pele se arrepiou, ri baixinho. Suas mãos pousaram rudemente em minha cintura, mordi o lábio inferior, seu corpo lançando o meu de modo grosso contra a porta.
– Você não deveria apostar essas coisas. É arriscado demais para uma garota com namorado. – soletrou
– Bom saber que agora eu tenho namorado. — sussurrei, meus olhos diante dos seus — Mas acho que ele está ocupado demias para vir me procurar. — finalizei, esticando meu corpo até estar nas pontas dos pés — Uma aposta é uma aposta.
– Feito.
Nossos lábios se chocaram. Meu estômago afundou com o contato quente de seus lábios contra os meus, eu poderia ficar ali eternamente e simplesmente esquecer que tinha uma das melhores festas acontecendo ali fora, sentir suas mãos subindo pela minha cintura e descendo até minhas coxas ou poderia apenas me irritar com sua audácia e procurar por ajuda.
Eu não estava precisando de ajuda, entretanto.
Estava precisando dele. Mesmo que minha mente gritasse comigo para que o deixasse ali e procurasse o garoto que realmente poderia me dar um prazer além de sexo, meu corpo, contudo, estava turbinado de adrenalina. Meus dedos afundaram-se em seus cabelos negros, puxando-o cada vez mais contra meu corpo, esperando que virássemos um só.
Percy me virou, caminhamos embaralhadamente até as costas dos meus joelhos baterem contra a cama e eu estar sentada. Seu corpo inclinado sobre o meu. Seus dedos subiram minha blusa com rapidez, eu mal podia pensar o quanto sentir a ponta de seus dedos quentes era prazeroso, não pude deixar de exalar um suspiro de alívio ao ter aquela roupa retirada. Apoiei meu queixo em seu ombro enquanto seus lábios desciam sobre meu pescoço. Ele tinha um cheiro de suor e menta que me fez morder o lábio inferior, afundada em prazer.
Levei minhas mãos até a barra de sua blusa e a tirei, lançando em algum lugar do quarto. Arranhei suas costas com força enquanto sentia seus lábios nos meus seios, variando entre o esquerdo e o direito. Suspiros de prazer escapavam de mim sem que eu pudesse controlar e eu torcia para que Quíron ou o Sr. D estivessem aproveitando a festa ao máximo, sem perceber que os lideres das equipes não estavam presentes. Envolvi a cintura de Percy com minhas pernas, o que fez nossas intimidades roçarem e um gemido baixo saiu dos seus lábios.
Foi fácil o jeito que já estávamos deitados sobre os lençóis, nossos membros estavam perdidos e eles só tinham uma única e simples função — dar prazer um ao outro.
Percy estava em cima de mim, não percebi quando meus pés empurraram com certo esforço sua bermuda, esperando que aquela peça de roupa estivesse fora do meu caminho. Em segundos, ele abaixou meu short, seus dedos afundando em meus seios enquanto seus beijos desciam pela minha barriga. Arfei ao sentir seus lábios se afundando rente a minha calcinha, lambi o lábio inferior, alcançando as pontas de seus cabelos, as puxei com a toda força que eu tinha e Percy gemeu, não consegui diferenciar se seria de dor ou prazer — eu não queria diferenciar.
Mexi meu quadril, esperando que o toque de seus lábios se direcionassem para o local que eu esperasse.
Percy pousou as duas mãos ao lado do meu quadril, respirei fundo antes de sentir seus lábios encostados aos meus com leveza, minhas mãos desceram pela sua nuca, arranhando seu couro cabeludo.
– Eu realmente preciso disso. — ele sussurrou, seus lábios a centímetros dos meus
Engoli em seco, arqueando as costas para que eu pudesse beijá-lo novamente, entretanto Percy apertou suas mãos em minha pele. Gemi de frustração.
– Você precisa disso também?
Nossos olhos se encontraram por segundos, o suficiente para que eu entendesse o que ele queria.
– Eu preciso do que você precisar.
– Eu preciso de você. — ele rebateu, seus dedos subindo pela minha pele nua, apertando meu seio esquerdo, o indicador acariciando meu lábio inferior
Abocanhei seu dedo, sugando a pele sem deixar nosso olhar falhar.
– Eu também.
Percy sorriu. Em seguida, seus lábios desciam com a mesma voracidade de antes, suas mãos puxaram minha calcinha com força. Ofeguei ao sentir seus lábios contra minha intimidade. Revirei-me sobre os lençóis, tentando me controlar, mas não parecia o suficiente para ele me ter contorcendo sobre suas mãos.
Ele afundou a língua contra o meu interior, evitei o grito (quero dizer, ainda estamos em um acampamento e eu não quero ser pega).
Percy apertou as mãos em minhas coxas, puxando minha intimidade contra sua boca. Sua língua, aliás, fazia um ótimo trabalho até atingir meu ponto de prazer e tudo que pude fazer foi enfiar meus dentes em meu lábio inferior dando um gemido prolongado e alto.
Acho que isso foi o suficiente para abrirem a porta.
E eu senti que poderia me enfiar debaixo da cama e nunca mais sair.
Respirei fundo. Percy ainda continuava com a cabeça enfiada entre minhas pernas, seus dedos acariciando a pele externa de minha coxa esquerda enquanto ele sugava minha pele frágil.
Nico me encarava, um misto de surpresas exposto em seu rosto: medo, surpresa e outras que eu não conseguia nem identificar, nem pensar sobre.
Fechei os olhos; ele era um sonho. Uma visão de um medo passageiro que passaria assim que a boca de Percy estivesse contra a minha, então estaríamos bem e Nico não estaria lá.
Continuei com os olhos firmemente fechados, respirando com dificuldade quando senti a boca de Percy beijando levemente meu ponto de prazer. Gemi tão alto que pude ouvir o som ressoar por todo o quarto e então, senti beijos e mordidas pelos meus seios.
Gemi ainda mais alto.
Calma. Desde quando Percy poderia ter duas bocas: uma em meus seios e outra em meu ponto frágil?
Engoli em seco. Sim, eu não tinha vencido o desafio do acampamento, uma festa não estava acontecendo e eu estava me revirando na minha beliche escondida do meu chalé — sim, era isso que estava acontecendo.
Tive o coragem de abrir os olhos. Primeiro visualizei a cabeleira negra de Percy se sobressaindo das minhas pernas, ele sorria, parecia satisfeito consigo mesmo. E então, Nico lambia meu seio rígido com outro sorriso.
Apoiei-me em meus cotovelos, franzindo as sobrancelhas.
– Mas que merda…
– Só relaxa. — Nico começou, apoiando-se nos joelhos enquanto Percy se levantava, meu namorado começou a desafivelas o cinto, saindo da cama, Percy subia em cima de mim, como se seus movimentos tivessem sido debatidos antes.
– Não, o que é…
Percy não me deixou terminar. Seu beijo era calmo e voraz ao mesmo tempo, eu puxei seus cabelos com força, esperando que tudo fosse um sonho, mas não era.
Calmamente, Percy apertou meu seio com força enquanto levantava minhas pernas para que as mesmas abraçassem sua cintura. Ele se afastou, olhando para minha intimidade sem pudor, lambeu o lábio inferior e me penetrou com suavidade.
Gemi longamente, levantando minhas mãos e agarrando-me à cabaceira da cama, como se fosse minha única salvação.
Fechei os olhos, sentindo suas mãos segurarem minha cintura calmamente enquanto seus movimentos se intensificavam.
Eu não conseguia definir de quem era os gemidos. Mas eu sabia que eles inundavam o quarto, estavam grudados em cada centímetro do mesmo. Virei o rosto, procurando por Nico. Suas calças estavam no tornozelo enquanto ele se masturbava rapidamente, nos encarando. Seu olhar recaiu sobre mim, e ele sorriu. Arfei, mordendo o lábio inferior.
Isso pareceu o incentivo para que ele se aproximasse.
Seus lábios atacaram os meus ferozmente enquanto suas mãos iam de encontro aos meus seios já fragilizados. Senti Percy aumentar ainda mais a velocidade e foi impossível segurar um gemido contra os lábios de Nico. Eu ainda não entendia o que estava acontecendo ali.
Meu namorado se afastou, suas mãos continuavam a massagear meus seios, inclinei-me para o lado, o suficiente para que Percy continuasse com suas estocadas e então, deixei o membro de Nico penetrar em minha boca. Seu gemido foi audível quando suguei a ponta. Lambi todo o comprimento, sentindo meu quadril rebolar, procurando por Percy. Ele não estava mais lá.
Arfei, ao sentir o membro de Nico se movimentar contra minha boca, segurei a base e me afastei com um sorriso safado.
Nico afastou as calças de seu tornozelo, beijando meus lábios com leveza.
Percy estava ao seu lado quando ele abriu minhas pernas, sugando meu ponto de prazer antes de me penetrar com força. Gritei. Percy beijou meus seios, subindo os beijos para meus lábios. Eles estavam quentes e rápidos, mordi seu lábio inferior.
Seus lábios foram substituídos pelo de Nico. Repeti os mesmos movimentos, segurei a base de seu membro, sugando todo seu comprimento, ele gemeu alto enquanto meu corpo balançava com os movimentos de Nico, tive que segurar meu próprio gemido estrangulado ao colocá-lo em minha boca. Tentei me apoiar em meus cotovelos, mas eu não conseguia, meu corpo todo doía, implorando para um bom sono, mas eu não queria dormir. Eu queria mais.
Nico se afastou.
Percy mordeu o canto do lábio, beijando meu queixo.
– A gente vai testar uma coisa… — franzi o cenho, sentindo o beijo de Nico em minha barriga, a voz de Percy era suave em meu ouvido, ele lambeu meu lóbulo — Se doer… Promete, hm, promete que vai…
Assenti, sem saber ao certo o que eles fariam.
Percy assentiu para Nico, ambos estavam alertas. Percy ficou onde Nico estava antes, minhas pernas foram erguidas sobre seu peito, ele me penetrou, de leve. Arfei, Nico ainda beijava minha barriga, mordendo-a levemente, mas suas mãos estavam em minha intimidade, estimulando, mas não naquele lugar e sim, em um lugar bem mais constrangedor.
Gemi, o prazer invadido cada centímetro do meu corpo.
Agarrei os lençóis quando Percy me penetrou com força. Duas. Três vezes. Segurei-me para não desistir daquele fetiche bem ali.
O moreno se afastou, Nico segurou minha mão, ajudando-me a levantar, ajoelhando-me na cama enquanto se deitava na mesma. Percy segurou minha cintura, enquanto Nico puxava meu quadril para que estivesse alinhado ao dele.
Respirei fundo, apoiando meu pescoço na curva de seu ombro, então, Percy se afastou, ficando na ponta da cama, estimulando a si mesmo quando Nico me penetrou analmente.
A dor era suportável, mas mesmo assim, eu gritava. Eram espamos de dor e prazer ao mesmo tempo, decidi ignorar a dor, Nico se mexia vagarosamente, então, rebolei, esperando que isso o fizesse ir mais rápido.
Meu pedido foi atendido.
Provavelmente, Percy percebeu que eu estava assustada quando ficou por cima de mim, ele beijou meus lábios com suavidade. Nossos rostos se mexendo com ritmo quando eu prendia meus gemidos, alguns jogados sobre seus lábios, eu tive vergonha de Nico por estar vendo aquilo de camarote, então me afastei, mordendo o lábio inferior com força.
Percy ficou de joelhos a minha frente. Posicionou-se e me penetrou.
Mais uma onda de dor, ele ficou parado, eu sentia uma pontinha lá dentro me cutucando, afirmando o quanto doía, ignorei-a também.
Ele apertou minha cintura, as unhas curtas enfiadas, assenti. Eu sabia que ele precisava de uma autorização.
Não demorou para que nós três estivéssemos nos mexendo em um ritmo frenético. A dor não existia mais, além dela apenas sobreviveu o prazer, os gemidos e os gritos. Eu queria mais e mais e mais.
Eu precisava de mais.
Nico apertava meus seios com força enquanto Percy me estimulava em meu ponto de prazer, meus gemidos só aumentavam e eu não entendia como eu ainda estava ali. Me mexendo, gemendo e gritando. Era muito para uma garota como eu.
Muito e quando quero dizer muito não estou exagerando.
Então os movimentos pararam e Percy e Nico saíram de dentro de mim, ambos com um sorriso no rosto. eu não queria nem pensar em como estava minha expressão — eu ainda, definitivamente, acreditava que aquilo não passava de um sonho. Mas ao mesmo tempo eu sabia muito bem que não era. Percy sentou na cama, segurando minha cintura com brutalidade e me penetrou analmente sem aviso. Nico tinha os olhos pretos de desejo e meu corpo inteiro se arrepiou. Peguei seu membro e comecei a massagea-lo, ouvindo suspiros relativamente altos saindo da boca do meu namorado. Empinei a bunda no membro de Percy e ele apertou meus seios com força, em seguida descendo as mãos para a minha intimidade. Suas mãos sabiam exatamente como me agradar. Tentei conter gemidos de dor e prazer enquanto seus lábios deixavam marcas pelo meu pescoço e ombro.
Nico me beijou com ferocidade enquanto deitava em cima de mim. Senti o corpo de Percy caindo, também se deitando na cama, e novamente começamos com nosso ritmo extremamente sincronizado. Um prazer até então desconhecido dominava o meu corpo. Suspiros e gemidos preenchiam o quarto, nossos corpos colados pelo suor fazia a cena parecer incrivelmente familiar. Mas não era, não para mim.
Percy e Nico deram uma estocada forte juntos. Senti o líquido de Percy preencher o meu interior, seguido quase imediatamente por Nico. Eles deram mais três estocadas tão fortes, que eu pensei que iria ser despedaçada, até que arfei e senti meu corpo se enrijecer enquanto chegava ao meu ápice.
O quarto foi tomado pelo silêncio enquanto Nico caía ao meu lado, me deixando entre ele e Percy. Eu deveria me sentir suja depois desse maravilhoso sexo a três? Provavelmente. Mas eu me sentia maravilhosamente bem.
Então eu ouvi um suspiro que virou uma risada, sendo seguida por outra risada. Percy e Nico estavam ali, cada um do meu lado, rindo como se alguém tivesse contado uma piada hilária.
– Será que alguém pode me dizer o que acabou de acontecer aqui? — eu disse com a voz falha. E isso só ajudou para as risadas aumentarem.
E então os meus dois homens deram um aperto de mãos por cima de mim. Eu não entendi muito bem o que aquilo significava, mas não pude conter um sorriso.
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