Suicide Walk In Hell
12 11-2 - "Estou a caminho" - 2º Vale (Violência)
Notas iniciais
Com foice e meu corpo banhado a sangue, eu me dirijo até a o portão para o próximo circulo. O Vale da Floresta Dos Suicidas. O começo do meu pesadelo, eu acho. Não me sinto seguro o bastante para confirmar algo sequer pois minha insanidade já é lúcida novamente. Sim... As Malditas Harpias e suas cadelas estão atras daquela porta... He... He... Ha Ha Ha...
– Ei garoto! — Viro e lá esta Virgilo olhando de forma séria para mim.- Deus não te deu uma segunda chance para você voltar a ser aquele psicopata de antes... Você esta parecendo um demônio, garoto, controle-se!
Um silencio emana entre mim e Virgilo enquanto as almas daquele circulo gritam em sinfonia em torno de nós.
–Ei... Virgilo... — Meu olhar que estava direcionado ao chão passa a encarar de forma doentia Virgilo. — E se eu fosse um demônio? Quer dizer, você já pensou como os humanos são... Desprezíveis? E se talvez os humanos fossem piores que os Demônios? E SE EU...
De repente vejo uma luz forte e ofuscante vindo de cima de nós ao ponto de me deixar cego por segundos. E então eu ouço uma voz familiar:
– Isto esta fora de controle, Virgilo! Este homem esta fora do meu alcance. Lucifer esta cada vez mais próximo de conseguir o que quer e não há forma deste pobre coitado voltar a trás do que cometeu, o lugar dele é aqui no inferno, sofrendo. — Sim... Deus está me julgando... Que ironia do destino. Pensar que antes eu poderia estar chorando feito um bebe, porem... As coisas mudaram... Ha! A Hora Da Tormenta nem se compara a este lugar! E quer saber? Eu não me importo com o Deus diz sobre mim ou não, no final das contas, enquanto eu estava vivo na terra ele nunca me ajudo! — Este homem matou o próprio pai, estuprou a irmã, bateu na mãe, cometeu diversos assassinatos por diversão e vingança, se deliciou com o prazer o dinheiro roubado comprando mulheres para obter luxuria e depois tortura-las e mata-las... E isso é são só exemplos! Este homem tem todos pecados e mais um pouco.
Começo a gargalhar lembrando de todos os meus passatempos na vida que tive. "É... Foi Divertido. Há Há." Penso comigo mesmo.
– O que quer que eu faça, meu Senhor? — Diz Virgilo.
– Não quero que você corra perigo de ser morto por ele, volte para o Limbo. — E a Luz Desaparece e eu olho para Virgilo. — Acho que esta na hora de eu me despedir de você, garoto.
– Eu nunca machucaria você, Virgilo, você sempre me ajudou. Na Verdade, eu fiz tudo que fiz na minha vida por causa de tudo que vivi. Eu me tornei um demônio graças aos outros filhos de Deus que partilharam a terra junto comigo... Ha... Ha... — Virgilo olho nos meus olhos e permite que eu fale. — Mas... Agora é tarde e eu já estou corrompido pelo mal a muito, muito, muito tempo.
– É uma pena ter que ouvir isso garoto, você serviria como uma boa arma para Deus. — Virgilo me encara com olhar de pena.
– Ahá! Está vendo, não passamos de meros brinquedos para Deus. Somos como suas peças de xadrez. — Digo sentando de forma relaxada no chão.
– Você está enganado, jovem...
– ESTOU?! — Em menos de um segundo estou de pé a frente de Virgilo com o meu rosto perto do dele, e então sussurro. — Você acha, meu velho, Virgilo?...
Virgilo me encara e dá um passo para trás. "Adeus", ele diz. E assim some.
– É uma pena, estava uma conversa tão interessante. Há Há Há Há Há!!! Rhurun.. Harpias, queridas, chegou a hora! — E assim chuto o portão fazendo ele se abrir.
– QUERIDAS, ESTOU EM CASA, ESTÃO COM FOME?! — grito para as Harpias que estão no centro do circulo falando com mais uma suicida. — Eu voltei e agora é minha vez de brincar! Há Há Há Há!
As cadelas começam a vir para cima de mim e então acerto-as com minha foice cortando a cabeça de cada uma delas. As Harpias começam a rir e a aplaudir, então Aelo diz:
– Ora, ora, muito bem, jovem suicida. Não é sempre que temos esse tipo de emoção aqui nesse circulo, sabia? Se eu não tivesse de te matar agora eu juro que usaria você como meu escravo sexual.
– Isso é tentador, 'mulher-urubu', mas não gosto muito de animais domésticos que nem você, não faz meu tipo. Há Há. — Digo lambendo os lábios.
– CHEGA!!! — Grita Aelo voando para cima de mim. Eu corro em direção a ela e pulo no ar para grudar no pescoço dela. — Peguem-o, irmãs! Tirem essa Arvore teimosa de cima de mim!
Enquanto com uma mão seguro o pescoço de Aelo, e ela arranha meus braços e costas com suas garras, eu arremesso minha foice para trás acertando Celeno. As irmãs gritam em desespero vendo a irmã morrer e eu começo a me divertir com a matança. Levanto Aelo pelo pescoço e a jogo contra uma Arvore. Olho para o outro lado e la está Ocípite tentando retirar minha foice do pescoço de Celeno, quase decapitada.Caminho devagar, sorrindo, até Ocípite. Ela olha para mim e tenta me atacar com suas garras e pressas, mas eu desvio pegando minha foice e cortando a cabeça dela.
Retiro a cabeça de Ocípide do chão segurando pelo cabelo, e depois faço o mesmo com a cabeça de Celeno. Com as cabeças delas em minha mão esquerda e com minha foice na direita, caminho até Aelo deitada no chão chorando pela perda das irmãs e digo jogando as cabeças das irmãs na direção dela:
– Não se preocupe, querida, logo logo você estará junto com elas no céu... Ops... Vocês ja estão no inferno então acho que isso não é possivel! Há Há Há Há!!!!
E por fim corto a cabeça de Aelo fazendo cair junto a cabeça das irmãs.
– Lucífer... Estou a caminho.
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