Sugar Daddy
9 Passeio inusitado! (Parte 2)
Notas iniciais
Então, era isso.
No fim, Sasuke venceu em conseguir um restaurante sem karaokê, mas com música ao vivo—Naruto insistiu. Acabaram em um lugar refinado ao som de jazz que agradou a ambos, embora Naruto preferisse músicas mais animadas. Mas havia ali um dueto maravilhoso, com um homem forte, a pele morena de sol, vestindo-se com um paletó de riscas verdes que tocava saxofone, ao ponto que ao seu lado, um homem de cabelos platinados tocava violoncelo, tão concentrado no que fazia que nada mais parecia existir ao redor.
Kakashi e Gai eram uma dupla famosa que tocavam em festas e restaurantes granfinos quando eram chamados.
E, ao som daquela música, enquanto desfrutavam de um delicioso jantar, Naruto contou a Sasuke sobre seus sonhos.
Ele lhe contou, com mais detalhes, um passado que Sasuke conhecia apenas pincelado. Que havia perdido seus pais muito jovem, sendo jogado em um orfanato onde passou boa parte de sua infância. Até que seu avô, Jiraya, o encontrou. E ele era apaixonado pela cozinha, paixão esta que passou para Naruto.
No entanto, desejava para ele um futuro promissor, motivo pelo qual ele havia iniciado a faculdade de Direito, mas sem motivação alguma que não fosse melhorar a vida simples que levavam.
Mas uma doença terminal o levou cedo demais e Naruto se viu sozinho novamente, com contas para pagar e nenhuma condição de seguir com o curso que sequer amava. Lidou com vários empregos duvidosos, aprendeu a se virar. Até chegar onde estava. E era por isso que almejava tanto se tornar um chef profissional.
− E por que nunca correu atrás de uma faculdade de gastronomia?
Naruto balançou a cabeça.
− O curso é caro demais. Essa é minha chance! Eu vou provar que consigo, Sasuke!
Ao ver a determinação no olhar de Naruto, Sasuke acreditou nele. Talvez Naruto realmente pudesse conseguir. E decidiu que aproveitaria o restante do encontro com ele enquanto apreciavam o maravilhoso Jazz daquela dupla tão maravilhosa.
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Shino arregalou ligeiramente os olhos. Enquanto Ino permanecia alheia ao fato de que estava noiva de um príncipe! Shino puxou Kiba pela gola da camisa para trás.
− O-oe, Shino! O que está fazendo?! – bradou, um tanto nervoso.
− Sabaku no Gaara. – Shino repetiu, como se o nome trouxesse luz a tudo. Um príncipe! E eles haviam levado ele para o meio do Tokyo Sea Park!
− Você está parecendo um boboca, Shino. – Kiba o acotovelou. – Assim o nosso convidado vai achar que você é autista!
Gaara abriu um sorriso singelo e Ino resolveu salvar o dia.
− Que tal irmos ver os tubarões? Falta pouco para começar a apresentação de golfinhos. – sugeriu.
− Woooh, eu quero ver o tubarão martelo, Ino-chan! – Kiba pareceu animado, e lá foram os dois na frente, discutindo com diversão sobre o que deveriam fazer.
Shino apenas balançou a cabeça, soltando o ar pelos lábios. Tinha certeza de que se Kiba soubesse que Gaara era um príncipe, ficaria tenso. Ele próprio havia ficado, mas se recompôs, fazendo uma breve mesura.
− É um prazer conhecê-lo, príncipe Gaara. Ouvi dizer que tem feito grandes coisas pelo seu país.
− Sem essas formalidades aqui, por favor. – Gaara pediu. – Quero apenas um dia tranquilo ao lado de minha noiva e do amigo a quem ela tanto quer bem. Achei que tinha em você um concorrente, mas vejo que você tem olhos para outro alguém.
Os dois olharam para Kiba. Era evidente o carinho que Shino sentia por ele mesmo em poucos minutos de interação.
− É... – Shino encolheu os ombros. Não podia negar como Kiba era cativante, como queria estar ao seu lado. – Ino é uma amiga estimada por mim. Não nos falávamos há algum tempo, mas foi um imenso prazer saber que poderemos fazer negócios juntos.
− Tenho negócios a propor também. Mas isso será conversa para um outro momento. – Gaara disse. – Vamos, antes que eles se percam por aí e tenhamos que ir atrás deles...
− ... nos achados e perdidos. – Shino concluiu a sentença, e os dois sorriram. Pois estavam acompanhados de duas crianças.
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E tiveram mesmo que encontrar Ino e Kiba nos achados e perdidos, visto que se misturaram à multidão e o sinal do celular era péssimo ali dentro. Não foi surpresa alguma quando as caixas de sons os anunciaram como perdidos, requisitando que seus responsáveis os encontrassem.
Kiba ficou emburrado por alguns minutos, sentimento que desapareceu quando Ino desculpou-se por arrastá-lo pela multidão lhe dando uma porção de takoyakis.
Sentaram-se na arquibancada, logo na frente, onde o show poderia ser melhor apreciado, Kiba ao lado de Shino e Ino, e a moça entre Kiba e Gaara.
− Aaaah, eu to tão animado! Será que vão deixar a gente passar a mão neles??? – Kiba perguntou, os olhos brilhando de maneira infantil.
− Espero que a gente dê essa sorte! – Ino, ao seu lado, parecia tão animada quanto ele com a ideia. E Shino e Gaara apenas apreciavam a companhia de seus consortes, ainda que Kiba não fosse namorado de Shino. Agia como tal.
O show não demorou a começar, com o treinador dizendo que não poderiam alimentar os golfinhos ou atirar objetos dentro do aquário que pudesse distrai-los, e por fim, começaram com as acrobacias, passando por dentro de aros, obedecendo ordens e jogando bolas para cima.
Kiba e Ino ficaram emocionados quando, no fim, o treinador os selecionou especialmente – sem influência alguma de Shino ou Gaara, que não enviaram mensagens para conseguir aquilo – para que acarinhassem os golfinhos e até mesmo nadassem com eles usando trajes de banhos adquiridos ali mesmo no aquário!
No fim, ao saírem do vestiário, um pouco mais tarde que o previsto, Ino e Kiba pareciam realizados!
− Waaah, como está tarde pra caralho! – Kiba expressou, olhando para o relógio no celular.
− Mas foi divertido. – Ino pontuou. – Que tal irmos comer alguma coisa? Acho que ficará tarde para visitarmos a torre de Tokyo, nosso voo teve uma alteração, será um pouco mais cedo.
Kiba fez um muxoxo. Por que tinham que ir embora? Estavam se divertindo tanto!
− Vou sentir saudades! – Kiba exclamou.
− Eu também vou, Kiba-kun!
Abraçaram-se, arrancando sorrisos singelos de Gaara e Shino.
Gaara, achando impressionante a forma como Kiba era espontâneo e divertido, sempre ganhando as pessoas ao redor com seu jeito meio impulsivo. Shino, sem nenhuma surpresa, achando uma graça como Kiba havia conhecido Ino no dia anterior e já havia se tornado seu melhor amigo!
− Queria ter mais tempo para fazermos umas comprinhas juntos, mas fica pra próxima. Que tal aquele almoço delicioso agora para nos animarmos, hum? – Ino sugeriu.
− Aaah, certo! Tô faminto pra porra! – Kiba disse, como se não tivesse devorado um espetinho de lula frita e duas porções de takoyaki!
Shino chamou seu motorista, que aguardava próximo dali e foram no mesmo carro para o restaurante sugerido por Kiba.
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Kiba escolheu muito bem, isso Shino tinha que admitir. Era um lugarzinho pequeno, de ambiente familiar e comida deliciosa. Gaara sentiu-se acolhido, sem ninguém que conhecesse sua real identidade, sendo tratado de maneira afável por uma das cozinheiras que disse que os cabelos ruivos dele eram algo raro naquela região.
Gaara, por sua vez, respondeu que do lugar onde ele vinha, era bastante comum.
− Disse que queria falar de negócios. – Shino abriu o tópico da conversa, enquanto Kiba e Ino brincavam com os peixinhos em um lago de carpas que havia nos fundos.
− Sim, mas Ino também faz parte dessa conversa. – Gaara respondeu. – Mas posso te adiantar que gostaria que visse meu país com seus próprios olhos. Estamos no deserto, Aburame-san. E preciso, aos poucos, reflorescer tudo o que a guerra destruiu ao nosso redor.
“Graças aos esforços de meu finado pai, conseguimos nossa independência, mas isso às custas de muito sangue e uma guerra civil intensa ao redor das fronteiras. No fim das contas, quando assumi a liderança em seu lugar, mesmo sendo o caçula de minha família, consegui firmar um tratado de paz com os países periféricos. E somente agora estamos nos reconstruindo. Isso é apenas uma coisa em um milhão que quero fazer.”
Shino escutou com paciência, admirando-o pelos esforços. Ouvira falar sobre o tratado de paz que Gaara havia constituído. Pois embora tivesse apenas 25 anos, sua visão como governante era infinitamente melhor que a de seu pai.
− Eu adoraria colocar a Aburame Interprises à frente disso. Abordarei com Ino a melhor forma de trabalharmos em conjunto para reflorestar suas terras. Estudarei com ela as melhores formas de polinização também.
Gaara anuiu.
− Espero que possamos fazer muita coisa juntos. Ela... ela é o meu sol, Aburame-san. – Falar de Ino trazia à Gaara um olhar acalentador. Shino entendia aquela sensação.
Kiba e Ino retornaram pouco depois, um sorriso tranquilo nos lábios de ambos.
− Adivinha só, Shino??? – Kiba perguntou.
− O quê?
− Ino me chamou pra ser padrinho junto com você no casamento dela! – Kiba era só sorrisos ao dizer isso. Shino ergueu o rosto, as sobrancelhas arqueadas para ela.
− Isso não será um problema?
− De maneira alguma! Não é, querido? – Ino pendurou-se no pescoço de Gaara, que apenas assentiu, sorrindo.
− Não vejo motivos para não serem se são um casal.
− O-oe! – Kiba corou até a raiz dos cabelos! Por que todos achavam que eram um casal?!
Mas Shino apenas sorriu, sem contradizer Gaara, entrelaçando os dedos aos de Kiba.
− E então, quando é o casamento?
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Passaram uma tarde agradável, passeando ao redor da torre de Tokyo, mas sem de fato fazerem o passeio. Apenas levaram Gaara ao topo para que ele tivesse uma visão panorâmica da cidade, prometendo demonstrar a cerimônia do chá um outro dia.
Shino deixou os dois no hotel e se despediram com a promessa de, em três meses, visitarem Suna para o casamento de Gaara e Ino, com ressalva de alguns dias para que Shino pudesse conhecer o local e fazer planos com Ino e Gaara. Até lá, tratariam tudo através de conferências e os contratos seriam assinados nas presenças de seus respectivos advogados.
Kiba lembrou-se de entregar o presente à Ino, curiosamente feito por sua amiga Hinata, a quem descobriu que Ino também conhecia! Como o mundo era pequeno.
Hoje em dia, Hinata estava à frente dos negócios da família, com buffets e restaurantes espalhados não apenas pelo Japão, mas pelo mundo inteiro. E Neji a ajudava a gerir os negócios, sendo um dos chefs mais renomados ao seu lado.
O restaurante mais famoso deles era comandado pela própria Hinata no Japão, embora ela muito viajasse para as filiais, possuindo duas estrelas Michelin¹.
Ela havia gostado da lembrança e do carinho de Kiba por querer presenteá-la com algo assim, garantindo que não se esqueceria daquilo.
A última parada do motorista foi a casa de Kiba, e quando o carro parou, Kiba abriu um sorriso, espreguiçando-se.
− Que dia gostoso! Mal vi o tempo passar! – Kiba exclamou. – Ino é mesmo incrível, não é? Aquele noivo dela também é muito bacana!
− Hn. – Shino concordou. – O príncipe Gaara adorou conhecê-lo.
O queixo de Kiba caiu.
− Príncipe?!
Shino anuiu.
− Ele preferiu que você não soubesse até que se fosse. Não queria que se sentisse pressionado por um título. – Shino encolheu os ombros.
− Foi por isso que você ficou todo boboca, Shino! E eu falei um monte de palavrão na frente dele. – Coçou a nuca – Desculpa, te envergonhei.
Mas Shino apenas segurou o queixo de Kiba, olhando-o nos olhos. Kiba podia sentir sua respiração próxima.
− Você nunca me envergonha, Kiba, nunca.
Kiba sentiu o rosto corar. Por que ele fazia essas coisas?!
− A-ah...nos vemos amanhã? – Abriu um sorriso. – Você vai me ajudar nos estudos!
Shino sorriu de canto quando ele se afastou.
− Hai, hai.
Kiba saiu do carro, correndo para o próprio apartamento. Sentindo que tinha borboletas no estômago e o cheiro de Shino a lhe rodear!
¹ — é uma classificação existente para os grandes restaurantes, onde possuir 2 estrelas significa um restaurante com excelente cozinha e pratos cuidadosamente elaborados, de excelente qualidade.
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