Summer Camp

7 Trato/Rivalidade?


Notas iniciais
Ei, pessoal!!! Me desculpem pela demora!!! Tive que dar um tempo, mas agora estou de volta e é isso que importa!!! Boa leitura a todos!!!

P.O.V Do Beck

Beck: — Jade? — A fitei incrédulo quando a morena deu as caras.

Jade: — Surpreso, Oliver? — Sorriu cínica, cruzando os braços.

Beck: — Foi você! — Acusei apontando para ela. — Como pôde assustar a pobre menina e me atacar com uma pedra? — Indaguei, indignado.

Ela tombou a cabeça para trás, rindo com deboche. Sua risada amarga soou alta. Ela girou a lanterna, parecia um tanto divertida em ter me pego, aproveitei para colocar a camiseta e meu casaco, apressado.

Jade: — Fui eu sim, eu devia ter te jogado uma pedra maior! — Admitiu sem remorso.

Beck: — Mas por quê? O que fiz para você? Qual é o seu problema? — Aquela pedrada havia doído.

Jade: — Você é mesmo um cara-de-pau! Não passa de um sem vergonha! Mentiroso! — Esbravejou.

Beck: — O que eu fiz demais? — A encarei confuso.

Jade: — Você ainda pergunta, Oliver? Mentiu para mim dizendo que ia mijar. Por quê não disse que ia se atracar com aquela metida no meio do mato? — Ela estava mesmo com raiva.

Beck: — Mas foi ela que... Ei, eu não te devo satisfações! — Protestei.

Qual era o problema dela? Por quê insistia em pegar no meu pé?

Jade soltou mais uma risada debochada e girou a lanterna.

Jade: — Aham, sei disso. Acontece que você mentiu de novo, como sempre... — Disse chateada.

"Droga! Droga! Droga!"

Beck: — Me desculpa, Jay? — Eu me aproximei, lamentando por ter sido um idiota.

Jade: — Amigos não mentem, você sabe como me sinto sobre isso. Odeio mentiras... Não posso mais confiar em você? Que droga! — Sua voz saiu baixa e embargada.

Ela me deu as costas e saiu correndo, sumindo entre os arbustos. E lá estava eu sozinho no meio da floresta, praguejei, me culpando por tê-la chateado mais uma vez... Talvez o único problema entre nós fosse eu, afinal de contas, eu só vivia fazendo merdas...

Eu só não queria perder a amizade dela.

Voltei para o acampamento, me sentindo triste. A fogueira já estava apagada e não havia ninguém ao redor. Todos estavam em suas barracas. Quanto tempo já havia passado? Eu não tinha noção das horas...

Caminhei ainda cabisbaixo para a minha barraca. Era verde-mato. A da West era preta e ficava bem ao lado da minha. Pensei em ir lá conversar com ela, refleti melhor e não seria uma boa ideia, poderia ser muito arriscado, ela estava brava comigo e se fôssemos pegos seríamos mandados de volta para a casa.

E adeus acompamento. Nossas férias seriam arruinadas.

[...]

P.O.V Da Sam

Olhei para o nerd ainda desconfiada, legal da parte dele me oferecer batatinhas e tals. Nenhum garoto foi tão gentil comigo, no geral, eles costumam fugir de mim... Enfim, o Benson estava sendo bacana comigo, legal até demais para o meu gosto...

Sam: — Ei, desembucha logo, qual é o lance? O que você tá querendo de mim, cara? — Indaguei bem na lata, querendo ir direto ao ponto.

Ele me olhou como se eu fosse uma aberração. Até se afastou, ficando acuado.

Freddie: — N-nada... — Gaguejou.

Sam: — É melhor falar, ou eu vou fazer a dança do punho na sua...

Freddie: — Não bata em mim, por favor, eu juro que não tô querendo nada! — Ele disse numa rapidez surpreendente.

Abaixei os punhos hesitante e respirei fundo.

Certo, ele tinha cara de pateta e parecia inofensivo. Mas e daí? Ele ainda era homem, não é mesmo?

Sam: — Okay, relaxa, cara. — Ele estava tremendo.

Ele fechou os olhos e respirou fundo, tentando se acalmar... Nossa, era um medroso... Por um instante, até tive pena. Um pouquinho.

Sam: — Sério que me chamou só para comer batatinhas? — Indaguei.

Freddie: — Sim. — Assentiu.

Sam: — Tá legal... Pensei que você fosse sei lá... Me beijar? — Dei uma risadinha, seus olhos arregalaram e ele ficou corado.

Freddie: — B-beijar v-você? — Franziu o cenho e pareceu chocado com a ideia.

Sam: — Sim, me beijar. Pensei que você quisesse...

Freddie: — Claro que não! — Interrompeu. — Seria muito estranho, até porque você gosta de meninas. — Mas o quê?

Desde quando eu gosto de meninas? O que aquele retardado estava falando?

Sam: — Como é, que é? — O agarrei pela gola do casaco marrom engomadinho. — O que você disse? — Perguntei entre dentes. — Repete aí o que você falou! — Exigi.

Freddie: — V-você g-gosta de m-meninas... — Sua voz saiu falha e esganiçada.

Sam: — Quêm disse isso? — Firmei o aperto, ele ficou com o rosto vermelho e seus olhos pequenos quase saltaram.

Freddie: — É o que dizem... As meninas da equipe de torcida, o time de basquete... Até alguns professores... Eu ouvi dizer que... Você sabe... Fica com garotas. — Que piada era aquela?

O soltei ficando chocada e indignada com o que ele havia acabado de dizer.

Sam: — É sério mesmo? Todos no colégio acham que eu...? — Eu devia me sentir ofendida?

Ele apenas assentiu, parecia mesmo apavorado.

Sam: — Você acha? Por acaso eu tenho cara de...? — Gesticulei um pouco nervosa.

Então, era por causa daquilo que nenhum garoto me convidava para sair?

O Benson não respondeu. E nem foi preciso. Eu já tinha a resposta.

Lésbica... Todos achavam que eu era lésbica. Nada contra, sério mesmo. O fato é que eu não era...

Eu comecei a rir. Até que era cômico.

Freddie: — Shhh... — Tapou minha boca, a palma da sua mão pressionou meus lábios. — Ninguém pode nos ouvir, então não ria alto... — Me lembrou.

Assenti e ele tirou a mão da minha boca.

Sam: — O que andam dizendo sobre mim não é verdade, ok? — Resolvi esclarecer. — Gosto de garotos. E estou a fim de um carinha! — Droga! Eu e minha boca grande.

Freddie: — É mesmo? É da nossa turma? — Me olhou curioso.

Resolvi abrir o logo jogo.

Sam: — É sim, mas ele nem me nota, parece que eu sou até invisível. — Bufei, frustrada.

Freddie: — Poxa, sei como é. — Lamentou.

[...]

P.O.V Do Freddie

Sam me olhou sem jeito, ambos estávamos encabulados com aquela situação embaraçosa. Eu não devia ter contado sobre os boatos que rolavam sobre ela. Por quê diabos fui abrir a boca? Tarde demais, acabei tocando num assunto indelicado...

Freddie: — Quêm é ele? — A curiosidade falava mais alto.

Sam: — O carinha que estou à fim? — Impressão minha ou ela estava corada?

Freddie: — Aham. Se quiser me contar, é claro...

Sam: — Ele é seu amigo. — Disse olhando para o pacote de batatinha vazio, a Puckett estava ficando mesmo tímida?

Freddie: — É o Brad? — Foi o primeiro que passou por minha cabeça.

Sam: — Não. Não! — Olhou para mim e soltou uma risadinha.

Freddie: — Shane? — Só podia ser.

A loira desviou o olhar e torceu os dedos, nervosa... Mas é claro.

Sam: — Se falar para ele, eu quebro a sua cara! — Ergueu os punhos, voltando a ser a garota ameaçadora.

Enguli em seco, ela era uma valentona e podia facilmente acabar comigo.

Freddie: — Eu posso te ajudar. — Uma ideia surgiu.

Sam: — Como? — Me fitou desconfiada.

Freddie: — Você não quer que o Shane te note? Eu posso te ajudar. — Falei com firmeza.

Sam: — Sério? — Seus olhos azulados brilharam, ela pareceu se animar.

Freddie: — Mas vou querer algo em troca. — Eu disse um pouco hesitante.

Sam: — Se for dinheiro, ih, eu tô mais lisa que sabão. — Sorriu divertida.

Freddie: — Não é nada disso, fica tranquila. É que eu tenho vergonha de... — Cocei a nuca. — O problema é que... — Como eu podia me abrir com ela? — O pessoal tira sarro comigo, você sabe, por eu ser nerd e tudo mais. O Billy e os amigos ficam me zoando... Me chamando de fracassado, 'pega ninguém', nerd BV... — Confessei envergonhado.

Sam: — Quer que eu te ajude a bancar o garanhão para pararem de pegar no seu pé? — Prendeu o riso.

Freddie: — Também não exagera na parte do 'garanhão'. Só quero uma ajudinha, você sabe... Quero que alguma garota me note, e você já me entendeu, né? — A encarei, ela assentiu ainda prendendo o riso.

Sam: — Você quer que eu te ajude a conquistar uma garota para você poder perder o BV? — Sorriu, maliciosa.

Freddie: — Sim. — Confirmei.

Sam: — Tem interesse em alguma? — Perguntou, curiosa.

Dei de ombros, eu só queria ficar com alguém para que os idiotas me deixassem em paz.

Freddie: — Não. — Respondi.

Sam: — Já sei como posso te ajudar! — Ela estalou o dedo. — Confie em mim, vou te arrumar a garota perfeita para você poder dar o seu primeiro beijo. — Soou empolgada demais.

Não sei porquê, mas algo me dizia que eu deveria desistir enquanto ainda tinha tempo... E se ela decidisse sacanear comigo?

Sam: — Então, temos um trato? Você me ajuda com o seu amigo e eu te ajudo a perder o BV. — Sorriu de maneira exagerada, mostrando todos os dentes.

Freddie: — Isso mesmo! Temos um trato! — Afirmei.

Aquele rosto angelical e os olhos azulados pareciam armadilhas... Resolvi me arriscar. O que poderia acontecer? O máximo que poderia ocorrer, era só quebrar a cara mesmo, coisa que eu já estava acostumado...

[...]

No dia seguinte, às 06h:15min...

P.O.V Da Jade

Panelas se chocando. Apitos soando. Que diabos era aquilo? Ninguém merecia acordar com aquela maldita barulheira... Tapei os ouvidos, desejando me afundar no saco de dormir e sumir... Ouvi vozes. Murmúrios. Reclamações. Gritinhos agudos ecoaram. Alguém soltou um palavrão.

Saí do saco de dormir, me arrastando com a maior moleza. A lona da minha barraca era escura, o que deixava quase um breu no interior... Já era de manhã?

Ainda sonolenta e com preguiça, abaixei o zíper da barraca. Me deparei com o céu ainda nublado, o ar gélido e o nevoeiro já se dissipando... Ainda estava escuro, quase amanhecendo. Que horas eram, afinal de contas?

04h da manhã? Esfreguei os olhos e bocejei.

Prof. Sikowitz: — Já são 06h:17min. Já de pé, crianças! Temos muito o que fazer! Levantem, levantem! Vamos lá! O café-da-manhã está pronto! — Anunciou com falsa animação.

Todo mundo sabia que ele não era fã de acordar tão cedo. Ainda mais num dia frio e nublado.

Cat: — O que temos para o café-da-manhã? — Ela estava toda agasalhada, vestida da cabeça aos pés como a Pantera Cor de Rosa.

Srta. Briggs: — Mingau de aveia! — Respondeu a velha com cara de Bulldog.

Cat: — Eba! — Comemorou batendo palminhas.

Eca! Mil vezes eca... Eu daria tudo por um bom café quentinho. Uma delícia, só de pensar minha boca já salivava...

Jade: — Onde vamos fazer nossas higienes matinais? — Perguntei.

Srta. Briggs: — Todos trouxeram seus ítens de higiene pessoal, correto? Os monitores já estão distribuindo as canecas com água para a higiene bucal. — Explicou.

Olhei para os nossos monitores, eles estavam mesmo fazendo a tarefa de distribuir as canecas de alumínio. Só podia ser sacanagem. Ronan, o nosso guia, segurava um balde, só podia ser a água que usaríamos.

Robbie: — Não tem caneca de plástico? — Fez careta para a caneca de alumínio amassada.

Revirei os olhos. Por quê eu só tinha colegas bobões?

Beck: — Ansiosa para começar as atividades? Fiquei sabendo que vamos ter umas gincanas hoje, dependendo de como vai ficar o tempo, vamos fazer canoagem. — Comentou parando ao meu lado.

Jade: — Espero que você e sua canoa desçam por uma correnteza e se choquem com uma cachoeira! Vou torcer para que não morra afogado! — Sorri, sarcástica.

Beck: — Credo! Vira a boca pra lá, Jay! — Ficou meio horrorizado.

Jade: — Espero que a gente possa andar de tirolesa, talvez só assim você perca o medo de altura. Ou melhor, que tal uma escalada? — Eu tinha o prazer de atormentá-lo.

Beck: — Ei, eu já perdi o medo de altura faz tempo! — Se defendeu. — Você que não sabe nadar e nunca conseguiu escalar até o topo nas aulas de ginástica! — Rebateu.

Filho da mãe... Por quê ele tinha que lembrar?

Jade: — E daí? Eu me viro! Não tenho medo de nada! — Forcei um sorriso, nada e ninguém poderia me abalar.

Beck: — Sei disso, Jay. Vou escovar os dentes, te vejo na hora do mingau. Hum, eu também adoro mingau de aveia. — Disse zombando e se afastou indo pegar uma caneca com água.

Às vezes a gente se comportava como rivais. Era normal. Todos tem um amigo irritante e competitivo, não é mesmo? Eu ia vencer ele nas malditas gincanas, o Oliver ia me pagar.

Notas finais
O que acharam do trato entre Sam e Freddie??? Gostam dessa rivalidade entre Jade e Beck??? Ansiosos para as gincanas/atividades??? Até o próximo. Bjs