Summer Love

5 Uma hora você vai ter que me perdoar


Notas iniciais
Ia postar mais cedo, but a luz acabou na minha rua por causa de furia de Zeus que ficou lançando raios pra todo lado. -q Vocês sabem porque estou atrasada então não atirem pedras, obrigada. Nos vemos lá em baixo :3

Percy não podia culpar seu pai pelo fato do professor de física ser um completo babaca. Ele bem que tinha avisado, mas o patriarca sempre achou que era exagero de pré-adolescente reclamão. Digamos que a reunião de pais e mestres não foi muito pacifica. A discussão foi feia. Poseidon não se conformava como um cara tão folgado podia ter sido contratado para dar aula. Irritadiço, a ultima coisa que o homem disse antes de sair da sala foi que seu filho não passaria mais um dia naquela escola. E Poseidon cumpre sua palavra. Por isso, em pleno meio de semestre, Percy se viu obrigado a estudar no colégio Meriwether.

Era um ótimo lugar, devo dizer. A principio, o garoto se sentiu animado por estar na mesma escola que Nico e Bianca, o problema é que mal conseguia conversar com os dois. Nico, estando no fundamental 1, tinha horários diferentes do mais velho. Bianca, por mais que se esforçasse, acabava deixando o primo um pouco de lado para ficar com as amigas que não queriam um menino por perto.

Percy entendia, mas se sentia totalmente frustrado por ficar sozinho. Mais de uma semana no novo ambiente e não havia feito nenhum amigo. Nunca foi lá muito bom com essas coisas. Tinha tentado conversar com um garoto da outra classe, mas ele cortou assunto e voltou para perto da amiga loira. O dono dos olhos verdes metia medo em alguém, por acaso?

Era aula de educação física, queimada. Estavam escolhendo os times e Percy estava entre os últimos. Um garoto chamado Matt Sloan o chamou a contra gosto por não querer a nerd da classe, que tinha medo até de uma mosca.

Sloan não era grande, nem forte, mas agia como se fosse, dando uma de valentão. Tinha olhos de pit Bull e um cabelo preto desgrenhado, e sempre vestia roupas caras, mas amarfanhadas, como se quisesse que todo mundo visse que ele se lixava para o dinheiro da família. Tinha o dente lascado, de uma vez que pegara o Porsche do pai para dar umas voltas e batera numa placa de DEVAGAR – CRIANÇAS BRINCANDO.¹ Era a ultima pessoa que Percy escolheria como amigo.

O jogo pareceu durar um século, e quando saíram da quadra, Jackson estava cheio de hematomas. Pode se dizer que alguns alunos levam o jogo a serio demais. Suas costas, em especial, latejavam pela bolada que o colocou fora do jogo. Nancy Bobofit era uma garota agressiva, e não poupava força na hora de lançar a bola. Percy a matou dolorosamente mais de cinco vezes em pensamento.

– Ei, novato. – Sloan chamou quando acabou de se trocar – Vamos jogar bola no intervalo. Você... pode jogar também, se quiser.

– Eu quero. – Percy sorriu. Apesar de não ser a melhor das opções, pelo menos não ficaria sozinho.

Os dias passavam e cada vez mais o moreno se sentia parte do grupo de Matt, apesar de não concordar de algumas atitudes dele – como a de implicar com os alunos mais novos. Tentava ao máximo se manter neutro a essas situações.

Sexta-feira, o sinal tocou, anunciando liberdade para os alunos. Todos saiam das salas animados pelo fim de semana. Percy pegou sua mochila e acompanhou os outros quatro, que conversavam algo sobre futebol americano.

– Percy!

O mais velho olhou para trás e viu Nico, que apesar de estar sorrindo, se percebia que estava triste com algo, o que deixou Percy um pouco preocupado.

– Posso ir embora com você hoje? – perguntou sem olhar pro maior, fitando a estatueta de Hades do jogo mitomagia que trazia consigo.

– Você é amigo do Di Angelo, Percy? – Sloan questionou, em tom de deboche.

– Fala sério, o garoto que ta sempre com aquele jogo idiota?

– Mitomagia não é idiota. – Nico retrucou, apesar do medo dos mais velhos.

– É coisa de criança. – outro riu, pegando a estatueta do menor e entregando pra Sloan- Por que não cresce?

Nico tentou pegar o boneco de volta, mas Matt levantou o braço, ficando a uma altura que o mais novo não alcançava mesmo pulando. Os olhos castanhos encontraram os verdes, como se pedisse ajuda, mas Percy continuou parado, sem fazer nada. Não defendeu o primo. Se fizesse isso, seria chamado de idiota e ficaria sozinho de novo.

– Quer seu brinquedinho estranho? Vá pegar. – Sloan lançou a estatueta longe, atingindo a parede – Não é a toa que não tem amigos.

Os garotos riram e Nico olhou para trás, procurando o objeto.

– Por que está com eles? – perguntou, se voltando para o primo.

– Porque eles são meus amigos. Você também teria algum se não fosse tão infantil. – respondeu de forma cruel – Pare com esse jogo idiota e vê se cresce um pouco.

– Ouviu, garoto? Agora dá o fora daqui.

– É, da o fora. – Percy se virou para acompanhar o grupo, ignorando as lagrimas que escorriam pelo rosto pálido do mais novo.

Durante o caminho todo para casa, Jackson quis voltar e pedir desculpas para Nico. Ele realmente não sabia porque disse aquelas coisas. Nico era seu irmãozinho, a amizade que tinha com ele valia mais de mil. Estava envergonhado de si mesmo.

Quando chegou em casa, jogou a mochila do lado da porta e foi até a cozinha ver se sua mãe estava lá, e estranho o fato de ver três pratos em cima da mesa.

– Você chegou, Percy! – Sally tirava uma travessa do forno – Cadê o Nico?

– Hoje é sexta, mãe. Ele só vem as quartas, lembra? – respondeu, desanimado.

– Eu sei, mas seu tio ligou avisando que ele passaria a tarde aqui já que provavelmente não poderemos ir nos despedir no aeroporto amanhã.

– Espera. Ir no aeroporto fazer o que?

– Eles vão se mudar para Washington amanhã por causa do trabalho de Hades. O voo sai as oito da manhã, se não me engano.

Foi como levar um soco na cara. Percy se encostou na parede, deslizando até o chão. Era o ultimo dia de Nico em Nova Iorque. O ultimo dia que ele queria passar consigo. E como retribuiu? Falando um monte de asneiras. Nunca se sentiu tão mal em sua vida.

– O que aconteceu, filho? – Sally perguntou, preocupada.

– Droga, droga, droga.- murmurava, sentindo os olhos arderem.

Percy se trancou no quarto a tarde toda. Queria ir até a casa dos primos para pedir desculpas, mas estava com vergonha. E medo. Com certeza era odiado, e com motivos.

No dia seguinte, não foi se despedir do menor. Nico chorou a viagem inteira.

~*~

Devia estar no celular a mais de meia hora, mas parou de prestar atenção no assunto depois de cinco minutos. Contar mosquitos era mais interessante do que ouvir Annabeth falando sobre a festa. Não sabia por que, mas estava sem paciência para conversar com a namorada. Balançava a rede dando impulso com a ponta dos pés enquanto fitava o teto branco, procurando algum tipo de falha na pintura.

– Dá pra acreditar que ela fez isso? – a loira resmungou, e Percy não fazia a menor idéia do que se tratava.

– Totalmente inacreditável.

– Você ouviu o que eu disse? – questionou, desconfiada.

– Cada palavra.

– Então repete.

– Ah, to com preguiça.

– Você é inacreditável, Percy. – suspirou – Mudando de assunto, eu tenho uma tia que mora ai em Los Angeles. Estava pensando em ir passar uns dias com ela. Poderia te ver e conhecer sua família.

– Você quer conhecer minha família?

A idéia não agradou Percy. Sabia que mais cedo ou mais tarde teria de apresentar a namorada para todos, mas não considerava o momento apropriado.

– É claro que sim! Não acha uma boa idéia?

O moreno ia responder quando viu Luke sair de casa pela porta dos fundos e ir até a praia. Nico estava na praia. O mais novo não tinha muito o que fazer agora que o vídeo game estava sem bateria. O loiro foi até ele e se sentou ao seu lado. Percy não gostou disso. Nem um pouco.

– Claro, é uma ótima idéia. – disse, distraído – Annie, tenho que desligar. Beijo.

– Ok, né. Beijo, te amo.

Não respondeu e apertou o botão vermelho, depositando o aparelho sobre a mesinha de madeira perto da rede. Desceu as escadas e andou na areia, chegando perto dos dois que conversavam. Odiou ver aquela proximidade, odiou ver Nico sorrindo daquela forma para o loiro.

– Eai, gente. Tudo bem? – afastou os dois, fazendo questão de se sentar no meio – Está um belo dia, não é?

– É, está... – Luke respondeu, estranhando o jeito do moreno.

– Sobre o que conversavam?

– Sobre nada que seja da sua conta. – Nico resmungou.

– Estava contando sobre meu ultimo semestre na faculdade. Nada demais.

– Interessante.

O silencio era um pouco incomodo, e até constrangedor. Nico queria bater em Percy por aparecer do nada. Percy queria bater em Luke por existir. Luke estava se perguntando se seria uma boa hora para uma partida de vôlei.

– Querem jogar vôlei? – o loiro perguntou.

– Acho uma boa idéia. – Percy respondeu.

– Vou pegar a bola.

Luke levantou e se afastou. Percy olho para Nico, se assustando com o expressão irritada do menor.

– Qual seu problema?

– O que eu fiz? – o dono dos olhos verdes questionou, confuso.

– Não quero você perto de mim.

– Ah, qual é, Nico. Não vamos viver do passado. – o outro riu de forma irônica, e Percy suspirou. Não seria tão fácil. – Me desculpe pelo que aconteceu. Uma hora você vai ter que me perdoar. Vamos lá, não foi tão ruim assim.

– É, não foi. Sabe qual o verdadeiro problema? Esse. – o mais velho não entendeu, franzindo as sobrancelhas – Cinco anos. Você sabe que eu teria perdoado se tivesse pedido desculpas. Mas não pediu. Nem sequer me procurou. Deixou que fosse embora achando que me detestava. Nunca foi nos visitar nas férias ou telefonou. Nem no meu aniversario. Admito, aquilo me magoou. Tinha razão em dizer que eu era muito infantil. Mas pessoas crescem, não é?

Percy estava sem palavras. Não esperava por essa. E a culpa lhe atingiu novamente. Nico tinha razão em cada palavra, isso era incontestável. Pela primeira vez, se sentiu feliz pelo fato de Luke aparecer e chamá-los para jogar. O loiro sentiu o clima pesado, mas nada disse.

Um pouco afastada dos três, Piper observava tudo com um sorriso divertido no rosto. Era sua impressão ou havia algo muito interessante acontecendo?

– Do que esta rindo? – Jason perguntou.

– Você percebeu?

– Percebi o que?

– Percy está com ciúmes! Isso não é fofo? Ele já sabe dos dois?

– Piper, não inventa...

– Inventar o que? – questionou, irritada – Ele está com ciúmes.

– Talvez não seja ciúmes. Talvez ele, assim como eu, não goste muito dessa história.

– Será que isso vai resultar num triangulo amoroso? – se perguntou, ignorando o namorado.

– Piper! Eles são primos!

– E ai? Amor não vê idade, cor, sexo e muito menos exame de DNA.

– Sério, não inventa.

– Você sabe que meus palpites não costumam falhar.

Jason desistiu de argumentar com a namorada que imaginava tudo o que poderia acontecer. Esse verão será muito interessante.

~*~

Dessa vez, Percy se recusou a sair da praia enquanto Nico não saísse também. Jason os chamou para ir na sorveteria, mas não estavam muito afim, apesar do calor. Noites abafadas são as mais desagradáveis. Pelo menos ventava um pouco.

A fogueira já estava reduzida a cinzas e o calor emitido era pouco. Nico estava se braços cruzados, encarando o primo que estava do lado oposto. Quem visse, acharia que estão em um tipo de competição para ver quem ficava mais tempo sem piscar. Percy estava achando a situação engraçado. O mais novo revirou os olhos castanhos e passou a observar as estrelas.

– Há, ganhei!

– Ganhou o que, cabeça de alga?

– Você piscou.

– Não era uma competição.

– Se fosse, eu teria ganhado.

– Parabéns, quer uma estrelinha por isso? – ironizou.

– Engraçadinho. – retrucou – Você ainda tem aquele baralho de mitomagia? Podíamos jogar.

– É coisa de criança.

– Não acho...

– Você que disse.

Percy bufou, irritado. Até quando Nico ficaria dando uma de difícil?

– Por que não entra? – o mais novo perguntou.

– Está uma bela noite. Não da pra observar as estrelas lá de dentro.

– Desde quando você gosta de estrelas?

– Elas são admiráveis. Tenho uma amiga, Zoë, ela gosta de astrologia. Fica nos mostrando as constelações. Por exemplo, — olhou para o céu, procurando alguma – ali, a de Órion. Consegue ver?

– Não.

Percy se levantou e foi para perto do primo, sentando ao seu lado.

– Tem formato de trapézio. Consegue identificar As Três Marias, né? As três brilhante em diagonal. Estão bem no meio. Ao sul tem mais duas estrelas um pouco afastadas uma da outra e ao Norte também. É só ligar os pontos.

O mais velho movia o dedo como se desenhasse no ar, tentando deixar o formato mais claro. Nico não tinha a menor habilidade para identificar constelações. Percy, percebendo a dificuldade, segurou o queixo do menor, virando seu rosto para a esquerda.

– Ali. Está vendo?

Agora sim. As estrelas brilhantes realmente se destacavam das outras. Constelações são interessantes, de fato. É estranho pensar que todas essas estrelas são bolas de gás queimando a milhões de quilômetros da terra.

– É bonito. – comentou.

– Também acho. Muito bonito.

Havia um nítido detalhe que Nico não percebeu a primeiro momento: Percy já não olhava para as estrelas, e sim para ele. Sem contar que o primo estava perto demais. O mais velho analisava cada traço do rosto pálido, gravando em sua memória. Os olhos castanhos marcados por olheiras –que provavelmente foram conquistadas em noites em claro para zeras jogos-, as bochechas levemente coradas, os lábios rosados... Jackson devia estar ficando completamente louco, mas ali, naquele momento, teve vontade de beijar Nico. Com certeza sua sanidade estava indo pelos ares.

Nico evitou olhar para o lado o máximo que pode, sabendo que se perderia naqueles olhos verdes. Não queria dar brechas para Percy achar que estava tudo bem entre eles. Não estava. Ainda sentia raiva do maior, que foi a primeira pessoa a partir seu coração. Era fato que teve uma paixão pelo primo, mas era apenas uma criança. Crianças mal sabem identificar sentimentos, o que dirá lidar com eles. Não que isso ainda importasse. Já passou. Aquela aproximação não o incomodava. Seu coração não batia de forma descompassada. Vamos, Nico, pare de querer enganar a si mesmo.

Percy acariciou a bochecha do menor, que finalmente olhou para si. Ok, ele realmente queria beijá-lo. Nico fechou os olhos, sentindo o carinho. Se repreendeu mentalmente por estar gostando daquilo.

– Atrapalho?

A voz do loiro não assustou só Di Angelo, como também Percy, que se levantou rapidamente. Que merda estava pensando?

Luke passou um bom tempo na varanda de sua casa, observando os dois. Não sentiu incomodado até Percy se aproximar demais de seu Nico. Estava começando a suspeitar das atitudes do dono dos olhos verdes.

– Não, não atrapalha. Estávamos só conversando sobre estrelas. Na verdade, já íamos entrar, não é, Nico?

– Íamos?

– Sim.

Nico bufou e se levantou também, passando por Percy e voltando para dentro. Nem falou com Luke e não queria. Não agora que quase beijou o primo, esquecendo que qualquer um poderia ver, inclusive o loiro.

– Boa noite, Luke. – Percy disse, antes de se afastar.

Pelo sorriso vitorioso nos lábios do moreno, Luke percebeu que ele estava feliz com alguma coisa. Tinha leve impressão de que sabia do que se tratava. E de uma coisa tinha certeza: Perseu Jackson estava muito enganado se achava que podia afastá-lo de Nico.

Notas finais
¹ eu copiei esse trecho do primeiro capitulo de Mar de Monstros pq tava com preguiça de criar um guri aleatório -q Charliiiiiiiiiiii, pq você demora pra responder review? (pqsoupreguiçosa) porque eu não costumo entrar no Nyah pelo pc durante a semana, costumo ficar no celular. E quem ta usando o nyah pelo celular sabe que tá meio ruim de digitar lá e tals ;u; então só respondo quando sei que vou ficar muito tempo no pc :3 e eu vou responder agora :3 Gostaram, odiaram? Mande sua opinião por review, mp, recomendação, tweet, coruja, mensagem de arco iris u_u Eu não ia fazer isso ~quasebeijo~ acontecer. Queria o gelo por muito mais tempo, poooooooooorém, eu fiquei imaginando a cena e fiquei tipo "bem que podia rolar uma recaidinha -q" mas como eu sou do mal vocês ainda vão esperar por um beijo MUAHAHAH então, Percy tava puto. Quem tá puto agora é o Luke hehehe~ quero tretas ;_; TRETAS SÃO LEGAIS U.U Então galerinha do meu éssi dois, a oneshot vai rolar, e sepá vou postar por aqui mesmo como capitulo especial -q provavelmente será postada perto do Natal ou depois do Ano Novo, pq tem coisas que eu quero que aconteça antes -q enfim. Eu gostei de fazer perguntas pra vocês *u* 1. Falando de fanfic, qual a história que quando acabou vocês sentiram que seu mundo tinha caido? ~expressão daora~ Eu gostava mt de uma história chamada "Vertigem". Original, super recomendo. To bolada até hoje porque ela acabou. #querosegundatemporada 2. Qual a reação de vocês quando um autor excluem uma história que vocês gostam muito? Enfim, amo vocês ♥ xoxo, Charlie P.S.: o fato do capitulo estar sendo postado hoje, segunda/terça-feira, não muda o fato que sexta tem outro, só pra, sei lá, avisar. P.S.²: São duas da matina, então, apesar de revisar, devo ter deixado uns erros. Desculpe por isso.