Notas iniciais
Oi gente, esse capítulo pode ter ficado meio chatinho, mas tudo que está nele é necessário. Os próximos capítulos serão melhores e eu prometo que a história vai ficar muito melhor daqui a dois ou três capítulos, por que, como vocês sabem por causa da sinopse, a história fica bem mais emocionante quando Sophie sai da Califórnia. Beijinhos, Boa leitura!

*ligação on*

–Onde você estava??? – Charlotte perguntou assim que atendeu.

–Charlie, eu preciso da sua ajuda. – respondi.

–Você tá em casa?

–Aham...

–Chego aí em poucos minutos e quando eu chegar, quero que me conte tudo, sem desculpas! – ela disse e depois desligou.

*ligação off*

“Quero que me conte tudo, sem desculpas” não dessa vez... Jamais contarei para quem quer que seja sobre Drew, mesmo que esse alguém seja minha melhor amiga. Sei que BFFs não guardam segredos uma da outra, mas existem certas coisas que não podem ser contadas, certos segredos permanecerão escondidos para sempre.

–Tô saindo, só volto mais tarde. – minha mãe disse, interrompendo meus pensamentos – Você vai ficar bem sozinha?

–Vou, a Charlotte tá vindo pra cá. – respondi.

–Tudo bem, me deseje sorte.

–Sorte? Pra quê? – e só então reparei como ela estava toda arrumada – Não acredito! – sorri, praticamente pulando da cama – Você vai a um encontro?

–Sim... – mamãe disse, ficando corada.

–Awn, você ficando corada. Parece até uma adolescente!

–Pois é... Certas coisas nunca mudam. – ela sorriu – Mas preciso ir, ele já está lá fora. – minha mãe e sua habilidade de fazer os outros esperarem.

–Mas espera! – disse, indo até minha caixinha de joias – Vai ficar melhor com esses brincos...

–Obrigada meu amor! – tirou os brincos que estava antes – Mas agora eu tenho mesmo que ir. Tchau! – disse e saiu correndo em direção à escada, maluca!

–Te amo! – gritei para que ela ouvisse.

–Eu também! – gritou de volta, antes de fechar a porta.

Quando meu pai morreu, achei que nunca iria querer que minha mãe namorasse. Não queria nenhum homem se achando meu pai, mas ao ver minha mãe tão feliz de novo, simplesmente fiquei feliz também...

Uns dez minutos após a saída de minha mãe, ouvi a campainha tocar. Charlotte, pensei.

–Chego aí em poucos minutos – disse, abrindo a porta.

–Que foi? O Jus quis falar comigo por Face Time. – ela se defendeu – E, em consideração a você, não falei com ele por muito tempo. Você sabe o quanto eu gosto de falar com ele...

–Você estará com ele logo... – sentei no sofá e Char me acompanhou.

–O quê? Você vai ao intercâmbio comigo??

–Parece que sim, né?

–Sophie, você é de mais!! – ela gritou, me abraçando.

–Só tenho o defeito de querer ver a felicidade das pessoas... – sorri.

–Eu vou ligar pra minha mãe e contar que você vai. Aí ela vai permitir que eu vá também e eu vou ver o Justin! Uhul!! – nesse momento achei que iria ficar surda.

–Calma aí. Eu não quero ser uma estraga prazeres, mas essa é só a minha decisão, não falei com minha mãe ainda. – falei.

–E como tem tanta certeza que a gente vai? Ela pode não te deixar ir.

–É a minha mãe. Se tratando de estudos, ela sempre deixa...

–Ok, essa parte eu entendi. Mas se você tem tanta certeza, pra que precisa da minha ajuda? – Charlotte perguntou.

–Quero convencê-la a me deixar ficar um ano lá.

–Nossa, desde quando Sophie Grey toma esse tipo de decisão?

–Você tá muito engraçada hoje... – fui irônica

–Enfim... O que te fez mudar de ideia tão rápido?

–Sempre gostei de conhecer lugares diferentes...

–Vai ficar longe do Tyler por um ano? – ela perguntou, como se isso fosse impossível pra mim.

–Ele pode ir atrás de mim se quiser...

–Ah, claro – foi tudo que disse.

–Nós poderíamos ver Em Chamas hoje, o que acha? Minha mãe provavelmente não voltará cedo e eu não tenho nada pra fazer...

–Acho ótimo, ouvi dizer que tem uma sessão daqui a meia hora.

–Podemos ir agora, mas não tô com disposição pra dirigir hoje. Pode ser no seu carro?

–Claro!

(...)

Charlotte parou o carro na frente da minha casa e eu já estava entrando quando ela saiu do carro e me lembrou:

–Ei, você ainda não me disse por que sumiu por um dia inteiro.

–Eu só queria um tempo pra decidir se ia viajar ou não. E com você me pressionando, eu certamente não tomaria a decisão por mim, e sim, pra te agradar. – “boa desculpa, Sophie”, pensei.

–Mas veja só, sua decisão me agrada. – ela sorriu.

–É... Tchau Charlie.

–Tchau!

Assim que cheguei em casa, decidi tomar um banho bem demorado pra relaxar e aproveitei para pensar no Tyler, no que ele estaria fazendo e até mesmo no que ele estaria pensando de mim. Provavelmente, pensaria que sou uma bipolar que não faz sexo. E como eu o amo de mais para vê-lo sofrer, sumiria de sua vida por um ano, tempo suficiente para fazê-lo me esquecer.

Quando saí do banho, encontrei minha mãe sentada na cama olhando pra mim com um sorriso de quem estava imensamente feliz.

–E aí, como foi? – perguntei.

–Foi maravilhoso! Ele...

–Ele...? – disse, em um incentivo para que continuasse.

–Ele me pediu oficialmente em namoro!! – ela completou, abrindo uma caixinha vermelha que tinha um lindo anel dentro.

–Eu não disse que você fica feliz como uma garotinha? – a abracei – Não acredito que ainda não o conheço!

–Não se preocupe, ele virá jantar aqui amanhã.

–Tudo bem... Se ele se comportar direito, eu aprovo o relacionamento de vocês. – brinquei.

–Por falar em relacionamento, por que o Tyler saiu daquele jeito hoje mais cedo? – minha mãe tocou no “assunto Tyler”.

–Nós brigamos, mas não quero falar sobre isso.

–Tudo bem... Acho que vou dormir, estou cansada e está ficando tarde.

–Antes de você ir, preciso te perguntar uma coisa. – talvez agora fosse a hora certa pra falar do intercâmbio.

–Pergunte.

–A Charlie estava pensando em fazer um intercâmbio para Londres e perguntou se eu queria ir com ela, eu olhei uns papéis que ela trouxe explicando como será e vi que vai ser bem interessante estudar um tempo em outro país. Posso ir? – perguntei, fazendo minha carinha de cachorro perdido.

–Esse tipo de decisão não é tomada assim do nada, eu preciso conversar com a mãe da Char... Mas eu só te pergunto uma coisa: para uma pessoa que mora aqui na Califórnia, qual é a diferença de ir fazer um intercâmbio em Londres? – meu Deus, qual é o problema da minha mãe? Califórnia e Londres são dois lugares muito diferentes.

–Que pergunta mãe! Tem muita diferença, assim como no Brasil e em Portugal. O idioma é parecido, mas a cultura é totalmente diferente. Não vamos para Londres por causa do idioma, vamos por causa da educação, da cultura.

–Ahn... Você me conhece, sabe que existem grandes chances de você ir, mas só mais uma coisa. Quanto tempo? – ela perguntou.

–Um ano.

–O quê? Acha que vou deixar uma menina de dezesseis anos ficar um ano em outro país. Pode esquecer isso, Sophie.

–Por favor, você não sabe o quanto isso será bom pra mim, pra minha educação. E além do mais, vou te ligar todos os dias. – pedi.

–Vá dormir, Sophie. Amanhã falamos sobre isso. – ela disse, me dando um beijo na testa.

–Vai pensar com carinho? – insisti.

–Vou pensar, mas não prometo nada. – respondeu, indo para seu quarto.

Esse “vou pensar” da minha mãe é igual 89,99% de chances de um sim, então fui dormir tranquila. E, no final das contas, a única ajuda que precisei vinda da Charlotte foi me fazer esquecer um pouco do Tyler.

Notas finais
Críticas? Elogios? Um "oi"? É só comentar! Até logo...