Suicide Walk In Hell
13 11-3 - "Cachoeira de Sangue" - 3º Vale (Violência)
Notas iniciais
&
Cachoeira de Sangue.
Eu não tinha comentado mas há um córrego que carrega lava do rio Flegetonte passando pelo Vale Da Floresta Dos Suicidas e até mesmo até á próxima entrada que levara até o Vale Do Deserto Abominável. Abro a porta e vejo um horizonte de areia e mais areia com uma luz que vem de cima parecendo a luz do Sol, porem os raios de luz se estende pelo local inteiro. Quando digo isso quero dizer que não há um "Sol", mas sim apenas luz solar que queima só de se entrar na sala gigantesca. É definitivamente um calor infernal, eu diria.
Eu sempre li muito sobre Céu e Inferno então tive a oportunidade de conhecer um pouco sobre onde estou e posso dizer que este lugar extremamente quente, onde estou agora, é repleto por ateus e pessoas que passaram a desacreditar em Deus (ou nunca acreditaram) para adotar algum outro tipo de religião que não serve a Deus.
"Uma grande baboseira ignorante!" Penso comigo mesmo. Quem Deus e Lucifer pensam que são para nos julgarem e dar esse tipo de vida pós-mortes á pessoas que nem mesmo sabiam de nada alem do que era mostrado a elas? Quer dizer, Deus nunca se comunicou com algum deles para provar sua existência!
Ando pelo deserto passando por milhares de almas de homens e mulheres que sofrem aqui, e assim vou andando seguindo o córrego de lava. Começo a ouvir gritos da multidão e algum barulho como chuva atrás de vim se aproximando, olho para trás e lá esta: Chuva de fogo. Que previsível.
Corro a frente antes que a chuva me alcance e assim acerto minha foice em um dos homens que também corria. Prendo minha foice ao corpo dele e assim levanto a cima de minha cabeça fazendo parecer um guarda-chuva-humano. Continuo a correr mas a chuva me alcança. Algumas gotas ainda caem em meu corpo e o queimam porem vejo que o córrego de lava que vem do rio Flegetonte esta agora repleto de sangue borbulhando. Isso por causa das almas que cercam o local e ali sangram.
Logo a frente pode se ver uma cachoeira que escorre a lava misturada ao sangue que borbulha. Observo que ao outro lado de onde estou, após a cachoeira, a chuva de fogo não chega. Porem se eu pular lá irei acabar morrendo no rio de sangue borbulhante. Espere! Há algo lá! Sim... É a criatura gigantesca... Gerião, o gigante!
Lá estava a criatura dos contos de Hércules. A partir de sua cintura se constituía três torsos e suas respectivas cabeças.
Sem pensar duas vezes corro em direção a cachoeira e me jogo em direção ao gigante caindo em cima dele. O homem que estava em minha foice agora já havia caído no rio de sangue. Gerião se assusta com o impacto que causei em uma de suas costas e quase me derruba se movendo para ver o que estava acontecendo.
– Você! Saia das minhas costas, humano fedido! — grita uma das cabeças me encarando com o canto do olho.
– Ola. — sorrio. — Gerião é seu nome, não é mesmo?
– Uhhh... Sim, agora desça dai! — Grita a outra cabeça.
– Pois bem... Se eu sair das suas costas estarei caindo no rio de sangue, então não posso fazer isso, mas se você me ajudar a ir para o próximo Circulo ficaria feliz em abandonar suas costas. — Digo persuadindo com a criatura que me pareceu um tanto burra. É. — O que me diz?
– Bom... É... Parece que eu não tenho escolha, não é? — Diz ele perguntando a cabeça ao lado. — É, parece que temos de leva-lo. — Diz a outra.
– Então vamos, gigante. Leve-me até o oitavo Círculo!
– Sim. Heh heh, vamos para o Maleboge! — Diz Gerião passando a andar sobre o rio de sangue.
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