Summer Camp
15 Guerra de Bexigas
Notas iniciais
No dia seguinte...
P.O.V Do Beck
Tudo têm um limite, eu já estava me sentindo esgotado. Como a West pôde aprontar daquela forma comigo? Eu apenas estava inconformado. Acordei com uma puta dor de cabeça, minhas axilas ainda coçavam por conta da minha merda de alergia e eu não estava nenhum pouco a fim de competir, ainda mais fazer as porcarias das atividades de campista.
André: — Passou a noite em claro? Tu tá péssimo, mano! Parece até que foi atropelado. — Meu amigo me esperava em frente à minha barraca.
Beck: — Valeu pela parte que me toca. — Murmurei passando reto.
André: — Para onde está indo, cara? — Começou a me seguir.
Beck: — Vou dar um mergulho. — Ele não estava vendo a toalha vermelha pendurada no meu ombro?
Minhocas, eca... Eu ainda sentia os comichões em minhas partes íntimas. Juro que uma grudou no meu saco. Passei a noite toda tendo calafrios.
Maldita West. Foi golpe baixo usar meus medos contra mim.
Trina: — Beckzito! — Ouvi a Vega mais velha me chamar.
O Harris havia ficado para trás, ele estava com fome e o café-da-manhã já iria ser servido.
Nem me dei o trabalho de olhar para trás, fui alcançado pela garota que entrelaçou o braço no meu e me acompanhou.
Não me importei, pelo menos eu teria companhia. Trina foi tagarelando o caminho todo, quando chegamos no rio, eu sorri apreciando a bela paisagem. A torrente de água caindo pela cachoeira. Àrvores e rochedos ao redor, complementando a beleza de algo lindo que não tinha sido feito pelas mãos do homem.
Trina arrancou a blusinha amarela e o short minúsculo. Não sei aonde ela tinha arranjado aquele biquíni tão chamativo.
A parte de cima mal cobria os bicos dos peitos. E que peitos, os dela eram enormes, pareciam puro silicone. A calcinha era um micro triângulo cavado, quando ela virou, pude ver que se tratava de um fio dental.
Por mais que Trina fosse atraente e escandalosamente chamativa, eu nunca tinha olhado para ela daquela forma.
[...]
Trina: — Eu sempre fui a fim de você. — Engatinhou para cima de mim, sentou sobre minhas pernas e puxou os cordões molhados do meu calção.
Beck: — Ah, é mesmo? — Entrei no flerte.
Trina: — Sim, gatinho. — Ronronou olhando para o meu peitoral.
Sorri com a visão da morena toda molhada em cima de mim. Meus olhos seguiram as gotículas que escorriam por seus seios, os mamilos se encontravam durinhos.
Quando a Vega se curvou para me beijar e eu agarrei sua cintura farta, fomos interrompidos por uma algazarra.
A galera passou correndo por nós e logo vimos os rapazes se jogando no rio. Gritos e silvos ecoaram, as meninas davam risadinhas enquanto se despiam ficando apenas de biquínis.
Vega e eu estávamos debaixo da sombra, com a toalha estendida embaixo de mim, e a morena sentada no meu abdômen.
Valerie: — Olhem lá a falsiane com o babaca. — Ouvimos a Parker falar da gente.
A morena levantou catando as roupas.
Trina: — Merda! Por quê diabos eu não penso com a cabeça? Eu nem devia estar aqui com você. E não me procure, Oliver. — Empinou o nariz e me deu as costas, correndo para perto das amigas.
Como é que, é? Trina Vega tinha mesmo acabado de me dar um fora?
Bufei, frustrado. Garota nenhuma me dispensava.
Peguei minha toalha e a sacudi, meus amigos estavam todos se divertindo. E as garotas estavam me evitando.
Parte da culpa era minha, porém, havia dedo da West naquilo.
Quando estava voltando para o acampamento, encontrei a minha ex-melhor amiga na trilha, tinha a toalha preta por volta do pescoço e um frasco de protetor solar em mãos.
Encarei aqueles olhos azuis-acinzentados expressivos. Vi frieza e mágoa neles.
Não posso negar, aquilo me doía.
Jade passou por mim com a cabeça erguida, mantendo a postura firme, como se fosse a dona da razão.
Beck: — Ei! — A chamei.
Ela girou sob os calcanhares e me olhou esnobe.
Não sei o que deu em mim, apenas lhe mostrei o dedo do meio e lhe dei as costas, seguindo o meu rumo, enquanto a ouvia me xingar.
Jade: — ENFIA ESSE DEDO NO RABO, OLIVER! — Gritou.
[...]
P.O.V Do Freddie
Na noite anterior, voltamos para o acampamento, ninguém percebeu nosso sumiço. Ainda bem, senão a Srta. Briggs iria cair em cima de nós, cada um foi para sua barraca. Puckett e eu já tínhamos feito as pazes, e eu acabei pegando no sono com a consciência leve.
Durante o café-da-manhã, fizemos a refeição juntos, ignorando todos os olhares direcionados à nós.
Gibby: — E aí, pessoal. — Chegou acompanhado da Carly.
Sam e eu estávamos conversando sobre coisas banais, e também sobre nós mesmos, tentando nos conhecer melhor.
Sam: — Não acredito! — Exclamou me dando um pequeno susto. — Desde quando estão juntos? — Perguntou.
Só então notei que o Gibson estava de mãos dadas com a Shay.
Carly: — Ai, amiga... — A morena deu uma risadinha.
Meu amigo abriu um sorrisão orgulhoso. O casal sentou se juntando à nós.
Carly: — Ontem o Gibby me chamou para ver as borboletas que ficam ali perto... — Começou a contar sobre o encontro.
Sam: — Borboletas? Tem certeza que ele não te chamou para ver o lagartão? — Sorriu, maliciosa.
Pensei até que a Carly iria ter um ataque. A menina ficou tão vermelha que parecia ter digerido uma grande quantidade de pimenta mexicana.
Gibby desatou a gargalhar.
Freddie: — Até agora não entendi... — Cocei a nuca encabulado.
Sam: — Olha tamanho desse menino. — Apontou para o Gibson. — Gibbyzão. Lagartão. Sacou? — Me cutucou.
Quando finalmente entendi o duplo sentido da coisa, os três riram de mim.
Carly: — Que fofo, gente. O Freddie é muito ingênuo. Ele é um bebê. — Pow, Carly, obrigado pela parte que me toca...
Gibby: — Isso que dá ter uma mãe como a Sra. Benson... — Ele já ia falar o que não devia.
Freddie: — Tá bom, galera. Agora vamos mudar de assunto? — O interrompi.
[...]
Taylor: — Vamos lá, pessoal. Mais uma gincana entre equipes, nada de meninos contra meninas. O jogo vai ser bem limpo. — O monitor dizia enquanto a Elisa separava as bexigas.
Guerra de bexigas d'água.
Havia balões cheios de todas as cores.

As garotas rapidamente tiraram as blusas, ficando apenas com a parte de cima do biquíni e shortinhos. Optei por ficar de camiseta, enquanto meus colegas decidiram retirar as camisetas ficando de calções ou bermudas.
Sam: — Espero que tenha boa mira, nerd. — Esticou os braços ao meu lado, se alongando.
Freddie: — Vou tentar dar o meu melhor. — Sorri para ela.
Havia dois cestos de vime grandes, ambos cheios de bexigas. Um para cada equipe.
Os monitores ficariam de fora da disputa. Elisa deu um passo à frente, disparando as regras do jogo.
Elisa: — Agora peguem suas bexigas, só lembrando que não vale puxões ou empurrões. Isso vale para todos, a equipe que tiver menos competidores molhados será a vencedora. — Segurou o apito.
Taylor iria cronometrar a gincana. O placar estava zerado.
Sam: — VAMOS LÁ ÁGUIAS, VAMOS ACABAR COM AS CORUJAS! — A loirinha gritou agitando, puxando o coro.
Todos nós nos armamos com uma bexiga, havíamos perdido para a equipe Coruja no jogo de mímica ao redor da fogueira.
Gibby: — Acerta os cuecas, é o que vou fazer. — Assim como eu, ele não gostava de ter as meninas como foco.
Billy: — Opa! O papai aqui tá adorando isso, vou molhar as gatinhas! — Mas é claro que ele iria.
O Boots sempre tinha marcação nas meninas.
A monitora apitou, a competição começou com gritarias e corre-corre.
Eu não sabia em quem mirar, olhei ao meu redor, perdidinho. Foi quando senti o golpe nas costas, fui atingido.
David: — OTÁRIO! — Passou por mim indo pegar mais uma bexiga.
Vi Sam jogar e acertar na ruivinha, a garota chamada Cat soltou um grito agudo e tropeçou quase caindo.
Logo escutei o grito da Carly, um dos rapazes havia acertado ela de cheio. Gibby correu feito um touro, indo atrás do menino.
Sam: — SE MEXE, MANÉ! — A Puckett passou por mim quase me derrubando.
Splash... Alguém me atingiu de cheio no rosto.
Era o rapaz de cabelos medianos, o que chamava atenção das meninas, Beck Oliver.
Fui para cima dele, antes que o mesmo chegasse ao cesto cheio de balões. Mirei e o acertei pelas costas, a bexiga estourou na cabeça dele.
Ele continuou correndo sem se importar, e eu fiz o mesmo indo me armar para mais uma jogada.
[...]
P.O.V Da Jade
Eu já havia acertado Valerie, Shannon e mais uma patricinha desmiolada. Peguei mais uma bexiga, eu me encontrava ilesa, já tinha desviado de várias investidas dadas pelos rapazes. Vi Trina acertar a garota chamada Carly, Tori partiu para cima da Megan.
A Puckett assim como eu, estava ilesa.
Sem pensar duas vezes, foquei nela. Sam me olhou e eu sorri maldosa. Ela não se intimidou, e como eu já esperava, veio correndo já mirando em mim.
Arremessei a bexiga, ela fez o mesmo. Nos acertamos.
Sam: — VADIA! — Gritou e riu.
A bexiga havia estourado nos peitos dela.
Jade: — BELA MIRA, LOIRA OXIGENADA! — A provoquei.
A Puckett tinha acertado minha barriga. A loirinha me mostrou o dedo do meio e voltou a correr.
Algum sem noção passou por mim quase me derrubando. Quando olhei, vi que era o Oliver.
Jade: — TÁ CEGO, PORRA? — Gritei.
Eu já estava ficando de saco cheio daquele idiota.
O babaca parou de correr e virou para mim dando aquele sorrisinho irritante.
Beck: — Me desculpe, boneca, eu nem te vi aí, pensei até que fosse um fantasma, por isso passei direto! — Fez piada usando meu apelido da época do fundamental.
Fantasma ou Fantasminha, era como meus colegas me zoavam por causa da minha palidez.
Jade: — Escuta aqui, ôh, seu... — Fui interrompida por uma bexigada que me atingiu na parte de cima dos seios. — COMO OUSA? — Me indignei.
Éramos da mesma equipe. Ele não deveria me acertar. Aquilo era contra as regras.
Beck: — Ops, escapuliu! — Sorriu, cínico.
Não consegui controlar minha raiva, avancei nele e nós dois caímos. Giramos pelo chão, o Oliver bloqueou meus tapas, rindo e debochando, me deixando ainda mais furiosa.
Beck: — Para com isso, sua louca! — Me imobilizou ficando por cima, segurando meus pulsos.
Gruni sentindo meu corpo tremer. Eu queria tanto dar na cara dele.
O som do apito soou e logo nos vimos cercados por nossos amigos, e colegas de classe.
Taylor: — Os dois quebraram as regras, ambos estão fora. Nada de pegação no meio da gincana. — O quê?
Pegação? Ele estava louco?
Os rapazes começaram a rir e as meninas me fuzilaram.
Beck: — Vem gata, eu disse que a gente deveria ir para trás das moitas! — Levantou e estendeu a mão.
Como ele conseguia ser tão sacana?
Bati com força, empurrando a mão dele e levantei sem ajuda.
Eu estava suja e descabelada... Será que ninguém tinha visto o que realmente havia rolado?
Valerie: — Nossa, Jade! Você é vacilona, hein? Pensei que você não fosse trouxa! — Empinou o nariz, e saiu rebolando com as meninas.
A Puckett ficou para trás, me encarando.
Jade: — Mas eu não...
Sam: — Relaxa, morena, aproveite. — Piscou para mim e saiu correndo.
Por culpa do Oliver fomos expulsos do jogo.
Eles voltaram a brincar. Meu sangue fervia. Eu ia esganar o Oliver.
Jade: — A culpa é toda sua! — O empurrei.
Beck: — Ei, já chega! — Me segurou.
Nos encaramos.
Jade: — Me solta! — Ordenei.
Beck: — Tá legal, cansei dessa merda. Estamos agindo como crianças. Que tal a gente sentar e conversar como dois jovens civilizados? — Sugeriu e eu bufei.
Jade: — Okay... — Eu disse após ponderar. — Preciso tomar uma água, vamos voltar para o acampamento. — Fui andando na frente.
[...]
P.O.V Da Sam
Águia 28X25 Coruja.
Belo placar... A gincana durou 30 minutos. A monitora 'Barbie' havia feito a contagem.
Na minha opinião, ela nem era tão bonita...
Billy: — GANHAMOS, CHUPA CORUJINHAS! — Fez a dança da vitória.
Um dos engraçadinhos de HA, jogou uma das últimas bexigas no Billy, pegou bem na cara dele.
Começamos a vaiar e rir do Boots, ele enxugou o rosto com a camiseta e soltou um palavrão.
Billy: — Como é teu nome mesmo, Meio-Quilo? — Apontou para o garoto magricela que usava óculos.
— Sinjin. — Sorriu amarelo.
Billy: — Sinjin? Que diabos de nome é esse? Sinjin parece nome de caranguejo, ou aquele bichinho lá que esqueci o nome... — Era um idiota mesmo. — Enfim, vou te chamar de Meio-Quilo, sacou? — Se aproximou do menino que começou a tremer.
O Boots continuava o mesmo valentão do fundamental...
Freddie: — Na boa, cara, deixa isso pra lá, todo mundo foi molhado, não...
Billy: — Fica na sua, nerd! — Engrossou pro lado do Benson.
Taylor: — Nada de brigas, rapazes! A gincana acabou, mais tarde teremos mais uma. Agora vamos...
Billy: — Saia da frente, boiola! — Empurrou o nosso monitor.
O rapaz cerrou os punhos, ficando vermelho.
O Boots queria bater no coitado do Sinjin. O pobre garoto se escondeu atrás do amigo, o tal de Robbie.
Ouvimos os burburinhos sobre o monitor ser gay... Até eu fiquei abismada.
Boots havia inventado aquilo?
Sam: — Como sabe que ele é gay? Por acaso andou dando uns amassos nele? — Provoquei arrancando risadas.
Billy virou para mim, furioso.
Billy: — Garota, eu vou fazer você engulir todas as merdas que diz e...
Freddie: — Se tocar nela, eu arrebento a sua cara da mesma maneira que eu fiz com o Scott! — Entrou na minha frente, me defendendo. — Quem bate em mulher é covarde, vem bater em mim se acha que garante! — O Nerd estava mesmo chamando o idiota do Boots para uma briga?
O que aquele pateta tinha naquele cabeção?
Já era a segunda vez que ele me defendia... Eu não podia deixar que ele fosse expulso por minha causa.
Sam: — Ei, lindinho. — O cutuquei.
Benson virou para mim.
Freddie: — O que...
Me joguei em seus braços, o beijando. Ele ficou sem reação por algum tempinho, e depois me segurou, enfiei a língua na boca dele, e ele apertou minha cintura, tentando me acompanhar.
Billy: — Eca! — Exclamou.
Ouvimos cochichos, risadinhas e passos se afastando.
Carly: — Eu sabia! — Disse eufórica.
Quando o ar nos faltou e nos afastamos... Não havia ninguém por perto.
O Nerd tinha os olhos arregalados e os lábios inchados.
Sam: — Não fala nada, eu acabei de te livrar de uma furada. — Passei as mãos pelo cabelo. — Vamos, estou faminta. — O puxei.
A gincana havia me dado uma baita fome e uma tremenda canseira.
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