Summer Love

7 O primeiro passo


Notas iniciais
Não demorei, vai u.u são mais de três da matina e vou acordar as 9h hoje. Ai meus deuses, vou ficar como um zumbi o dia todo. Ok, faz parte. O capitulo acabou de sair do forno, então espero que gostem! Queria agradecer ao meu querido Oct por ter recomendado a história, os 39 usuarios que favoritaram e os 107 que estão acompanhando ♥ (comentem, seus safados) Enfim, boa leitura! P.S.: Qualquer semelhança com toy story não é mera coincidência

Você tem um irmão mais novo? Se sim, deve saber como eles conseguem ser incrivelmente irritantes. Querem as suas coisas, falar com seus amigos, dormir na sua cama. Acham que tem direito a tudo que é seu. E se nega alguma coisa, eles choram e você vira o vilão da história. Malditos pirralhos.

Percy costumava ser muito possessivo com suas coisas quando era criança. Principalmente com seus brinquedos. O que era seu só tinha que ser tocado por ele. Não seria diferente com um boneco do Buzz Lightyear que ganhou em seu aniversário. Ele não largava mais o objeto, não importava onde fosse. Tudo bem, tudo maravilhoso até Nico ver o brinquedo. Cismou que também queria um. Maria quase comprou para o moreninho, mas Hades disse que o filho devia deixar de ser mimado. Sem ter um pra si, o mais novo tentou pegar o de Percy. Logo, os dois brigaram. Coisa de criança.

Nico estava com o rosto inchado e olhos vermelhos de tanto chorar. Sally tentava acalmar o sobrinho, sem sucesso. Percy continuava emburrado no sofá, agarrado ao seu patrulheiro estelar. Não aguentava mais ouvir o choro do menor, então se levantou e subiu as escadas, indo para seu quarto. Nico tinha milhares de brinquedos, por que queria logo o seu?

– Hey, campeão. – Poseidon entrou no cômodo e Percy virou o rosto.

– Se veio me dar sermão, eu não quero ouvir.

– Não vim para isso. – se sentou na cama ao lado do filho – Só não acho legal vocês dois ficarem brigando. Por que não vai lá e pede desculpas?

– Ele começou. – respondeu, irritado – Eu não tenho que pedir desculpas.

– Então vão continuar brigados por um motivo besta?

– Você não entende!

Poseidon riu com a afirmação. Ele não entende? Sendo tanto irmão mais velho quanto mais novo, ele entendia muito bem. Bem até demais. Inúmeras foram as vezes em que brigou com Hades ou Zeus, e as vezes até com os dois ao mesmo tempo. E tinham aquelas que partiam para os murros. Ainda tinha algumas cicatrizes da vez que Zeus o empurrou contra uma porta de vidro quando eram crianças. Adorável infância.

– Por que vocês não dividem?

– É meu, eu não tenho que dividir.

– Não seja egoísta, filho.

O garotinho fez bico e ignorou o mais velho. Poseidon suspirou. Seu filho sabia ser tão cabeça dura quanto ele mesmo quando queria.

– Percy, quantos anos você tem?

O menino olhou para o pai de forma intrigada.

– Sete.

– E o Nico?

– Quatro.

– Sendo o mais velho, não acha que devia ser o exemplo?

– Então eu não quero ser o mais velho.

– Vamos lá, você e Nico são amigos. Não devemos discutir com amigos. – ele tentou, mas Percy continuava emburrado – Tive uma ideia. Por que você não pega seus outros brinquedos e cria uma história? Assim vocês podem revezar com os bonecos, como se eles fossem personagens.

Percy olhou para o pai, desconfiado. Poderia ser uma boa ideia. Levantou-se da cama e andou pelo quarto, recolhendo o que considerava útil. O porco de borracha, seus soldadinhos, o Max steel, a única boneca que tinha, uma vestida de agente secreta que foi lançada como parceira de Max, e, claro, o Buzz.

Colocou todos em um cesto e saiu do quarto, descendo as escadas e voltando para a sala. Nico olhou curioso para o primo que ia de um lado para o outro arrumando os objetos. Percy amarrou a boneca na cadeira e deixou o porco de borracha ao lado desta, e posicionou os soldadinhos verdes em frente, como um verdadeiro exercito. Foi até o menor e estendeu Max para ele. Nico o olhou de forma confusa e pegou o boneco.

– A donzela foi sequestrada pelo terrível Senhor Porco e agora corre grande perigo. Buzz e Max precisam trabalhar juntos para salvá-la das garras do vilão.

– Não seriam patas? – o mais novo perguntou.

– Você entendeu o que eu quis dizer. – respondeu.

O menor sorriu e se levantou para brincar com o outro. Em alguns minutos os dois esqueceram que brigaram momentos antes. Percy não se importou em deixar Nico brincar com Buzz enquanto ele ficou com o Senhor Porco, correndo pela sala já que era o vilão e tinha de fugir. Percebeu que realmente não queria ficar brigado com o primo por um motivo tão besta.

Poseidon assistia as duas crianças brincarem com um sorriso no rosto. Estava orgulhoso do filho. Era bom ver que seu menino ia amadurecendo aos poucos.

Hades chegou algumas horas depois, para buscar Nico. O moreninho tentou convencer o pai a deixa-lo dormir na casa dos tios naquela noite, mas não teve muita sorte.

– Relaxa, a gente vai se ver de novo em alguns dias. – disse Percy.

– Mas eu queria ficar. – o menor fez bico – Da próxima vez vou trazer muitos brinquedos, e eles vão ser do bem e nos ajudar a derrotar o Senhor Porco.

– É, tenho certeza que vão. – o mais velho sorriu – Nico, nunca mais vamos brigar por motivos bestas, ok?

– Não vamos. – concordou – Prometo que vou te perdoar sempre que você for malvado comigo.

– E por que sempre eu vou ser o malvado da história?

– Porque você é aprendiz do Senhor Porco. – Nico riu.

– Pelo menos eu não pareço com um porco. – disse de forma divertida.

– Ei! O que você quis dizer com isso?

Percy gargalhou pela forma que Nico ficou irritado, deixando o garotinho frustrado com o mais velho.

~*~

Nico estava um pouco apreensivo. Geralmente quando você recebe uma mensagem dizendo “precisamos conversar”, coisa boa não é. Essa frase tem o poder de te fazer refletir em todas as coisas que já fez de errado na sua vida. Mas o moreno não havia feito nada de errado. Pelo menos nada que afetasse Luke. Não tinha ideia de qual era o assunto que o loiro queria tratar consigo, porém tinha um mal pressentimento sobre isso.

Tocou a campainha da casa amarela e esperou ser atendido. Olhou para o lado, checando que ninguém da casa vizinha o observava. Ouviu passos vindo de dentro e o barulho da fechadura ser destrancada, e voltou sua atenção para a porta. Luke o recebeu com um sorriso e deu espaço para o menor entrar.

– Veio rápido. – o loiro comentou.

– Fiquei preocupado. Aconteceu alguma coisa?

– Nada demais. – foi até a sala e se sentou sobre o sofá de cor creme – Só que seu primo veio aqui pedir que eu mantivesse distancia de você e tentou me bater.

– Achei que Jason já tinha se acostumado com isso. – respondeu, num tom debochado.

– Não foi ele. Foi Percy.

Nico piscou algumas vezes, assimilando a informação. Desde quando Percy sabia sobre eles? Tomava todo o cuidado do mundo para que os outros não descobrissem sobre sua relação com o loiro. E o dono dos olhos verdes definitivamente não estava na lista de pessoas a quem contaria um segredo.

– Achei que deveria saber. – disse Luke, puxando o moreno de volta a realidade.

– Ele tentou te bater?

– É, mas só tentou. Eu consegui acerta-lo, pelo menos.

– Você bateu nele? – questionou, irritado.

– Só estava me defendendo. Não precisa ficar irritado com isso, seu primo esta inteiro.

– Como se eu me importasse. E não estou irritado. Só não estou gostando do fato dele saber sobre nós.

– Por que não? – ergueu a sobrancelha, desconfiado.

– Porque não, oras!

– Eu não sei porque você insiste em manter isso em segredo.

– Já imaginou como seria se nossos pais descobrissem?

– Tenho certeza de que meus pais não se importariam. Sem contar que já sou maior de idade, posso fazer o que bem entendo.

– Mas meu pai não aceitaria isso muito bem. Tenho certeza de que não ficaria feliz. Ele pode te denunciar por pedofilia, sabia?

– Nunca fiz nada que você não quisesse. E posso conversar com ele, se quiser.

– Pra que todo esse esforço? Não é como se realmente tivéssemos um relacionamento sério. Nos vemos uma vez por ano.

– Eu também queria falar sobre isso. Senta aqui. – apontou para o espaço vago no sofá.

Nico hesitou, mas sentou-se ao lado do loiro que o olhava de forma seria.

– Eu andei pensando... agora que terminei a faculdade não há mais nada que me prenda aqui.

– O que você quer dizer com isso? — questionou, torcendo para que a conversa não terminasse onde ele estava imaginando.

– Eu poderia me mudar para Washington. Arranjar um emprego e alugar um apartamento. O problema do uma vez por ano estaria resolvido. Teríamos algo serio. O que você acha?

O moreno não sabia o que responder. Mas sabia que não queria isso. Não amava o loiro para assumir um relacionamento sério. Não queria que o loiro se mudasse para ficar perto de si, uma vez que não o queria por perto durante 365 dias.

– Não precisa me responder agora. Apenas pense nisso. É só que eu quero ficar com você.

Luke o beijou e Nico correspondeu com a mesma empolgação. Sabia que se falasse algo agora, a conversa acabaria mal. O loiro o empurrou sobre o sofá, ficando por cima. Colocou suas mãos dentro da camiseta branca, apertando a pele alva. Abandonou a boca rosada do moreno e passou a morder seu pescoço, hora levemente, hora com força, na intenção de marcá-lo.

Nico sabia onde aquilo iria acabar. E sabia que ia ceder. Ele sempre cedia. Puxou a camiseta azul de Luke e a jogou em algum canto da sala, agora explorando o peitoral do loiro com as mãos. O mais velho desceu a mão direita até o zíper da calça jeans do menor e abriu-o, passando a massagear o membro de Nico por cima da cueca preta. Di Angelo não conseguiu conter alguns gemidos que saiam de sua boca involuntariamente. Fechou os olhos e respirou fundo, deixando aquela sensação agradável percorrer seu corpo. Conseguia sentir a ereção do loiro roçando em sua coxa, e isso o deixava ainda mais excitado.

Luke tirou a camiseta branca e passou a lamber o mamilo esquerdo, então sua mão brincava com o direito. Os gemidos de Nico eram musica para seus ouvidos. Voltou a beijar os lábios do moreno, que agora se encarregava de abrir o cinto de sua calça.

De repente, a imagem dos olhos verdes de Percy invadiram os pensamentos de Nico, assustando o menor. Foi como receber um balde de água fria. Se afastou do loiro, que sem entender o que houve, perguntou:

– O que aconteceu?

– Eu preciso ir.

O moreno se levantou e pegou sua camiseta do chão, colocando-a de volta e tentando disfarçar os amassados. Merda, mil vezes merda. Como podia pensar em Percy num momento como aquele? Saiu dali o mais rápido que pode, ignorando os chamados de Luke que ficou para trás desentendido.

~*~

Percy realmente queria voltar para Nova Iorque. Aparentemente só estava atraindo problemas na Califórnia. Problemas com os quais não queria lidar. Talvez pudesse simplesmente ficar no quarto pelas próximas três semanas, saindo apenas para comer. Se não ficasse andando por ai, não teria que olhar para mais ninguém.

Estava deitado em sua cama, com a musica no volume máximo em seus fones de ouvido, e pensando seriamente em dormir. Porém, a claridade do quarto e o fato de serem três da tarde não ajudavam muito. Teve a impressão de que alguém o chamava, então tirou um dos lados do fone.

– Ta surdo? – perguntou Nico, irritado.

– Desculpe, a musica estava alta.

– Precisamos conversar.

Percy parou para avaliar o menor. Rosto corado, roupas um pouco amassadas e uma expressão de quem chupou limão. Se queria conversar consigo, não era coisa boa.

– Agora temos o que conversar?

– Vou pedir educadamente para que você não se meta na vida dos outros.

– Do que você... – Percy lembrou do que aconteceu mais cedo, e percebeu o que o outro quis dizer – Luke é bem linguarudo, né?

– Ele fez bem em me contar. Você não tem o direito de se intrometer em nossos assuntos.

– Sério, por que você namora aquele babaca?

– Quem eu namoro ou deixo de namorar não é da sua conta.

– Claro que é!

– Posso saber por que? – cruzou os braços sobre o peito, encarando o primo e aguardando uma boa resposta.

– Eu só... não acho que ele seja a pessoa certa pra você.

– E quem é a pessoa certa pra mim?

Percy não tinha uma resposta. Ele mal sabia o porque de estar agindo daquela forma.

– Tá, você tem razão. Me desculpe por me intrometer entre você e seu... namorado. – disse a ultima palavra com desprezo – Não quero mais brigar contigo.

– Engraçado, porque ultimamente a única coisa que vem feito é criar discórdia.

– O que?! – levantou-se, exaltado – Desde que cheguei aqui estou tentando fazer as pazes. Mas você só complica.

– Eu não complic...

– Complica sim. – cortou o mais novo – Poxa, Nico. Eu já pedi desculpas. Estou dando meu melhor, será que é tão difícil assim você parar de me tratar mal?

O menor conseguia perceber o quanto Percy estava chateado. E detestava ver aqueles olhos verde fitando-o com magoa.

– Ficamos cinco anos nos ignorando, por que não podemos continuar assim? – murmurou.

– Porque eu não quero ignorar você. Nunca quis. – disse, firme – Por que não me dá outra chance?

– Porque eu não quero que você se aproxime de mim. – respondeu, sincero.

– Eu não vou pisar na bola dessa vez, juro.

Nico sabia que o mais velho não faria algo errado dessa vez. O problema é que tinha medo. Desde que o filho de Poseidon voltará, sentimentos que a tanto tempo estavam adormecidos resolveram vir a tona. Não queria seu coração batendo de forma acelerada na presença do dono dos olhos verdes. Não queria gostar de ouvir aquela voz calma. Não queria precisar do moreno na mesma forma que precisava como quando era mais novo.

– Nico?

– Não podemos voltar a ser amigos.

– Por que não? – questionou, desanimado.

Di Angelo respondeu de uma forma que considerou ser mais eficiente do que com palavras. Percy entrou em choque quando sentiu os lábios gelados do menor sobre os seus em um selinho demorado. Nico realmente estava beijando-o? Tão rápido quanto se aproximou, o moreno se distanciou e saiu do quarto sem dizer nada.

Percy ficou observando a porta por um bom tempo, completamente bobo. Não estava acreditando no que acabará de acontecer. Estava definitivamente perdido.

~*~

Ficar dias e dias perseguindo e observando um adolescente aparentemente revoltado não é lá um dos melhores empregos do mundo. O lado bom só chega no final do serviço, quando toda espera é recompensada. E até que o filho do editor chefe tem uma vida interessante. Será que sua família sabe do fato que ele é gay?

Seria muito divertido tirar uma foto dele aos amassos com aquele loiro e mandar para Hades. Porém seu chefe ficaria nada feliz com isso. Não podia se intrometer até o momento certo.

Viu o garoto sair da casa branca de forma apressada. Parecia nervoso. No que tinha se metido dessa vez? Girou a chave no contado, ligando o carro e dando partida, iria segui-lo. Ainda tinha muito a descobrir. A única certeza que tinha sobre esse caso é que tinha pena de Nico di Angelo.

Notas finais
Acharam que ia ter vucuvuco, né? Enganei vocês 8D ~sempre me sinto impura quando escrevo alguma coisa do genero~ Senhoras e senhores, Nico di Angelo não é virgem. Marisvaldo não será o primeiro :/ Gostaram, odiaram? Eu, particularmente, gostei muito desse capitulo. Já sabem, né? Mandem reviews, recomendações, tweets, mp, coruja, mensagem de arco iris... Qualquer coisa que expresse sua opinião :D vou escrever o próximo e se conseguir terminar até domingo, semana que vem vocês terão o capitulo ;). Ah, teorias sobre o que esse final significa? xoxo, Charlie