Summer Paradise I
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Aninha Chegada:
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Natalia Chegada:
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Mariana Chegada:
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Luisa Chegada:
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Crédito de criação das roupas pra Aninha (NavyShit) (: Boa leitura, meus amores.
POV / Natalia
Depois que a Maricota saiu do hospital, resolvi ir também. Eu não agüentava ver a Gi daquele jeito, me dava uma séria vontade de chorar. Tinha que ir à praia, isso sempre me fazia bem. Mas,
sozinha, pra poder pensar na vida.
Eu, na praia, de roupa e sozinha. Ótimo, as pessoas iam pensam “quem é essa louca de roupa e salto na praia?”, mas eu não ligo e retribuo meu pensamento assim “eu sou uma fofa, e já que vocês não pagam as minhas contas, não preciso da opinião de vocês pra viver”. Pensamento hostil o meu, né? Mas ainda sou uma fofa, hehe.
Continuei andando pela praia, com o meu cabelo batendo nos meus olhos. Resolvi fazer um coque frouxo. De repente, vi uns meninos jogando futebol. Comecei a chegar perto deles e comecei a torcer para a bola passar perto de mim e eles precisarem da minha ajuda para devolvê-la.
Mas não foi bem isso que aconteceu. Um garoto loiro chutou a bola um pouco forte demais, e ela bateu em mim, me melando totalmente de areia (n/a: até nos lugares mais difíceis de se tirar, hehehe. Certo, Natalia, já parei),
fazendo com que eu me esquecesse totalmente da beleza dele e abrindo minha boca num perfeito “o”.
-Ah, meu! Você acha que é quem pra melar minha roupa de areia com essa bola? – perguntei, indignada.
-Nossa...perdão! Não foi minha intenção. Não te vi aí. – falou o menino anônimo que eu não estava nem um pouco afim de saber o nome.
-Ah, claro, de repente eu fiquei invisível. Eu sou linda e fofa e você devia ficar calado!
- Mas, se você quiser, eu pego uma roupa pra você, meu hotel é super perto! Mil desculpas, e...uau. – ele me olhou de cima a baixo. Eu revirei os olhos. – Você é linda.
- Primeiro – fiz o número com as mãos. – Não, eu não quero roupa. E desde quando o hotel é seu? Comprou ele, por acaso? Tenho pena de quem estiver no mesmo hotel que você, seu prepotente. E, segundo. Não me elogie. Isso não diminui a minha raiva. – eu bati o pé.
-Eu to aqui, tentando ser legal, e você fica me dando patada! E, eu que sou
prepotente? Por acaso, sou eu que estou me chamando de linda e fofa por aí?
- Depois do que você fez, não chega nem aos pés de ser legal! Você devia ser maravilhoso, isso sim!
-Mas isso eu já sou, linda. – ele falou, sorrindo. Estava irritando cada
milímetro do meu cérebro.
-Você é um...um ridículo! Não vou criar rugas por sua causa! Tchau.
-Não vai me dizer nem o seu nome?
-Você não merece saber... – saí, sem olhar pra trás, mas percebi que ele e os amigos estavam indo embora. Decidi dar mais uma volta, antes de ir para o hotel.
Argh! Eu estou muito confusa. Não sabia se o que me deixava com raiva era o acontecimento, ou o fato de ele ser
extremamente lindo ao ponto de me deixar extremamente irritada com ele!
Após uns dez minutos, decidi voltar ao hotel, já tinha me irritado o suficiente para um dia. Resolvi ir toda suja pra piscina mesmo. Quem sabe lá eu encontre um pouco de diversão. Mas não foi o que aconteceu. Encontrei quem eu menos queria encontrar. Pelo menos naquele dia.
-Olá, pessoa suja e molhada. – disse Samantha.
- Oi, asquerosa. Erro seu, não estou molhada.
-Mas vai ficar. – falando isso, Samantha sorriu e me empurrou na piscina.
- Socorro!! Eu não sei nadar!! – alguém pulou na piscina e me salvou. Na hora, não
consegui identificar quem era. Eu estava desesperada! Fui tirada da água e colocada em uma das espreguiçadeiras. Olhei para o meu salvador...ah, não, meu!
- Você?! Como se não bastasse o que aconteceu agora... – suspirei.
-To tentando te ajudar, poxa! – fiz cara de insatisfação e puxei o braço da
Samantha.
-Isso vai ter troco, vadia. E não é vingança, é a lei do retorno. – falei.
- Tudo que a Mariana fizer comigo, eu desconto nas amigas dela. Recado dado. – falando isso, Samantha se virou e saiu. Que menina insuportável! Quando me virei para sair, dei de cara com o menino, que eu não estava nem aí pra saber o nome.
-Tenho umas coisas pra dizer. Você me salvou porque quis. Não devo nenhum favor em troca. Vamos fingir que isso nunca aconteceu. Esqueça.
-Mas eu não quero esquecer. – falou ele, meio triste.
-É, mas eu to mandando você esquecer! – bati o pé de novo.
-Problema seu. – ele abriu um sorriso malicioso.
-Argh! Você é um grosso! E seu sorriso não me convenceu. Tchau. – me virei pra sair e ele segurou o meu braço.
-Eu não mereço saber seu nome? – perguntou, sorrindo.
-Ainda não. – tirei sua mão do meu braço e saí furiosa para o meu quarto. O elevador tocava uma música clássica irritante, o que me fez achar que o meu dia foi de total azar, e me fez acreditar ainda mais em destino.
Entrei no meu quarto e bati a porta com muita força, fazendo a velhinha que estava no corredor se assustar e se
desequilibrar.
Me joguei na cama. Acabei com minhas chances de ser convidada para o baile. Percebi que estava molhada e resolvi tomar um belo banho para acalmar os nervos.
Embaixo do chuveiro, tudo melhorava. Será que essas brigas com esse menino que eu não sei o nome quer dizer que eu sinto algo? Não...seria rápido demais. Sei nem quantos anos esse ser tem. Espero que eu não vá sozinha pra essa festa. Pensando bem, lá devem ter garçons gatos, hahahahahahaha. De qualquer jeito, eu vou, então, é melhor eu escolher o meu vestido.
Nem me abalei em ligar para as meninas. Tava tarde e elas deviam estar dormindo. Coloquei meu pijama do Bob Sponja e meus fones, e fui dormir.
{...}
Acordei com muita, muita dor de cabeça, e olha que eu nem bebi. Não queria me levantar. Tomei um comprimido e liguei para as meninas virem para o meu quarto, pra eu contar os babados, hehehe.
Em alguns minutos, elas chegaram e entraram. Contei T-U-D-O que aconteceu ontem pra elas. Todas ficaram abismadas.
-Ta doida, Nat? O menino todo fofo contigo, e tu dando patada. – falou Aninha.
-Você é imbecil? Sim ou claro? – falou Mari, olhando para suas unhas.
-Acho que com certeza também serve. – disse Lu.
- Olha, tem um buquê ali na sala. Deve ser dele. – falou Gi. (n/a: o detalhe aqui é que a Giovana e a Mariana ainda não voltaram a se falar, ok?)
- E por que você não me disse antes? – levantei num pulo e vi um buquê de rosas vermelhas com um cartão em cima da mesinha da sala. As meninas me seguiram e eu li o cartão em voz alta.
“Mesmo você sendo chata, prepotente e fresca, amei conhecer você, linda. Quer ir ao baile comigo? Espero resposta. –
Chris”
-Isso não é pra mim...tem nem nome. Vou me trocar e entregar na portaria. Deve ter sido engano. – as meninas ficaram olhando pra mim com uma cara assustada. Me troquei e saí do quarto, deixando elas lá, mexendo nas minhas roupas.
Enquanto andava pelo corredor, pensei em ficar com as tais flores, mas, com certeza, não eram pra mim. Por causa dos pensamentos, acabei esbarrando em alguém. Argh. O menino.
-Gostou das flores? – perguntou ele, sorrindo.
-Que flores? – revidei, me fazendo de doida.
-Essas aí, que você está segurando.
-Ah, não são pra mim. Foi engano.
-Não foi, não. Eu que mandei. – ele disse, colocando o Iphone no bolso.
-Então você que é o Chris? – cruzei os braços.
-Eu mesmo. Prazer. E então, vai aceitar meu convite? – perguntou ele, com esperança nos olhos.
-Pode ser que sim...não me faça mudar de ideia.
-Claro que não. – me virei pra sair e ele me chamou. – Então, não posso ir ao baile com uma menina que não sei o nome. – sorri ainda de costas.
-Natalia. – então, continuei andando um pouco mais rápido, com um enorme sorriso
no rosto.
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