Suki Kirai
3 Capítulo 3: Karaokê de emoções
Notas iniciais
— Ai meu santo Gachapoid... – Gumi disse, se encostando no muro do colégio. Ela raciocinava o que tinha acontecido, e o que fazer.
Riu, e suspirou. Agora teria um motivo para puxar conversa com ele.
— Ah, oi Gumi! – Piko sorriu. Gumi olhou na hora, e abriu o maior sorriso ao ver o seu melhor amigo de volta.
— PIKO-KUN!
Ela pulou em seu pescoço, e ele riu. Os dois se soltaram, e riram.
— Oi! – ele disse. Gumi pulou de alegria. Teria tanto o que conversar com ele. – Viu Miki?
— Nooope. Deve ter ido embora. Vem, vamos para o Karaokê! – ela puxou seu braço.
— Nani? Ah, ookaay!
****Suki Kirai****
— Piko...eu não consigo acreditar. – Len disse. Havia assistido toda cena, e não tinha gostado. Estariam Piko e Gumi...
“Não!” pensou Len “Eles não...espera. Por que diabos eu estou me importando com isso!?”
— Eles foram em direção a lanchonete... – o loiro raciocinou, quando alguém pula em suas costas.
— Leeen-kun!- Teto disse. Len suspirou.
— O que é?
— Nossa, nem te convidar pro Karaokê eu posso. – ela fez bico. Ele sorriu, mas logo o tirou de sua cara.
— Eu quero. – disse, urgente. Sacudiu a cabeça, esquecendo. – Quero dizer...
— Agora não tem mais volta! – ela puxou sua mão, e eles foram para a lanchonete.
****Suki Kirai****
— Vai lá Gumi! – Piko a empurrou pro palco. Ela se assustou, e os outros bateram palmas. Gumi corou. Não era tímida, longe disso, mas eram tantas pessoas...
Até que ele entrou.
Com os cabelos loiros bagunçados, os olhos azuis procurando alguma coisa. Ou alguma pessoa...
Ele tinha uma expressão emburrada na face, o que fez Gumi sorrir. Seus olhos encontraram o dele, e ela corou. Ele deu um sorrisinho muito pequeno, mas que por dentro era enorme.
— Vai menina!
— Você consegue!
Os outros a encorajavam. Ela acordou, e pegou o microfone. Escolheu a música, e começou.
Len e Teto sentaram, e o loiro não tirou os olhos dela. Não conseguia tirar.
Então, Gumi começou:
Watashi wa, utau no ga suki
Eu amo cantar,
WATASHI ga sou tsukurareta kara ja nai
Não porque fui feita pra isso
Kono koe wo SUKI dato iu
Mas porque você diz que gosta de minha voz
ANATA ga yorokonde kureru kara
Eu fico feliz (quando canto)
ZERO to ichi shika wakaranai
Para mim que só entende 0 e 1
WATASHI ni "I" wo oshiete kureta
Você me ensinou 'I' (Ai= amor)
Sono hi kara WATASHI no KOKORO no naka,
Desde esse dia dentro do meu coração está
ANATA de mitasareteru no
Preenchido de você
Len estava se controlando para não subir também. Mas como estava difícil...
ANATA to irareru soredake de
Sendo capaz de ficar com você...Só isso
Denshi no KOKORO, furueru no
Faz o coração tremer de eletricidade
Maru de ryoushi no kaze mitai ni
Como um grande vento
WATASHI no KOKORO, yusaburu no
Meu coração bate
O loiro se segurava na cadeira. Como ele queria chegar naquela esverdeada e lhe tascar um beijo. Como queria...
Mas querer não é poder.
WATASHI wa, HITORI ga KIRAI
Eu odeio ficar sozinha
Kodoku na sekai ni tokete shimau kara
Porque eu vou derreter nesse mundo solitário
ANATA to iru toki ga SUKI
Eu adoro estar com você
WATASHI wo atatamete kureru kara
Porque isso me aquece
Todos aplaudiram, e Len sentiu vontade de subir também. Teto o apoiou, e lá se foi. Subiu ao palco, disse a música, pegou o microfone e cantou:
Tousan kaasan ima made gomen
Mamãe, papai, minhas desculpas
Hiza wo furuwase oyayubi shaburu
Balanço minhas pernas e chupo meu polegar
Niisan neesan sore jaa mata NE
Irmão e irmã, vejo vocês depois
Saenai kutsu no kakato tsubushita
Me sinto deprimido com esses sapatos desgastado
Mie hatta saizu de katagami wo toru
Com a vaidade que se estende a sua altura toma o papel
Nani datte ii no sa kawari ni nareba!
Se tudo está bem, então eu vou mudar!
Aisaretai to kuchi wo koboshita
Reclamava que queria ser amado
Motto joubu na hasami de
Se eu pudesse encontrar uma tesoura mais dura
Kao wo kiritoru no as
Poderia cortar suas caras
Zenchi zennou no kotoba wo hora kikasete yo
Escute as palavras do todo poderoso, a onisciência
Noumiso igai mou iranai to
Não preciso de nada, só de um cérebro
Why not, i don't know!
Por que não? Eu não sei!
Kin mirai souzou asu no shosou tada yurashite yo
O futuro cerca quem crê, as feridas de amanhã vão apenas agitá-los
Nuime no sukima wo umete okure
Para preencher a lacuna entre as costuras
Minasan sayonara sensei wo genki de
Para todos, isso é um adeus. Professor, espero que esteja bem
Dakarata mune ni
A saliva que deixo para trás
Yo dare ga tareru
Palpita em meu peito
Shoujikimono wa nani wo miru? Shoujiki mo wa baka wo miru!
Shoujikimono wa nani wo miru? Shoujiki mo wa baka wo miru!
É honestidade o que você realmente vê? A honestidade o tornará um verdadeiro idiota!
É honestidade o que você realmente vê? A honestidade o tornará um verdadeiro idiota!
Depois de cantar, ele se dirigiu a porta. Teto o parabenizou, e tentou abraçá-lo, mas ele já havia saído correndo do Karaokê. Não queria que Gumi o visse chorando...
Ela, infelizmente, percebeu.
— Piko, já volto.
****Suki Kirai****
— Ora droga. – ele xingou. Estava encostado numa parede perto do banheiro, dentro da escola.
— Len...? – ele ouviu uma voz suave chamar. Ele gelou. Gumi...
— Droga.
Ela chegou ao lugar que ele estava. Olhou pro lado, e o achou.
— Len-kun!
— O que você quer? – ele perguntou, seco. Enxugou umas lágrimas, e olhou pro lado oposto.
— Len-kun... – ela se sentou ao seu lado e o abraçou.
Len arregalou os olhos. Era um abraço tão quente, tão macio, tão...tão...
— Sai...daqui...G-Gumi... — ele sussurrou. Ela fez que não com a cabeça.
— Eu não saio. E nada que você fizer vai me tirar daqui. – ela disse, decidida. Apertou mais ele.
O loiro suspirou. Ele não conseguiria se controlar...
Então recomeçou a soluçar, e a soluçar, e a soluçar. Gumi o apertou mais no abraço.
— N-Não v-vai querer s-saber porque e-estou assim? – Len perguntou, desviando o olhar. Suas bochechas estavam quentes...
— Não. Só quero que pare.
Ele olhou para ela. Não conseguia ver seu rosto, só sua cabeleira esverdeada. E começou a fazer carinho nela...
— L-Len-kun?
Ele levantou seu queixo, e seus rostos ficaram muito próximos. Muito próximos...
— Megpoid...
Ele logo percebeu o que estava fazendo, e se soltou.
— Droga. – ele suspirou, e saiu correndo.
— L-Len-kun? – Gumi chamou, se levantando também. – Ah...
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— Droga, droga, droga, droga. Você é tão idiota Kagamine. Tão idiota! – Len reclamava consigo mesmo, se jogando na cama. – O que foi que deu em você? Primeiro chora, depois quase beija a Megpoid.
Len suspirou. E se ele tivesse beijado a Megpoid?
— Sabe maninho, você tá realmente apaixonadão por ela. – Rin riu, se sentando em sua cama.
— Hunf. Não, não estou.
— Está sim. – ela o encarou, pensativa. – Já ouviu falar na lenda Akai Ito?
Ele a encarou de volta.
— O que diachos é “Akai Ito”?
— É uma lenda chinesa. Ela diz que um fio vermelho invisível está amarrado no tornozelo de homens e de mulheres. As duas pessoas que estiverem com o mesmo fio amarrado, estão destinadas a conhecer-se, e a serem a alma gêmea um do outro. O fio pode esticar-se e emaranhar-se, mas nunca irá se partir.
Len suspirou, pensativo. O que sua irmã estava tentando lhe dizer? Será que ela se referia a ele e a...Megpoid?
— Acredito que o seu fio está ligado ao dela.
Len engasgou com a insinuação. Ele se virou para a irmã, que sorria.
— O q-quê?! – ele se sentou na cama. – Não pode ser. P-Por que meu fio seria conectado ao dela?
— Porque vocês são perfeitos um pro outro, oras. Vocês se amam.
— Não nos amamos.
— Ela te ama, pelo menos. E você é um Tsundere, não sei se confio. – Rin disse, se levantando.
Len suspirou novamente.
— Não tenho certeza. Pode ser que sim, pode ser que não.
— Te darei um tempo para pensar, ok? Estarei no quarto.
Ela saiu, e fechou a porta.
Len se jogou na cama novamente.
— Gumi...será que eu te amo? — sussurrou para si mesmo, fechando os olhos. – Está meio claro que sim. Eu te odeio, te amando.
Então adormeceu.
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