Notas iniciais
Quem acha que o Shino é sexy de Sugar Daddy, hum? Bom refresco!

Após o café da manhã, Shino sentia-se revigorado. Optou por tomar um banho frio, no qual Kiba lhe fez companhia, embora tivesse se segurado na parte das safadezas para preservar o marido, já que Aburame ainda sentia os efeitos do sol excessivo que havia tomado para atravessar o deserto. Decidiram curtir o dia juntinhos, desfrutando do grande acervo de frutas que o buffet oferecia a eles – Kiba adorou!

Passearam pela cidade, descobrindo que nem tudo era miséria e pobreza. Visitaram um museu, cujas obras de arte remontavam períodos antigos, onde animais eram venerados como verdadeiros deuses!

− Acho que eu seria venerado como um deus!

Shino deu uma risadinha que fez Kiba encará-lo com um bico que dava vontade de morder.

− Não ria de mim, desgraçado! – Sentiu os dedos dele se fecharem em seu queixo, roubando-lhe um beijo que, meses atrás, jamais partiria de Shino em público, mas, além de o museu estar praticamente vazio naquela sessão, ele parecia diferente. Era como se aquela máscara endurecida que ele havia conhecido quando se reencontraram tivesse caído. Tampouco era o Shino conquistador, que de tudo fizera para tê-lo ao seu lado – até mesmo um contrato!

− O que foi? – Aburame ficou empertigado com o olhar bobo que Kiba lhe dedicava, as íris de aspecto selvagem cintilando às luzes artificiais do museu.

− Estava apenas pensando.

− Em quê?

− Em como tenho sorte por te ter ao meu lado. – revelou. – Em como você se moldou de uma crisálida que não deixava ninguém aproximar-se para uma bela borboleta. Lembro-me de como você era fechado no colégio, de como foi difícil me aproximar de você. E senti a mesma coisa quando nos reencontramos. Você vestiu aquela máscara de Sugar Daddy e fez de tudo para que eu estivesse com você, mas havia uma muralha ao seu redor. Não sinto mais isso.

− As conversas com a psicóloga ajudaram, mas você foi primordial nisso. – Shino confessou. – Eu não teria conseguido me livrar de todos os fantasmas que me atormentam se você não estivesse por perto, Kiba. Não posso nem começar a enumerar como sou grato por te ter na minha vida.

Mas Kiba sorriu, matreiro, como se soubesse exatamente como queria que Shino lhe retribuísse aquilo.

− Talvez eu saiba como. – sussurrou em seu ouvido coisas que fizeram com que Aburame arregalasse os olhos.

− Quer mesmo algo assim?

− Quero.

Como dizer não ao seu marido com uma proposta daquelas?

X

− As pautas da próxima reunião estão prontas, Inuzuka? – A voz séria de Shino trovejou no local enquanto ele ajeitava as abotoaduras douradas das mangas de seu terno. Os olhos escuros o encaravam por trás das lentes dos óculos escuros, enquanto Kiba o olhou daquela maneira inocente.

− Claro que sim, Sr. Aburame! Tudo nos conformes! – Ajeitou os papéis falsos sobre uma pequena escrivaninha que havia ali.

Shino vestia-se com elegância em um terno preto de corte único, com uma gravata de tom vermelho trabalhada em seda milimetricamente colocada, os sapatos sociais lustrados e a calça combinando com o restante do conjunto, além de usar uma camisa branca. Seus olhos encaravam desejosos o marido, sendo para ele quase impossível manter o foco no papel de CEO que geralmente empenhava naquela situação, pois já sentia-se excitado só de vê-lo de costas. Kiba vestia apenas um colete preto sem mangas, a coleira, há muito esquecida, no pescoço. De couro fino, com spikes e uma corrente presa a ela. Usava uma calça jeans rasgada nos joelhos, bem ao estilo moleque, all stars vermelhos, as garrinhas e – pasmem – orelhinhas de cachorro na cabeça. A calça emoldurava bem as nádegas, parecendo ter sido feitas para ficarem justinhas ali e nas coxas torneadas. Ele inclinou-se para trás, como se chamasse a atenção de Aburame antes de virar-se em sua direção.

− Mas será que o senhor não gostaria de experimentar uma nova sobremesa hoje? – O sorriso malicioso revelou os caninos proeminentes quando virou-se em sua direção, o peitoral moreno exposto ao sentar-se sobre a escrivaninha com as pernas cruzadas ao melhor estilo de secretária de filme pornô.

Shino precisou respirar fundo para não perder a pose ali enquanto aproximava-se até ficar entre as pernas de Kiba, o dedo indicador passando por seu peitoral enquanto observava as marcas triangulares sobre o rosto selvagem do esposo.

− E qual é a sobremesa? – perguntou com a voz rouca. Tão próximos, Kiba podia ver os olhos de Shino, e fez questão de deixar a luz do quarto mais baixa apenas para que não o ferisse quando tirou seus óculos, pois era tão raro ver seus olhos. E eles eram tão lindos...

− Eu disse sobremesa? Quis dizer Kiba sobre a mesa. – O canto dos lábios subiu em um sorriso perverso que Shino recebeu bem, empurrando-o contra a mesa, sendo puxado pela gravata.

− É o meu favorito. – murmurou em seu ouvido, antes de mordiscar-lhe o lóbulo da orelha ao mesmo tempo em que sentia Kiba arfar contra sua pele. – Vou degustar com muito cuidado.

− É mesmo, papai?— perguntou daquela maneira provocante que deixava Shino louco. Como não apaixonar-se mais e mais por aquele homem que fazia de toda sua existência uma coisa tão maravilhosa?

− Sim.— sussurrou, a boca descendo pela lateral do rosto de Kiba até ele mordiscar-lhe o lábio. Beijaram-se com ardor e uma paixão que não se media. Era incrível como, apesar de o tempo juntos ter passado, continuassem com a mesma chama de antes. Shino sentia-se pleno ao lado de Kiba e Inuzuka sentia-se completamente preenchido por ele.

Suspirou mais alto quando sentiu a mão dele deslizar por cima do tecido do jeans lhe tocando o membro rijo, e foi atrevido ao ponto de fazer o mesmo com ele, arrancando um sorriso prazeroso da expressão do empresário.

− Começando por agora. – Shino deitou Kiba sobre a escrivaninha e inclinou o corpo sobre o seu, mordiscando seu pescoço, descendo a língua enquanto a mão ocupava-se em abrir os botões e o zíper, livrando-se da calça que o outro vestia. Ouviu-o arfar de prazer conforme os dedos se fechavam ao redor do falo já endurecido, espalhado o pré-gozo sobre toda a extensão conforme o libertava.

− Hmm, Shino... – A voz rouca despertou em Aburame seu lado mais dominador, passeando a língua ao redor de um de seus mamilos, mordiscando-o de leve. – Assim... continua assim...

O jeito despojado com o qual Kiba falava lhe deixava completamente fora de si. Quando imaginaria que aquele garoto afobado se tornaria seu dono na cama? Não tratava-se de dominar ou ser dominado, mas Shino tinha a completa certeza de que Kiba o tinha na palma de sua mão.

Passeou os dedos pela glande, os beijos descendo lentamente até que sua boca alcançasse o pênis exposto do marido, os olhos em tom ébano brilhando como o breu que se espalhava pelo quarto.

− Eu vou devorar você. – Entrou na brincadeira enquanto abocanhava o membro de Kiba, a língua passeando por toda a extensão e sentindo-o pulsar dentro da própria boca.

− Ah, Shino!— Kiba não se conteve ao gemer, as mãos se fechando contra os cabelos castanhos do marido, as unhas arranhando a nuca e causando-lhe arrepios enquanto ele arremetia os quadris contra sua boca até que o pênis tocasse sua garganta, ato que não foi agradável das primeiras vezes em que tentaram isso, mas ao qual Shino já havia se acostumado devido à selvageria do esposo na cama. Sentiu quando ele estava perto de gozar, permitindo que se derramasse dentro de si, engolindo o sabor de Kiba e sorrindo como um predador ao encará-lo. – Você é um descarado. – murmurou ao esconder o rosto com o antebraço e sorrir brevemente para ele. Shino sabia.

− E eu só estou começando. – murmurou de volta ao puxá-lo na direção da cama, mergulhando Kiba entre os lençóis enquanto ficava sobre ele, distribuindo beijos ao redor de seu corpo e sentindo enquanto a mão dele se fechava sobre seu membro, por dentro da calça e masturbando-o.

− Me diz o que você quer, papai.— Kiba provocou, as pernas se fechando ao redor da cintura dele, o corpo roçando contra o seu.

− Quero entrar em você. – sussurrou com a voz rouca, acariciando seu rosto. Hipnotizado. Ficava completamente hipnotizado por aquela versão safada de Kiba que estava aprendendo a amar tanto quanto amava sua inocência.

− Então vem. – Kiba livrou-se do restante das roupas, ficando de quatro para ele. Shino soltou um gemido de prazer apenas por observá-lo tão entregue, libertando-se das próprias roupas enquanto se masturbava, vestindo o preservativo e preparando o lubrificante para penetrar Inuzuka. Nada era tão delicioso quanto aquele momento no qual seus dedos penetravam ele, preparando-o e ouvindo-o gemer implorando por mais.

− Assim você me deixa louco. – Shino deixou escapar enquanto o próprio pênis brincava na entrada de Inuzuka.

− Só vem, Shino. Por favor. – Kiba implorou, sentindo-se ser penetrado por ele, gemendo junto com Aburame quando as estocadas começaram a ficar mais fortes, os quadris se chocando em uma explosão de pleno prazer.

Não havia controle enquanto ouvia Kiba gemer daquele jeito para si, como se fossem uma só pessoa. Shino sentiu quando o prazer alcançou Inuzuka novamente, fazendo-o gozar pela segunda vez naquela noite enquanto ele próprio atingia o primeiro orgasmo. Permitiu que o corpo cansado caísse sobre o do amante, as respirações descompassadas enquanto sorriam um para o outro.

− Amo você. – Shino murmurou, os lábios roçando contra os de Kiba.

− Também amo você, meu amor.

Meu amor.

Palavras que Shino nunca esperou ouvir durante sua vida toda depois que o deixou, mas que o preenchiam de alegria e satisfação.

Pelo visto, aquela lua de mel ainda seria muito satisfatória para ambos.

Notas finais
Capítulos mais leves, mais curtos e a escritora sem tempo. No próximo, o final da lua de mel e o retorno para a realidade e para a nossa fase final dessa fic! Estou postando fora de dia porque foi a única folga que consegui para escrever. Não vai ser fácil manter o ritmo a partir de agora, mas não desistam de mim! Eu não desistirei de vocês! Nos vemos em breve!