Summer Love
10 Still Into You
Notas iniciais
"Não é uma coisa fácil amarmos um ao outro
Mas quando nossos dedos se cruzam
Não posso negar, não posso negar, você vale a pena...
Annabeth:
Já fazia um mês que minha avó morreu. Eu tinha dito ao Percy que voltaria, mas depois dessa morte importante, a família ficou "mais unida". Mais do que na minha vida toda.
Um exemplo era de que eu havia ganhado um carro — uma Ferrari —, e outro era que, infelizmente, meu pai e a vaca haviam viajado no dia anterior, para uma "Segunda Lua de Mel". Que nojo.
Meu pai queria que a casa da vovó fosse preservada, para a família, mas a vaca da Sarah o convenceu à vendê-la. Eu fiquei desesperada — tanto pelas lembranças daquela casa quanto pela biblioteca —, mas meu pai me permitiu ficar com uma pequena parte dos livros, e doou o resto deles para uma instituição de caridade.
Uma notícia boa era que Percy estava chegando. Ele ficara o mês todo resolvendo problemas familiares e da empresa do pai.
Depois do velório da vovó, eu não havia visto a Bianca, pessoalmente, pelo menos, pois havíamos conversado por Skype. Ela estava estranha, diferente. Admito, não aprovei. Gostava mais de quando ela era... doce e fofa.
Uma vez eu perguntei ao Nico por que a Bianca tinha ficado na casa desse tal primo — que ele também não conhecia —, e ele não soube a resposta.
Tinha algo estranho ali. Bianca sumiu quando a gente estava viajando, voltou diferente, tem parentes desconhecidos e, o mais estranho, as vezes se confundia e falava de alguma "terceira pessoa", então consertava quando percebia.
Quanto o resto do povo havia voltado pra casa, lembrando que apenas Thalia não morava por perto, tirando Silena e Charles, que tinham feito uma "viagem romântica".
Thalia estava na casa de Zeus, em um lugar à alguns km, com Jason — ainda não gostava desse cara.
Quando acordei, super feliz ao me lembrar da chegada do Cabeça de Alga, pulei logo da cama e segui para o banho. Vesti qualquer coisa e desci, vendo no meu celular que ainda eram 9hrs.
Fui a cozinha, furtar a geladeira, e encontrei Ruth, a nova empregada, lá. Ela foi contratada para "ajudar" a babá dos gêmeos, pois era muita coisa para uma pessoa só. E a babá, tinha sido contratada quando eu tinha viajado para o litoral.
— Hey, Ruth. — eu a chamei, já que ela estava de costas.
A mulher se virou com um sorriso no rosto. Ela tinha olhos castanhos muito escuros, que se assemelhavam com preto, e o cabelo louro morango. O semblante era de uma pessoa amorosa e gentil.
— Hey, menina! — ela me saudou de volta, sorrindo — Dormiu bem?
Sorri para ela.
— Sim! O café está pronto?
— Acabei de começar a fazer.
— Então vou fazer um sanduíche. Tenho que ir ao aeroporto, para buscar o Percy — suspirei, com preguiça, apesar de estar animada.
— Você ainda não me contou dele. Como ele é?
— Perfeito. Gostoso, cabelos escuros, olhos verdes. Gentil e divertido.
Eu estava comendo seu sanduiche, mas percebeu o sorriso malicioso de Ruth, que veio acompanhado da pergunta:
— E vocês já... é... deram um passo a frente?
Eu me engasguei e tomei rapidamente a água que estava em meu copo. Além disso, meu rosto havia ficado vermelho, tanto por vergonha, quanto pelo engasgo.
— Ruth! — repreendi, mas falei: — Sim.
Ela deu um risinho.
Terminei de comer, escovei os dentes e saí de casa.
Peguei minha Ferrari e dirigi até o Aereoporto. Mesmo sendo férias, as pessoas não saiam muito de casa, pois consideravam que "Domingo era o dia da família", por isso o trânsito estava rápido; então, quando cheguei, ainda faltavam vinte minutos para o voo do Percy chegar.
Decidi comprar um Capuccino, pois estava frio naquela época o ano. Sentei em uma cadeira, peguei um livro que trouxe na bolsa — da minha avó —, enquanto ouvia Ed Sheeran.
O voo do Percy foi anunciado. Fui até o local do desembarque, mas como ele já me conhecia, não precisei levantar aquelas plaquinhas com o nome dele escrito.
Assim que o vi, pulei nos braços dele e lhe dei um beijo até ficarmos sem ar.
— Oi, amor — disse eu, com um sorriso meio "ressentido". Porque ele meio que havia me deixado aqui. Mas já o perdoei. — A viagem foi boa?
— Cansativa? — ele suspirou, bagunçando os próprioa cabelos. Do nada, ele corou. — Então, Annie, e-eu queria pedir desculpas por não vir ao velório da sua avó. É que os problemas na empresa—
O interrompi com outro beijo.
— Tudo bem, nem eu queria ver aquilo. — sorri tristemente, mas logo disfarcei. — E, então, sr. Jackson, vai ficar aonde?
Ele coçou a nuca. Oí os piolho.
— Fiz reserva en um hotel, mas teve uma complicação —
— Então fica lá em casa. Ele e a minha vacadrasta estão viajando, voltam mês que vem.
— Ainda acho errado, mas... — ele fingiu pensar — Ok!
Seguimos até os estacionamento. Eu apontei para o meu carro, mas Percy olhou para um que tava atrás do meu.
— Não, Percy. O meu é a Ferrari.
Ele escancarou a boca.
— S-seu? — assenti, mordendo o lábio — Posso d —
— Nem pense, dude. — respondi — EU dirijo hoje. Mas vou avaliar seu caso, pra provar o quanto eu te amo.
Enquanto eu nos levava para minha casa, ele e eu ficamos conversando sobre besteiras. De torta de chocolate a livros.
Quado chegamos, estacionei e disse:
— Então, Perseus, vai conhecer metade da minha família hoje; ou melhor, seus cunhados. Está ficando sério, né?
— É.
— Ah! — eu me lembrei — Não estranhe as prováveis reações do Tobias. Meu pai ensinou umas coisas à ele...
— Me pergunto que coisas podem acontecer.
Abri a porta com minha chave e gritei:
— Ruth! Tris! Tobias! Cheguei!
Logo vi duas pessoinhas correndo até a sala e Ruth atrás, rindo.
— Annie! Bom dia! — gritaram os gêmeos.
— Bom dia, lindos. — os abracei — Hey, gente! Esse é o Percy, meu namorado.
— Ele é bonito — Tris cochichou a mim,que dei uma risadinha e ri:
— Sim, é sim.
— Oi, linda — Percy disse a Tris — Obrigado pelo elogio.
— Ok. — disse Tobias, fazendo todo mundo se assustar — Quais são suas intenções com minha irmã? — Perguntou meu irmão, com cara de sério, ficou tão mordível! — À propósito me chamo Tobias.
Dei uma risadinha, junto a Ruth.
— Bem, eu me chamo Percy Jackson — Percy disse, estendendo a mão, mas o baixinho ignorou, deixando o coitado constrangido — Estou muito apaixonado pela sua irmã e vou fazê-la feliz.
— Se é assim, ok. Dou minha permissão.
— Beleza — disse Percy, rindo discretamente.
— Ai, Deus — resmungou Tris — Deixe de ser idiota, o Percy está constrangido!
— Mas o papai me ensinou que—
— Shiu!
Ruth riu atrás da gente, o que fez eu e Percy rir junto a ela.
— Ok, baixinhos. — disse eu — Eu vou mostrar a casa ao Percy, fiquem com a Ruth.
Mostrei a casa ao Percy.
— Vou deixar minha mala no quarto de hospedes. Qual dos dois?
— No da frente do meu.
— Vou no seu quarto depois. Quero conversar com você.
Fui pro quarto e fiquei deitada na cama. Depois de quinze minutos ele chegou.
— Então, o que você disse que tinha que me contar?
— Nada demais. Só que decidi trocar de faculdade. Eu só ia fazer direito por causa da empresa, mas conversei com meu pai e ele entendeu que eu não queria isso.
— Hum...e escolheu o quê?
— Biologia marinha. Sempre foi meu sonho.
— Oh, bem. Achei que se largasse a empresa iria virar surfista. — ri — Você será um ótimo biólogo marinho, senhor Jackson. — dei um selinho nele- Achei que era algo ruim.
— Ainda bem que não. Já falei que te amo hoje?
— Ainda não.
— Pois eu te amo.
— Também.
O beijei. Era pra ser romântico, mas começou a ficar quente e subi no seu colo. Ia tirar a camisa quando vi a porta abrindo.
— Ai! Meu Deus, Annie — disse Ruth — Desculpa. Só vim avisar que o almoço tá pronto. Fiz macarronada e torta de morango de sobremesa.
Almoço? Tínhamos demorado ali.
— Já vamos descer.
Sabe aquela tristeza que bate do nada? Eu senti no momento, e começou a chover, mas eu impedi minhas lágrimas de caírem como as gotas de chuva que escorriam pela janela.
...Porque depois de todo esse tempo
Continuo afim de você"
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