Notas iniciais
Eu não sei porque eu to postando...não chegaram nem a tres reviews :/ Mas, eu vou ficar um tempo sem entrar mesmo, entao tenho que atualizar.



POV / Mariana





Eu ia chamar a Giovana para beber alguma
coisa comigo e contar o que tinha acontecido no bar da piscina. Eu só não
chamei a Nat porque seu celular estava desligado, e era a Giovana que estava
com as identidades falsas. A gente só usa elas quando a Aninha não pode trazer
bebida para nós. E agora, ela está MUITO ocupada. Hahahahahahahaha, ta bom,
parou. Enfim, eu toquei a campainha do quarto da Gi. Nada. Bati na porta. Nada.
Chamei. Nada. Liguei. Nada.



O que me restava era arrombar a porta. (n/a: não sei por que, mas sempre penso em
malícia quando leio ou escrevo a palavra arrombar...)
Não estranhe, faço
isso sempre que chego tarde em casa. Quando peguei no trinco da porta, ela se
abriu. Eu passei pela salinha e abri a porta que dava para o quarto. Me deparei
com uma cena que nunca desejei ver.



Giovana estava no chão, caída. Com os
cabelos loiros caindo pelo seu rosto. Sua blusa branca que tinha a Torre Eiffel
e a frase “I ♥ Paris” tinha alguns pingos de sangue. Ela tinha uma gilete na
mão esquerda, e no seu pulso direito tinha um corte fundo. O tapete bege de
veludo tinha uma enorme mancha de sangue.



Eu me desesperei. Corri até a Gi e me
agachei ao seu lado. Toquei no pulso sem o corte, para verificar o batimento
cardíaco. Seu coração batia muito fraquinho, e ela estava gelada. Mandei SMS
pra Nat, com a esperança de ela estar com o celular ligado para receber. Quando
menos esperei, Nat e Lu já estavam no quarto. Luisa já tinha ligado para a
ambulância. Todas choravam.



-
Vou mandar um SMS pra Aninha. – falou Nat.



-
Eu não sei se ela vai vir. – respondi, limpando as lágrimas. As quais insistiam
em cair cada vez mais.



-
O que ela ta fazendo? – perguntou Lu.



-
Ta com um cara na piscina.



-
Vou mandar mesmo assim. O cara que se foda. – Nat pegou o celular e mandou.



Em pouco tempo, nós três já estávamos
calmas, já tínhamos colocado a Gi na cama e estancado o sangue que saía do seu
pulso, com umas toalhas. Aí a Aninha chegou.



-
O que você fez, Giovana? – perguntou Aninha, com os olhos cheios de
lágrimas.



-
Ninguém sabe o porquê. Quando eu cheguei, ela já estava assim. – falei. Alguns
segundos depois, o pessoal da ambulância chegou, junto com o Victor. Olhei para
minha saída de banho branca e vi que estava suja de sangue. Porra... Pensei.



-
Galera, eu vou me trocar, depois encontro vocês lá no hospital.



-
Tudo bem. Vai com quem pra lá? – perguntou o Victor.



-
Pego um táxi, ou uma carona. Sei lá. – ele balançou a cabeça positivamente e
foi acompanhando os médicos. Eu saí do quarto pro pessoal do hotel limpar.
Peguei as escadas, que era mais rápido. Eu não queria que ninguém me visse
assim. Chorando e suja de sangue. Iriam pensar que eu era uma assassina maluca.



Quando eu estava quase chegando no meu
quarto, alguém esbarrou em mim. Pra variar.



-
Ei, olha por ond... Justin?



-
Oi, Mariana. Por que ta suja de sangue? E chorando? – ele fez uma cara de
espanto e preocupação ao mesmo tempo.



-
A Giovana. Ela cortou os pulsos de propósito, e tava lá, quase morrendo, e a
gente ajudou ela. To com pressa, tenho que tomar um banho e ir pro hospital. Só
não sei como.



-
Quer que eu te leve? To com o carro aí.



-
Se não for incomodar...



-
Claro que não!



-
Então ta. Fica na minha suíte, enquanto eu tomo banho e me arrumo.



-
Ok. – andamos mais um pouco até entrarmos no quarto.



Joguei minha bolsa na cadeira da sala e fui
em direção ao banheiro. Justin me seguiu e sentou na ponta da minha cama.
Escolhi qualquer roupa no closet e joguei a cama.



-
Vou tomar um banho rápido, volto já.



-
Certo, eu espero.



Entrei no banheiro, tirei minha roupa suja e
me olhei no espelho. Encostei na parede e comecei a chorar de novo. Por que a
Giovana fez aquilo? Ela é uma das meninas mais bonitas do mundo, a que todos
querem pegar. Só tira notas altas. Todo mundo ama ela. Têm melhores amigas
maravilhosas. Não tem motivos para fazer essa merda toda. Eu é que tenho.



Limpei as lágrimas e olhei para os lados. Vi
que tinha esquecido a toalha e não ia sair pelo quarto de calcinha e sutiã
enquanto tivesse um garoto super gostoso lá. Só me restou pedir ao Justin que
ele me desse a toalha. Coloquei minha cabeça pra fora da porta.



-
Justin? Será que você pode me dar uma toalha? Está na prateleira de cima do
closet.



-
Claro. – falou ele. Se levantou da minha cama e pegou a toalha. Foi andando até
a porta do banheiro, e eu coloquei um braço para fora da porta. – Ta aqui. – e
me entregou a toalha.



-
Obrigada. – sorri. Quando ia fechando a porta, ele começou a falar.



-
O que você faria se um estranho entrasse no seu banheiro e começasse a te
beijar? – perguntou ele, pensativo.



-
Você está me deixando com medo... – respondi.



-
Como você mesma disse, eu sou perigoso. – dizendo isso, ele deitou na minha
cama. Revirei os olhos e fechei a porta. Tomei um banho quente e demorado,
tirando todos os estresses da minha cabeça.



Saí do banheiro de toalha mesmo. Peguei a
roupa que tava na cama e fui para o dentro do closet. Percebi que Justin não
tirava os olhos de mim. Vesti minha regata branca, uma calça jeans preta e um
casaco de couro preto. Coloquei uns colares e pulseiras. Passei rímel e gloss.
Peguei minha bolsa e saí do closet já arrumada.



-
Uau. – exclamou Justin. Eu ri.



-
Que horas são? – perguntei.



-
São 15h40.



-
Vamos? – perguntei sorrindo. Ele assentiu e sorriu. No corredor, ele pegou na
minha mão. Ficamos esperando o elevador chegar. Quando a porta abriu, tinha um
garoto de cabelos loiros. Ele e Justin fizeram um toque.



-
Fala, dude! – disse Justin, ainda segurando na minha mão.



-
E aí, cara! – o garoto olhou para nossas mãos entrelaçadas. – Quem é?



-
Ah, essa é a Mariana Nóbrega. – ele virou pra mim. – Mari, esse é o Chris, meu
amigo.



-
Oi, Chris! Prazer. – falei, sorrindo.



-
Oi, Mariana! O prazer é todo meu. – ele falou, com o ar de
“euestoudandoemcimadevocê”.



-
Chris...já tem dono, ta? – a porta do elevador abriu, e eu fiquei com uma séria
vontade de rir, mas segurei. Entramos no carro e eu prendi o cinto. Justin
ficou olhando pra mim.



-
Que foi? – perguntei.



-
Como você consegue ser assim? – ele perguntou, intrigado.



-
Assim como?



-
Assim...linda, perfeita, maravilhosa...



-
É, mas eu posso ficar chata e estressada se você não der partida no carro
agora.



-
To dando, madame. – nós rimos. Se passaram alguns minutos de silêncio, quando
eu resolvi quebrá-lo.



-
Justin...?



-
Quê?



-
Você conhece algum Ryan Butler?



-
Aham. Por quê?



-
Eu acho que ele e a minha amiga vão ficar.



-
Hmmm. – ele suspirou. – Mari, vai ter uma festa de gala no hotel. Você já tem
acompanhante?



-
Não...eu ainda não sei se vou. Por quê?



-
Quer ir comigo? – eu olhei pela janela, e sorri.



-
Não sei se você me conquistou ainda.



-
E o que eu tenho que fazer pra conquistar essa perfeição?



-
Fazer pontos. – chegamos no hospital e eu saí do carro. Vi que ele estava
sorrindo. – não vai descer? – então, o Bieber desceu do carro e passou o braço
pelo meu ombro.



Perguntei pra recepcionista qual era o
quarto da Giovana Melo, depois, subimos.



Na porta do quarto, eu vi Aninha, com a
cabeça encostada no ombro de Ryan. Natalia, Luisa e Victor estavam sentados em
um banco perto da porta. Victor chorava muito.



-
Eu vou falar com o Ryan. – disse Justin, de um modo que só eu escutasse.



-
Certo. Eu vou falar com a Aninha. – quando chegamos perto deles, Justin fez o
mesmo toque do elevador com Ryan, que deu um beijo no topo da cabeça de Aninha.
Justin beijou minha bochecha e saiu com Ryan pelo corredor. Aninha me abraçou
forte.



-
Não podemos entrar? – perguntei. Nat e Lu se juntaram a nós.



-
Não. O médico não deixou. – falou Aninha.



-
Por que será que ela fez isso? Ela tinha parado. – disse Nat, confusa. – Pelo
menos foi o que ela disse.



-
Ela deve ter seus motivos, Nat. – falou Lu.



-
Vou falar com o Victor. – falei, então, saí de perto das meninas e fui falar
com ele.



-
E ai...o que você tem? – sentei do seu lado.



-
Ela é minha vida, Mari.