Summer Camp
25 Voltando pra casa
Notas iniciais
No dia seguinte...
P.O.V Do Beck
Terminei de desarmar minha barraca, Jade ainda continuava lutando com a dela. Puxando de um lado para o outro, se atrapalhando toda, dobrei minha barraca, alisei a lona amassada, enrolei as cordinhas. Fui ajudar minha morena, ela bufou e chutou a barraca desmontada pela metade, soltando um palavrão.
Beck: — Deixa comigo. — Abaixei para desatar as cordas que estavam presas nas pequenas estacas.
Jade: — Ainda bem que minha mochila tá arrumada. — Suspirou se abaixando ao meu lado. — Até que foi divertido. — Apoiou a mão nas minhas costas.
Concordei, soltei as cordinhas, ela me ajudou na hora de dobrar a barraca. Levamos para o bagageiro do ônibus.
Cat: — Tchau, mãe natureza! — Acenou paras as árvores. — Tchau insetos, céu azulzinho, tchau animais da floresta... Tchau, terra boni...
Trina: — Vamos logo, se quiser ficar aqui é só dizer. Agora anda, você vai sentar ao meu lado, não quero que o Van Cleef chegue perto de mim! — Saiu arrastando a Valentine.
Passei os braços ao redor da West, vimos o Sikowitz se despedindo da professora tão esquisita quanto ele. Eles se agarraram se pudor algum. Pelo ângulo parecia que ele estava engulindo a cabeça dela.
Jade: — Que nojo! — Escondeu o rosto no meu peito.
Ri me divertindo com a cena.
Nossos colegas entraram no ônibus, se acomodando. Vimos os alunos de Seattle indo para o ônibus escolar deles. Eram bacanas, tirando Billy Boots que foi expulso do acampamento. Scott também teve o mesmo destino logo que chegamos no Forest Valley. Nunca fui com a cara dele. O cara era muito babaca.
[...]
P.O.V Da Jade
Sam: — Vou procurar você nas redes sociais. — Me deu um rápido abraço.
Assim como eu, a loira não gostava muito de afeto. As meninas das nossas turmas se abraçaram aos prantos.
Oliver ria trocando algumas palavras com o garoto nerd.
Jade: — O namoro é sério mesmo, hein? — Olhei para o seu boy. — Ele é...
Sam: — Uma delicinha, eu sei. Beija bem e têm pegada! — Disse toda orgulhosa.
Jade: — Eu ia dizer legal. — Fiz ela rir e concordar.
Sam: — Seu gato também é um cara legal. — Olhou para o Oliver.
Os rapazes olharam para nós. Acenei, piscando e ela soprou um beijo. Nós rimos quando ambos ficaram sem reação.
Jade: — Então, é isso, loirinha. Se cuida! — Apertei seus ombros.
Sam: — Você também, gata. Aproveita o namoro. — Deu um tapinha no meu ombro.
Ela correu para perto do namorado, Beck veio para o meu lado.
Jade: — Vamos, baby. — Passou os braços ao meu redor.
Eu estava tão feliz. Beck também estava radiante.
[...]
P.O.V Do Freddie
Beck: — Foi bom te conhecer, cara. Talvez Jade e eu podemos visitar vocês em Seattle. — Apertou minha mão.
Freddie: — Ou Sam e eu podemos ir visitar vocês em L.A. — Falei. — Nossas garotas se deram muito bem. — Olhamos para as nossas namoradas.
A morena acenou e piscou para nós. Sam nos soprou um beijo. Ficamos sem saber o que fazer... Estavam nos provocando?
Terminamos de nos despedir. Ele voltou para perto da namorada e a minha loira correu para mim.
Subimos no ônibus, Carly e Wendy choravam. Carly gostou de acampar. A ruivinha tinha feito amizade com as meninas de L.A.
Shannon me olhou com raiva. Sam passou esbarrando a mochila nela. Foi para os fundos, fui logo atrás.
Srta. Briggs estava inconsolável, olhando pela janela do ônibus. Sofrendo pelo amor de verão que teria que deixar para trás.
O professor Sikowitz era um cara maneiro. Maluco. Enfim, um bom homem...
Sentei ao lado da Sam, ele se ajeitou e deitou a cabeça no meu colo, encolhendo o corpo.
Sam: — Você teria me notado se não fosse por esse acampamento? — Perguntou de repente.
Freddie: — Como se você fosse imperceptível... — Ri.
Sam: — Você me entendeu, Frednerd. — Bati no braço dele.
Freddie: — Não sei... Só acho que as coisas não acontecem por acaso. Isso é relevante pra você? O importante é que estamos juntos agora, minha princesa marrentinha. — Me curvei para beijá-la.
[...]
P.O.V Da Sam
Gibby passou a viagem inteira cantando e até que a volta para casa não foi tão ruim. Quando chegamos em Seattle, em frente à Ridgeway, nossos pais já nos aguardavam, em geral para ser específica. Carly correu para abraçar o irmão mais velho.
Sra. Benson correu para abraçar o Freddie, o encheu de beijos. Ri com a cena, ele ficou todo sem jeito.
Pam: — Você pegou uma corzinha. Parece ótima. Como foi acampar com a molecada? Você viu algum urso? — Ela veio me encher de perguntas.
Fiquei feliz porque ela tinha ido me buscar.
Sam: — Foi legal. — Sorri. — Vimos até girafas. — Menti. — Vem comigo, quero que conheça meu namorado, mãe. — A puxei.
Pelo visto a mãe do Freddie já sabia da novidade, ela olhou para mim como se eu tivesse duas cabeças. Meu moreno parecia um pouco tenso.
Pam: — Uau! Não sabia que gostava de engomadinhos! Até que o moleque é bonito! — Me cutucou.
Freddie: — Olá, Sra. Puckett. — A cumprimentou.
Pam: — Sra. Puckett? Sou apenas Pam, genrinho. Vem cá, chega perto. Eu não mordo. Sam é durona, mas por dentro é só uma menina, minha Rolinha. Cuidado com a minha filha, e pelo amor de Deus usem camisinhas, sou muito nova para ser vovó. Só tenho 30 anos! — Ela não sabia ser discreta?
Sam: — Mãe, a senhora têm 38. — A corrigi.
Ela me lançou um olhar daqueles. Revirei os olhos.
Sra. Benson: — Meu bebê é virgem! Ele nem sabe direito o que é ter relações íntimas... Converse com sua filha, aposto que ela ainda nem foi ao ginecologista. Faço questão de levá-la eu mesma...
Pam: — Calma aí, minha senhora, tá pensando o quê? — As duas começaram a discutir.
Freddie e eu saimos de fininho.
Não o importava o que elas dissessem. Se eram contra ou não, nós não iríamos deixar elas nos abalar.
O acampamento havia acabado, foi divertido enquanto durou e fizemos até amizade. Mas o verão não. E estava sendo o melhor ano da minha vida. Nunca me senti tão bem. O motivo tinha nome e sobrenome, e corria de mãos dadas comigo para longe de nossas mães malucas.
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