Sui Generis
5 Lei de Freeman: Nada é tão simples que não possa ser mal entendido
Notas iniciais
Santuário de Atena, escadarias das Doze Casas.
Um grupo heterogêneo formado por três cavaleiros de bronze, um grande-mestre do santuário, uma deusa encarnada e cinco cavaleiros de ouro em condições variadas de integridade física subiam as escadarias em direção ao salão do Grande Mestre.
– Uuuuuii...
O mais avariado dentre eles, Saga de Gêmeos, estava voltando a si.
– Saga, você está bem? — A voz preocupada de Saori Kido trouxe o cavaleiro de volta à realidade. Os olhares de todos os outros presentes estavam fixos sobre si.
Até onde se lembrava, ele, o magnífico cavaleiro de ouro de Gêmeos, tido como o mais forte dentre os mais fortes guerreiros de Atena, tinha levado uma surra histórica de seu irmão gêmeo.
Tudo bem que não seria essa a primeira vez que Kanon o usava para 'limpar o chão'. Também contava o fato de que, como nas outras vezes que seu irmão fizera isso, ele jogara sujo e pesado, mas... Fora sumamente constrangedor ser nocauteado pela mulher linda que seu irmão tinha se tornado. Feria o seu orgulho de cavaleiro de ouro o fato de que seu irmão fora capaz de quase triturá-lo a gosto mesmo depois de ter adquirido formas femininas. E que formas, aliás.
Além de todo dolorido, ele estava se sentindo humilhado. Ademais, a lembrança do potente chute em suas partes baixas que a então moça usara para derrubá-lo ainda o estressava.
Para piorar sua situação, uma voz jocosa e conhecida ressoou em seus ouvidos.
– Ma che, alguém anotou a placa do caminhão que fez isso com ele?
Máscara da Morte, o temido cavaleiro de Câncer, mal disfarçava o contentamento de ver o seu estado, e o dos cavaleiros de ouro que o ajudavam a subir as escadas com considerável dificuldade: um Mu totalmente desgrenhado e com alguns hematomas nos braços, um Milo com algumas manchas roxas pelo corpo e a lateral de seu braço direito todo esfolado e um Aiolia que, notem a fina ironia, estava tão arranhado que parecia ter brigado com um gato e perdido. Shion e Dohko, apesar de também desgrenhados, não aparentavam ter sofrido tanto como os outros.
– Não enche, Topo Gigio¹, que nós não estamos com humor pra isso. Valeu? — Aiolia rosnou. — Agora deixa a gente passar, por gentileza.
– Ei, desculpe aí, mas eu tou curioso! Não é todo dia que aparece uma comitiva dessas na minha porta. E pelo jeito deve ser uma bela ameaça, pra deixar quatro cavaleiros de ouro assim... Vamos ter guerra santa de novo?
– Não, Domenico... — Shion endereçou-se ao italiano por seu nome verdadeiro, que por sinal ele odiava. E somente isso desfez o tom irônico do cavaleiro, que então assumiu um ar irritado. — Nós estamos com um problema de ordem privada e pedimos passagem para subir ao meu salão. Devido ao selo, deveremos fazer isso a pé.
– Va bene, podem passar. Alguma coisa está mesmo me dizendo que eu não deveria me meter nesse assunto.
– Deve ser seu senso de preservação. Deveria escutá-lo, em vez de ficar aí se refestelando com a desgraça alheia. – Saga respondeu fazendo algum esforço para falar sem sentir tanta dor, mas a ironia em sua voz foi impossível de disfarçar. Como resposta, recebeu um risinho ainda mais irônico do italiano, que se dirigia para dentro do templo.
Enquanto isso, Shiryu e Seiya olhavam para o umbral de entrada, um tanto apreensivos.
– O que foi? — Perguntou Saori.
– Será que elas ainda estão aí dentro? — Indagou Seiya, levantando as sobrancelhas.
– Elas o quê? — Foi a vez de Dohko perguntar.
– As cabeças das pessoas que ele matou, que tinham na parede, ainda estão aí? — A colocação de Shiryu chamou a atenção do cavaleiro de Câncer, que respondeu com uma risada seca.
– Mas vocês são burros mesmo, viu... Não eram cabeças. Eram as máscaras mortuárias da minha coleção. Acham mesmo que eu manteria cabeças empalhadas penduradas na minha parede?
– Ainda assim! — Disse Seiya, em tom reprovador. — Representam todas as pessoas que você matou!
– Mas será possível que eu vou ter que explicar de novo? Eu não matei todo aquele povo! Ave, mas esses meninos acreditam em cada coisa...
– Mas também isso não quer dizer que você seja um pobre inocente injustiçado... — Isso sim era inédito: a infinita paciência de Mu parecia ter achado um fim. — Então vamos deixar de chorumelas e passar logo.
– Mas... O que estava acontecendo lá na casa do Duas Caras?
– Mas não foi você quem acabou de dizer que não queria se meter nesse assunto? — Disparou Saga. — O que acontece na minha casa não é do seu pecúlio.
– Eu ouvi uma mulher gritando, até achei que você finalmente tinha largado de ser mole, mas pelo visto me enganei... — Máscara da Morte suspirou. — Mas realmente, eu não quero confusão. Senão perco minha folga. E eu já programei uma viagenzinha maneira cheeeia de momentos de relax for men. Opa, perdão, minha deusa...
– Estou me perguntado o que pode ser uma viagem dessas. — Pensou alto o cavaleiro de Pégaso.
– Nada que um homem comprometido como você vá poder aproveitar muito, não é mesmo, Seiya? — Retrucou Saori, ainda de cara fechada. — Não tem problema, Máscara, porque há muito tempo eu já deixei de perder meu precioso tempo para me importar com o que vocês cavaleiros fazem ou deixam de fazer.
– Hum, hum... — Hyoga disfarçava um sorrisinho. — Algo me diz que o recado não é bem para o Máscara.
– O que disse, Hyoga?
– Nada não, Saori. Só estava pensando alto, só isso.
E, enquanto o grupo passava pela casa de Câncer, Dohko começou a reclamar.
– Mas isso é um absurdo. Olhe o que está acontecendo com os nossos cavaleiros, Shion. Só pensam 'naquilo'. Eu me sinto desgostoso! E essas mulheres de hoje em dia, que não se dão ao respeito? Ficam por aí se dando ao desfrute com tipos desocupados e desrespeitosos! Ainda bem que eu criei minha Shun-rei pra não ser uma dessas mulheres à toa!
Shiryu, que até então se mantinha calado, estava ficando estranhamente desconfortável.
– Mas você já vai começar DE NOVO com esse assunto? — Disparou Aiolia. — Nós somos homens saudáveis na flor da idade! E você queria que a gente pensasse no quê?
– Nisso eu tenho que concordar com o Aiolia. — Disse Shion. — Estranho seria se eles NÃO pensassem nisso. Eles já estão na idade de terem conhecimento de... certas coisas.
Agora foi a vez de Mu ficar estranhamente desconfortável.
– Ahá, Aiolia, isso me lembrou duma coisa! — Máscara da Morte segurou o leonino pelo braço, isolando ele do grupo. — Me dê aí uns cem dracmas(2).
– Que é isso, é um assalto?
– Não, gatinho. Eu e o Shura estamos organizando a grande estréia do seu irmão. E fale baixo, pra não chamar a atenção dos outros.
– Mas ele é de menor! Não tem idade pra acompanhar você e o Shura nesses lugares não!
– Em tese, a carteira de identidade dele diz que ele tem vinte e sete anos.
– Como assim?
– Como assim o quê, rapaz? Quer que teu irmão fique 'moço velho(3)', que nem uns certos rapazes por aqui que a gente conhece? Ou morra donzelo de novo? Não, não. Vai ter estréia SIM. Passa a grana pra cá.
– Vamos embora, Aiolia, que você já caçou confusão suficiente por essa encarnação e mais umas outras duas! — Nisso, Mu entrou magicamente na discussão para puxar Aiolia e calar a boca do canceriano.
– Nossa, Carneirinho! Isso tudo é medo do teu mestre descobrir que...
– Quieto, italiano! Deixa esse assunto pra lá!
– Descobrir o quê? — Shion levantou um dos pontinhos que lhe servia de sobrancelha, interrompendo a frase de Máscara da Morte no meio.
– Nada não, mestre! — Mu forçou uma risada. — É besteira desses dois, você sabe como eles são...
Enquanto Shion se virava para continuar seguindo Dohko, que ainda discorria sobre as sem-vergonhices próprias desses tempos modernos, Aiolia começou a cochichar com o colega da primeira casa.
– Peraí. Mas você é...
– Isso não é da sua conta!
– Gente, mas você é mesmo?
– Já te falei que isso é assunto meu! Eu não sou obrigado a dividir minhas intimidades com vocês!
– Tá vendo, gato, no que dá ficar invicto e sem estréia? — Máscara da Morte, também usando seu mais baixo tom de voz, interrompe sardonicamente a dupla. — Vira moço velho! Ou coisa pior...
– Cala a boca! — Mu disse entre os dentes, lançando um olhar mais do que assassino para os outros dois. Aiolia olha o ariano com os olhos arregalados de estranheza, pensa por alguns minutos e se volta para Máscara da Morte.
– Depois eu te passo o dinheiro. Mas olha lá o que vocês vão fazer! Meu irmão é um menino inocente!
– Aguarde e confie, rapaz, que depois da estréia dele ele não vai ser tão inocente assim... Agora se mandem do meu templo.
OOO
Enquanto a trupe subia pelas escadarias, Kanon parecia cansado de depredar o templo de Gêmeos. Mas isso não acalmava seu espírito. Olhou para um dos espelhos que sobraram intactos à sua fúria, apenas para ver do outro lado a mulher em que tinha se transformado.
– Pelos deuses, isso é uma DESGRAÇA! — Choramingou a agora moça, agora já não contendo as lágrimas. — E agora? Que é que eu vou fazer da minha vida?
Depois de se acalmar um pouco, Kanon se fechou no banheiro para então tirar a roupa para tomar um banho. E, ao desnudar-se por completo, se pôs a olhar para o espelho, contemplando atentamente o reflexo que o encarava de volta dos pés a cabeça.
– Uau. — Diz o ex-rapaz sem pensar, embasbacado com o corpo feminino perfeito que ganhara em sua versão feminina; para logo então se virar de costas e olhar de novo para o espelho agora atrás de si, por cima dos ombros, tendo uma visão completa do seu 'novo' corpo e dando uma bela apalpada nos seus glúteos. — Nossa!
Após suspirar pesadamente, Kanon entra na banheira que estava enchendo, acomodando-se na água quentinha e sentindo seus olhos pesarem pelo cansaço e pela tristeza.
– Que m****... É o cúmulo da injustiça. A única mulher que eu conheço que é cem por cento livre de celulite sou eu mesmo. Vou te contar, viu...
OOO
Casa de Leão.
Ao chegar no quinto templo, o grupo foi recebido por uma garota de cabelos castanho-escuros, vestindo uma bermuda curta e camiseta puída, displicentemente sentada no sofá.
– Shina? O que diabo você está fazendo aqui na minha casa, sua louca?
Ao ouvir o nome da amazona, Milo sentiu uma descarga elétrica involuntária percorrer seu corpo.
Era a primeira vez que ele a via sem máscara.
Ele nunca tinha visto aqueles olhos verdes, enormes, emoldurados por um rosto ironicamente belo e delicado para uma amazona tão rude quanto ela.
Aiolia não tinha mentido, afinal.
Mas não sabia porque estava se importando tanto! Não era ele mesmo quem disse que não tinha o mínimo interesse de vê-la sem máscara?
Ainda assim, não conseguia parar de olhar.
O momento mágico foi quebrado, porém, pela voz aguda e levemente irritante da própria amazona.
– Marin, vem cá que o teu 'xaninho' chegou! E pelo jeito andou brigando com algum felino maior que ele.
– Mas Olia, onde é que você estava? — Uma garota bonita de cabelos avermelhados e olhos castanhos claros surge imediatamente de um dos quartos privativos, também sem máscara e de roupas casuais como a outra. — Já estou te esperando aqui tem um tempo!
Aiolia, vermelhíssimo, sentia todos os outros cavaleiros olharem para si.
– 'Xaninho', 'Olia'? — Milo não perdoou.
– Ora vá para o Diabo que te carregue! Você também Shina, sua insuportável.
A amazona referida deu um sorriso irônico, para então Marin se virar para o grupo.
– Gente, mas o que aconteceu com vocês?
– O Kanon virou uma garota! — Respondeu Seiya à mestra sem titubear, recebendo olhares assassinos dos outros presentes.
– Mas o que foi, o Seiya bateu a cabeça de novo? — Shina arregalou os olhos.
– Não, é sério! Se estiver duvidando, desce lá na casa de Gêmeos pra ver!
– Seiya, eu acho que isso deveria ser segredo, entende? — Hyoga retorquiu, segurando a testa com uma das mãos.
– Mas espere, isso é sério? — Marin tinha o hábito de acreditar no que o pupilo falava. Bem que ela sabia que não havia muita comunicação entre a boca e o cérebro do Pégaso, mas ele dificilmente mentia a respeito das histórias que contava.
– É claro que é sério! Acha que eu inventaria uma história como essa?
– Então, vamos anunciar agora pra todo mundo em assembléia? — Disse um Saga mal-humorado. — Porque veja bem, é só o que está faltando.
– Saga, você quer discrição sobre o assunto mesmo estando o Seiya envolvido? Impossível. — Shina disse num muxoxo. — Mas como foi isso, uma cirurgia de mudança de sexo? Eu nunca conseguiria imaginar que o Kanon fosse...
– E ele não é! — Cortou Saga. — Olha, o Kanon pode ter vários defeitos, mas esse ele não tem!
– Defeito, Saga? — Saori ergueu uma sobrancelha. — Nossa, mas como vocês são antiquados e intolerantes. Ser uma pessoa que tem relações homoafetivas com outras não é um defeito! Qual seria o problema de um cavaleiro, por exemplo, ser gay?
– Minha deusa, me perdoe, mas NÃO EXISTE isso de cavaleiros... transviados. Não, isso NÃO PASSARÁ! — Shion, conservador como sempre, apressou-se em replicar (4).
– Então passará bem perto, isso sim. — Treplicou Hyoga. — Porque vejam bem, tem uns tipos super esquisitos aqui no santuário.
– E você não está em condição de falar nada a respeito de ninguém, ou esqueceu do episódio da casa de Libra? — Treplicou Milo.
– Espera ai. Não aconteceu NADA DE MAIS na casa de Libra!
– Não, claro que não. Você só acordou com um cara fazendo conchinha em você. Normal, nada de mais. — Devolveu Milo.
– Mas vocês vão ficar mesmo insistindo nessa polêmica? — Cortou Saga, com a voz traindo um pouco da dor que sentia ao andar todas aquelas escadarias. E pensar que seu humor estava tão bom logo de manhã. — Isso não está ajudando a resolver o problema!
– Peraí, deixa eu entender: Então, se não foi uma cirurgia de mudança de sexo... — Shina continuou
– Não foi! — Bradou Saga novamente.
–...Como diabos o Kanon foi virar uma mulher?
– Aparentemente, ele caiu numa lagoa mágica, enquanto estava na missão lá na China, aquela que o Dohko organizou. — Respondeu Shion, olhando de soslaio para o colega.
– E nós estamos subindo até o salão do grande mestre para tentar resolver o problema. — Completou Saori. — Isto é, se mais nada atrasar a gente.
– Bom, por mim, podem subir. — Shina disse. — E o dono da casa não vai se opor, não é?
– Não. — Disse Aiolia, ainda de mau humor. — Podem ir subindo, que eu fico aqui.
– Nem pensar, Xaninho. — Cortou Milo. — Isso também é obra tua, ou esqueceu que foi o teu Relâmpago de Plasma que despachou o Kanon pra lagoa?
– Como é? — Saga interessou-se pela história.
– Esses dois descerebrados estavam brigando, e eu e o Kanon tentamos apartar. Aí ele acabou levando a pior. — Explicou Mu.
– O Kanon tentando apartar uma briga? Não faz sentido... Pelo quê estavam brigando esses dois?
– Por nada! — Interrompeu Milo, subitamente.
– É, por nada... — Aiolia decidiu encobertar o colega.
– Hum... — Aparentemente, a negativa dos dois não convenceu Saga de Gêmeos, que os conhecia o suficiente para saber que tinha algo além naquela história.
– Vamos subindo, gente! — Saori tentava apressar o grupo. — Que ainda falta subir um monte de escadas.
OOO
Casa de Virgem
– Shaka? Você está aí? — Mu chamava o colega. Nenhuma resposta. — Shaka?
– Deve estar meditando. — Disse Milo num muxoxo. — Vambora.
– Eu estava meditando, até vocês me interromperem. — A voz arrastada e levemente irritada do indiano ecoou no salão de virgem. — O que querem aqui?
– Precisamos passar. — Disse Dohko.
– Hum. Isso eu sei. — O indiano apareceu no salão, de traje puído e olhos fechados. Ao perceber a presença da Deusa no meio do grupo, abriu os olhos. — Minha princesa? O que a senhorita...
Foi então que Shaka, de olhos abertos, pôde avaliar o estado de seus colegas. Ficou alarmado.
– O que aconteceu com vocês?
– Nada de importante. — Tentou despistar Saga.
– Você brigou com seu irmão de novo?
– Bem...
– Vocês todos brigaram com ele? Até você, Mu?
– Shaka, não é nada importante...
– Como não é importante? — Questionou o cavaleiro de Virgem. — Olhem o estado do Saga! Olhem para o estado de vocês! Isso não pode acontecer, esse grau de desentendimento dentro da ordem!
– Shaka... — Mu tentou interromper, mas Shaka continuava.
– Olha, isso está errado, muito errado. Eu sei que o Kanon e o Saga tem suas diferenças, mas ele não pode chegar ao ponto de machucar o irmão dele desse jeito. E nem vocês! Eu vou descer lá e resolver eu mesmo esse assunto. Já passou da hora de alguém intervir.
– NÃO! — Shion se colocou na frente do virginiano. — Shaka, não é nada de importante. Já está tudo resolvido. Deixe isso para lá.
– Shion, me desculpe por ter que te dizer isso, mas você não me deixa outra alternativa: Tudo isso acontece porque esses rapazes se confiam na sua permissividade. — Shaka disparou, estreitando os olhos, enquanto Shion arregalava os seus. — Se eles não aprenderem que há consequências negativas para seus atos, isso pode se tornar uma escalada de energia negativa que poderá contaminar todo o santuário. E...
– Então está bem, Shaka. Você tem razão. — Shion estreitou os olhos. — Desça lá e fale com o Kanon.
– Estou indo. — Disse Shaka num tom vitorioso, já de olhos fechados novamente. E, por isso, ignorando as feições de assombro do restante do grupo enquanto marchava em direção à casa de Gêmeos.
Algum tempo depois que ele saiu, Dohko quebrou o silêncio.
– Shion, você tem idéia do que acabou de fazer?
– Poupar nosso tempo. — Respondeu Shion, com um sorrisinho malévolo. — Ademais, o Shaka bem que anda precisando de um choque de realidade.
– Isso foi cruel, mestre. — Disse Mu, em tom reprovador.
– E o que você sugeriria? Continuar aqui uma discussão infrutífera com ele no modo 'dono da verdade'? Nós só perderíamos um tempo que a gente não tem.
– Mas... O Shaka não estaria agora correndo risco de vida, Mestre Shion? — Seiya estava assustado. — Porque, do jeito que o Kanon está puto, é bem capaz dele soltar um Athena Exclamation sozinho.
–Nah, ele consegue contornar a situação. Ele é o Shaka, esqueceram? Agora vamos.
OOO
Conseguirão os cavaleiros alcançar o salão do Grande Mestre sem que ninguém mais os interrompa? Conseguirá Seiya de Pégaso manter o bico calado?Conseguirá o Shaka se confrontar com Kanon de Gêmeos sem ser aniquilado pelo ex-rapaz enfurecido? Conseguirá Aiolia de Leão fazer com que seus companheiros esqueçam seu apelido carinhoso dos momentos de alcova? E conseguirá Máscara da Morte organizar a grande estréia de Aiolos de Sagitário?
Tudo isso e muito mais nos próximos capítulos!
Stay tuned!
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