Summer

9 Vou ir na festa! - Part. 1


Notas iniciais
Hey, gente eu gostaria de escrever um textão explicando varias coisas porém estou com tempo para NADA( Por isso o cap é ''pequeno'', mas terá segunda parte) . Só agradeço para a recomendação. Serio, amo vocês ♥

POV Sam

Cat continuava sorrindo. Super normal... Eu quase morro afogada, sou salva por um estranho – Essa não foi a pior parte – E a criatura ruiva que quase me provocou um ataque cardíaco apenas sorri para mim como se nada tivesse acontecido.

Bufei enquanto tentava secar meu cabelo com a toalha pela terceira vez. Eu estava uma imundice. Encharcada, com os cabelos embaraçados, e com a pele tão pálida que poderia me passar muito bem por uma morta viva.

– Você está bem, Sam? – Cat perguntou – Se não estiver eu posso cantar uma musiquinha para você... A música do sorriso! Por favor, sorria para mim/ Vamos, vamos lá / Mostre-me seus dentinhos...

– Não! – A interrompi com um grito. Ela se encolheu um pouco constrangida – Sem musicas, Catherine! Eu estou ótima. Foi somente um susto... Para você.

Levantei-me e Cat fez o mesmo. Comecei a andar de novo para o hall do hotel com passos largos, e minha ‘’amiguinha’’ vinha logo atrás de mim tentando acompanhar-me.

– Ei! – Ela gritou. A esta altura nós já estávamos em uma pequena área de encontros os algo do tipo. – A festa... Ainda vamos, Sam?

A festa! Tinha me esquecido completamente da festa – Provavelmente porque a água entrou em meu cérebro, nada de mais.

O problema seria John, ele não o tipo de pai que falaria ‘’Ah, claro! Uma festa em um hotel em Miami. Você vai sozinha? Sim, pode ir. Ah, e tome 400 dólares ‘’

– Sim! Nós vamos... Mas primeiro temos que tombar o velhote – Falei. – Se... hum... Quiser chamar o Freddie. Eu gostar... Não me importaria se ele fosse – Corei logo após falar isso.

Cat finalmente pareceu entender o recado.

– Claro!

(---)

– Pai! – Bati na porta mais forte desta vez.

Estava a cinco minutos batendo respectivamente na porta de John e nem sinal de vida. Ele estava lá, eu conseguia escutar o barulho do aparelho de TV. Estava passando uma novela mexicana, dava-se para perceber só pelo tom de voz da dubladora.

Uma família passou por mim. As duas crianças me encaram como se eu fosse um monstro – O que não era o caso – Eu apenas estava batendo na porta da suíte do meu desesperadamente.

Minha roupa ainda estava um pouco molhada, mas nada super mega anormal. Não podia ver meu cabelo mas já tinha ideia de que ele deveria estar totalmente desgrenhado.

– Senhor do submundo. Vigia das portas da morte. Abra isso antes que eu derrube-a ! – Gritei alto o suficiente para o pessoal de o hall ouvir. Não me arrependi, pois desta vez obtive resposta.

– Está louca, Sam?

– Está surdo John?

Ele revirou os olhos e fez sinal para entrar.

– Tudo bem... Então me diga o que quer? – Ele sentou-se na cama e observou andar pela suíte.

– Ah, claro... Bem, quero o novo PearPhone na pré-venda, uma casa de praia no Caribe, e ir em uma festa aqui no hotel hoje a noite.

– Não, não e não! – Ele se limitou a três palavras – Que tal um milk shake de morango?

Bufei e joguei-me em sua cama.

– Tudo bem, arrrg!

O melhor que meu pai poderia dar-me era um milk shake. Porém vou à festa com ou sem permissão dele. Queria não arranjar encrenca, mas não vai dar certo.

Revirei meus olhos e fui em direção a porta. Antes que saísse ele me segurou pelos braços.

– Você não vai a lugar nenhum! Entendeu-me?

– Sim! – Menti.

Bati a porta com todas minhas forças e disparei para o elevador. Cat iria encontra-me no salão de jogos – Provavelmente jogando Just Dance ou algo parecido – Então já cliquei no botão para o andar desejado.

No mínimo tempo em que passei no elevador mil e uma coisas passaram por minha cabeça. Principalmente o futuro. É estupidez, eu sei, mas não há como não pensar nisso. A cada segundo o verão fica menor, e nosso tempo aqui também.

Pensei em como seria voltar para Chicago. Na minha mãe e em seus namorados. Na escola. Nos professores. Nos alunos. Isso me deprimia.

– Sai! – Disse a esses pensamentos tolos.

Andei pelo salão de jogos por um tempo até encontrar Cat. Ela estava onde eu imaginava, jogando Just Dance.

Freddie estava ao seu lado observando ela danças e provavelmente se perguntando como ela conseguia.

– Hey! – Falei e me sentei ao seu lado em um pequeno pufe.

Cat me ignorou, porém Freddie foi gentil.

– Ei, Sam... Hum, a Cat me contou sua bela história com a És e a piscina.

– Obrigada por me lembrar – Murmurei.

– Foi mal...

– Não, meu dia não pode piorar. Serio!

– Por...

– Porque meu pai não deixa eu fazer nada – Eu o interrompi – Nada! Mas eu ligo? Não, vou na festa ele querendo ou não. ELE QUERENDO OU NÃO!

Todos olharam para mim, inclusive Cat que murmurou um ‘’Oi’’ meu apressado.

– Ah sim a festa. Cat me disse que você convidou-me...

– Convidei?

– Sim.