Suicide Walk In Hell

11 11-1 - "Martelos de Amaçar" - 1º Vale (Violência)


Notas iniciais
Parte 1: Sétimo Círculo: Vale do Flegetonte: Primeiro Vale: Vale do Rio Flegetonte: Violência.

- Este é o caminho para o 1º Vale do circulo dos violentos. — Explica Virgilo — O Vale do rio Flegetonte.

- Primeiro Vale? Como assim? — pergunto.

- Neste circulo existem 3 vales: O Vale do rio Flegente; O Vale da Floresta dos Suicidas; e o Vale do Deserto Abominável.

- Espera... Você disse... Floresta dos Suicidas? — Pergunto em choque.

- Sim, meu caro, estamos chegando perto do seu inicio aqui no inferno.

Permaneço em silencio, até Virgilo continuar a falar.

- O sétimo circulo é dos violentos. Temos de continuar, pule!

- Isso é alguma brincadeira? — Pergunto olhando para Virgilo e para o precipício a frente. — E se eu morrer?

- Use a cabeça, rapaz. Essa Foice que eu te dei pode lhe servir para momentos como este tambem. Ela não ira fazer você voar, mas você pode utiliza-la para parar a sua queda. — Diz Virgilo enquanto apoia o braço em uma das paredes ao lado dando uma sugestão com olhos.

-Certo. — Dou um salto para o precipício. — NOS VEMOS LÁ EM BAIXO!

Enquanto caio rapidamente, vejo ao fundo uma luz vermelha. Aquilo é fogo, lava. Quando estou a chegar mais ou menos a vinte metros da lava, lanço minha foice a parede do desfiladeiro e me agarro a parede. Nesto momento algumas pedras começam a cair em minha direção, tenho que agir depresa! a maioria do chão deste circulo é coberto de lava queimando homens mergulhados nela, porem há uma plataforma onde posso avistar os centauros que não param de arremeçar flechas aos homens... Almas... Que estão mais a superficie da lava, e assim, logo no centro esta uma criatura com corpo de homem e cabeça de touro. O Minotauro De Creta!

Se eu me arremessar até a plataforma terei de enfrentar os centauros e o Minotauro, mas se eu não fazer algo agora, irei morrer caindo nesta lava... Eu tenho que saltar.

E assim vejo uma rocha grande vindo em minha direção então salto com minha foice cortando o ar para acertar, pelo menos, três centauros que estão a minha frente. Eles caem na lava e eu começo a acertai os outros centauros que estão a minha volta. Algumas flechas acertam as minhas costas, porem os ferimentos não foram profundos. Assim corro em direção a plataforma e vou usando minha foice para acertar os centauros até que não sobre nenhum.

Ouço alguem me aplaudindo... Olho para o centro da plataforma e lá esta centado em seu trono, o Minotauro. “Muito Bem, agora é a minha vez, garoto!” E então ele se levanta pegando seu martelo e corre em minha direção para me apunhalar. Eu desvio me jogando para o lado e ele tenta me acertar outro golpe. Com a maior velocidade que posso coloco minha foice a frente do martelo que acerta-a a foice bloqueando o golpe.

Arrebato a foice contra o machado e me levando fazendo um movimento rapido para trás, mas Minotauro é rápido! Ele faz uma investida e me acerta fazendo eu cair. Uma, Duas, Três marteladas ele investe em meu corpo caido no chão. A dor é única, é verdadeira, mas ainda estou vivo, a minha sorte é que o martelo de Minotauro não acarreta pontas afiadas, é apenas aqueles “martelos de amaçar”, como diria meu pai...

Oh, sim, eu me lembro do meu pai... Essa sitação me lembra muito ele...

Quando eu era jovem, meu pai, sempre foi um cara nervoso, bebado, pra falar a verdade. Acontece que os meus castigos eram um tanto agrecivos... Ele usava martelo para amaçar os meus dedos como punição. Eu sempre o odiei. E por esse motivo que eu o matei...

Uma raiva descomunal surge sobre mim e seguro então seguro o martelo com as duas mãos e empurro derrubando-o junto com o Minotauro.

- Você sabe o que eu disse para o meu pai quando ele estava na mesma situação que você? – Digo sorrindo para Minotauro enquanto ponho meu pé acima do braço dele para ele não pegar o martelo. – Eu disse : “Chegou sua hora de sofrer, papai”. Há Há Há Há Há Há!!!

Quando me dou conta, o rosto de touro do Minotauro já não é mais reconhecido diando dos meus olhos. Eu caio ao chão e então Virgilo aparece.

- Acho, que seus anos de psiquiatria foram desperdiçados não foi, seu psicopata suicida?

- Eu suponho que sim, Virgilo, — Digo sorrindo.