Summer Camp
12 Meninas Unidas - Parte 1
Notas iniciais
P.O.V Do Beck
Merda... Por quê diabos eu só fazia besteiras? Qual era a porra do meu problema? Por quê eu sempre tinha que pisar na bola com a Jade? Eu era um idiota... Um grande idiota. Por quê fui falar todas aquelas besteiras? A Jade não deveria ter ouvido aquilo... Pior que ela tem toda a razão, eu não passo de um imbecil que só comete burradas.
André: — Que cara é essa, brôw? — o Harris se aproximou.
Beck: — Quero morrer... — Soltei um gemidinho sôfrego.
André: — Que papo é esse, cara? — Me encarou confuso.
Beck: — Me deixa quieto, só quero morrer. Vou pular lá do topo daquela árvore! — Apontei para o pinheiro mais alto.
André: — Você comeu um daqueles cogumelos? — Achou graça.
Beck: — Não! Me ajude achar um bem venenoso e eu comerei com prazer. — Afirmei.
André: — Ih, a parada então é séria, o que aconteceu, irmão? — Ficou preocupado.
Beck: — Magoei a Jade... — Eu com certeza era um péssimo amigo.
André: — Isso já não é mais nenhuma novidade, você sempre faz isso. — Riu.
Beck: — Ela rompeu com a nossa amizade. — Tirei a pulseira que pertencia a ela e mostrei para ele.
André: — Foi tão grave assim? O que você fez? — Se espantou.
Vergonha... Além da vergonha, eu estava odiando a mim mesmo.
Beck: — Acho que mereço um soco... Um soco não! Eu mereço uma surra! Vai, Harris! Acaba comigo, eu deixo! — Abri os braços.
André: — Para com isso, irmão, somos melhores amigos. Se abre aí comigo, talvez eu possa te ajudar. — Ele era sempre prestativo.
E por fim, me desatei a falar, desabafando com ele...
Beck: — Daí ela ouviu tudo! Ela ficou furiosa, arrancou a pulseirinha e jogou em mim! — Contei.
Harris ficou um tempão me encarando.
Beck: — Você não vai falar nada? Não tem nenhum conselho para...
Seu punho direito me atingiu de cheio, tombei no chão caindo sobre as folhas secas...
Beck: — AI! — Aquilo doeu e não foi pouco.
Mas eu sabia que merecia aquele soco. O que fiz com Jade não se comparava com a dor de apanhar...
André: — Você mereceu, ainda é pouco! Por acaso tu tem merda na cabeça, Oliver? — Se indignou. — Vem, eu te ajudo! — Me estendeu a mão.
Beck: — Ela nunca... Nunca vai me perdoar. — Funguei.
André: — 'Nunca' é uma palavra pequena com o significado muito forte... Deixe ela esfriar a cabeça, agora eu entendo porque ela estava furiosa com você. — Comentou.
Beck: — Sim. Eu realmente a magoei. — Eu estava muito arrependido.
Nunca foi a minha intenção ofendê-la... Nem sei porque falei tantas besteiras sobre ela... Acho que acabei me empolgando, eu queria conquistar as meninas e deixar claro que entre Jade e eu não rolava absolutamente nada além da amizade.
E infelizmente, além de perder possíveis paqueras, também acabei perdendo a minha melhor amiga...
Eu com certeza estava pagando por todas as mancadas que dei com ela.
[...]
P.O.V Da Sam
Freddie: — Lamento por ter te largado no chão. — O Nerd acabou se desculpando.
Sam: — Hum... Tá. Foi mal eu ter enganado você. — Falei.
Nossos amigos tinham nos deixado ali sozinhos.
Freddie: — Acabei exagerando um pouco... — Coçou a nuca.
Sam: — Também. — Comecei a brincar com uma mecha de cabelo.
Freddie: — Eu não deveria ter te acertado com força com aquele cotonete gigante. — Ele corou e aquilo foi... Fofo.
Sam: — Relaxa, nem doeu. — Falei.
O Benson assentiu, ambos estavámos sem jeito.
Freddie: — Amigos? — Estendeu a mão esquerda, era canhoto.
Sam: — Amigos não. Colegas! — Apertei sua mão.
Nós sorrimos fazendo as pazes.
Sam: — Você ainda tem aquelas batatinhas crocantes? — Perguntei.
Freddie: — Sobrou um pacote de Cheetos, na verdade... — Respondeu.
Sam — Que delícia! — Exclamei. — O que ainda estamos esperando? Vamos comer essas gostosuras. — O chamei.
Minutos depois...
Sam: — Séries ou doramas? — Perguntei.
Estávamos em sua barraca, acabamos com os salgadinhos e eu resolvi dividir uma barrinha de chocolate com ele...
Freddie: — Séries. — Respondeu.
Sam: — Com certeza séries. — Afirmei.
Freddie: — Nirvana ou Linkin Park? — Foi a vez dele.
— Linkin Park! — Respondemos juntos.
Freddie: — Uma saga? — Sorriu.
Sam: — HP. — Eu disse.
Freddie: — PJO. — Falou animado.
Sam: — Eu também gosto! — Exclamei.
Freddie: — Legal! — Comentou. — Você curte séries sobre Galáxias? — Indagou.
Sam: — Não... É nerd demais para o meu gosto. — Enfiei o último pedacinho de chocolate na boca.
Freddie: — Ah, certo... Você não sairia com um nerd, saquei... — Desviou o olhar.
Sam: — O quê? O que foi? — Ele queria dizer algo importante?
Freddie: — Não é nada... — Desconversou.
Sam: — Fala! — Pedi.
Freddie: — Não tô a fim de apanhar. — Murmurou e eu ri.
Sam: — Então, é melhor falar logo! — Avisei.
Freddie: — Eu só estava aqui pensando... Pensando em como seria beijar você... — Sussurrou.
Ouvi mesmo aquilo?
Sam: — Oh... — Eu não sabia o que dizer.
Freddie: — Desculpe, eu não queria... — Avancei nele grudando nossos lábios.
[...]
P.O.V Da Jade
Tori: — JADE! — Ouvi a irritante da Tori me chamar.
Apressei os passos, não queria papo com ninguém.
Cat: — JADE! — Berrou.
Me virei, prestes a mandá-las para... O que era aquilo? Parei de andar.
As meninas unidas num grupo só, correram até a mim.
Tori: — Lamentamos muito pelo...
Jade: — Não quero a pena de ninguém, agora vazem! — Eu disse raivosa.
Jessica: — Todas nós nos reunimos porque queremos te ajudar! — Falou.
Megan: — Não gostamos do que ele falou. O Oliver é um babaca! — Todas concordaram.
Wendy: — Estamos aqui para dar apoio. — Sorriu.
Shannon: — Garota nenhuma merece passar por isso sozinha. — Completou.
Cat: — Se uma cai, as outras caem também. — A ruivinha assentiu.
Trina: — Não, sua burra! Se uma cai, as outras a erguem! — Corrigiu.
Tori: — Isso mesmo! — A Vega sorriu.
Wendy: — Queremos erguê-la. — Prosseguiu.
Shannon: — Você pode contar com a gente! — Foi gentil.
Megan: — Mulheres unidas, jamais serão vencidas! — Afirmou.
Valerie: — E por isso estamos todas dispostas a te ajudar... — Complementou.
Jessica: — Se quiser se vingar dele! — Falou algo interessante que prendeu a minha atenção.
Tori: — Jessie, esse não era o comb... — Trina tapou a boca da irmã.
Cat: — Eu não quero ser presa... — Choramingou.
Valerie: — Quer ou não quer a nossa ajuda? — Perguntou.
Jessica: — Pense bem, West. É você quem manda. — Vi o brilho maldoso nos olhos das duas.
Tori murmurava contra a mão da Trina.
Trina: — Pare de me babar, eca! — Fez cara de nojo.
Jade: — Hum... É claro que eu quero. O Oliver merece pagar por todas as vezes em que pisou na bola comigo! — Falei decidida.
Eu nunca tive amigas, amigas pra valer... Me senti tocada por saber que um grupo de garotas que eu mal conhecia, queriam me ajudar à qualquer custo.
Elisa, a nossa monitora não estava ali, e nem a garota chamada Carly. Também senti falta de mais uma...
Jade: — Será que a Sam gostaria de nos ajudar com o plano para acabar com o Oliver? — Indaguei.
Valerie: — Com certeza... Ela é a maior maloqueira que existe em nosso colégio. A ajuda dela será bem útil. — Era tudo que eu precisava ouvir.
Jade: — Maravilha! — Bati palmas. — Amanhã nos vemos aqui no mesmo horário, certo? — Eu só queria confirmar.
Todas assentiram, até mesmo Tori e Cat. A ruiva chamada Wendy disse que chamaria a Sam.
Jade: — Até mais, meninas. — Me despedi.
Eu precisava dar um mergulho.
[...]
P.O.V Do Freddie
Sam me calou, colando a boca na minha, sem delicadeza alguma... Fiquei parado, sem reação, embasbacado... Os lábios cheios e macios se moveram contra os meus afoitos e eu nem sabia exatamente o que deveria fazer.
O beijo de Shannon apesar de apressado, era mais delicado.
A Puckett separou os lábios dos meus, me empurrando de leve, me afastando.
Sam: — Qual é, Benson? A Mitchell não te ensinou nada? — Ergueu uma das sobrancelhas clarinhas.
Freddie: — Foi mal... — Dei de ombros.
Sam: — Vem cá, deixa eu te ensinar... — Se aproximou um pouco, fui para mais perto. — Você pode tocar na minha cintura, pode apenas repousar as mãos ou segurar... Também pode repousar as mãos nas costas, e nada de tocar no meu cabelo e nem descer as mãos para a minha bunda, estamos entendidos? — Me encarou.
Freddie: — Entendidos... — Confirmei.
Sam: — Sobre o beijo, pode ir com calma no começo. Toda garota gosta. Nada de beijar tão molhado, ninguém gosta de alguém enchendo sua boca de baba... — É, aquilo era nojento.
Freddie: — Está bem. Entendi. — Falei.
Sam: — Pode vir, chega junto. Tome atitude. — Me incentivou.
Encarei seus olhos, eram azuis num tom escuro mesclado com verde. Ela me olhava de volta, cheia de expectativas.
Toquei sua cintura com a mão esquerda, era fina e delicada. Fui encurtando nossa distância, até juntar nossas bocas.
A loira tocou minha nuca, os dedos roçando minha pele, ela entreabriu os lábios... Segurei sua cintura, e nossas línguas se encontraram...
E finalmente, senti o gosto do seu beijo, uma mistura de balinhas de menta com chocolate.
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