Sugar Daddy

17 Ou vai ou racha!


Notas iniciais
Esse capítulo contém lemon! Se não gosta, pule a primeira cena! Dessa vez não tem trap, Déb, Kali! Ou vai ou racha! Música sugerida: https://www.youtube.com/watch?v=C2uFM7CBNUo

A pele trigueira estava exposta, pois Kiba não vestia nenhuma camisa. Ao invés disso, usava um colete azul marinho, que deixava o peitoral bem conotado. Os olhos dourados cintilavam à meia luz quando Kiba bateu palmas, um comando que julgou muito útil desde o princípio. Usava uma calça branca, com detalhes em dourado na lateral, e um cinto de couro afivelado de dourado preso ao lado da cintura, com uma faixa azul que combinava com o colete, além das botas de couro marrons. Mas não era apenas isso. Era a maquiagem em seu rosto. Os olhos delineados em preto. Os cílios alongados. Os triângulos vermelhos marcados em seu rosto. E os brincos dourados que desciam como três sinetas sob a orelha esquerda.

− Q-quando... – Mas antes que Shino pudesse dizer qualquer coisa, Kiba se sentou em seu colo, silenciando-o com o indicador.

− Ino me ajudou. Isso é tudo o que precisa saber. – Piscou para Shino, levantando-se, ficando de costas enquanto os quadris rebolavam ao sabor da música.

Shino sentiu-se completamente envolvido, hipnotizado por aquela dança que sequer sabia que Kiba conhecia. Mas se lembraria, posteriormente, de agradecer à Yamanaka Ino por aquilo. Agora apenas aproveitaria o que Kiba tinha a lhe oferecer.

E como aproveitaria!

—-

Shino mordeu o lábio inferior, sem conseguir conter a excitação que sentia, roçando contra o pênis de Kiba naquela calça de cetim. Seu coração batia a milhão enquanto o namorado beijava-lhe o pescoço, os caninos afiados arranhando a pele de alabastro em conjunto com as unhas que desciam por cima do tecido de sua camisa.

Mas Shino não queria que houvesse mais nada entre eles. Nada que incomodasse. Nada que pinicasse.

Uma parte lógica de seu cérebro queria questionar Kiba, saber se ele realmente estava pronto para isso, ou se não era um impulso mal pensado. Por outro ponto, o lado irracional de sua mente apenas queria tomá-lo para si.

Aburame levou uma das mãos à nuca de Kiba, puxando os fios castanhos para trás de forma que ele se afastasse para encará-lo. Kiba mordiscou os lábios de maneira sexy enquanto a música árabe ainda preenchia o ar.

− Dança pra mim. – Shino pediu em um tom que não deixava espaço para negativas. Kiba inclinou-se um pouco para frente, fazendo com que suas partes íntimas entrassem em contato o bastante para arrancar um gemido de Shino.

− Claro, papai. — Shino jamais admitiria, mas estava arrepiado com o apelido! De onde ele havia tirado aquilo? Teria sido Ino também? Ou era um lado selvagem de Kiba que desconhecia?

Por um momento, amaldiçoou-se por não ter a coleira ali. Como ele ficaria sexy com ela!

Mas Kiba ficou de costas, rebolando. Os quadris remexiam de maneira sensual e ele virou-se, deixando a barriga malhada exposta. O colete desceu por seus ombros e atingiu o chão com um ruído quase inaudível. Shino sentia o pênis latejar dolorosamente dentro das calças e o expôs, sem suportar mais, passando a masturbar-se enquanto observava a cena. Sem conter os gemidos que escapavam dos lábios enquanto observava Kiba agora removendo os cintos e a calça que o aprisionava.

− Gosta disso, papai?— perguntou ele, enquanto ficava vestido apenas com uma boxer dourada.

Shino gemeu de prazer.

− Adoro. – disse em resposta lânguida, ainda o observando à meia-luz.

Kiba, que já não suportava mais apenas observá-lo, aproximou-se do namorado, observando a ereção pulsante de Shino que brincava entre os próprios dedos.

− É uma cobrona essa que você tem aí. – Deixou um risinho escapar, reverberando por todo seu corpo.

− Vai dar um jeito nela? – Shino perguntou, entrando na brincadeira.

Kiba, que não perdia oportunidades, colou o corpo ao dele, descendo a mão pelo peitoral de Shino e arrancando sua camisa. Observando a tez pálida e um pouco mais magra que a sua mesmo que Shino mantivesse a academia em dia. Não era um fanático como Kiba, que saía para correr todas as manhãs antes de ir trabalhar. Fator que refletia nas pernas bem torneadas do rapaz.

A música ainda tocava ao fundo quando as unhas postiças de Kiba desceram pelo peitoral de Shino, o marcando. Arrancando suspiros de prazer.

− Quer que eu chupe você?— sussurrou ao pé de seu ouvido. O pomo de adão de Shino subiu e desceu quando engoliu em seco.

− Quero. – respondeu, a voz mecânica. Como o desejava. Tanto que doía!

Kiba sorriu em resposta, depositando beijos cálidos sobre seu pescoço, descendo lentamente pelo tórax e lambendo seus mamilos com cuidado. Os dedos desceram até a ereção de Shino, fechando-se lentamente e o acariciando, o polegar massageando a glande de maneira que lhe arrancou um suspiro longo de prazer.

− Kiba... – Deixou escapar. Inuzuka, que adorava ouvir o nome daquela maneira, apenas prolongou-se dolorosamente no ato.

− Me diz o que você quer, papai.— murmurou ele.

Shino mordiscou o lábio inferior.

− Me chupa, porra...ah.

Kiba sorriu de canto, contente pelas dicas que Ino havia lhe dado! E escorregou como uma serpente pelo corpo de Shino, até ficar de joelhos no chão, tomando o pênis na boca de uma única vez, sentindo a dolorosa estocada em sua garganta enquanto se acostumava com o tamanho da ereção do namorado. Ouviu Shino balbuciar seu nome, este escapando mais alto enquanto ele se agarrava ao forro do sofá. Shino passou a movimentar-se no ritmo de Kiba, incapaz de pensar no que quer que fosse, apenas sentindo-se envolver pelo momento.

Sentia-se cada vez mais próximo de gozar enquanto Kiba acelerava seus movimentos, os dedos brincando, ora em seus testículos, ora arranhando sua virilha.

Um gemido de prazer mais alto foi ouvido quando, ao ápice, gozou na boca dele. E Kiba sequer engasgou, engolindo tudinho!

Lambeu os lábios, observando-o, quando os óculos de Shino caíram até a ponte do nariz. Aburame os abandonou a tempo de suspender Kiba no ar, arrancando-lhe uma exclamação de surpresa quando o ergueu sem dificuldade alguma, de forma que Kiba enlaçou as pernas em sua cintura.

Aburame ainda tremia pelo orgasmo, mas parecia estar injetado de adrenalina. Os olhos escuros o fitavam com lascívia de uma maneira que Kiba não havia visto até então.

− Anda malhando, Shino? – Uma risada rouca escapou de seus lábios, as mãos apoiadas em seus ombros.

− Estive esperando por esse momento a minha vida inteira. Não faria feio para você. – Sorriu de canto. – Me chame de papai.— sussurrou em seu ouvido, ao que Kiba gargalhou.

− Como quiser, papai.— murmurou em seu ouvido, mordiscando o lóbulo de sua orelha.

Shino o carregou na direção do quarto, espalhando Kiba entre os lençóis sedosos e escuros. A visão dele em sua cama semi nu era a coisa mais linda que Shino já havia visto.

− Você é uma delícia. – Shino não se conteve ao dizer, escorregando o corpo sobre o seu enquanto o beijava na boca, sentindo o sabor salgado do próprio sêmen.

− Então me come.— Kiba sussurrou com a voz rouca. Aquilo foi o suficiente para deixar Shino à flor da pele. A mão alcançou a primeira gaveta do criado mudo, tirando um preservativo e o lubrificante dali. Terminou de despir Kiba, flexionando as pernas do rapaz enquanto lambuzava os dedos com o lubrificante, preparando-o.

− É a sua primeira vez? – perguntou para Kiba, pois não sabia se ele já havia estado com outro homem. Ao vê-lo negar com a cabeça, apenas assentiu.

− Mas já tem um tempo que não fico com ninguém. – Abriu um sorriso um tanto envergonhando, ao que Shino assentiu novamente. Vestiu o preservativo com presteza, agradecendo a todos os deuses por ter treinado sozinho tantas vezes durante a vida. Pois Shino não havia se relacionado com tantas pessoas, embora tivesse tido outros homens e algumas mulheres em sua vida. Casos de uma única noite.

Quando penetrou o primeiro dedo, preparando o interior de Kiba, sentiu-o gemer. A outra mão, também banhada pelo lubrificante, começou a masturbar Kiba devagar. E o gemido tomou uma conotação mais erótica, fator que o incentivou a colocar outro dedo, sentindo-o até lhe tocar a próstata. Kiba mordiscou o lábio inferior.

− Eu quero você, papai. – provocou.

Shino aproveitou a deixa para penetrá-lo, tomando cuidado inicialmente, guiando-se até sentir o aperto em volta do próprio pênis. Teve que parar por um momento, gemendo, até que se sentiu confortável para seguir em frente, sendo incentivado por Kiba a prosseguir.

Aos poucos, Kiba flexionou as pernas até apoiá-las sobre os ombros de Shino em uma elasticidade que surpreendeu Aburame.

− Yoga e dança do ventre. – Kiba justificou, um gemido rouco escapando de seus lábios enquanto Shino aumentava a velocidade das estocadas, as palavras se perdendo em gemidos de quem lhe pedia mais e mais.

− Vai deixar de me surpreender um dia? – perguntou.

− Nunca.— Kiba respondeu, sentindo-o atingir sua próstata, os gemidos tomando forma de gritos selvagens enquanto as unhas marcavam a pele pálida de Shino, chegando a lhe tirar sangue.

A conversa foi deixava de lado, enquanto Kiba sentia-se derretido por aquele momento. Como podia ter adiado tão o inadiável? Como poderia pensar que seria menos do que perfeito?

Sentiu o exato momento em que Shino gozou pela segunda vez, desta vez o acompanhando. Os dois tinham as respirações descompassadas, mas foi Kiba quem deu o ar da graça, a mão acariciando os fios castanhos dos cabelos arrepiados de Shino.

− Amo você. – disse ele. Shino ergueu os olhos escuros, dois poços de alcatrão lhe encarando à meia-luz do cômodo.

− Eu também amo você.

Era perfeito. E agora seria assim para sempre.

X

− Passaportes, por favor. – A atendente pediu. Shino estendeu o dele e o de Kiba, que encarava deslumbrado o aeroporto. Nunca havia viajado de avião!

− Tem um... uma marca aqui, senhor. – A atendente disse, o sorriso não deixando enganar.

− Oh. – Shino tocou a marca da mordida de Kiba, levantando o colarinho de seu terno. – Obrigado.

− Tudo em ordem. Classe A. – Entregou as passagens para Shino. – Boa viagem ao casal. Suna é um ótimo lugar para os apaixonados.

Kiba sorriu para ela, entrelaçando os dedos aos de Shino.

− Obrigado. Vamos aproveitar muito.

Seguiram juntos na direção do voo. Shino poderia jurar que Kiba com um pouquinho de ciúmes da atendente!

X

Sentaram-se em seus devidos lugares e Kiba afivelou o cinto.

− Tem até um frigobar particular! Você é rico pra caralho mesmo, Shino! – exclamou Kiba.

− Ia pegar um jatinho particular da empresa, mas achei melhor evitar. – disse ele. – Assim você também conhece um voo normal. Quem sabe na volta?

− Posso imaginar muitas coisas para fazermos em um jatinho particular. – Kiba não escondeu a veia safada.

Shino sorriu de maneira maliciosa. Só não trocaria o voo porque já estavam decolando! Mas sua imaginação correria solta até que o momento chegasse.

Notas finais
Eu sempre me sinto no ápice da vergonha quando escrevo um lemon porque acho que nunca consigo fazer direito HSAUSAHUSA mas né, a gente segue a vida tentando! Espero que vocês gostem! E, amor, eu não consigo ler algo safado que eu escrevi pra ti. Me perdoa e não desiste de mim! Te amo! Até terça, pessoal!