Suicidal
1 Capítulo único
Notas iniciais
e dessa vez, não e bem um romance, como estou acostumada a fazer.
esse foi um simples rascunho que fiz em uma tarde tediosa e deprimente, e que agora resolvi postar!
sem revisão então perdoem qualquer erro.
espero que gostem.
Diferente que parecia para os demais alunos, naquela manhã chuvosa de agosto, as férias Carlos passaram mais demoradas do que pensara.
O jovem passara as férias de julho pensando na garota tímida na qual já vinha observando há algum tempo durante as aulas, os dois trocavam olhares e sorrisos discretos, mas nunca havia criado coragem o suficiente para se aproximar e a conhecer melhor.
Mas isso havia mudado, finalmente criara coragem, seria o dia em que falaria com sua amada, a pequena com olhar sonhador e sorriso tímido que invadia sua mente cada vez que fechava os olhos, deu um sorriso espontâneo ao lembrar-se dela e deu alguns passos adentrando o pátio do colégio e se dirigindo em direção ao auditório, onde o diretor e seu vice falavam algumas palavras no primeiro dia de aulas, mas ao passar das grandes portas de madeira não acreditou no que seus olhos viram, ou melhor, não queria acreditar.
***
Carlos saia apressadamente do colégio, já estava totalmente arrependido de ter seguido a ideia de seus amigos, que lhe rendeu um belo horário depois das aulas na detenção. Ao descer as escadarias de entrada do prédio, reparou em uma garota solitária sentada abaixo de uma árvore no estacionamento, parecia esperar alguém enquanto lia algum livro que não saberia dizer o nome.
Aproximou-se um pouco mais e a reconheceu, não que fossem amigos ou já tivessem mantido alguma conversa antes, apenas se lembrara por fazerem parte da mesma turma de música; a garota sempre fora tímida e falava apenas o necessário, mas algo nela o causava interesse, curiosidade.
- Oi. — se anunciou, a assustando por alguns segundos, mas logo ela deu um sorriso tímido.
- Oi.
- O que ta fazendo sozinha a essa hora aqui?
- Esperando.. Mas, acho que esqueceram de mim.
- Onde mora? de repente posso te dar uma carona. — disse normalmente a fazendo dar uma risada, contagiante por sinal.
- Pode ser... Mas, nem nos conhecemos, quem garante que você não é nenhum psicopata ou que eu não sou?!
- Tem razão... então acho teremos que correr esse risco. — sorriu e estendeu a mão para a garota.
Durante todo o caminho até a casa da garota, que ele descobriu que seu nome era Marilyn, se surpreendia com sua personalidade, que era bem diferente do que passava a todos; era uma garota divertida e inteligente, que conversava sobre vários assuntos sem qualquer frescura ou que tornasse a conversa inconveniente.
- Então... chegamos. — pronunciou ao parar na frente de sua casa. — Nos vemos qualquer dia novamente? — perguntou interessado.
A garota por sua vez apenas lhe deu um sorriso, que parecia triste demais, o deixando confuso no momento, mas pensou ser apenas impressão.
- Foi bom conhecer você, Carlos... — disse simplesmente e lhe deu um beijo no rosto deixando o carro em seguida.
***
Se sentiu retirado de suas lembranças ao ouvir a voz do diretor, sentindo se longe, reconhecendo algumas poucas palavras do que o homem informava.
Ambulância. Tarde demais. Corpo. Encontrado. Suicidou. Morta.
Morta.
Sabia que ela era um pouco solitária, não fazia amizades pelo que passara com algumas pessoas do colégio, que a provocavam, intimidavam e faziam brincadeiras maldosas.
Mas, não podia e nem queria acreditar, que ela faria isso, se suicidaria, e que aquela seria a primeira e última vez que falara com ela, sua paixão, que agora estava morta.
"Se você ama alguém
Melhor dizer enquanto eles estão aqui porque
Eles podem simplesmente fugir de você
Você nunca sabe exatamente quando, bem
Mas então, só depende de
Quanto de tempo resta para você"
- On Top Of The World, Imagine Dragons.
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